UFC 156 agita Las Vegas com superluta pelo cinturão e brasileiros em ação

Texto: Superesportes

Um dos eventos mais aguardados nos últimos tempos pelos fãs de MMA, o UFC 156 agita Las Vegas, neste sábado, em um fim de semana especial para os norte-americanos. Aproveitando o Super Bowl, a final da NFL, no dia seguinte, o Ultimate Fighting Championship preparou um card recheado para o evento que promete lotação máxima no Mandalay Bay Center. Serão 11 lutas no total, cinco no card principal e seis no preliminar.

O UFC 156 terá início às 21h (de Brasília), com cobertura completa do Superesportes. O destaque fica por conta de duelos imperdíveis reunindo brasileiros e norte-americanos. A luta principal é um exemplo da crescente rivalidade entre os dois países, na condição de melhor do mundo no MMA. José Aldo, dono do cinturão dos pesos penas, enfrenta Frankie Edgar, que perdeu o título dos leves para Ben Henderson e desceu de categoria.

Veja as imagens da pesagem oficial do UFC 156

A luta poderia ter ocorrido no UFC 153, no Rio de Janeiro, em outubro de 2012. Mas o manauara sofreu um acidente de moto, que resultou em um corte no pé. O problema impediu o brasileiro de entrar no octógono. Com isso, o duelo foi cancelado e remarcado para o fim de semana do Super Bowl, nos Estados Unidos. E cercado de muita expectativa por todos os fãs de MMA, que encaram o confronto como uma ‘superluta’.

Os dois atletas também não conseguem esconder a motivação para o badalado duelo. Frankie Edgar, por exemplo, concordou com o apelido de superluta. “Nós dois estamos no top 10 peso por peso, e ambos fomos considerados um top 5 peso por peso. Se fosse no boxe, seria chamado megaluta. Você pode argumentar que vale o cinturão dos penas, mas sim, é uma superluta e vamos tratá-la assim”, afirmou o ‘Answer’.

José Aldo, que fará a terceira defesa de título no UFC, também se mostrou consciente do interesse que cerca a luta principal da edição 156. “Alguns outros caras da minha categoria deveriam ter tido chance de lutar contra mim. Mas o Frankie é um grande lutador e será uma luta muito emocionante. Todo mundo está esperando por isso”, enfatizou o manauara.

PROVOCAÇÕES

A luta coprincipal será mais um duelo reunindo brasileiro e norte-americano. Rogério Minotouro encara o perigoso Rashad Evans, ex-campeão dos meio-pesados e que busca se reencontrar na categoria – embora não descarte descer de peso para encarar Anderson Silva nos médios. O brasileiro garantiu estar bem preparado para enfrentar um atleta do wrestling, que usa bem o jogo de quedas, mas que também gosta da trocação.

Uma das lutas mais aguardadas está nos pesos pesados. O gigante Alistair Overeem retorna depois de nove meses afastado por doping. Ele poderá garantir a chance de disputar o título da categoria em caso de triunfo diante do brasileiro Antônio Pezão. O holandês adotou tom provocativo, menosprezando o paraibano, que preferiu manter o foco no adversário, sem dar o troco nas palavras.

Outro duelo aguardado entre norte-americano e brasileiro é o duelo Jon Fitch x Demian Maia. Em ascensão na categoria meio-médio, com duas vitórias consecutivas, Maia espera um resultado convincente diante de um oponente que merece respeito. Fitch vem de triunfo sobre Erick Silva, no Rio de Janeiro, e mostrou que, além de ter qualidade na luta de chão, é um atleta com muito coração e entrega no octógono.

No card preliminar, Gleison Tibau vai enfrentar o norte-americano Evan Dunham, pela categoria peso leve. O experiente potiguar vem de triunfo no UFC 153 diante de Francisco Massaranbuda (decisão unânime) e espera voltar a subir na divisão com triunfo em Las Vegas.

UFC 156

Sábado, 2 de fevereiro

Mandalay Bay Center, em Las Vegas

Card principal

José Aldo x Frankie Edgar (pelo cinturão do peso pena)
Rashad Evans x Rogério Minotouro
Alistair Overeem x Antônio Pezão
Jon Fitch x Demian Maia
Joseph Benavidez x Ian McCall

Card preliminar

Gleison Tibau x Evan Dunham
Tyron Woodley x Jay Hieron
Jacob Volkmann x Bobby Green
Yves Edwards x Isaac Vallie-Flagg
Chico Camus x Dustin Kimura
Edwin Figueroa x Francisco Rivera

Um dos eventos mais aguardados nos últimos tempos pelos fãs de MMA, o UFC 156 agita Las Vegas, neste sábado, em um fim de semana especial para os norte-americanos. Aproveitando o Super Bowl, a final da NFL, no dia seguinte, o Ultimate Fighting Championship preparou um card recheado para o evento que promete lotação máxima no Mandalay Bay Center. Serão 11 lutas no total, cinco no card principal e seis no preliminar.

O UFC 156 terá início às 21h (de Brasília), com cobertura completa do Superesportes. O destaque fica por conta de duelos imperdíveis reunindo brasileiros e norte-americanos. A luta principal é um exemplo da crescente rivalidade entre os dois países, na condição de melhor do mundo no MMA. José Aldo, dono do cinturão dos pesos penas, enfrenta Frankie Edgar, que perdeu o título dos leves para Ben Henderson e desceu de categoria.

A luta poderia ter ocorrido no UFC 153, no Rio de Janeiro, em outubro de 2012. Mas o manauara sofreu um acidente de moto, que resultou em um corte no pé. O problema impediu o brasileiro de entrar no octógono. Com isso, o duelo foi cancelado e remarcado para o fim de semana do Super Bowl, nos Estados Unidos. E cercado de muita expectativa por todos os fãs de MMA, que encaram o confronto como uma ‘superluta’.

Os dois atletas também não conseguem esconder a motivação para o badalado duelo. Frankie Edgar, por exemplo, concordou com o apelido de superluta. “Nós dois estamos no top 10 peso por peso, e ambos fomos considerados um top 5 peso por peso. Se fosse no boxe, seria chamado megaluta. Você pode argumentar que vale o cinturão dos penas, mas sim, é uma superluta e vamos tratá-la assim”, afirmou o ‘Answer’.

José Aldo, que fará a terceira defesa de título no UFC, também se mostrou consciente do interesse que cerca a luta principal da edição 156. “Alguns outros caras da minha categoria deveriam ter tido chance de lutar contra mim. Mas o Frankie é um grande lutador e será uma luta muito emocionante. Todo mundo está esperando por isso”, enfatizou o manauara.

A obstinação de Vitor Belfort no treinamento

Fenômeno brasileiro treina com ex-parceiro de Jon Jones e demonstra concentração

O lutador Vitor Belfort, um dos mais jovens da história a conquistar o título de campeão do UFC, segue implacável na rotina de treinamentos para derrubar o invencível Jon Jones. A foto acima é eloquente. O brasileiro se aliou a Rashad Evans, ex-parceiro de Jones e rival derrotado pelo atual campeão dos meio-pesados, para furar o bloqueio e mirar o cinturão da categoria. Belfort é pura concentração, suor, esforço. A imagem soa como premonição. Tomara! #vaibelfort. Duelo do UFC 152 é no dia 22 de setembro.

Jon Jones colhe os frutos da grande fase

Jon Jones começa a colher os frutos por ter se tornado um dos principais nomes do MMA atual. A defesa do título diante do desafeto Rashad Evans, rendeu  US$ 400 mil (cerca de R$ 750 mil) aos cofres do campeão dos meio-pesados. Valor referente apenas à bolsa pela luta.

Vale lembrar que além da bolsa, o contrato de Jon Jones com o UFC prevê ainda uma participação nos lucros com a venda de pacotes de pay-per-view e o valor pago pela primazia de ser o patrocinador master do atleta. Fato que levantou muita polêmica.

Evans, também não tem do que reclamar. O lutador, que  postou um comentário, dizendo que o olho inchado foi o souvenir que levou do confronto, recebeu outra “lembrancinha”. A bolsa pelos cinco rounds contra o campeão foi de US$ 300 mil (cerca de R$ 564 mil).

Ben Rothwell, que provocou uma reviravolta na luta contra Brendan Schaub, recebeu alguns bônus. Além da bolsa pela luta, o peso-pesado recebeu ainda mais US$ 52 mil (cerca de R$ 98 mil) e ainda outros US$ 65 mil (cerca de R$ 112 mil).

Confira quanto o UFC pagou a cada lutador do UFC 145:

Card Principal
Jon Jones: US$ 400 mil (cerca de R$ 752 mil)
Rashad Evans: US$ 300 mil (cerca de R$ 564 mil)

Rory MacDonald: US$ 36 mil (cerca de R$ 68 mil)
Che Mills: US$ 8 mil (cerca de R$ 15 mil)

Ben Rothwell: US$ 169 mil (cerca de R$ 317 mil)
Brendan Schaub: US$ 14 mil (cerca R$ 26 mil)

Michael McDonald: US$ 16 mil (cerca de R$ 30 mil)
Miguel Torres: US$ 32 mil (cerca de R$ 60 mil)

Eddie Yagin: US$ 12 mil (cerca de R$ 22,5 mil)
Mark Hominick: US$ 17 mil (cerca de R$ 32 mil)

Mark Bocek: US$ 46 mil (cerca de R$ 86,5 mil)
John Alessio: US$ 10 mil (cerca de R$ 19 mil)

Card Preliminar
Travis Browne: US$ 24 mil (cerca de R$ 45 mil)
Chad Griggs: US$ 27 mil (cerca de R$ 51 mil)

Matt Brown: US$ 36 mil (cerca de R$ 68 mil)
Stephen Thompson: US$ 8 mil (cerca de R$ 15 mil)

Anthony Njokuani: US$ 24 mil (cerca de R$ 45 mil)
John Makdessi: US$ 12 mil (cerca de R$ 22,5 mil)

Mac Danzig: US$ 54 mil (cerca de R$ 101 mil)
Efrain Escudero: US$ 10 mil (cerca de R$ 19 mil)

Chris Clements: US$ 12 mil (cerca de R$ 22,5 mil)
Keith Wisniewski: US$ 10 mil (cerca de R$ 19 mil)

Marcus Brimage: US$ 16 mil (cerca de R$ 30 mil)
Maximo Blanco: US$ 13 mil (cerca de R$ 24,5 mil)

A lembrancinha de Rashad Evans

Depois de fazer um bom primeiro round, Rashad Evans foi apresentado aos cotovelos de Jon Jones. “Suga” sofreu um verdadeiro castigo e chegou a trocar as pernas. O knockdown não veio por um triz.

Pressionado contra a grade do octógono, Rashad passou por maus bocados e muitos acreditaram que ele não resistiria aquele segundo round. Apesar de ter conseguido levar o combate para a decisão dos jurados, ele levou uma lembrancinha pra casa.

No início da tarde desta segunda-feira, Suga postou uma foto em seu twitter, mostrando o olho inchado: “Fui para o UFC 145, em Atlanta e sentei no melhor lugar da casa, mas tudo o que eu ganhei foi esse olho inchado. Espero que vocês tenham voltado com souvenirs melhores que o meu”, brincou.

A chance da vida de Dan Henderson

Lutador veterano deve ser o próximo a enfrentar Jon Jones

A vitória esperada de Jon Jones sobre Rashad Evans, na noite do sábado, pelo UFC 145, soou como convite ao veterano Dan Henderson. A manutenção do título por parte do jovem atleta norte-americano praticamente selou o passaporte do experiente lutador rumo ao desafio pelo posto de melhor da categoria meio-pesado do Ultimate. O duelo contra o ganhador do confronto do fim de semana havia sido prometido ao combatente pelo presidente da franquia, Dana White. Aos 41 anos, idade considerada avançada para os padrões atuais do octógono, Hendo encara a luta como o degrau derradeiro de uma escalada de sucessos nas artes marciais mistas.

Dan Henderson estreou no UFC na edição de número 17. Depois, seguiu o caminho do extinto Pride e se tornou campeão ao derrotar o brasileiro Murilo Bustamante. Desbancou nomes glorificados no ringue do torneio japonês, como Wanderlei Silva, Vitor Belfort, Minotauro e Renzo Gracie. De volta ao UFC, sucumbiu aos tentáculos do campeão do Aranha Anderson Silva. Mas retomou o compasso das vitórias e enfileirou Rousimar Palhares, Rich Franklin e Michael Bisping. Em seguida, vieram o Strikeforce e a lendária vitória sobre Fedor Emelianenko. Confiante, Hendo pediu chance para lutar pelo título. E conseguiu.

O clima de desafio já corre na veia do dono do cinturão, Jon Jones. Após a vitória sobre o antigo colega de treino, Rashad Evans, ele declarou: “Eu me sinto bem porque já tenho uma missão. E vou tentar melhorar meu desempenho. Henderson é um grande oponente. É um vencedor, tem poder de nocaute, estou excitado para enfrentá-lo”. Se vencer, Henderson interrompe a sucessão de vitórias protagonizada por um jovem talento patrocinado – como a TV mostrou na edição 145 – até mesmo pelo UFC. E coroa a carreira como um dos melhores lutadores de MMA de todos os tempos.

 

UFC 145: Jones vs Evans – um desfecho frustrante

 

O octógono foi tomado por uma tensão densa. Mas o público, que prendeu a respiração nos instantes que antecederam o confronto, sentiu-se frustrado com o desfecho de uma história escrita numa linha tênue entre a amizade e a rivalidade. No final, o braço de Jon Jones foi erguido mais uma vez, mas o desafiante Rashad Evans mostrou que parar o campeão não é uma tarefa impossível.

Como se esperava, ambos mostraram muito respeito no início do combate. Maior, Jones manteve a distância com chutes frontais, enquanto Evans aplicou desde o início a estratégia de contragolpes. Em alguns momentos, a falta de combatividade chegou a ser vaiada pelo público que lotou a Philips Arena, em Atlanta, Estados Unidos. Por ter acertado os golpes mais contundentes, o desafiante venceu o primeiro round por 10 x 9.

Como fez no encontro com Lyoto Machida, Jones voltou para o segundo round ciente do que poderia esperar e resolveu impor sua proposta. Munido por um vasto repertório de golpes, o campeão fez com que o seu rival provasse suas temidas cotoveladas. Em uma delas, Rashad balançou, mas conseguiu se recuperar.

A partir do terceiro round, entretanto, Jones resolveu não mais se arriscar. Com a confiança duramente abalada pelos golpes recebidos, Rashad já não oferecia risco ao cinturão de Bones. E o campeão passou a administrar o combate, tomando o centro do octógono e desferindo golpes pontuais, mas sem tanta potência.

Agora, resta saber que será o próximo desafiante ao cinturão dos meio-pesados. Pelo cenário atual da categoria, não seria de se estranhar se Maurício Shogun ou o próprio Machida recebessem a chance da revanche.

Hora de acertar as diferenças

Chegou a hora. Muito se falou até então, mas agora é o momento de acertar as diferenças. As cartas foram postas na mesa e os jogadores vão para o tudo ou nada. De um lado, o atual campeão Jon “Bones” Jones. Do outro, “Sugar” Rashad Evans, que também já ostentou o cinturão dos meio-pesados. Outrora amigos e hoje desafetos, os dois terão a chance de provar quem é o melhor lutador.

Nas últimas semanas, as provocações mútuas invadiram o mundo do MMA. Entretanto, após a entrevista da última quinta-feira, chegou-se a acreditar que a rivalidade havia esfriado após tanto falatório. A pesagem, entretanto, deixou evidente que a tensão entre os dois é quase paupável.

Com o público na Philips Arena, em Atlanta, bastante dividido, tanto Jones quanto Evans foram anunciados sob fortes vaias. Na encarada, a certeza de que o combate principal do UFC 145, que será disputado neste sábado, a partir das 19h45 (card preliminar), algo muito mais importante que o cinturão estará em jogo.

 

CARD PRINCIPAL
Jon Jones (EUA) vs Rashad Evans (EUA)
Rory MacDonald (CAN) vs Che Mills (ING)
Brendan Schaub (EUA) vs Ben Rothwell (EUA)
Miguel Angel Torres (EUA) vs Michael McDonald (EUA)
Mark Hominick (CAN) vs Eddie Yagin (EUA)
Mark Bocek (CAN) vs John Alessio (CAN)

CARD PRELIMINAR
Travis Browne (EUA) vs Chad Griggs (EUA)
Matt Brown (EUA) vs Stephen Thompson (EUA)
John Makdessi (CAN) vs Anthony Njokuani (NIG)
Mac Danzig (EUA) vs Efrain Escudero (MEX)
Keith Wisniewski (EUA) vs Chris Clements (CAN)
Marcus Brimage (EUA) vs Maximo Blanco (VEN)

Preview extendido oficial de Jones vs Evans

Em 21 de abril, o norte-americano Jon “Bones” Jones colocará o cinturão dos meio-pesados em disputa pela terceira vez. O confronto de agora, entretanto, é contra um ex-companheiro de equipe. Mais do que isso. No início da carreira de Jones, o ex-campeão da categoria, Rashad Evans, era um de seus amigos mais próximos.

Depois de perder o título para o brasileiro Lyoto Machida, Evans mergulhou num programa pesado de treinamento e emendou uma sequência de quatro vitórias. E nunca escondeu o rancor. “Levo vantagem no quesito mental, já que para mim, o Jones não é o campeão invencível que é para as outras pessoas, o Jon real é uma criança nervosa, que poderia me perguntar como se vestir, falar ou lutar”, disparou recentemente.

O vídeo abaixo, de aproximadamente dez minutos, traz um preview do combate entre os dois. Vale a pena assistir.

 

 

Jon Jones x Rashad Evans: duelo confirmado

Ex-amigos vão se encontrar no octógono do UFC em abril

Jones defende o cinturão que já foi do colega Rashad (d)

O campeão dos pesos meio-pesados do UFC volta ao octógono em 21 de abril, pelo UFC 145. É o retorno de quem impressionou o mundo do MMA ao tirar do caminho da categoria nomes respeitados, como Lyoto Machida, Maurício Shogun Rua e Quinton Rampage Jackson. Jon Jones, jovem talento das artes marciais mistas, vê pela frente, agora, um ex-colega de treinamento: o ex-campeão Rashad Evans, desafiante com motivos até emocionais para recuperar o cinturão.

O confronto entre os dois deveria ter ocorrido no fim do ano. Mas Evans se machucou e deu lugar ao carateca Lyoto Machida. O brasileiro ensaiou uma surpresa para Jones. Dominou o primeiro round – a despeito da opinião dos juízes da luta – e impôs uma distância incômoda ao atual campeão. No segundo, prevaleceu a habilidade de Jones: Lyoto foi posto para dormir em pé. Caiu de forma humilhante. E, embora tenha sido o único a ameaçar a curta hegemonia do norte-americano, engrossou a relação de atletas derrotados pelo homem apontado por Dana White como o segundo melhor na atualidade entre todos os lutadores – atrás apenas de Anderson Silva, campeão dos médios.

A relação entre Jones e Evans começou a estremecer depois de o jovem conquistar o cinturão diante de Shogun. Evans estava escalado para a luta, mas teve uma lesão e cedeu espaço para o colega da Jackson’s MMA. Após se sagrar campeão, Jon deixou claro o interesse em enfrentar o amigo. Rashad repudiou a atitude e, acredita-se, começou a nutrir ódio pelo antigo companheiro de treinos. Os dois se provocam desde então através da imprensa.

A oportunidade concedida a Evans veio depois da vitória dele sobre Phill Davis, no UFC 142. Mas o desempenho do atleta foi pouco convincente entre a crítica especializada para tomar o cinturão de Jon Jones. Rashad fez uma luta burocrática, sem conseguir ameaçar o oponente de nocaute e venceu somente por pontos. Se quiser voltar a respirar o ar de campeão, ele precisará se superar para vencer Jon Jones, considerado um dos mais habilidosos lutadores de MMA no cenário do UFC.

Se fracassar, a última “esperança” da categoria de ver um novo campeão entre os nomes consagrados do esporte será no duelo entre Jones e o veterano Dan Henderson – cujo passaporte para a disputa de cinturão foi obtido depois de vitória em confronto épico contra Shogun Rua. Caso os dois falhem, o jovem norte-americano tem as ferramentas na mão para iniciar um longo reinado com um dos cinturões mais cobiçados do UFC. Falam suas apostas.

UFC on Fox 2: o alívio de Anderson Silva e Jon Jones

O combate principal da segunda edição do UFC on Fox era o encontro entre o ex-campeão “Sugar” Rashad Evans e o até então invicto Phil “Mr Wonderful” Davis. Aqui, o triunfo renderia o direito de desafiar a sensação do MMA atual, Jon Jones, pelo cinturão dos meio-pesados. Mas era pela luta de antes que a maioria aguardava. O falastrão Chael Sonnen precisava passar pelo inglês Michael Bisping para ganhar o direito de uma revanche contra Anderson Silva pelo título dos médios.

Certamente, tanto Jones quanto Anderson assistiram os combates que definiram seus próximos adversários com certa apreensão. Ou, pelo menos, até o encerramento das lutas. Sonnen provou que sua principal virtude é realmente a auto-promoção, e teve bastante trabalho para vencer um adversário que teve somente 11 dias de preparação para este confronto. Michael Bisping, que estava escalado para enfrentar o brasileiro Demian Maia, naquele mesmo card, substituiu Mark Muñoz, lesionado. Levando a pior na trocação, Sonnen precisou travar o combate no chão, utilizando técnicas de jiu-jitsu (arte marcial que é alvo constante de suas provocações).

No combate principal, Rashad Evans voltou a mostrar que não é mais aquele atleta explosivo da época em que era o detentor do cinturão. O norte-americano fez um combate morno contra o compatriota Phil Davis, vencendo por unanimidade, mas deixando o público insatisfeito com sua performance. Os campeões agradecem.

Card Principal

Rashad Evans vs Phil Davis
vencedor:
Evans, por decisão unânime (50/45, 50/45 e 50/45)

Chael Sonnen vs Michael Bisping
vencedor:
Sonnen, por decisão unânime (30/27, 29/28 e 29/28)

Demian Maia vs Chris Weidman
vencedor: Weidman, por decisão dividida (29/28, 28/29 e 29/28)

Card Preliminar

Evan Dunham vs Nik Lentz
vencedor:
Dunham, por nocaute técnico (interrupção médica) ao final do 2º round

Mike Russow vs Jon-Olav Einemo
vencedor:
Russow, por decisão unânime (29/28, 29/28 e 30/27)

Cub Swanson vs George Roop
vencedor: Swanson, por nocaute técnico (socos), aos 2min22 do 2º round

Charles Oliveira vs  Eric Wisely
vencedor:
Oliveira, por submissão (chave de panturrilha) a 1min46 do 1º round

Michael Johnson vs Shane Roller
vencedor:
Johnson, por decisão unânime (29/28, 29/28 e 29/28)

Joey Beltran vs Lavar Johnson
vencedor: Johnson, nocaute (socos) aos 4min24 do 1º round

Chris Camozzi vs Dustin Jacoby
vencedor:
Camozzi, por submissão (mata-leão), a 1min08 do 1º round