Jon Jones colhe os frutos da grande fase

Jon Jones começa a colher os frutos por ter se tornado um dos principais nomes do MMA atual. A defesa do título diante do desafeto Rashad Evans, rendeu  US$ 400 mil (cerca de R$ 750 mil) aos cofres do campeão dos meio-pesados. Valor referente apenas à bolsa pela luta.

Vale lembrar que além da bolsa, o contrato de Jon Jones com o UFC prevê ainda uma participação nos lucros com a venda de pacotes de pay-per-view e o valor pago pela primazia de ser o patrocinador master do atleta. Fato que levantou muita polêmica.

Evans, também não tem do que reclamar. O lutador, que  postou um comentário, dizendo que o olho inchado foi o souvenir que levou do confronto, recebeu outra “lembrancinha”. A bolsa pelos cinco rounds contra o campeão foi de US$ 300 mil (cerca de R$ 564 mil).

Ben Rothwell, que provocou uma reviravolta na luta contra Brendan Schaub, recebeu alguns bônus. Além da bolsa pela luta, o peso-pesado recebeu ainda mais US$ 52 mil (cerca de R$ 98 mil) e ainda outros US$ 65 mil (cerca de R$ 112 mil).

Confira quanto o UFC pagou a cada lutador do UFC 145:

Card Principal
Jon Jones: US$ 400 mil (cerca de R$ 752 mil)
Rashad Evans: US$ 300 mil (cerca de R$ 564 mil)

Rory MacDonald: US$ 36 mil (cerca de R$ 68 mil)
Che Mills: US$ 8 mil (cerca de R$ 15 mil)

Ben Rothwell: US$ 169 mil (cerca de R$ 317 mil)
Brendan Schaub: US$ 14 mil (cerca R$ 26 mil)

Michael McDonald: US$ 16 mil (cerca de R$ 30 mil)
Miguel Torres: US$ 32 mil (cerca de R$ 60 mil)

Eddie Yagin: US$ 12 mil (cerca de R$ 22,5 mil)
Mark Hominick: US$ 17 mil (cerca de R$ 32 mil)

Mark Bocek: US$ 46 mil (cerca de R$ 86,5 mil)
John Alessio: US$ 10 mil (cerca de R$ 19 mil)

Card Preliminar
Travis Browne: US$ 24 mil (cerca de R$ 45 mil)
Chad Griggs: US$ 27 mil (cerca de R$ 51 mil)

Matt Brown: US$ 36 mil (cerca de R$ 68 mil)
Stephen Thompson: US$ 8 mil (cerca de R$ 15 mil)

Anthony Njokuani: US$ 24 mil (cerca de R$ 45 mil)
John Makdessi: US$ 12 mil (cerca de R$ 22,5 mil)

Mac Danzig: US$ 54 mil (cerca de R$ 101 mil)
Efrain Escudero: US$ 10 mil (cerca de R$ 19 mil)

Chris Clements: US$ 12 mil (cerca de R$ 22,5 mil)
Keith Wisniewski: US$ 10 mil (cerca de R$ 19 mil)

Marcus Brimage: US$ 16 mil (cerca de R$ 30 mil)
Maximo Blanco: US$ 13 mil (cerca de R$ 24,5 mil)

A lembrancinha de Rashad Evans

Depois de fazer um bom primeiro round, Rashad Evans foi apresentado aos cotovelos de Jon Jones. “Suga” sofreu um verdadeiro castigo e chegou a trocar as pernas. O knockdown não veio por um triz.

Pressionado contra a grade do octógono, Rashad passou por maus bocados e muitos acreditaram que ele não resistiria aquele segundo round. Apesar de ter conseguido levar o combate para a decisão dos jurados, ele levou uma lembrancinha pra casa.

No início da tarde desta segunda-feira, Suga postou uma foto em seu twitter, mostrando o olho inchado: “Fui para o UFC 145, em Atlanta e sentei no melhor lugar da casa, mas tudo o que eu ganhei foi esse olho inchado. Espero que vocês tenham voltado com souvenirs melhores que o meu”, brincou.

A chance da vida de Dan Henderson

Lutador veterano deve ser o próximo a enfrentar Jon Jones

A vitória esperada de Jon Jones sobre Rashad Evans, na noite do sábado, pelo UFC 145, soou como convite ao veterano Dan Henderson. A manutenção do título por parte do jovem atleta norte-americano praticamente selou o passaporte do experiente lutador rumo ao desafio pelo posto de melhor da categoria meio-pesado do Ultimate. O duelo contra o ganhador do confronto do fim de semana havia sido prometido ao combatente pelo presidente da franquia, Dana White. Aos 41 anos, idade considerada avançada para os padrões atuais do octógono, Hendo encara a luta como o degrau derradeiro de uma escalada de sucessos nas artes marciais mistas.

Dan Henderson estreou no UFC na edição de número 17. Depois, seguiu o caminho do extinto Pride e se tornou campeão ao derrotar o brasileiro Murilo Bustamante. Desbancou nomes glorificados no ringue do torneio japonês, como Wanderlei Silva, Vitor Belfort, Minotauro e Renzo Gracie. De volta ao UFC, sucumbiu aos tentáculos do campeão do Aranha Anderson Silva. Mas retomou o compasso das vitórias e enfileirou Rousimar Palhares, Rich Franklin e Michael Bisping. Em seguida, vieram o Strikeforce e a lendária vitória sobre Fedor Emelianenko. Confiante, Hendo pediu chance para lutar pelo título. E conseguiu.

O clima de desafio já corre na veia do dono do cinturão, Jon Jones. Após a vitória sobre o antigo colega de treino, Rashad Evans, ele declarou: “Eu me sinto bem porque já tenho uma missão. E vou tentar melhorar meu desempenho. Henderson é um grande oponente. É um vencedor, tem poder de nocaute, estou excitado para enfrentá-lo”. Se vencer, Henderson interrompe a sucessão de vitórias protagonizada por um jovem talento patrocinado – como a TV mostrou na edição 145 – até mesmo pelo UFC. E coroa a carreira como um dos melhores lutadores de MMA de todos os tempos.

 

UFC 145: Jones vs Evans – um desfecho frustrante

 

O octógono foi tomado por uma tensão densa. Mas o público, que prendeu a respiração nos instantes que antecederam o confronto, sentiu-se frustrado com o desfecho de uma história escrita numa linha tênue entre a amizade e a rivalidade. No final, o braço de Jon Jones foi erguido mais uma vez, mas o desafiante Rashad Evans mostrou que parar o campeão não é uma tarefa impossível.

Como se esperava, ambos mostraram muito respeito no início do combate. Maior, Jones manteve a distância com chutes frontais, enquanto Evans aplicou desde o início a estratégia de contragolpes. Em alguns momentos, a falta de combatividade chegou a ser vaiada pelo público que lotou a Philips Arena, em Atlanta, Estados Unidos. Por ter acertado os golpes mais contundentes, o desafiante venceu o primeiro round por 10 x 9.

Como fez no encontro com Lyoto Machida, Jones voltou para o segundo round ciente do que poderia esperar e resolveu impor sua proposta. Munido por um vasto repertório de golpes, o campeão fez com que o seu rival provasse suas temidas cotoveladas. Em uma delas, Rashad balançou, mas conseguiu se recuperar.

A partir do terceiro round, entretanto, Jones resolveu não mais se arriscar. Com a confiança duramente abalada pelos golpes recebidos, Rashad já não oferecia risco ao cinturão de Bones. E o campeão passou a administrar o combate, tomando o centro do octógono e desferindo golpes pontuais, mas sem tanta potência.

Agora, resta saber que será o próximo desafiante ao cinturão dos meio-pesados. Pelo cenário atual da categoria, não seria de se estranhar se Maurício Shogun ou o próprio Machida recebessem a chance da revanche.

UFC 145: o card principal…

Mark Hominick (e) e Eddie Yagin fizeram uma das melhores lutas da noite

Rory MacDonald (CAN) vs Che Mills (ING)
No co-main event, o jovem Rory MacDonald (22 anos), mostrou que tem potencial para brigar pelo cinturão dos meio-médios em breve. Depois de suportar alguns golpes de Che Mills no começo do primeiro round, o canadense levou o adversário para o chão e aplicou um ground and pound surpreendente e objetivo. MacDonald teve tempo, mas não conseguiu finalizar o oponente no primeiro round, mas não deixou a chance escapar no segundo round. Ele derrubou Mills logo no início e voltou a aplicar um ground and pound eficiente, vencendo por nocaute técnico.

Brendan Schaub (EUA) vs Ben Rothwell (EUA)
Numa reviravolta impressionante, Ben Rotwell nocauteou Brendan Schaub de maneira impressionante. Depois de levar uma cotovelada rodada, Big Ben recebeu uma sequência duríssima de golpes, mas acertou um cruzado de esquerda no queixo de Schaub, que caiu apagado.

Miguel Angel Torres (EUA) vs Michael McDonald (EUA)
O primeiro nocaute do UFC 145 aconteceu numa luta entre os galos. Longe de seus melhores dias, o ex-campeão do WEC, Miguel Angel Torres sentiu o peso da mão do promissor Michael McDonald. Melhor desde o início do confronto, McDonald pôs o adversário para dormir com um cruzado de esquerda.

Mark Hominick (CAN) vs Eddie Yagin (EUA)
Outra luta muito franca em Atlanta. O havaiano Eddie Yagin, que havia sido derrotado pelo pernambucano Júnior Assunção no UFC 135, encarou o canadense Mark Hominick. Ambos trocaram golpes duríssimos e Hominick chegou a sofrer dois knockdowns. O público aplaudiu muito o espetáculo e a vitória por decisão dividida para Yagin (29×29, 28×29 e 29×28).

Mark Bocek (CAN) vs John Alessio (CAN)
A primeira luta do card principal esfriou um pouco os ânimos da torcida, que havia acabado de ver duas excelentes exibições no card preliminar. Ainda assim, Bocek e Alessio mostraram disposição nos três rounds e fizeram um combate equilibrado. No final, os jurados deram a vitória para o canadense por decisão unânime. (30×27, 29×28 e 30×27)

O card preliminar do UFC 145

Marcus Brimage (EUA) vs Maximo Blanco (VEN)
Brimage e Blanco fizeram um combate pra lá de morno. Nenhum dos dois mostrou muita disposição, o que deixou o confronto chato de se assistir. Depois que a luta terminou, ambos começaram uma competição patética de piruetas. Os árbitros deram a vitória para Brimage por decisão dividida (28×29, 30×27 e 29×28).

Keith Wisniewski (EUA) vs Chris Clements (CAN)

O segundo combate foi muito mais animado. Apesar de Wisniewski ter entrado de maneira sonolenta na arena, os lutadores fizeram um confronto mais franco. O americano teve um excelente momento no segundo round, quando esteve perto de encaixar um mata-leão, o canadense venceu por decisão dividida. (29×28, 28×29 e 29×28).


Mac Danzig (EUA) vs Efrain Escudero (MEX)
O encontro entre os campeões do TUF deixou muito a desejar. O mexicano Efrain Escudero esteve perto de vencer logo no começo do primeiro round, mas não conseguiu encaixar a chave de calcanhar. No mais, ambos deram a impressão de estarem com os freios de mão puxados o tempo inteiro. No final, decisão unânime em favor de Danzig. (30×27, 30×27 e 29×28).

John Makdessi (CAN) vs Anthony Njokuani (NIG)
Pelos estilos dos lutadores, essa luta prometia muito mais do que eles mostraram. Ambos muito técnicos na trocação, a expectativa era pelo primeiro nocaute da noite. Entretanto, Njokuani apostou numa estratégia mais cautelosa, de contra-ataques, aproveitando sua maior envergadura. E deu certo. No final, decisão unânime (30×27).

Matt Brown (EUA) vs Stephen Thompson (EUA)
Na quinta luta da noite, o público finalmente viu um grande combate. Os norte-americanos investiram no confronto aberto e deram um belíssimo espetáculo. Thompson acertou os melhores golpes em pé, mas ficou com o rosto muito machucado com o ground and pound de Brown, que mostrou mais raça e venceu por decisão unânime (30×27, 29×27 e 30×27).

Travis Browne (EUA) vs Chad Griggs (EUA) – [foto acima]
Com a primeira finalização da noite, Browne mostrou que merece ser visto com mais atenção. O norte-americano manteve sua invencibilidade ao submeter o compatriota Chad Griggs com um katagatame no 1º round. Vale destacar que Browne derrubou um adversário com uma joelhada voadora. Golpe comum nas categorias mais leves, mas entre os pesados é outra história.

Hora de acertar as diferenças

Chegou a hora. Muito se falou até então, mas agora é o momento de acertar as diferenças. As cartas foram postas na mesa e os jogadores vão para o tudo ou nada. De um lado, o atual campeão Jon “Bones” Jones. Do outro, “Sugar” Rashad Evans, que também já ostentou o cinturão dos meio-pesados. Outrora amigos e hoje desafetos, os dois terão a chance de provar quem é o melhor lutador.

Nas últimas semanas, as provocações mútuas invadiram o mundo do MMA. Entretanto, após a entrevista da última quinta-feira, chegou-se a acreditar que a rivalidade havia esfriado após tanto falatório. A pesagem, entretanto, deixou evidente que a tensão entre os dois é quase paupável.

Com o público na Philips Arena, em Atlanta, bastante dividido, tanto Jones quanto Evans foram anunciados sob fortes vaias. Na encarada, a certeza de que o combate principal do UFC 145, que será disputado neste sábado, a partir das 19h45 (card preliminar), algo muito mais importante que o cinturão estará em jogo.

 

CARD PRINCIPAL
Jon Jones (EUA) vs Rashad Evans (EUA)
Rory MacDonald (CAN) vs Che Mills (ING)
Brendan Schaub (EUA) vs Ben Rothwell (EUA)
Miguel Angel Torres (EUA) vs Michael McDonald (EUA)
Mark Hominick (CAN) vs Eddie Yagin (EUA)
Mark Bocek (CAN) vs John Alessio (CAN)

CARD PRELIMINAR
Travis Browne (EUA) vs Chad Griggs (EUA)
Matt Brown (EUA) vs Stephen Thompson (EUA)
John Makdessi (CAN) vs Anthony Njokuani (NIG)
Mac Danzig (EUA) vs Efrain Escudero (MEX)
Keith Wisniewski (EUA) vs Chris Clements (CAN)
Marcus Brimage (EUA) vs Maximo Blanco (VEN)

Preview extendido oficial de Jones vs Evans

Em 21 de abril, o norte-americano Jon “Bones” Jones colocará o cinturão dos meio-pesados em disputa pela terceira vez. O confronto de agora, entretanto, é contra um ex-companheiro de equipe. Mais do que isso. No início da carreira de Jones, o ex-campeão da categoria, Rashad Evans, era um de seus amigos mais próximos.

Depois de perder o título para o brasileiro Lyoto Machida, Evans mergulhou num programa pesado de treinamento e emendou uma sequência de quatro vitórias. E nunca escondeu o rancor. “Levo vantagem no quesito mental, já que para mim, o Jones não é o campeão invencível que é para as outras pessoas, o Jon real é uma criança nervosa, que poderia me perguntar como se vestir, falar ou lutar”, disparou recentemente.

O vídeo abaixo, de aproximadamente dez minutos, traz um preview do combate entre os dois. Vale a pena assistir.

 

 

Jon Jones x Rashad Evans: duelo confirmado

Ex-amigos vão se encontrar no octógono do UFC em abril

Jones defende o cinturão que já foi do colega Rashad (d)

O campeão dos pesos meio-pesados do UFC volta ao octógono em 21 de abril, pelo UFC 145. É o retorno de quem impressionou o mundo do MMA ao tirar do caminho da categoria nomes respeitados, como Lyoto Machida, Maurício Shogun Rua e Quinton Rampage Jackson. Jon Jones, jovem talento das artes marciais mistas, vê pela frente, agora, um ex-colega de treinamento: o ex-campeão Rashad Evans, desafiante com motivos até emocionais para recuperar o cinturão.

O confronto entre os dois deveria ter ocorrido no fim do ano. Mas Evans se machucou e deu lugar ao carateca Lyoto Machida. O brasileiro ensaiou uma surpresa para Jones. Dominou o primeiro round – a despeito da opinião dos juízes da luta – e impôs uma distância incômoda ao atual campeão. No segundo, prevaleceu a habilidade de Jones: Lyoto foi posto para dormir em pé. Caiu de forma humilhante. E, embora tenha sido o único a ameaçar a curta hegemonia do norte-americano, engrossou a relação de atletas derrotados pelo homem apontado por Dana White como o segundo melhor na atualidade entre todos os lutadores – atrás apenas de Anderson Silva, campeão dos médios.

A relação entre Jones e Evans começou a estremecer depois de o jovem conquistar o cinturão diante de Shogun. Evans estava escalado para a luta, mas teve uma lesão e cedeu espaço para o colega da Jackson’s MMA. Após se sagrar campeão, Jon deixou claro o interesse em enfrentar o amigo. Rashad repudiou a atitude e, acredita-se, começou a nutrir ódio pelo antigo companheiro de treinos. Os dois se provocam desde então através da imprensa.

A oportunidade concedida a Evans veio depois da vitória dele sobre Phill Davis, no UFC 142. Mas o desempenho do atleta foi pouco convincente entre a crítica especializada para tomar o cinturão de Jon Jones. Rashad fez uma luta burocrática, sem conseguir ameaçar o oponente de nocaute e venceu somente por pontos. Se quiser voltar a respirar o ar de campeão, ele precisará se superar para vencer Jon Jones, considerado um dos mais habilidosos lutadores de MMA no cenário do UFC.

Se fracassar, a última “esperança” da categoria de ver um novo campeão entre os nomes consagrados do esporte será no duelo entre Jones e o veterano Dan Henderson – cujo passaporte para a disputa de cinturão foi obtido depois de vitória em confronto épico contra Shogun Rua. Caso os dois falhem, o jovem norte-americano tem as ferramentas na mão para iniciar um longo reinado com um dos cinturões mais cobiçados do UFC. Falam suas apostas.