Lutadores do UFC defendem protestos feitos no Brasil

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A onda de protestos em todo o país chegou ao MMA. Lutadores brasileiros do UFC usaram as redes sociais para se manifestar sobre as manifestações pelo Brasil. No Twitter, os atletas apoiaram o movimento da população, que sai às ruas para exigir melhorias de vida e questionar custo excessivo de tarifas de ônibus.

Um dos mais ativos no apoio aos protestos foi Vitor Belfort. Pelo Twitter, o Fenômeno conclamou a população a continuar reivindicando os direitos como cidadãos. “Tô escrevendo algo bem profundo sobre a crise do BRASIL. Mas já adianto uma coisa. Faz tempo que o povo tem que acordar. BASTA”, postou o carioca.

“Só sendo milionário para morar no Brasil. Sem infraestrutura, não tem como um prédio ter uma cobertura. Não adianta festas, carnaval, futebol, novela, Copa do Mundo e Olimpíada. Sem educação um país não cresce. PAZ A UM BRASIL MELHOR!!!”, escreveu Belfort em novo post.

Outro que se manifestou pelo Twitter foi Lyoto Machida, que estará em ação no próximo UFC no Rio de Janeiro, em 3 de agosto, quando enfrentará o norte-americano Phil Davis. “Vamos nos mobilizar, Brasil. É disso que precisamos”, postou o Dragão.
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O campeão do peso-pena, José Aldo, que defenderá o cinturão contra o sul-coreano Chan Sung Jung, o Zumbi Coreano, no evento no Rio de Janeiro, também apoiou de forma integral o movimento popular em todo o país. “Brasil, verás que um filho teu não foge à luta! Vamos Brasil, orgulho de ser brasileiro!”, escreveu o manaura.

Quem também usou o Twitter para apoiar os protestos no Brasil foram o peso-leve Rafael dos Anjos e o peso-médio Ronaldo Jacaré. “Se eu estivesse no Brasil estaria nos protestos com certeza”, postou dos Anjos. “A revolta está em todos!”, escreveu o capixaba ex-campeão do Strikeforce. (Texto: Superesportes)

Reviravolta no UFC 162: agora é José Aldo x Zumbi Coreano

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A lesão voltou a modificar um card do UFC. Agora, foi o adversário de José Aldo, Anthony Petis, limado do torneio por conta de uma lesão. O chefão da franquia, Dana White, anunciou a dispensa pelo Twitter: “Ele machucou o joelho”, escreveu. Na contramão das súbitas mudanças sempre prejudiciais às edições, a lesão do norte-americano deu brecha para uma luta aguardaa pelo público: Chang Sung Jung, o Zumbi Coreano, vai substitutir o atleta contra o campeão do peso-pena do UFC.

O asiático vem de três vitórias consecutivas frente a Leonard Garcia, Mark Hominick e Dustin Poirer. Ele deveria lutar contra Ricardo Lamas no UFC 162, marcado para Nevada, nos Estados Unidos, no próximo dia 6. Mas quis o destino remover-lhe do card e dar-lhe a chance de disputar um dos cinturões mais difíceis de mudar de mão do Ultimate. Pelo estilo demonstrado dentro do octógono, já vinha sendo especulado para encarar o brasileiro, um dos melhores peso-por-peso do mundo.

Invicto há quinze duelos, Aldo sustenta o título desde a extinção do WEC e a consequente criação da categoria no maior torneio de MMA do mundo. Ele é favorito no UFC 163, no Rio de Janeiro (dia 3 de agosto),  – onde se jogou até para a plateia -, sobretudo depois da vitória contra Frankie Edgar e Chad Mendes, tidos como ameaça real ao cinturão. O duelo promete.

Anderson Silva detona o TUF. E ele tem razão…

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Nem precisava o campeão se manifestar. A edição do TUF Brasil 2 passou longe da proposta de mostrar os bastidores dos treinamentos de atletas de MMA e a vida de sacrifícios fruto do excesso lutas. O objetivo de humanizar a brutalidade apresentada dos octógonos, com relato das histórias pessoais, dos altos e baixos emocionais e do estresse físico virou lenda. Melhor: perdeu feio para o vandalismo, as piadas sem graça, o exagero e toda infelicidade de comportamento indigno até de meninos na fase, digamos, aguda da puberdade.

Anderson Silva tocou a ferida: “Achei que o programa deixou a desejar. A proposta, que é mostrar a rotina de um atleta de MMA, não foi mostrada. Não foi um bom programa. As lutas foram de alto nível mas não tenho essa pretensão (de treinar um dos times). Quando você quer mostrar a imagem do esporte, tem de mostrar na essência”.

Admira o UFC ter permitido o desenrolar capenga do programa por tanto tempo. Da forma como passou na TV, em nada contribuiu para o propósito alcançado na década passada na televisão paga norte-americana. O TUF teve papel decisivo para inverter a antipatia do público dos EUA envolto em preconceito e refratário ao esporte considerado barbárie pura. A apresentação da vida e intimidade dos lutadores e o drama por trás dos treinos alimentaram a humanização e, consequentemente, atraíram para as arquibancadas (ou os sofás da sala) a plateia indiferente ao MMA.

A aposta na ridicularização propiciada pelo TUF 2 no Brasil quebrou o sentido principal do programa. Rebeldia sem causa, brincadeiras infantis, falta de foco nos ensinamentos das artes marciais jogaram contra a audiência. O saldo para quem assistia é de uma turma de confinados sem apreço por mestres e pela filosofia das artes marciais. Para que serve isso? É quase um subproduto de big brother sem mistura de sexos ou outro reality show com promessa falsa de estimular o esporte. O desdobramento óbvio é a baixa audiência e a desconfiança da Globo em promover a terceira edição do programa.

Não à toa, o maior lutador brasileiro de MMA da atualidade critica: “Foi mostrado vandalismo no TUF. Cheguei até aqui sem vandalismo. Não gostei. Com as dificuldades que passei quando estava começando, jamais jogaria um colchão na piscina e destruiria coisas dentro da casa. Está faltando um pouco do conceito da essência da arte marcial para que a gente possa ter um TUF decente. As crianças assistem e são fãs daquilo”. Abre o olho, UFC.

Começa a venda de ingressos para o UFC 163 no Rio de Janeiro

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Texto do UFC

O Ultimate Fighting Championship volta ao Rio de Janeiro no dia 3 de agosto, na HSBC Arena, com a disputa pelo cinturão Peso Pena entre o campeão José Aldo e o desafiante Anthony Pettis. Os fãs também terão a chance de assistir ao ídolo Meio-Pesado Lyoto Machida pela primeira vez no Brasil, enfrentando o americano Phil Davis. Invicto na categoria Meio-Médio, Demian Maia enfrenta Josh Koscheck. O UFC 163 – Aldo vs Pettis ainda vai entrar para história com a primeira luta feminina da organização no Brasil, entre a baiana Amanda Nunes e a alemã Sheila Gaff. O evento terá início às 19h15, com o card principal previsto para as 23h. A abertura dos portões ao público acontecerá às 17h30.

A pré-venda dos ingressos para clientes HSBC começa nesta terça-feira, dia 11 de junho, às 18h. Para os fãs em geral, a venda dos bilhetes será a partir das 20h desta quarta-feira, dia 12, pelo site www.ticketsforfun.com.br, nos pontos de venda T4F, pela Central de Relacionamento Tickets for Fun 4003-5588 ou na bilheteria do HSBC, no dia do evento.

Os ingressos estarão divididos pelos setores: Arquibancada (R$ 290 / R$ 145 – meia-entrada); Cadeira Especial (R$ 850 / R$ 425 – meia-entrada); Cadeira Premier (R$ 1.400 / R$ 700 – meia-entrada); Octógono Premier (R$ 1.600 / R$ 800 – meia-entrada) e Pessoas com Deficiência (R$ 145). Os fãs poderão comprar 04 ingressos por CPF, sendo somente um de meia-entrada. Haverá uma taxa de entrega por compra – independente do número de bilhetes adquiridos e variável de acordo com os preços de Sedex praticados em cada praça – caso deseje receber em casa. Não há taxa de conveniência. Pessoas com Deficiência devem comprar seus ingressos exclusivamente através do número 4003 5588.

O UFC 163 – Aldo vs Pettis marca o retorno do campeão José Aldo ao Rio de Janeiro após um nocaute no primeiro round sobre Chad Mendes no UFC Rio 2, em janeiro de 2012. Na ocasião, Aldo correu para a arquibancada e se jogou nos braços da torcida, numa comemoração apoteótica. Posteriormente, o campeão ainda defendeu seu cinturão no UFC 156, em Las Vegas, derrotando Frank Edgar por decisão unânime e ganhando o prêmio de luta da noite.

Já o meio-pesado Lyoto Machida recuperou-se bem da derrota para Jon Jones, obtendo vitórias importantes sobre Ryan Bader e Dan Henderson. Hoje, ocupa a primeira posição no ranking da categoria, abaixo apenas do campeão Jones. Seu adversário, o americano Phil Davis vem de duas vitórias sobre brasileiros: Wagner “Caldeirão” Prado, no UFC Rio 3, e Vinny Magalhães, no UFC 159.

Outro que ocupa posição de destaque é Demian Maia. Desde que mudou para a categoria Meio-Médio, o brasileiro acumula três vitórias em três lutas. É com esse cartel que ele chega para a luta contra o americano Josh Koscheck, que já desafiou o campeão George St-Pierre em 2010 e atualmente é top 10 no ranking da categoria.

Card do UFC 163 – Aldo vs Pettis*
Jose Aldo vs Anthony Pettis
Lyoto Machida vs Phil Davis
Demian Maia vs Josh Koscheck
Cezar “Mutante” Ferreira vs Clint Hester
Vinny Magalhães vs Anthony Perosh
Amanda Nunes vs Sheila Gaff
Sergio Moraes vs Neil Magny
Thales Leites vs Tom Watson
Rani Yahya vs Josh Clopton
Ednaldo “Lula” Oliveira vs Robert Drysdale
Iliarde Santos vs Ian McCall
John Lineker vs Phil Harris
Viscardi Andrade vs Bristol Marunde

*Card sujeito a alterações

DIVISÃO DE SETORES SETOR ASSENTO MARCADO INTEIRA MEIA
Octógono Premier SIM R$ 1.600 R$ 800
Cadeira Premier SIM R$ 1.400 R$ 700
Cadeira Especial SIM R$ 850 R$ 425
Arquibancada NÃO R$ 290 R$ 145
Pessoas com deficiência NÃO R$ 145

Minotauro deveria parar de lutar?

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A derrota é inimiga mortal do imediatismo e da tomada de decisões. Agir no calor do revés pode significar atalho para o arrependimento. Mas a decepção nunca deve passar em branco. E merece sempre reflexão – sobretudo quando aparece em momentos chave da vida de quem topou com o deslize.

O fracasso de Antônio Minotauro diante de Fabrício Werdum, no UFC Fortaleza, seria apenas resultado natural da luta de um atleta de MMA com uma extensa lista de combates no ringue. Seria. A idade do lutador, a performance demonstrada no octógono e as insinuações dos bastidores para vê-lo se aposentar colocam a lenda brasileira diante de um dilema: parar e conservar a imagem de mito mundial do esporte, com direito a se tornar um dos embaixadores do UFC mundo afora, ou insistir na carreira e correr o risco de engordar a relação de tropeços?

A escolha é difícil. Minotauro ainda se recupera de uma lesão no braço provocada pela finalização imposta por Werdum.O tema, no entanto, arde sobre a mesa. E é impossível esfriá-lo. Dono de uma trajetória invejável nos ringues, desde a época do Pride e dos confrontos com Fedor Emelianenko, o lutador brasileiro se mostra longe de repetir a atuação gloriosa do passado. Depois da derrota contra Frank Mir, quando dominava a luta, no fim de 2011, ele até mostrou poder de reabilitação: sarou a lesão no braço, voltou ao octógono e venceu Dave Herman.

Mas o desempenho contra Werdum preocupou. Minotauro apresentou lentidão, pareceu acima da forma física ideal e pecou justamente no terreno onde reinou anos a fio: o jiu-jítsu. Presa fácil para o adversário, acabou finalizado, trunfo até então alcançado apenas por Mir em um vacilo do brasileiro no duelo do UFC 140. Aos 37 anos e enquadrado nos pesos-pesados, categoria com nomes fortes como o campeão Cain Velásquez e Junior Cigano dos Santos, está distante agora de uma possível disputa de cinturão. A pergunta é: ainda vale a pena lutar?

O brasileiro é um dos mestres das artes marciais mistas e tem lugar cativo no coração dos fãs do país e do mundo. As derrotas jamais apagarão as conquistas obtidas dentro do ringue e fora dele, onde apresentou poder inigualável de recuperação física e se tornou um dos pilares de sustentação do MMA e do próprio UFC. Mas a dificuldade de manter o alto rendimento, vencer nomes expressivos da franquia e a possibilidade de contribuir nos bastidores para o fortalecimento do esporte são variáveis difíceis de ignorar quando o planejamento da carreira surge adiante.

É cedo para medidas bruscas, o tempo adverte. A ferida da derrota recente ainda precisa ser curada. Mas, enquanto se levanta, o campeão deve ensaiar os próximos passos. E fica o aviso: qualquer decisão tomada por ele merecerá respeito e admiração dos fãs e dos outros lutadores. Minotauro, a história valida, é conhecido pela superação diante das adversidades. Não seria uma saída definitiva do ringue capaz de suprimir da memória coletiva a marca deixada por ele no esporte. Se for essa a preocupação, verdade seja dita: ele já venceu adversários bem piores. 

Pernambucano mais perto do cinturão do UFC

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“Eu quero minha chance de lutar pelo título. Quem estiver com o cinturão, eu quero minha oportunidade”. Recado dado. Pertinente, justo e merecedor de uma resposta à altura do pernambucano Raphael Assunção, vitorioso pela quarta vez seguida, na noite deste sábado no UFC Fortaleza. Sexto colocado no ranking da franquia na categoria peso-galo (invicto desde a mudança para o patamar), ele mira o título após bater o inglês Vaughan Lee com uma espetacular chave de braço. O recifense radicado nos EUA chegou a 19 vitórias na carreira contra apenas 4 derrotas.

 O triunfo desta noite alça Raphael ao posto de pernambhcano mais bem-sucedido no UFC. E, claro, coloca o lutador perto da chance de batalhar pelo cinturão, hoje interinamente nas mãos do potiguar Renan Barão.
Raphael dominou a luta do começo ao fim. Entrou de forma inteligente e evitou golpes do adversário ao manter uma distância segura. No segundo round, jogou o oponente ao chão e, sem grande esforço, finalizou com chave de braço. A vitória teve acompanhamento de perto da família do lutador, presente ao ginásio em Fortaleza. Os irmãos dele, Junior e Freddy, também são atletas de MMA e representam a família Assunção. Vale a torcida e a pressão para Dana White dar ao pernambucano a chance de beliscar o cinturão e fazer o UFC falar o oxente da terra do Rei do Baião.

Cearenses ovacionados em pesagem do UFC em Fortaleza

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Texto do Superesportes

A pesagem oficial do The Ultimate Fighter Brasil 2 Finale, nesta sexta-feira, no Ginásio Paulo Sarasate, em Fortaleza, mostrou que os lutadores da casa, como já era esperado, terão apoio integral dos fãs cearenses. Caio Magalhães, Rony Jason, Godofredo Pepey foram ovacionados pelo público. O Mesmo ocorreu com Rodrigo Minotauro, que fará o duelo dos treinadores do TUF contra Fabricio Werdum. Mesmo tendo nascido na Bahia – e radicado no Rio de Janeiro -, ele também foi muito aplaudido.

Todos os 24 lutadores escalados para o evento bateram o peso. Mas o que mais marcou a pesagem, além do apoio maciço aos atletas da casa, foram as encaradas. Como a de Godofredo Pepey, que deixou os ânimos aflorados para o duelo contra o paulista Felipe ‘Sertanejo’, no card preliminar do evento, pela categoria peso-pena.

O TUF Brasil 2 Finale terá cobertura AO VIVO do Superesportes, com a presença da equipe no Ginásio Paulo Sarasate. O evento começará às 17h45, com a primeira luta da programação. Os duelos principais da noite têm início para as 21h.

O momento mais aguardado na pesagem foi a entrada dos dois atletas que farão a luta principal, no duelo dos técnicos. O gaúcho Werdum foi aplaudido e bateu o peso da categoria peso-pesado (120kg), com 109,7kg. Em seguida, diante do calor dos fãs, Minotauro surgiu com a bandeira da Team Nogueira. O Big Nog atingiu 107,5kg e também ficou aquém do limite da categoria. A encarada ocorreu de forma amena, sem provocações ou polêmica.

Na luta co-principal, os finalistas do TUF Brasil 2 também bateram o peso e se encararam de forma respeitosa. Léo Santos, que herdou a vaga do argentino Santiago Ponzinibbio, alcançou 77,3 kg, o mesmo de William Patolino, mais carismático com os fãs. Os dois ficaram dentro do limite da categoria meio-médio, contando com a tolerância de 455g a mais para duelo que não representa disputa de cinturão.

No duelo de paulistas, Thiago Silva e Rafael Feijão foram encarados com certa frieza pelo público. Feijão, estreante e mais um da Team Nogueira, ficou com 92,7kg, enquanto Thiago, mais ‘atrevido’ ao subir à balança, com óculos escuros e a já conhecida marra, alcançou 93,6kg – dentro do limite dos meio-pesados, contando com a tolerância permitida em duelos que não valem cinturão.

Encarada tensa e ironia

No card preliminar, os fãs demonstraram todo o carinho aos lutadores da casa. Desde a entrada de Caio Magalhães, o ‘Monstro’, que enfrentará o checo Karlos Vemola, pelos médios. Se o visitante foi ‘perseguido’ pelo público e surgiu aos gritos de ‘Vai morrer’, o mesmo ocorreu com Felipe ‘Sertanejo’, que ouviu os apulpos da torcida ao subir à balança para encarar o cearense Godofredo Pepey, muito aplaudido ao aparecer com a bandeira do estado natal.

Godofredo Pepey e Felipe ‘Sertanejo’ protagonizaram a encarada mais tensa da tarde, aumentando ainda mais a expectativa dos fãs pelo duelo, válido pela categoria peso-pena. O cearense atingiu 66,2 kg, o mesmo do adversário deste sábado, vaiado à exaustão.

Outro cearense muito aplaudido foi Rony Jason. Vencedor da primeira edição do The UltimateFighter Brasil, diante do conterrâneo Pepey, no Mineirinho, ele também levou para o palco da pesagem a bandeira da Team Nogueira. O lutador da casa pesou 66,2kg, enquanto o norte-americano Mike Wilkinson, vaiado e aos gritos de ‘Vai morrer’, ficou com 65,7,kg. O duelo é válido pela categoria dos penas.

Confira os resultados da pesagem do TUF Brasil 2 Finale

Card principal

Rodrigo Minotauro (107,7kg) x Fabricio Werdum (110kg) – pelo peso-pesado
Leo Santos (77,3kg) x William Patolino (77,3kg) – pelo peso-meio-médio
Thiago Silva (93,6kg) x Rafael Feijão (92,7kg) – pelo peso meio-pesado
Erick Silva (77,3kg) x Jason High (77,3kg) – pelo peso meio-médio
Daniel Sarafian (84,5kg) x Eddie Mendez (83,6kg) – pelo peso-médio

Card preliminar

Rony Jason (66,4kg) x Mike Wilkinson (65,9kg) – pelo peso-pena
Raphael Assunção (61,4kg) x Vaughan Lee (60,9kg) – pelo peso-pena
Godofredo Pepey (66,4kg) x Felipe Sertanejo (66,4kg) – pelo peso-pena
Ildemar Marajó (77,7kg) x Leandro Buscapé (76,8kg) – pelo peso meio-médio
Rodrigo Damm (66,4kg) x Mizuto Hirota (66,4kg) – pelo peso-pena
Caio Monstro (84,5kg) x Karlos Vemola (84,5kg) – pelo peso-médio
Antonio Braga Neto (84,1kg) x Anthony Smith (83,6kg) – pelo peso-médio

*Em lutas que não valem cinturão, há uma tolerância de cerca de 455g além do limite das categorias

Rampage na bronca com o UFC

rampagexNovo contratado do Bellator, Quinton ‘Rampage’ Jackson disse nesta quarta-feira que vai deixar os meio-pesados e se transferir para a categoria dos pesados na organização. O veterano lutador concedeu entrevista à imprensa, em Los Angeles, e comentou sobre a decisão de subir de peso.

“Eu penso que a categoria peso-pesado seria melhor, porque eu gosto de caras grandes, acho que seria mais rápido que eles. Estou mais velho e quero começar quebrando alguns caras grandes”, afirmou ‘Rampage’, que assinou contratado de longa duração com o Bellator e a Spike TV, emissora do grupo Viacom e que transmite eventos da organização.

Na entrevista, o polêmico ‘Rampage’, que se desligou o UFC com muita mágoa, não deixou de cutucar a antiga casa. “Eu não vou mentir. Perdi o amor pelo MMA quando eu voltei para o UFC. Agora esse novo contrato me deixou excitado. Isso me trouxe o amor de volta”, declarou.

Durante a entrevista, o presidente da Spike TV, Kevin Kay, revelou que ‘Rampage’ participará do Guys Choice Awards, no próximo dia 12, e também poderá retornar ao cinema. “Temos um bom relacionamento com a Paramount Pictures e vamos levar o Rampage para encontrar os caras. Eles estão animados em trabalhar com o Rampage e vamos desenvolver um roteiro com algumas ideias de filmes”, anunciou o dirigente da emissora.

Ex-campeão do GP dos meio-pesados do extinto Pride, no Japão, e da mesma categoria no UFC, Rampage foi um dos principais nomes do MMA na década passada. Entretanto, nas últimas participações no octógono ele deixou a desejar e se despediu do Ultimate com três derrotas seguidas – contra Jon Jones, Ryan Bader e o mineiro Glover Teixeira.

Depois do revés para Ryan Bader, no Japão, em fevereiro do ano passado, ‘Rampage’ entrou em litígio com o UFC. Ele não bateu o peso da categoria, perdeu 20% da bolsa (valor transferido ao adversário) e foi bastante criticado pelo presidente da organização, Dana White. O lutador rebateu e respondeu ao dirigente alegando que sofrera uma lesão no joelho e mesmo assim honrou o compromisso no evento. Jackson anunciou que não lutaria mais pela liga e se despediu com derrota para Glover Teixeira, em janeiro de 2013.

Texto: Superesportes

Vai, Pezão, você não está só…

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Pezão não está só. Quando passar pela grade do octógono daqui a pouco e ficar diante do campeão Cain Velasquez pelo UFC 160, Antônio Silva estará acompanhado do espírito de guerreiro comum apenas aos gigantes. O brasileiro é a expressão mais forte da garra e da superação. Venceu batalhas dentro e fora dos ringues com a obstinação de quem tem como missão vingar na vida.

De Campina Grande, na Paraíba, herdou a bravura nordestina para destituir preconceitos e encarar desafios. Driblou dificuldades na fala e de relacionamento com aulas de caratê. E sentiu no corpo e nos olhares alheios os efeitos da acromegalia, distúrbio pelo qual os traços da face ficam mais largos. Seguiu em frente. A doença nunca o impediu de perseguir o sonhos. Pezão aprendeu jiu-jitsu, mudou-se, trabalhou como vendedor, segurança de boates e carro-forte. Retornou às lutas e marcou espaço.

Até chegar a um feito memorável: derrotou a lenda viva do MMA, Fedor Emelianenko no Strikeforce (competição extinta pelo UFC). Valorizado, penou no Ultimate diante do adversário desta noite, Cain Velasquez, e levantou-se contra Alistair Overeem. Daqui a pouco, tem a chance de conquistar o cinturão inédito da categoria dos pesados em revanche contra o norte-americano.

Técnica, Pezão tem. Raça, idem. E ele não está só: em cada soco, chute ou finalização, em pé ou deitado. O lutador batalha na companhia de uma energia inesgotável para fazer dos obstáculos o impulso necessário às conquistas. É o símbolo de um Brasil que se ergue corajosamente a cada queda. É o retrato fiel de um povo obstinado em dar certo. É o reflexo dos vencedores das agruras do dia a dia. Vai Pezão, você não está só. O país está com você.

O card

UFC 160

sábado, 25 de maio

MGM Grand Arena, em Las Vegas

Card principal

Cain Velásquez x Antônio ‘Pezão’ – pelo cinturão dos pesados
Junior ‘Cigano’ x Mark Hunt
James Te Huna x Glover Teixeira
TJ Grant x Gray Maynard
Donald Cerrone x KJ Noons

Card preliminar

Mike Pyle x Rick Story
Dennis Bermudez x Max Holloway
Colton Smith x Robert Whittaker
Khabib Nurmagomedov x Abel Trujillo
Nah-Shon Burrell x Stephen Thompson
Brian Bowles x George Roop
Estevan Payan x Jeremy Stephens

 

Transar ou não transar? Eis um drama do próximo TUF…

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Transar ou não transar? A queridinha do UFC e campeã do peso-galo, única categoria feminina na franquia, quer as comandadas distante do sexo. Ronda Rousey mandou aviso à equipe feminina com quem deve trabalhar no TUF 18, primeira edição do reality show de MMA dos EUA com mulheres no time de participantes: vocês querem ficar conhecidas como quem “trepou” no programa ou atletas de alto nível?

O carão de Ronda é compreensível. Pela primeira vez em 18 edições do reality, as mulheres vão participar. É a conseqüência direta da evolução do MMA nas últimas duas décadas e do desempenho da própria lutadora – consagrada no Strikeforce e importada para o Ultimate com status de celebridade. Um “deslize” dentro da casa, dividida com outros lutadores, e a reputação das meninas pode ir por água abaixo – com base, claro, na ideia generalizada e machista pela qual garotas nunca podem ser “bem relacionadas” como os homens.

É uma prevenção de Ronda, escalada ao lado de Cat Zingano como técnica do programa. Mas falta conexão com a realidade. E é subestimar os instintos humanos. O confinamento em uma residência com a convivência tão próxima pode ensejar, claro, a formação de laços afetivos e, por que não, sexuais? É normal e plenamente aceitável o relacionamento permitido pelo acaso.

E sequer há indícios de prejuízo à performance por parte de quem pratica sexo antes das competições. Longe disso. Jogadores de futebol famosos fazem questão de enaltecer o desempenho no jogo depois pular a cerca das concentrações e transar. Fisicamente, nada impede a “jornada dupla”.

Mas Ronda se mantém firme. Quer a castidade dentro da casa enquanto durar o programa. Até jogou no ar as conseqüências de possíveis patrocínios com o sucesso nas lutas e – diz ela – a reclusão sexual, algo em torno de cem mil dólares. Às lutadoras da casa, resta o dever de ponderar: o prazer por um momento e a cara feia da treinadora ou a abstinência e a chance de evoluir sob o comando dela? Transar ou não transar?