Pernambucano ex-lutador do UFC tem nova luta

Junior Assunção enfrentará Chris Jones em abril

Ex-lutador do Ultimate Fighting Championship, o pernambucano Junior Assunção já tem desafio pela frente no MMA. Ele enfrenta o norte-americano Chris Jones em um dos confrontos do Legacy Fighting Championship, evento de artes marciais mistas do Texas, nos Estados Unidos. O adversário carrega um cartel de destaque, com oito vitórias e apenas uma derrota. Os dois lutam no dia 12 de abril.

Demitido do UFC em condições surpresas – como também aponta a reportagem do MMA Junkie -, o pernambucano vem de oito vitórias nos últimos dez combates. Entre elas, um resultado positivo e outro negativo no UFC (vitória sobre Eddie Yagin e derrota diante de Ross Pearson). Irmão de Rapha Assunção, lutador do UFC, e de Freddy Assunção, também lutador de MMA, Junior acabou afastado do maior torneio de lutas do mundo sem uma justificativa plausível. O adversário derrotado por ele – Eddie Yagin – continuou nos quadros do torneio.

O próximo desafio do atleta é o primeiro após deixar a franquia de Dana White. Aos 31 anos, o pernambucano radicado nos EUA precisa voltar a vencer de forma convincente se ainda quiser disputar espaço entre a elite do MMA mundial. É o primeiro passo para a possibilidade de retornar ao UFC.

CARD do Legacy FC 19:

MAIN CARD (AXS TV, 10 p.m. ET)

- Champ Will Campuzano vs. Alan Nascimento – for flyweight title
- Junior Assuncao vs. Chris Jones
- Matt Hobar vs. Nelson Salas
- Sean Spencer vs. Roy Spoon
- Ryan Benoit vs. opponent TBA
- Eli Tamez vs. opponent TBA

PRELIMINARY CARD (Untelevised, 7 p.m. ET)

- Sean Holden vs. Armando Servin
- Kirk Gibson vs. Clay Hantz
- Angelus McFarlane vs. Evan Thompson
- Bull Lawal vs. Jabari Shakur
- Bobby Moore vs. Lior Shporen

Guerreiro pernambucano no UFC

Raphael Assunção luta com braço quebrado e alcança marca histórica

Saiu como em um roteiro de filmes sobre superação: vitória apesar da dor, conquista de marca histórica e previsão de futuro de sucesso na carreira escolhida. O desempenho do pernambucano Raphael Assunção no UFC On Fox 5, realizado em Seattle, nos Estados Unidos, teve pitada de valentia, redenção e garra para torná-lo o primeiro lutador da safra atual do estado a conseguir três vitórias consecutivas no maior torneio de MMA do mundo. Nem mesmo a quebra de um braço durante o combate impediu o brasileiro de atropelar o adversário Mike Easton, o Hulk do Ultimate.

O pernambucano havia chegado à luta depois de ter batido Johnny Eduardo e Issei Temura nas edições 134 e On Fuel TV 4, respectivamente. Ele desceu de peso (para a categoria galo) e encontrou o prumo da trajetória. Aceitou o combate contra Easton em cima da hora – a duas semanas do combate – e conseguiu derrotá-lo. Agora, tem espaço garantido entre os melhores do patamar e, a depender do humor do chefão do UFC, Dana White, entra no circuito para disputar o cinturão hoje sustentado por Renan Barão (campeão interino).

Raphael usou estratégia inteligente para vencer Easton. O pernambucano se mostrou cauteloso. Estudou eficientemente a distância em relação ao oponente e conseguiu encaixar melhor os golpes. O braço, quebrado no primeiro round, parece ter atrapalhado pouco. “Penseiq que era um espasmo do músculo”, afirmou no Twitter, no pós-luta. Ao final, os juízes deram vitória por pontos ao membro do clã Assunção – a família tem outros dois lutadores, Junior e Freddy.

O brasileiro deve ser chamado para estender contrato com a franquia e encarar adversários mais difíceis no caminho pelo título. Mas o script de hoje manda desfrutar do sucesso com as três vitórias seguidas inéditas de um pernambucano no UFC atual. É hora de cuidar do braço e o físico porque o emocional, depois do desempenho do sábado, está bem zelado.

Pernambuco, terra de megalomanias… não no MMA

Estado sofre para se aproximar de um título de expressão nas artes marciais mistas

Junior: cortado do UFC

 

De todos os atributos pendurados no perfil dos pernambucanos, a megalomania reina absoluta. Apoiado quase sempre em estatísticas duvidosas e crendices risíveis, o estado inflama entre os conterrâneos a busca pelo status de se definir como o maior. Em qualquer área. A avenida mais extensa do país? O shopping com mais área construída? O centro do futebol no Nordeste? O coro é inequívoco: Pernambuco. A sensação de supremacia por aqui, no entanto, perde força no terreno das artes marciais mistas. Na elite dos ringues, o topo parece um desejo intocável: nenhum dos atletas da terra se aproxima hoje da oportunidade de conquistar o cinturão de uma das sete categorias do UFC, maior torneio de MMA do mundo. Entre colegas de região, por exemplo, a situação é outra: Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba experimentam o prazer de ter lutadores entre as maiores estrelas do torneio.

O retorno para casa do campeão interino dos peso-galo, o potiguar Renan Barão, ilustra a relevância do esporte no estado. Depois de bater o queridinho do UFC Urijah Faber na edição de número 153 – com uma luta impecável do ponto de vista técnico, embora monótona – o nordestino se apossou do cinturão e entrou no círculo restrito dos campeões brasileiros do torneio. Marcou espaço ao lado de Anderson Silva (médios), Junior Cigano dos Santos (pesados) e José Aldo (pena). O título coroou a trajetória de 31 vitórias no MMA – seis seguidas no Ultimate. Ao regressar à terra natal, Barão caiu nas graças dos potiguares e desfilou em carro aberto (foto). Do estado, também saiu Gleison Tibau (25 vitórias e 8 derrotas). Experiente, o lutador de 29 anos coleciona 14 combates no UFC (cinco derrotas) – mas nunca venceu quatro vezes seguidas, sequência capaz de habilitá-lo ao cinturão.

Prova de prestígio, o Rio Grande do Norte realizou evento de artes marciais mistas em Mossoró, interior do estado, na semana passada, e contou com a presença de Rogério Minotouro, lenda do esporte, Rony Jason (Ceará), e Gasparzinho (potiguar), ex-integrantes do TUF Brasil.

 

Barão: reconhecimento na volta a Natal

O campeão dos pesados, Junior Cigano dos Santos, apesar de nascido em Santa Catarina, considera-se baiano de coração e leva o nome da terra de todos os santos para onde vai. É, aliás, da escola de um mito da Bahia, o pugilista Acelino Popó Freitas, tetracampeão mundial de boxe. Cigano detém as qualidades necessárias para se perpetuar como dono do cinturão da categoria mais valorosa do esporte: é ágil, atributo raro em lutadores de peso elevado, e domina com desenvoltura a nobre arte. Quando Lorenzo Fertita, sócio da Zuffa e um dos donos do Ultimate, veio ao Brasil recentemente, fez questão de passar na Bahia e tirar uma foto com o campeão. Relevância baiana no UFC.

A Paraíba – para citar um lutador como exemplo – é terra natal de Antônio Silva, o Pezão. Entre os feitos do atleta, um encerra qualquer discussão sobre qualidade dentro do octógono: a vitória avassaladora no Strikeforce sobre Fedor Emelianenko, uma das maiores lendas das artes marciais mistas da história. Pezão perdeu a luta mais recente para Cain Velasquez, mas é considerado um atleta casca-grossa e, em caso de vitória, volta a brigar pelo cinturão dos pesados do UFC.

O time pernambucano no Ultimate conta com dois lutadores de destaque. Mas, por enquanto, longe de almejar o título nas categorias pelas quais competem. Rapha Assunção, 30 anos, possui três lutas no maior torneio do mundo. Perdeu uma e venceu as mais recentes. Cria do WEC – torneio incorporado pelo Ultimate -, tem 18 vitórias e quatro derrotas no cartel. Mas ainda precisa engatar uma sequência de sucessos para sonhar em chegar ao topo dos galos. O nocaute sobre Issei Tamura no UFC On Fuel, em julho, é um ponto positivo para lhe abrir as portas a desafios mais consistentes. Ele luta, ainda, para evitar desfecho semelhante ao do irmão, Junior Assunção, cortado do Ultimate em condições misteriosas, após passar pelo torneio duas vezes. O outro membro da família, Freddy, luta pelo Titan Fighting Championship (do Texas, nos EUA) e batalha para ser convocado pelo UFC.

 

Braulio: promessa?

Outro pernambucano no quadro da franquia mais famosa do mundo é Rafaello Tractor. Ele contabiliza duas passagens pelo Ultimate. Na primeira vez, lutou três vezes e venceu apenas uma. No regresso – um ano e quatro duelos depois -, perdeu duas e venceu somente a última, em julho passado. A derrota certamente o afastaria do quadro de funcionários do Ultimate – o patrão Dana White é intolerante a fracassos sucessivos de atletas de expressão mediana. Tractor precisa vencer, primeiro, de olho na permanência na franquia. O cinturão é uma ambição bem distante.

Um novo nome surgiu recentemente no rol de pernambucanos lutadores de MMA. Bráulio Estima, consagrado no jiu-jitsu, ensaia os primeiros passos nas artes marciais mistas. Aos 32 anos, o Carcará detém um currículo recheado de sucessos: é pentacampeão panamericano de jiu-jitsu, tricampeão mundial e tricampeão do ADCC. Ele se prepara para estrear em agosto, no Titan 24 (MMA). Mas, por enquanto, engrossa a lista dos conterrâneos longe de um cinturão de peso no esporte em maior crescimento no mundo.

A pequenez de Pernambuco no panorama internacional das artes marciais mistas é reforçada pela ausência de eventos sistemáticos de grande porte. O Recife Fighting Championship, trampolim de Rafaello e Junior Assunção ao UFC, custa para ser realizado. No fim de 2011, o Night of World Championship, promovido no estado pela primeira vez, contou, no card, com lutadores amadores e sofreu com a troca de atletas em cima da hora. A falta de investimentos maciços e de estrutura apropriada para treinamento agrava o quadro.

O cenário tacanho encolhe o nome do estado mundo afora e distancia os atletas locais da nata das artes marciais mistas. A terra orgulhosa de exagerar as próprias proezas – ou de fabricá-las quando convém – amarga o dissabor da quase invisibilidade perante o mundo no MMA – especialmente no UFC. A inexpressividade atual no esporte destrona a megalomania e torna Pernambuco, rei na arte de se vangloriar, plebeu da própria mediocridade.

 

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Pernambuco marca posição no UFC

Vitórias de Rafaello Trator e Rapha Assunção garantem o estado no Ultimate

A sobrevivência no maior torneio de artes marciais mistas no mundo reza pela cartilha da simplicidade: aos vencedores, a chance de continuar. Aos perdedores, o sinal de alerta para reverter a sina no combate seguinte. Caso os resultados negativos se perpetuem, é hora de recolher as luvas e pular fora do octógono do UFC. Obter vitórias é fundamental para permanecer nos quadros da franquia de Dana White. E dois pernambucanos asseguraram, em menos de quatro dias, mais longevidade no Ultimate: Rafaello Trator passou por Yoslandy Izquierdo no UFC 148 e, ontem, Rapha Assunção nocauteou o japonês Issei Tamura no segundo round pelo UFC Muñoz x Weidman.

É a segunda vitória de Rapha na categoria dos pesos-galos. Irmão de Freddy e Junior Assunção – o último cortado do UFC em condições misteriosas -, ele estava há onze meses sem subir ao ringue. A batalha mais recente ocorreu no Brasil, no UFC 134, diante de Johnny Eduardo. Ele estreou no Ultimate com derrota contra Erik Koch, na edição de número 128. Os resultados positivos na maior franquia de lutas do mundo só ocorreram depois de ele mudar de peso: passou para o galo – categoria cujo campeão é Dominick Cruz.

As vitórias de Rafaello e Raphael representam passo importante para manter o estado dentro do UFC. Sem nomes em vias de disputar cinturões em uma das oito categorias, Pernambuco custa a se firmar como gerador de atletas de elite das artes marciais mistas – justamente quando o esporte ganha visibilidade tanto nas redes de televisão quanto no gosto do brasileiro. O resultado positivo observado nas duas edições mais recentes do UFC é estratégico porque impede a eliminação por completo dos quadros pernambucanos do Ultimate e impulsiona os dois atletas (Rafaello e Rapha) na direção de desafios capazes de colocá-los na disputa por mais espaço na franquia.

Pernambucano cortado do UFC

Junior Assunção revelou a dispensa do maior torneio de lutas do mundo pelo Twitter

O pernambucano Junior Assunção, da categoria dos pesos-pena, foi dispensado do UFC, maior franquia de lutas de MMA do mundo. O próprio lutador revelou o corte por meio do Twitter na noite desta segunda-feira. “Eu acabei de ser cortado do UFC! Uau… Aparentemente, eles não gostaram da minha última luta. Obrigado ao @ufc pela oportunidade. Aos meus fãs, eu voltarei! Obrigado pelo suporte. Eu não estou no controle disso. Meu técnico disse que tudo ficará bem”, postou o atleta no microblog. A mais recente participação de Junior no Ultimate ocorreu no combate contra Ross Pearson, quando ele acabou derrotado por decisão dos juízes, no UFC 141, no fim de dezembro.

O atleta pernambucano já havia sido dispensado das lutas pelo UFC – depois da derrota para Nate Diaz, no UFC Fight Night 11, em 2007. A partir de então, competiu em eventos menos expressivos de MMA: foram oito duelos e apenas uma frustração – o périplo por torneios do circuito alternativo incluiu a participação exitosa em duas edições do RFC. Junior manteve uma invencibilidade de quatro anos até o retorno ao Ultimate, em setembro do ano passado, contra Eddie Yagin – luta vencida pelo brasileiro.

A notícia do corte surpreendeu o lutador. Em postagens subsequentes à do anúncio da dispensa, ele atribuiu a decisão do UFC a política nos bastidores. E isentou o mandatário da franquia, Dana White.”O chefe me disse que a luta (contra Ross) foi boa, uma performance de valor. Eu não entendo. Se eu soubesse que seria cortado, preferiria uma luta fácil, eu disse a meu treinador. Alguém pode me ajudar a entender?”, questionou o atleta. “Não foi decisão de Dana White. São as políticas por trás”, completou.

Depois de desabafar pelo Twitter, Assunção preferiu o silêncio: “A verdade vai aparecer logo. Não sei o que acontece nnos bastidores. Mas eu devo me calar agora”, observou. Com a saída de Junior, Pernambuco fica com apenas dois atletas no UFC: Rafaello Trator e Rapha Assunção – irmão do lutador dispensado. Pelo microblog, o irmão de Junior lhe deu apoio: “Deus tem o futuro. Estamos juntos, irmão”. A torcida pernambucana, também. Segue junto ao atleta.

 

“O UFC sabe quem eu sou”

Pernambucano Freddy Assunção comenta a participação no Recife Fighting Championship (RFC 5) e a possibilidade de entrar na elite do UFC

No sobrenome, ele carrega o peso de uma família acostumada aos ringues. No dia a dia, leva uma rotina marcada pelo treinamento e pela dedicação. Cotidiano intensificado desde 2009, quando decidiu entrar de vez no MMA, esporte no qual os dois irmãos, Junior Assunção e Rapha Assunção, com contrato assinado com o UFC, mantêm posição de destaque. Aos 27 anos, Freddy Assunção está a um passo de abrir as portas e ingressar de vez na elite das artes marciais mistas. Ele é uma das estrelas do Recife Fighting Championship (RFC 5), torneio realizado no próximo dia 15, no Chevrolet Hall, em Olinda.

O atleta, iniciado na luta através da boa e brasileira capoeira, falou com exclusividade ao Ringue Diário sobre as expectativas em relação ao evento. Garantiu estar preparado para o combate contra o inglês Jay Furnes, deu detalhes da rotina de treinamento e, diante da questão colocada sobre uma possível ida para o Ultimate, deixou claro: “O UFC sabe quem eu sou”.

Confira a entrevista

Ringue Diário: Como e quando você começou no MMA? Onde mora e treina hoje? Por que você foi para os Estados Unidos? No que você é especialista?
Freddy Assunção: Comecei em 2009 no MMA, mas já lutava muay thai. Moro em Atlanta nos Estados Unidos, e treino por aqui mesmo. Viemos para cá estudar e ter uma vida melhor.

RD: Já pensando na luta: como tem sido a tua preparação para o Recife Fighting Championship 5? Como está a maratona de treinos?
FA:  A preparação está indo muito bem, graças a Deus. Tenho treinado bastante aqui com muitos caras “pedreiras”, como Roan Jucao, Douglas e Dhiego Lima, Diego Saraiva, Brian Stan, Jeff Berdard, Roberto Traven… Sem contar com meus dois irmãos,né? Os dois veteranos! Então, estou bem treinado. Agora, é só fé em Deus.

RD: Tem dedicado o treinamento a alguma técnica/estilo em especial?
FA: Estive treinando em todas as áreas. Bastante wrestling porque hoje em dia tem muito no MMA. Mas treinamos em todas as áreas.

RD: Você possui cinco lutas e apenas uma derrota (em 2009). Comenta um pouco da tua trajetória para a gente. Qual luta foi mais difícil e se você notou uma evolução durante a sua carreira no MMA.
FA:  Comecei um pouco tarde a lutar, porque fiquei bastante tempo treinando só capoeira. Depois, fui pro muay thai e jiu-jitsu. Mais pelo fato de que tenho dois irmãos veteranos no esporte. Tive que trabalhar em dobro pra chegar ao nível de treino e luta deles sabe? Mas me ajudou muito. Hoje em dia, treinamos de igual pra igual. Claro que eles são faixa preta e têm mais experiência que eu, mas eu seguro minha onda (risos)…

RD: O RFC costuma revelar talentos até mesmo para o UFC. Foi assim com Rafaello Trator e com o teu irmão Junior Assunção. Os dois lutaram nas edições 3 e 4 e, em seguida, foram para o UFC. Você acha que um bom resultado abre as portas para o Ultimate? O que você espera dessa luta afinal?
FA: Sim, é verdade. O RFC é uma ótima porta para entrar no UFC. Mas, para falar a verdade, nao estou muito preocupado com isso não. Preciso manter essa sequência de vitórias antes de qualquer coisa, sabe? O UFC sabe quem eu sou. Sabem que eu venho ganhando minhas lutas, estou sempre lá no corner do meus irmãos também. Então, eu sei e tenho fé que uma hora eles vao me chamar. Mas não posso perder meu foco na minha próxima luta.

RD: Você tem dois irmãos no UFC. Existe algum motivo para que a família tenha lutadores de MMA com tanto destaque no cenário mundial? Qual o segredo de vocês?
FA: Eu acho que está no sangue mesmo (risos). A maneira como fomos criados também… Mas não, não temos segredos a não ser treinar duro. Ter uma atitude boa e muita fé em Deus.

RD: Você vem ao Recife na véspera da luta ou já está por aqui treinando? Sua família vai acompanhá-lo?
FA: Chego na semana da luta. Não gosto de mudar minha rotina de luta muito não. Vou até ficar no hotel antes da pesagem e da luta porque é o que costumamos fazer sempre . Apesar de ter familia aé no Recife. Mas minha família vai estar ai comigo, me dando apoio.

RD: Em relação ao seu adversário, o inglês Jay Furness, o que você conhece dele? Como pretende vencê-lo?
FA: Não sei muito dele. Sei que tem um jiu-jitsu muito bom. Mas estou pronto para tudo. Vou para finalizar a luta. Chão ou em pé, vou para acabar.

RD: Para encerrar, queria que você deixasse uma mensagem aos pernambucanos, que são fãs de MMA e certamente vão te ver lutar no RFC 5.
FA: Quero dizer: obrigado a toda minha familia e a essa galera que nos apóia nesse esporte. E prometo que vou dar show para meus pernambucanos.

A nova chance de Trator

Pernambucano está curado de problema na mão e volta a subir no octógono do UFC

O pernambucano Rafaello Trator ainda busca o recohecimento dentro do octógono no UFC. Em cinco lutas pelo maior torneio de artes marciais mistas do mundo, venceu apenas uma. Os resultados desfavoráveis acenderam a luz de alerta na carreira do lutador. Ele precisa de uma vitória convincente para se manter na elite do esporte. O desafio já tem data marcada: 20 de janeiro, no UFC on Fox. O atleta anunciou pelo Twitter a liberação dada pelo médico para lutar contra o estreante no Ultimate, o iraniano naturalizado sueco Reza Madadi.

O último combate travado por Rafaello ocorreu non UFC Live, no início de outubro. O pernambucano acabou nocauteado por Yves Edward no segundo round. Antes, ele havia perdido a luta para o potiguar Gleison Tibau, no UFC 130, em maio. Na primeira participação no UFC, Rafaello perdeu para Nick Lentz, no UFC 103, venceu John Gunderson, no UFC 108, e sucumbiu diante de Andre Winner, no UFC Fight Night: Florian vs Gomi. Nas duas lutas feitas no Recife Fighting Championship, em 2010 e 2011, ele superou Bendy Casimir e Ryan Bixler.

O pernambucano sofria com uma lesão na mão direita contraída após a luta no UFC Live. Mas, depois de ir ao hospital, constatou a inexistência de lesão capaz de tirá-lo do card. O anúncio da liberação recebu apoio de fãs e amigos pelo Twitter. Rafaello tem 19 lutas no cartel e 14 vitórias. O adversário dele, Reza Madadi, está invicto há seis lutas e ostenta o título do Superior Challenge da Suécia.

Outros dois pernambucanos em alta no UFC são Junior Assunção e o irmão dele, Rapha Assunção. O primeiro venceu Eddie Yagin no UFC 135, em setembro. O segundo detonou Johnny Eduardo no UFC Rio, em agosto. Pernambuco entra na torcida para que Rafaello seja mais um vitorioso do estado.