A moral de Vitor Belfort

A velocidade e o peso de seus punhos renderam a Vitor Belfort o apelido de “Fenômeno” do MMA. No já distante 1997, o brasileiro surpreendeu o mundo da modalidade – que dava seus primeiros passos rumo ao profissionalismo – conquistando o cinturão dos Pesados do UFC com apenas 20 anos de idade.

Mas Belfort teve a carreira pontuada por altos e baixos. O sucesso precoce veio acompanhado de algumas polêmicas longe dos ringues. Além disso, o lutador teve a vida pessoal marcada por uma tragédia. O desaparecimento de sua irmã – caso que continua sem solução – interferiu diretamente na mudança da postura “bad boy” de outros tempos.

Obrigado a amadurecer repentinamente, Belfort passou a ser um atleta mais responsável e desde que voltou a dedicar-se à sua carreira, tem se mostrado um bom investimento. Em sua terceira passagem pelo UFC, o Fenômeno tornou-se o embaixador do Ultimate no Brasil.

Dançando conforme a música cuidadosamente orquestrada por Dana White, Belfort caiu nas graças do presidente da franquia norte-americana. O carisma do Fenômeno junto ao público brasileiro abriu-lhe algumas portas. Ele já desafiou Anderson Silva pelo cinturão dos Médios, lutou no Rio de Janeiro e até foi um dos treinadores da primeira edição do The Ultimate Fighter no Brasil.

Agora, Belfort está sendo cotado para a luta principal do UFC 153, que será realizada em 13 de outubro, tendo o Rio como palco mais uma vez. Nada está definido ainda, mas os rumores dão conta de que a cúpula da franquia estuda a possibilidade de promover o combate entre o Fenômeno e o norte-americano Chris Weidman, que “atropelou” Mark Muñoz semana passada.

Sem dúvida, seria um grande evento e o vencedor do duelo tem tudo para ser o próximo desafiante ao cinturão de Anderson Silva.

O linchamento de Mario Yamasaki III

Minotauro critica atuação do árbitro no UFC Rio II e pede mudança no resultado da luta

A decisão do árbitro brasileiro mario Yamasaki de desclassificar o lutador Erick Silva sob alegação de golpes na nuca de Carlos Prater, no UFC Rio II, ainda rende polêmica. Quase uma semana depois do evento, Rodrigo Minotauro, um dos mais respeitados atletas de MMA do mundo, entrou nos debates para criticar publicamente o juiz do confronto. No site mantido com o irmão, Rogério Minotouro, ele aponta “erros” de Yamasaki: “Quando Carlos Prates cai atingido pela joelhada de Erick ele protege o rosto e praticamente oferece a nuca para o adversário, Erick procura socar ao lado da cabeça de Prates , se Yamasaki achou que algum golpe pegou forte na nuca porque não parou a luta advertiu Erick e reiniciou o combate?”.

Minotauro faz questão de frisar que, para ele, Yamasaki não quis prejudicar o atleta brasileiro. Mas pede com veemência a mudança no resultado da luta – depois de interromper a luta, Mario deu vitória a Carlos Prater. “Entendo que o juiz deve preservar a integridade física do lutador em primeiro lugar, mas manchar o cartel de um lutador dedicado e talentoso como o Erick não é justo. Espero que o UFC reveja essa decisão e a luta seja considerada “no contest””, opina o lutador. A reversão do desfecho do combate é plenamente possível. E já foi sinalizada pelo próprio presidente do UFC, Dana White. O dirigente pagou a Erick Silva a bolsa correspondente à vitória no combate.

A redefinição da luta limparia o cartel de Erick, uma das mais jovens promessas do esporte, admirada até mesmo pelo norte-americano Jon Jones, campeão dos meio-pesados – na passagem pelo Brasil, o lutador convidou o brasileiro para treinar nos Estados Unidos. A pressão de Minotauro, voz respeitada dentro do MMA, é um sinal de que a possibilidade de conversão do resultado se torna cada vez mais concreta. O saldo negativo é o questionamento aberto da postura de Mario Yamasaki, bastante desgastado pela decisão. Desde o dia em que parou a luta, ele recebeu muitas críticas e chegou a ter a competência colocada na berlinda.

 

Ensaio: a sensualidade das ring girls

Duarante a passagem pelo Brasil, para participar do UFC Rio II, as ring girls atraíram os olhares dos fãs. Principalmente dos homens, acostumados a vê-las apenas em torno do octógono, no anúncio de cada round. Chandella Powel e Arianny Celeste esbanjaram simpatia e curtiram os recantos do país. Frequentaram, claro, a praia do Rio de Janeiro e se admiraram com os biquínis utilizados pelas brasileiras – muito pequenos e expostos, na opinião das duas. Instigadas a usar as peças “made in Brazil”, as duas recusaram. Mas, em um ensaio sensual feito para o site Paparazzo, publicado no site MMAmania, elas demonstraram o quanto ficam bem (para ser sucinto) com a indumentária dos trópicos. Olhe para as fotos e dê sua opinião.

Para ver p ensaio completo, clique aqui

O linchamento de Mario Yamasaki II

Apresentador que criticou árbitro durante o UFC Rio tenta explicar declarações

Depois da desclassificação do brasileiro Erick Silva, no UFC Rio II, pelo árbitro Mario Yamasaki, o apresentador do evento, Joe Rogan, se mostrou surpreso com o resultado da luta -  o juiz enxergou golpes aplicados pelo atleta na nuca do adversário, Carlos Prater. Visivelmente indignado, ele decidiu interpelar o mediador do combate ainda sobre o octógono. E foi enfático ao criticar o desfecho do combate. Depois do torneio, Rogan emitiu uma nota pela qual tenta apagar possíveis ofensas a Yamasaki e se coloca na posição de espectador dos duelos dentro dos ringues. Confira o comunicado:

Ele é um grande cara e sempre fico feliz por vê-lo. No entanto, quando entro no octógono, eu represento as pessoas que estão assistindo em casa que devem ter questões óbvias e quando algo é polêmico sou forçado a confrontar isso honestamente porque é o que gostaria de ouvir de uma pessoa em minha posição se eu fosse um fã assistindo a isso de casa.

Acho o Mario Yamasaki um dos melhores do mundo em arbitrar MMA. Não há dúvida sobre isso. Ele tem profunda percepção do esporte, tem sido praticante de artes marciais durante toda a vida e é um cara muito inteligente. Eu agi daquela maneira porque eu vi um incrível talento ter uma vitória por nocaute negada por uma decisão questionável. Quando entrei no octógono e me disseram que o resultado oficial seria a desqualificação devido aos socos ilegais aplicados atrás da cabeça, todos que estavam próximos e que ouviram a notícia abriram a boca em choque. Todo mundo disse: O quê?

As pessoas não conseguiam acreditar naquilo. Tive que ler novamente para eles porque achei que se tratasse de um engano, e quando expliquei ao Goldie [Mike Goldberg, parceiro de Joe nas transmissões do UFC] ele não acreditou também. Eu tive que perguntar ao Mario sobre aquilo. Não sabia como ele iria responder mas tive que perguntar. Erick Silva é um lutador muito promissor e me senti na responsabilidade de dirigir um comentário àquela questão. Não pretendi desrespeitar.

Inter nega dívida com Minotauro

Clube diz que parceria com lutador é informal. Atleta cobra por lutar com escudo do time gaúcho

A relação de amor entre o lutador Rodrigo Minotauro e o Sport Club Internacional, iniciada em meados do ano passado, passa por um momento delicado. O atleta cobrou, em entrevista concedida há poucos dias, um pagamento do clube pela luta no último UFC do qual participou – o de número 140, no Canadá, quando acabou finalizado pelo norte-americano Frank Mir. Lenda viva do esporte, ele esperava receber um cachê por usar um short com o escudo do Inter durante o combate. Ledo engano. Se depender do time, ele jamais verá a cor do dinheiro.

Em uma nota pública emitida nesta segunda-feira, o Internacional nega qualquer acerto de pagamento ao lutador pelas lutas e classifica a parceria entre ambos como informal. A exibição do símbolo do time em bandeiras ou shorts dispensaria a remuneração e seria fruto de gesto espontâneo por parte do atleta, diz o comunicado.

Minotauro vestiu literalmente a camisa do Internacional desde a realização do acordo com o clube. Foi a jogo no Beira-Rio, “tuitou” mensagens a favor do time, deu entrevistas com a marca do Colorado e até estrelou campanhas a favor da equipe gaúcha. A exposição parecia ser benéfica para ambos: de um lado, o Inter tinha a marca exposta no mundo através das transmissões do UFC via pay-per-view. De outro, o atleta angariava uma retaguarda de patrocínio importante para se popularizar ainda mais entre os torcedores brasileiros – pois a ligação dos fãs de MMA com o futebol dispensa explicação.

Quando anunciou a parceria, em agosto de 2011, o Internacional evitou falar em contrato. Usou o termo parceria para designar a relação entre o lutador e o clube. Desde então, divulgou os passos do atleta e passou a apresentá-lo como representante do Inter. Mas, no torneio realizado no Canadá, uma singela mudança na referência já prenunciava a diferença no tratamento. Ao noticiar a utilização do escudo do Inter no calção do lutador, o site de notícias Colorado frisou: “Agradecemos ao Minotauro por essa atitude que foi de livre e espontânea vontade”. Depois, o clube colocou as dependências à disposição dele para recuperação.

Insatisfeito com os rumos da parceria, Big Nog soltou o verbo nesta semana. “Estamos esperando ainda. Não pagaram, mas estamos aí. Sei que uma hora vão pagar”, teria declarado ao blog Na Grade do MMA. Minotauro teria recebido pagamento apenas pela luta no Brasil – um mês depois de subir ao octógono.

FUTEBOL + MMA

A onda de parcerias entre lutadores de MMA e clubes de futebol começou com Anderson Silva. …Continue lendo…

UFC cada vez mais brasileiro

Texto oficial do UFC:

De volta à Cidade Maravilhosa, o UFC ofereceu uma noite para brasileiro nenhum botar defeito. O UFC Rio (142), realizado nesse sábado, dia 14, na HSBC Arena, terminou com um saldo de nove brasileiros vitoriosos – sob o agora habitual barulho da torcida. No duelo principal da noite, José Aldo defendeu o título dos pesos penas do UFC com um devastador nocaute sobre Chad Mendes. Embalado pela torcida “de casa”, Vitor Belfort finalizou Anthony Johnson no primeiro round da co-luta principal. Queridinho da torcida, Toquinho finalizou Mike Massenzio com sua característica chave-de-perna em menos de dois minutos. Edson Barboza foi outro destaque da noite, nocauteando Terry Etim com um devastador chute giratório contra a cabeça.

“O Brasil vai ser o país do UFC. Daqui a dois anos, seremos como o futebol”, previu Vitor Belfort na coletiva de imprensa. “Como o Vitor disse, O MMA se tornou enorme no país”, continuou Dana White, dando boas notícias para os brasileiros. “Definitivamente voltaremos a São Paulo no meio do ano e, do jeito que as coisas estão indo, talvez consigamos fazer um evento antes do fim do ano.”

Aldo nocauteia e Belfort finaliza para coroar noite verde e amarela

Foi o desfecho ideal para uma noite estrelada para os fãs brasileiros. Embalado pelos gritos da torcida, José Aldo Junior defendeu seu título dos pesos penas pela terceira vez contra o americano Chad “Money” Mendes em altíssimo estilo. Mendes, que seguia invicto em sua carreira profissional, foi derrubado por uma das letais joelhadas do brasileiro – que ainda desferiu alguns golpes contra o adversário antes do fim oficial da luta. Após a vitória, Aldo quebrou o protocolo e correu para comemorar sua vitória no meio da torcida. “Não gosto de atletas correndo para a torcida, mas foi divertido de assistir, foi a primeira vez que vi isso sendo feito do jeito certo”, brincou Dana White sobre a estripulia do lutador manauara.

Consolidando seu status como um dos melhores lutadores pound for pound da atualidade, Aldo comemorou mais uma vitória devastadora no octógono – a décima consecutiva. “Esse é o espírito que eu queria essa noite. Os fãs me deram muita energia. Nós sabíamos que Chad tentaria me derrubar. Nos preparamos para isso e tive a chance de acertar a joelhada. Estava tão emocionado que quis celebrar com o meu pessoal”

Embalado pela torcida de casa, Vitor Belfort não deu chances para Anthony Johnson. Sob os gritos de “Olê, olê, olê”, o carioca levantou a Arena da Barra com sua 21ª vitória. No início do round, Johnson chegou a acertar um golpe de direita. Derrubado, Vitor trabalhou por baixo até o árbitro ordenar que os dois prosseguissem de pé. Anthony continuou tentando levar a luta para o chão, lançando-se contra as pernas do brasileiro. O embate foi interrompido mais vezes por falta de ação. Após escapar de mais uma tentativa de queda, Belfort dominou Johnson no chão. Ele tentou uma finalização, partiu para socos e cotoveladas, e, por fim, controlou suas costas, encaixando um mata-leão aos 4 minutos e 49 segundos do primeiro round.

“Meu sonho foi realizado hoje, a gente está na Globo e o UFC é paixão nacional. Foi um prazer dar essa vitória para vocês”, comemorou Belfort, aumentando a já estrondosa torcida da Arena. “Eu sabia que ia nocautear ou finalizar. Eu senti a vibração do público e foi uma noite maravilhosa”.

Toquinho e Barboza levam os bônus da noite; Erick Silva é desclassificado

No terceiro embate, Toquinho voltou às raízes ao derrotar Mike Massenzio com sua especialidade: a chave-de-perna. Após pouco tempo de trocação tímida, o brasileiro foi em direto em direção às pernas do adversário, que bateu a 1 minuto e 35 segundos do primeiro round. Com a vitória – terceira seguida na organização -, o mineiro agora soma nove finalizações entre suas 11 vitórias como profissional. “Se eu estiver bem da cabeça, eu consigo fazer bem”, brincou o lutador mineiro.

Edson Barboza ditou o tom do card principal. Aos 2 minutos e 2 segundos do terceiro round, o brasileiro encaixou um devastador chute giratório contra o rosto de Terry Etim, que desabou instantaneamente. O desfecho da luta, até então de muito estudo, rendeu a Barboza o bônus de nocaute da noite. O inusitado nocaute – sétimo da carreira de nove vitórias do brasileiro – levou a HSCB Arena à loucura. “Lutar no Brasil é diferente de lutar em qualquer outro lugar no Brasil”, comemorou Barboza. “Em uma luta, você tenta coisas e espera que elas funcionem. Hoje, (o chute) funcionou.” A luta também foi premiada como melhor da noite.

Erick Silva chegou a comemorar sua vitória por nocaute – a segunda em suas duas participações no octógono -, mas logo recebeu a má notícia. Carlos Prater, derrubado em menos de 30 segundos pelo adversário, foi declarado vencedor devido a golpes ilegais por parte de Silva. A decisão foi de Mario Yamasaki, árbitro do embate. Visivelmente chateado, Erick pediu desculpas à torcida: “todos aqui sabem que não foi intencional”. Em sua última luta, no UFC 134, Silva derrubou Luís “Beição” Ramos em apenas 40 segundos.

Pyle é “estraga-prazeres” no card preliminar

A noite começou bem para os brasileiros. Felipe “Sertanejo” Arantes conquistou a primeira vitória da noite, igualando seu placar na Cidade Maravilhosa – ele havia sido derrotado por Yuri Marajó em sua estreia, no UFC 134. E foi de virada: no primeiro round, o estreante Antonio Carvalho chegou a derrubar e conseguir a montada sobre o brasileiro. Após um segundo round equilibrado, Sertanejo consolidou seu triunfo no terceiro – quando derrubou e controlou a luta na guarda. Seu desempenho garantiu a decisão unânime dos juízes e sua primeira vitória no UFC. “Provei às pessoas do Brasil que pertenço ao octógono”, comemorou.

Na segunda luta da noite, Ricardo Funch estreou em seu país natal com derrota para Mike Pyle por nocaute técnico a 1 minuto e 22 segundos do primeiro round. A arma de Pyle foi uma joelhada certeira, aplicada do clinch, que derrubou o brasileiro contra a grade. Retomando a boa sequência brasileira, Yuri Marajó não deu chances a Michihiro Omigawa. Ainda no primeiro round, o brasileiro uniu boa sequência de golpes de pé com criativas tentativas de finalização – culminando com uma chave-de-braço que, não fosse pelo fim oficial do round, poderia ter encerrado a luta. Após um segundo round de domínio, Marajó passou maus momentos no terceiro, mas se recuperou e conquistou sua segunda vitória no octógono.

No primeiro duelo 100% brasileiro, Gabriel “Napão” redimiu-se de sua última derrota com uma finalização aos 3 minutos e 22 segundos do primeiro round – a primeira finalização nas duas edições cariocas do UFC. Pisando no octógono pela primeira vez desde 2010, Napão comemorou o retorno. “Foi ótimo voltar ao octógono. Eu mostrei que ainda tenho minhas habilidades de jiu-jitsu aqui esta noite. Meu tempo fora do UFC foi bom. Lidei com assuntos pessoais e voltei com foco novo. Antes, eu estava treinando bem, mas minha cabeça não estava lá. Agora, estou melhor”, declarou.

O catarinense Thiago Tavares manteve a invencibilidade em eventos cariocas do UFC após uma das lutas mais equilibradas do evento. Após dominar o primeiro round, Tavares teve uma tarefa difícil. Ao final do terceiro, o brasileiro chegou a balançar com um soco certeiro do americano, mas se recuperou e conquistou a decisão unânime dos juízes. Feliz com o que definiu como a maior vitória de sua carreira, Tavares confessou sua surpresa por ter vencido a luta de pé. “Ele foi o adversário mais duro que já enfrentei. Tenho que ser honesto: de todas as maneiras que via essa luta acontecendo, nunca imaginei vencê-lo de pé”.

Resultados

Card principal
José Aldo derrotou Chad Mendes por nocaute a 4m59s do R1
Vitor Belfort derrotou Anthony Johnson por finalização (mata-leão) a 4m45s do R1
Rousimar “Toquinho” Palhares derrotou Mike Massenzio por finalização a 1m3s do R1
Carlo Prater derrotou Erick Silva por desclassificação a 29s do R1
Edson Barboza derrotou Terry Etim por nocaute a 2m2s do R3

Card preliminar
Thiago Tavares derrotou Sam Stout por decisão unânime dos jurados
Gabriel “Napão” Gonzaga derrotou Ednaldo Oliveira por finalização (mata-leão) a 3m22s do R1
Yuri Alcântara derrotou Michihiro Omigawa por decisão unânime dos juízes
Mike Pyle derrotou Ricardo Funch por nocaute técnico a 1m22s do R1
Felipe Arantes derrotou Antonio Carvalho por decisão unânime dos jurados

Anthony Johnson chega ao Rio provocando Belfort

Adversário de Vitor Belfort na edição 142 do UFC, que será disputada no próximo sábado, o norte-americano Anthony “Rumble” Johnson já chegou ao Rio de Janeiro mandando o seu recado: “além do mau tempo, trouxe a dor na minha bagagem”, destacou.

Antes de entrar na van que o aguardava, Rumble parou por um instante e se virou novamente para os repórteres. “Digam pro Belfort manter sempre as mãos levantadas”, garantindo que o fato de lutar com a torcida contra não o impedirá de nocautear o adversário.

Lutador de 1,87 m e 84 kg, Rumble tem na troca de golpes sua principal característica e carrega um cartel de 11 vitórias e 3 derrotas. Contra Belfort, o norte-americano espera alcançar o oitavo nocaute de sua carreira.

Ingressos do UFC Rio começam a ser vendidos hoje

Os ingressos para o UFC Rio II (edição de número 142 do torneio) começam a ser vendidos hoje à noite. A compra só poderá ser feita pela internet (www.ingresso.com), anunciou, ontem, o presidente da entidade, Dana White. Os valores custam entre R$ 137,50 e R$ 1,6 mil. Veja abaixo todos os detalhes sobre como garantir a sua entrada.

Informações da assessoria de imprensa do UFC no Brasil:

Venda de Ingressos:

DIVISÃO DE SETORES E PREÇOS

Octógono Premier Norte (assento marcado) – Inteira R$ 1.600,00 / Meia-Entrada R$ 800,00
Octógono Premier Sul (assento marcado) – Inteira R$ 1.600,00 / Meia-Entrada R$ 800,00
Cadeira Premier Leste (assento marcado) – Inteira R$ 1.600,00 / Meia-Entrada R$ 800,00
Cadeira Premier Oeste (assento marcado) – Inteira R$ 1.600,00 / Meia-Entrada R$ 800,00
Cadeira Especial Norte (sem assent marcado) – Inteira R$ 1.000,00 / Meia-Entrada R$ 500,00
Cadeira Especial Sul (sem assento marcado) – Inteira R$ 1.000,00 / Meia-Entrada R$ 500,00
Arquibancada (sem assento marcado) – Inteira R$ 275 / Meia-Entrada R$ 137,50
Portadores de Necessidades Especiais (sem assento marcado) – Meia-Entrada R$ 137,50
Portadores de Necessidades Especiais Premier (assento marcado) – Meia-Entrada R$ 137,50

COMPRA DE INGRESSOS POR CPF E MEIA-ENTRADA

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As estrelas do novo UFC Rio

Dois dos maiores lutadores brasileiros de MMA de todos os tempos estão escalados para defender as cores verde e amarela no retorno do UFC ao país. José Aldo, atual campeão do peso-pena, e Vitor Belfort, ícone do esporte e homem mais novo a conquistar um título do Ultimate, fazem as lutas principais do evento de número 142, no próximo dia 14 de janeiro, na Cidade Maravilhosa. O torneio retorna ao Brasil depois da calorosa – lucrativa – recepção registrada em agosto do ano passado, quando o Aranha Anderson Silva destroçou o japonês Yushin Okami no combate principal.

O campeão José Aldo defendeu o título diante do carismático Kenny Florian, no início de outubro. Ele possui um cartel invejável e é apontado por muitos como o sucessor de Anderson Silva no posto de melhor atleta peso-por-peso do mundo. Aldo enfrentará o norte-americano Chad Mendes, um antigo desafeto. O adversário do brasileiro está invicto há onze lutas e vem de uma vitória por decisão unânime contra Rani Yahya, em agosto, no UFC 133. Vitor Belfort lutará contra o também norte-americano Anthony Jonhson. O brasileiro tem 20 vitórias no currículo e apenas nove derrotas. Nas últimas dez lutas, ele venceu sete e perdeu três.

O presidente do UFC, Dana White, havia prometido, ao fim do UFC Rio, retornar ao Brasil em breve. Ele ficou empolgado com a recepção da torcida e o carinho demonstrado pelos fãs. “O impacto econômico do nosso primeiro evento no Rio (UFC 134, em agosto) foi enorme – aproximadamente 300 mil pessoas tentaram comprar ingressos quando abrimos a primeira carga, 30 milhões de pessoas assistiram ao evento em todo o país e o evento teve uma receita de cerca de US$ 41 milhões para a cidade. UFC Rio teve o clima mais insano que eu já vi. Os fãs foram incríveis e o suporte da cidade do Rio de Janeiro fez do evento um grande sucesso”, disse ele, em declaração reproduzida pelo site Por dentro da Arena.

Os brasileiros Thiago Tavares e Edzon Barbosa, que venceram na edição realizada em agosto, também estão no card do torneio. O UFC Rio 2 será o primeiro no Brasil transmitido pela Rede Globo. A emissora comprou os direitos de transmissão do torneio e vai estrear no esporte com a transmissão, na madrugada deste domingo, com a luta entre o brasileiro Junior Cigano dos Santos e o norte-americano Cain Velasquez, pelo título dos pesados do Ultimate.

Bilionário brasileiro por trás do UFC

Empresário Eike Batista comprou empresa de marketing responsável por trazer o UFC ao Brasil

A popularidade do UFC aquece os olhos de quem está acostumado a enxergar boas oportunidades de negócios. Nos Estados Unidos, a FOX se rendeu ao MMA e fechou contrato para transmissão das lutas na televisão aberta. O experimento será feito no dia 12 de novembro, já com a disputa do cinturão dos pesos pesados entre Cain Velasquez e o brasileiro Junior Cigano dos Santos. No Brasil, depois do sucesso do UFC Rio, o empresário Eike Batista comprou a Brasil 1, companhia de marketing responsável por trazer o UFC de volta ao país em agosto – segundo a revista Meio e Mensagem. Um claro sinal ao mercado publicitário e esportivo: a atividade tem futuro e pode dar (muito) lucro.

O mineiro Eike Batista é um dos mais ricos empresários brasileiros. Tem negócios nas áreas energia, siderurgia, petróleo, indústria naval, logística e mineração. A revista Forbes o elegeu como o 8º maior bilionário do mundo em 2011. O patrimônio líquido dele é avaliado em mais de 30 bilhões de dólares. Eike também ficou conhecido no Brasil por namorar a modelo Luma de Oliveira – ela chegou a desfilar por uma escola de samba com uma coleira na qual estava gravado o nome do companheiro.

O empresário esteve na plateia do UFC Rio. E teve a oportunidade de presenciar a magnitude do evento sobre o qual terá gerência quando o contrato firmado com a Brasil 1 for concretizado – a assinatura com a IMX (do grupo de Eike) deve ocorrer nas próximas semanas. O torneio na Cidade Maravilhosa atraiu mais de 14 mil pessoas ao HSBC Arena e gerou uma renda, apenas com bilheteria, de quase quatro milhões de dólares – o dobro do UFC 135, realizado em Denver, nos Estados Unidos, no último fim de semana. A transmissão pela televisão teria alcançado 30 milhões de lares brasileiros.

O sucesso foi inegável. O presidente do UFC, Dana White, chegou a brincar com a possibilidade de realizar um evento no Brasil todo fim de semana. Está nos planos dele e dos irmãos Fertita – donos da marca – promover mais edições no país em 2012. Manaus e São Paulo tomam as rédeas das negociações até agora. A soma dos números com a probabilidade de realização dos torneios de MMA no Brasil gera lucro garantido. E nenhum grande investido é capaz de ignorar o cálculo. Eike já anda com a calculadora nas mãos.