Bruno do KLB estreia no ringue de MMA no domingo

Não há cinturão em jogo. Muito menos etapa classificatória para combates mais acirrados. É somente um dos duelos do card de um evento paulista chamado Fair Fight MMA. A atenção atraída, no entanto, é digna de um torneio do porte do UFC. Pudera. Em cena, um dos cantores mais populares da faixa teen do Brasil: Bruno, do trio KLB. Achincalhado por uns, amado por outros. Inegavelmente um astro. Pronto para estrear oficialmente em um ramo onde o ganha-pão (voz) ajuda pouco a conquistar vitórias. Neste domingo, Bruno Scornavacca, nome de batismo nas lutas, calça as luvas e parte para a porrada no ringue. Ele é o rosto mais conhecido – pelo showbusiness – no campeonato realizado na Vila Cunchal.

O ídolo da meninada é entusiasta da prática de artes marciais há pelo menos oito anos – tempo de treinamento na academia Chute Boxe, uma das mais respeitadas do país. Na preparação para o combate deste domingo, treinou com Felipe Sertanejo, peso-pena do UFC. O adversário, Diego Ramones, tem mais experiência dentro do ringue (quatro lutas e quatro derrotas). A luta entre eles não será a principal do evento, mas, certamente, deve chamar mais atenção em virtude da fama do lutador ao lado dos irmãos Kiko e Leandro, no grupo musical. Confira o card:

CARD COMPLETO:

Marcelo Gonçalves vs Salvador Minniti

Gabriel Miglioli vs Giovane Francisco

Bruno Murata vs Jefferson Lopes

Ali Bahjet vs Danilo Camilo

Jânio Mancha vs Caio Jacaré

Thomas Almeida vs Gilmar China

Sergio Vieira vs Henrique Rasputin

Bruno KLB vs Diego Ramones

Marcos Pezão vs Tommy “Geleia”

Jonny Kabeça vs Tiago “Samurai” Santos

Fernando Margarida vs Edgar Dayan

Priscila Cardoso, a gata ring girl do Jungle Fight 46

O Jungle Fight, maior torneio de MMA da América Latina, encampou de vez a ideia de colocar as mais belas gatas do Brasil como ring girls do evento. Beldades da telinha, modelos, ex-BBBs atraem o olhar dos fãs das artes marciais mistas enquanto os combates dão uma trégua. A edição de número 46, realizada nesta semana, em São Paulo, tem no “card” das gatas a fisioterapeuta Priscila Cardoso, escalada para a temporada de Casa Bonita, do canal Multishow. É a segunda participação dela no evento de lutas. O Jungle Fight 46 será realizado na quinta-feira, às 20h, no ginásio Mané Garrincha, em São Paulo.

Sete lutas no Jungle Fight 46 em São Paulo

TEXTO: assessoria do Jungle Fight

Pela quinta vez no ano o Jungle Fight, maior evento de MMA da América Latina, visitará o estado de São Paulo. A 46ª edição do JF acontecerá no dia 13, às 20h, no ginásio poliesportivo Mané Garrincha. Sete combates completam o card da competição. O paulista Elias Silvério enfrentará o paraense Luis Gustavo ’’Búfalo’’ pela categoria meio-médio (até 77 kg) na luta principal da noite, que fechará o espetáculo. Em outro confronto de destaque, o manaura Alexandre Capitão duelará contra o também atleta de São Paulo, Sergio Soares , pelos penas (até 66 kg).

Elias Silvério vem de duas vitórias consecutivas na competição e mais uma vitória deixará ele bem próximo de uma disputa por título. ‘’Estou bastante focado e venho treinando muito. Minha meta é ganhar esse confronto e ser o campeão do Jungle Fight’’, frisou o paulista. Confiante, Elias falou sobre o combate. ‘’A princípio quero manter a luta em cima na trocação, mas caso precise, não terei problema nenhum em levar para o chão’’, finalizou. Luis Gustavo ‘’Bufalo’’ fará sua estreia no Jungle e se diz feliz pelo desafio’’ Fico lisonjeado com a oportunidade de fazer a luta principal de um evento tão importante. Quero conquistar espaço no Jungle Fight e mostrar minhas qualidades’’, concluiu o paraense.

O presidente do evento, Wallid Ismail, também comentou sobre o espetáculo ‘’Será outro grande evento que faremos em São Paulo. Tenho certeza que vamos nos despedir do povo paulistano em 2012 em grande estilo’’. Wallid ainda falou da relação do estado com a modalidade. ‘’São Paulo cada vez mais se consolida como a capital do MMA. É sempre um prazer retornar e realizar novos shows da luta por aqui’’, completou o empresário.

O canal Combate transmite o Jungle Fight 46 AO VIVO a partir das 20h45 para todo o Brasil.

Card – Jungle Fight 46

1 – Elias Silvério (Barbosinha Team / Alvaro de Aguiar) x Luis Gustavo “Búfalo” (Frankiko Team) 77 kg
2 – Alexandre “Capitão” (Manaus) x Sergio Soares (Veras TK/ Gracie Fusion ) 66 kg
3 – Bazan Rojas (Barbozinha Team – Bolívia) x Warley Alves (Xgym) 77 kg
4- Jorge Michelan (Chek Mat) X Erick Becker ( Benove / Furacão) 84kg
5 – Oberdan “Pezão” (Macapá) x Lucas Melo Martins (Chute Boxe) 70 kg
6 – Reginaldo Vieira (Bolado Team) x Luciano “Boinha” Aparecido Lopes (Chute Boxe) 61 kg
7 – Adson “Preguiça” Nascimento (Macapá) x Thiago Passos (Bolado Team) 66 kg

Cantor do KLB vai lutar em torneio de MMA

O tempo limpou o MMA dos estereótipos. A concepção arraigada no imaginário coletivo preenchida de homens musculosos metidos a brabo dentro e fora do ringue se dissolve na realidade diária do esporte. O universo dos lutadores acolhe tipos distintos, oriundos de caminhos profissionais inimagináveis.

A surpresa mais recente vem de São Paulo, com a notícia da estreia do cantor Bruno, integrante do grupo KLB, nas competições de artes marciais mistas. Conhecido pela performance suave demonstrada nos palcos, à frente de canções românticas imortalizadas no coração de adolescentes Brasil afora, o vocalista encara o desafio dos socos e pontapés no Fair Fight MMA, evento realizado na Vila Funchal no próximo dia 16.

Engana-se quem aposta em interesse súbito do cantor pelas artes marciais mistas. Bruno “KLB” Scornavacca, nome de batismo no esporte, treina há mais de oito anos na academia Chute Boxe, uma das mais respeitadas no segmento. Ele se prepara para o combate com a ajuda de Felipe Sertanejo, peso-pena do UFC. Em entrevista concedida à revista Tatame, dias atrás, o cantor disse ser fã do Ultimate desde os primórdios. Costumava, ele garantiu, assistir às lutas com o pai. O integrante do KLB acredita ser forte na trocação e pretende colocar em prática o treinamento de muay thai e boxe.

O adversário, apesar de ser mais experiente, assusta pouco. Diego Ramones tem quatro lutas no cartel e o mesmo número de derrotas. O confronto entre os dois será a luta principal do evento. O futuro da carreira do músico dentro dos ringues pertence ao destino. É conseqüência direta do desempenho no primeiro combate, diz Bruno, estreante tardio nos torneios, aos 28 anos.

A única certeza por enquanto é a continuação da trajetória artística com os parceiros Kiko e Leandro. Pelo Twitter, o cantor tranqüiliza os fãs: o KLB continua com firmeza e força. Quer dizer, a força também depende do resultado da luta… O Fair Fight será um divisor de águas na vida do vocalista e atleta. E mais um marco das múltiplas facetas reveladas cotidianamente pelo MMA.

Meu Twitter: @tiagobarbosa_

Rio, de novo, a casa do UFC

Cidade recebe pela terceira vez uma edição do maior torneio de MMA do planeta

O Brasil se prepara para sediar mais uma disputa do Ultimate Fighting Championship, o maior evento de artes marciais mistas do mundo, no próximo fim de semana. Desde o retorno ao país, após um período de quase década e meia de afastamento – o único torneio havia sido realizado em 1998, em São Paulo -, o UFC promove a quarta edição em terras tupiniquins no século 21. É o terceiro campeonato organizado no Rio de Janeiro, o destino preferido por aqui aos olhos de turistas estrangeiros.

O card, salvo em cima da hora pelo campeão brasileiro do peso médio, Anderson Silva, e pela lenda do MMA Rodrigo Minotauro, é composto na maioria por lutadores do país: eles estão em todos os doze combates e protagonizam duelos nacionais em três disputas.

O UFC Rio 3 flertou com o fiasco depois de duas das estrelas do torneio se machucarem: o campeão dos penas, José Aldo (impossibilitado por conta de uma lesão fruto de uma queda de moto) e o norte-americano Rampage Jackson (contundido quando fazia preparação no Recife).  Sem nomes de expressão para substituir os atletas lesionados e estimular a venda do evento no pay-per-view, a edição só ocorreu depois da intromissão de Anderson Silva e Minotauro. A dupla pediu para participar do card e devolveu ao evento o prestígio necessário para grandes combates.

O Aranha enfrenta o veteranno Stephan Bonnar, cujo maior feito foi disputar a final da primeira edição do The Ultimate Fighter dos EUA contra Forrest Griffin. Sem lutar há meses, o atleta topou desafiar o brasileiro em uma luta de peso combinado – ele está na categoria acima do médio. A expectativa é de uma vitória de Anderson e da manutenção do cinturão pelo lutador mais temido do UFC. Minotauro retorna ao octógono depois de ter o braço quebrado por Frank Mir, no fim do ano passado, e luta contra Dave Herman. Erick Silva contra Jon Fitch, Phil Davis versus Wagner Caldeirão e Demian Maia contra Rick Story completam o card principal. A participação nordestina no evento fica por conta de Gleison Tibau (RN), Rony Jason Mariano (CE) e Renée Forte (CE).

Confira o card completo:

Principal:

Anderson Silva (BRA) vs Stephan Bonnar (EUA) – peso meio-pesado

Glover Teixeira (BRA) vs Fabio Maldonado (BRA) – peso meio-pesado

Rodrigo “Minotauro” Nogueira (BRA) vs Dave Herman (EUA) – peso pesado

Erick Silva (BRA) vs Jon Fitch (EUA) – peso meio-médio

Phil Davis (EUA) vs Wagner “Caldeirão” Prado (BRA) – peso meio-pesado

Demian Maia (BRA) vs Rick Story (EUA) – peso meio-médio

 

Card Preliminar:

Rony “Jason” Mariano (BRA) vs Sam Sicilia (EUA) – peso pena

Francisco “Massaranduba” Drinaldo (BRA) vs Gleison Tibau (BRA) – peso leve

Diego Brandão (BRA) vs Joey Gambino (EUA) – peso pena

Sérgio Moraes (BRA) vs Renée Forte (BRA) – peso meio-médio

Luiz “Banha” Cané (BRA) vs Chris Camozzi (EUA) – peso médio

Cristiano Marcello (BRA) vs Reza Madadi (SUE) – peso leve

 

Meu Twitter: @tiagobarbosa_

Siga o Ringue Diário: @RingueDiario

 

 

Silva vs Sonnen no Engenhão!

Ao contrário da expectativa inicial, a aguardada revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen não será realizada em São Paulo. Em evento no Canadá, o presidente do UFC, Dana White, deixou escapar que o confronto será disputado num estádio no Rio de Janeiro. Ao que tudo indica, o local referido é o Engenhão.

White respondia mais uma pergunta sobre a possibilidade de Anderson Silva enfrentar o campeão dos meio-médios, o canandense George St-Pierre. Depois de explicar que ambos têm compromissos importantes antes de pensarem em se enfrentar, White deixou escapar que a revanche entre Silva e Sonnen será disputada no Rio de Janeiro.

“Anderson Silva e Chael Sonnen é um combate que vai ser realizado em um estádio de futebol com capacidade para 80 mil pessoas, no Rio de Janeiro”, decretou. Como o Maracanã segue em reforma para a Copa do Mundo, a única opção seria o Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.

A capacidade do Engenhão é de 46.931 pessoas. Entretanto, este número diz respeito a partidas de futebol. Para um evento de MMA, este número deve aumentar sensivelmente, uma vez que a área da pista de atletismo e o gramado devem ser ocupados pelo público.

White não confirmou a data do evento, mas ao que tudo indica, será em 16 de junho.

Anderson Silva lutará contra Sonnen ou Bisping

Mark Muñoz se machucou e será substituído por Michael Bisping. Do duelo entre ele e Sonnen, sairá o desafiante ao cinturão mantido pelo brasileiro

Mudança na lista de candidato para enfrentar o campeão do peso-médio do UFC, o brasileiro Anderson Silva. Mark Munõz, escalado para comabtere Chael Sonnen, no dia 28 de janeiro, se machucou e será substituído por Michael Bisping. O lutador convocado às vésperas do evento já havia externado o desejo de duelar com o Aranha pelo cinturão da categoria. O anúncio da troca de atletas foi feito agora há pouco pelo presidente do Ultimate, Dana White.

Michael Bisping tem 26 lutas no cartel. São 23 vitórias contra três derrotas. Ele conseguiu resultado positivo em quatro dos últimos cinco confrontos do qual participou no UFC. A última derrota de Bisping no torneio foi justamente contra um brasileiro, o Cachorro Louco Wanderlei Silva. Do outro lado do octógono, ele terá o eterno falastrão Chael Sonnen. O norte-americano tenta reencontrar o campeão brasileiro dentro do ringue desde a derrota no UFC 117 – quando dominava a luta, após quatro rounds, ele acabou finalizado com um triângulo.

Para conseguir a revanche com Silva, Sonnen usou de todos os expedientes: xingou a mulher do atleta, questionou a sexualidade do lutador, soltou palavrões e o desafiou em público. Atento ao faturamento que a luta poderia gerar, Dadna White aceitou colocá-lo no caminho até o cinturão. Em transmissão do UFC 142, no Rio de Janeiro, o lutador Anderson Silva garantiu a participação no evento caso esteja recuperado de uma lesão. A luta deve ocorrer em um estádio de futebol de São Paulo – Morumbi ou Pacaembu são os mais cotados.

Se Sonnen passar por Bisping, o UFC vai realizar um evento de proporções inéditas. Além da luta pelo cinturão dos médios, haverá a revanche entre Vitor Belfort e Wanderlei Silva – ambos treinadores do reality show brasileiro, que começa em março. A última vez que os dois se encontraram sobre o ringue foi em 1998, justamente em São Paulo. A vitória de Belfor sobre o adversário foi fulminante.

O filho retorna para casa

 

Quando as luvas dos lutadores dos combates preliminares se tocarem hoje à noite, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro, a história do MMA começará a ser reescrita. O UFC, já consagrado mundo afora, reinventará a imagem deixada no Brasil, de onde partiu em 1998 sob a pecha de ser uma atividade bárbara, sangrenta, sem regras, limites ou esportividade.

No apagar das luzes do século passado, o UFC ainda era visto como um vale-tudo. Os lutadores, tidos como brigões, valentes, até mesmo loucos. Jamais apontados como atletas. O torneio ainda estava distante das mãos dos irmãos Fertita e do empresário Dana White, responsáveis por revolucionar a modalidade.

A organização era amadora. Bem diferente do espetáculo midiático (no bom sentido) e da valorização dos atletas observados durante a passagem do UFC pelo Rio de Janeiro nesta semana. O palco escolhido foi o estádio do Canindé, em São Paulo. Oito mil pessoas compareceram ao local.

No card, brilharam os brasileiros Pedro Rizzo – venceu por nocaute a lenda Tank Abbott – e o jovem Vitor Belfort. Lutador mais conhecido do país até então, ele só precisou de 44 segundos para destruir o oponente Wanderlei Silva, o Cachorro Louco. A luta final, entre Frank Shamrock e John Lober, caiu no esquecimento após a vitória de Belfort. O público abandonou o estádio. O tempo era outro.

Mais profissionalizado, o UFC volta ao Brasil para mostrar a sua magnitude. O torneio incorporou novas regras. Ganhou musculatura. Agora, gerencia atletas e carreiras. Define padrões publicitários. Negocia com mais propriedade contratos televisivos. Possui um reality show com lutadores em busca do sonho de pertencer à elite do MMA. Paga cachês milionários aos competidores. Mantém um quadro de árbitros respeitados. Conserva milhares de fãs nas redes sociais. É um espetáculo das artes marciais mistas. Cresce como nenhum outro esporte no mundo.

O retorno à terra natal – a combinação de estilos diferentes de lutas remete aos tempos da família Gracie, inventora do jiu-jitsu brasileiro – é uma forma de mostrar o sucesso alcançado nos Estados Unidos e nos mais de 145 países para onde o evento é transmitido. É um modo de dizer que a prática, sonhada ainda nos anos de 1920, com os irmãos Gracie, revigorada na criação do Ultimate Fighting Championship por Rorion Gracie, em 1993, finalmente vingou.

O card desta noite coloca nada menos que 14 brasileiros para disputar 12 lutas. O campeão Anderson Silva é considerado o atleta mais completo nas artes marciais mistas. Minotauro Nogueira e Shogun Rua são apontados como estrelas nos locais por onde passam. Exemplos de atletas. Modelos de vidas capazes de dar certo. Espelho para quem deseja enveredar pelo esporte.

O filho mal visto de 1998, criticado pela opinião pública, detestado por quem repudiava a barbárie de lutas sem fim, mudou. Está mais sofisticado, mais combativo. Merece respeito no retorno para o lugar de onde veio – e de onde nunca deveria ter saído.