O que será de Nick Diaz?

O combate entre George St-Pierre e Nick Diaz é um capítulo à parte do UFC. Desvia de acertos em função de ranking (qualquer um), foge a brigas por cinturão, escapa de confronto entre melhores. O duelo é um acerto particular. Às cegas da lógica. A encruzilhada entre pessoal e profissional. Vem de um pedido concedido sem bravatas pelo Ultimate a GSP, campeão do meio-médio, um dos melhores do MMA atual.

Pierre estava entalado com Diaz por conta das asneiras disparadas pelo bad boy do torneio meses atrás. Ambos deveriam se encontrar dentro do octógono no UFC 137. Mas Nick seguiu a coerência dos atos impensados: faltou à coletiva de imprensa e terminou punido. O duelo seguinte atrasou por conta de lesão de GSP.

A raiva nunca morreu. Hibernou para acordar meses depois. Às vésperas de despejá-la, no UFC 158, em março, George topou com Nick na entrevista a jornalistas, ontem. Os dois trocaram elogios. Mas a cordialidade, no MMA, é a ante-sala da fúria desmedida. Quando subir no octógono, St-Pierre terá as ferramentas para destroçar Diaz. Tem habilidade, agilidade, repertório e físico para fazer de Nick uma vaga lembrança de magrelo metido a lutador. Só o espírito do improvável salva o bad boy.

 Antes mesmo de a luta virar história, a dúvida inquietante a respeito do combate é: o que será de Nick Diaz quando a derrota se somar a uma trajetória marcada por indisciplina, abuso de maconha e palavreado calado por insucessos?

UFC 148: Silva e Sonnen quase brigam em coletiva

Lutadores se estranharam durante evento promovido pelo UFC hoje, em Las Vegas

O clima esquentou e quase descambou para a violência aberta durante a coletiva do UFC 148 entre os lutadores Anderson Silva e Chael Sonnen. Quando os dois ficaram frente a frente para a tradicional foto da encarada, hoje, em Las Vegas, as provocações e o falatório propalados até momentos antes deram lugar ao estranhamento. A intervenção providencial de Dana White, mandachuva do Ultimate, e dos seguranças escalados para acalmar os ânimos, evitou uma antecipação do confronto agendado para o sábado.

A fúria, especialmente a demonstrada por Anderson, é compreensível. Desde a derrota de Sonnen no UFC 117, em 2010, o norte-americano se esmera em provocar o brasileiro. As declarações ofensivas até mesmo à família do Spider causaram indignação na comunidade de lutadores – mas renderam holofotes da mídia e ensejaram o ambiente para o UFC estourar os recordes de transmissão da revanche. Agora, é esperar pelo desfecho sobre o palco daqui a quatro dias. O campeão brasileiro dos médios demonstrou uma ira fora do comum. Se ela se converter em golpes, dá para sentir pena de Sonnen…

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