Só Barão pode comemorar

Potiguar se sagra campeão interino do UFC em noite de card decepcionante

Barão: brasileiro no topo

 

O cinturão afivelado à cintura do potiguar Renan Barão é praticamente a única fonte de luz a emanar da edição 149 do UFC. A conquista do título interino da categoria galo frente a Urijah Faber deu ao país a hegemonia dos campeões do Ultimate diante dos Estados Unidos – o placar está 4 x 3 a favor dos brasileiros – e consagrou a trajetória do nordestino. À exceção do nocaute meteórico (sete segundos) de Ryan Jimmo sobre Anthony Perosh, a vitória do brasileiro se tornou o ponto alto da comemoração no torneio marcado por lutas fracas no card principal, audiência questionável e decepção em torno de um lutador travestido de promessa.

Renan ganhou a chance de disputar o cinturão interino depois da lesão sofrida por Dominick Cruz, atual campeão. A escolha do brasileiro chegou a irritar Urijah Faber – avisado em cima da hora por Dana White, chefão do UFC, sobre quem era o oponente a lhe desafiar. A performance do brasileiro calou a boca do norte-americano e o credenciou a um tira-temia contra Cruz quando ele estiver recuperado. Antes do encontro, Dana reserva outra luta para Barão. O mandachuva prefere colocá-lo no octógono antes do retorno de Dominick.

O potiguar dominou os cinco rounds da disputa contra Faber. Controlou a luta. Prezou pela eficiência. Venceu por decisão unânime dos juízes, engordou a série invicta (tem 32 vitórias seguidas) e se firmou como talento do MMA para o mundo. Faber nem de longe repetiu os tempos do WEC. Com uma costela quebrada por Renan, se viu impossibilitado de reagir e sonhar com o cinturão. Perdeu a quarta chance de ganhar o título e, agora, deve pensar seriamente em encerrar a carreira.

Barão se junta a José Aldo (peso pena), Anderson Silva (médio) e Junior Cigano (pesados) na lista de campeões brasileiros. Benson Henderson (leve), Carlos Condit (interino do meio-médio) e Jon Jones (meio-pesado) representam os norte-americanos. Cruz e o canadense George St-Pierre (meio-médio) estão machucados e, por enquanto, são “campeões sem títulos”.

DESILUSÃO

Lombard (ao fundo): uma sombra

 

A principal decepção da noite atende pelo nome de Hector Lombard. O cubano ex-campeão do Bellator e cotado até então para desafiar Anderson Silva sucumbiu ao regular Tim Boetsch. Pressionado pela expectativa para repetir as boas atuações demonstradas no torneio rival do UFC, Hector fez uma luta burocrática. Sentiu medo de arriscar. Andou no octógono. A confiança transformou-se em apatia – para desespero de Dana White, o avalista do lutador no torneio. A derrota o afastou da possibilidade de pleitear o cinturão do Aranha e abriu caminho para Cris Weidman e Vitor Belfort – principalmente porque Mark Muñoz, também no páreo, perdeu a última luta. “As pessoas falavam dele. Lutadores de outras organizações que chegam ao top 10 é algo a se observar. Mas, se tivesse que fazer uma luta com Anderson Silva, colocaria Weidman”, afirmou Dana, na coletiva pós-evento.

VAIAS

O desempenho dos lutadores no card principal decepcionou. Lutas mornas, sem ataques capazes de empolgar a torcida e justificar as vendas no pay-per-view. Quatro duelos precisaram ser decididos pelos juízes. A falta de combatividade irritou, claro, o presidente do UFC. Na coletiva de imprensa, Dana White soltou o verbo contra os árbitros dos combates – ele os responsabilizou por leniência nos duelos menos empolgantes – e reconheceu o desapontamento geral em torno dos confrontos – apesar de comemorar o público de mais de 16 mil pessoas em Calgary, cidade canadense, e a bilheteria de 4,1 milhões de dólares.

“Nós quebramos o recorde de pagantes aqui, mas eu estou envergonhado. Não acho que a luta entre Faber e Barão mereceu vaias. Mas muitas coisas deram errado. Me senti como no UFC 33. Contamos na mão quantos torneios dão errado. E esse certamente é mais um dedo”, observou.

Dana criticou a ausência de intervenção na luta entre Cheick Congo e Shawn Jordan. Os dois lutadores passaram muito tempo agarrados e encostados à grade do octógono. O dirigente também condenou o julgamento do árbitro no golpe de Matt Riddle em Chris Clements – para ele, acima da linha da cintura. “Eles (árbitros) vão matar o esporte de combate”, exagerou Dana.
As lutas preliminares empolgaram mais. Destaque para o murro devastador de Ryan em Perosh: um dos nocautes mais rápidos da história do UFC. Dos cinco embates, apenas dois foram para a decisão dos juízes.

Em um torneio de vaias e rendimento abaixo da média no card principal, a vitória de Renan Barão lavou de orgulho o MMA brasileiro. O cinturão erguido ao final da edição 149 inscreveu o atleta entre os grandes da história do Ultimate e revigorou a ligação das artes marciais mistas com o país onde elas tiveram origem. O ouro verde e amarelo sentenciou a certeza do torneio: a noite era para o Barão comemorar.

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O foco de Barão no cinturão dos Galos

No próximo sábado, Renan Barão fará a luta mais importante de sua carreira. Contra Urijah Faber, o potiguar terá a oportunidade de alcançar o topo dos Galos do UFC. O combate que será disputado em Calgary, no Canadá, vale o cinturão interino da categoria, uma vez que Dominick Cruz segue em recuperação de uma cirurgia no joelho.

Apesar de ter apenas 25 anos, Barão é detentor de uma marca impressionante. Depois de estrear com derrota no MMA, o potiguar emendou uma sequência invicta que chegou ao expressivo número de 29 confrontos! Destes, foram 28 vitórias e apenas um no contest.

Fiel às raízes humildes, o potiguar realizou uma preparação intensa para o combate. O resultado é um Barão afiado como há muito tempo não se via. Confira abaixo o vídeo oficial do Ultimate sobre o confronto.

 

O anúncio de Renan Barão contra Urijah Faber

A contusão de Dominick Cruz abriu caminho para o potiguar Renan Barão ambicionar o sonho se ser campeão do peso-galo do UFC. O atleta vai enfrentar Urijah Faber na edição de número 148, em 11 de julho, pela disputa do cinturão interino. O anúncio foi feito dentro da 15ª edição do The Ultimate Fighter dos EUA, com a presença do presidente da franquia, Dana White. Confira, no vídeo, a emoção de Barão ao entrar em cena e sinta a atmosfera do combate.

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Lesão de Dominick Cruz pode favorecer Renan Barão

A notícia do adiamento da aguardada revanche entre os norte-americanos Dominick Cruz e Urijah Faber pode beneficiar o potiguar Renan Barão. O terceiro encontro entre os rivais – uma vitória para cada lado – valeria mais uma vez o cinturão dos Galos do UFC. Entretanto, o atual campeão, Dominick Cruz, rompeu os ligamentos do joelho durante os treinamentos e precisará passar por uma cirurgia que deve afastá-lo dos ringues por pelo menos oito meses.

O combate seria o co-main event do UFC 148, onde Anderson Silva defenderá o título dos Médios mais uma vez contra Chael Sonnen. A luta marcaria ainda a final da atual edição do TUF, onde os rivais são os treinadores das equipes. Para minimizar o impacto na audiência do evento, a cúpula da franquia está analisando a possibilidade de colocar um cinturão interino em disputa.

Um dos lutadores mais carismáticos do MMA, Faber, que até o momento está mantido no card, lamentou a lesão do adversário. “Que droga isso que aconteceu com o Dominick Cruz. Espero que ele se recupere rápido. Parece que serão nove meses depois de cirurgia”, destacou. O californiano comentou ainda sobre a forte possibilidade de que Renan Barão substitua Cruz no evento. “Sem dúvida, Renan me parece o melhor substituto”, acrescentou.

Vale lembrar que o potiguar já está relacionado para o card deste mesmo UFC 148. Em princípio, Barão enfrenta Ivan Menjivar, mas não esconde a empolgação com a possibilidade da mudança de adversário. “Estou vendo a campanha da galera no Twitter e no Facebook, é legal ser lembrado. Mas está nas mãos de deus. Estou treinando para Menjivar, o UFC não me falou nada. Quem colocarem para mim, eu enfrento”, pontuou.

 

As estrelas do MMA – parte 1

Reflexo do crescimento do interesse pelo MMA, temos recebido algumas dúvidas sobre o esporte. As mais frequentes dizem respeito às competições e suas respectivas categorias. Por isso, resolvemos lançar uma série onde apresentaremos as principais estrelas do esporte. Começaremos pelo UFC.

Recentemente, o presidente do principal torneio de lutas do mundo anunciou que o World Extreme Cagefighting (WEC) seria integrado ao UFC. Com isso, o Ultimate Fighting passou a contar com duas novas categorias: Galo e Pena. Neste post, trataremos dos Galos.

PESO GALO (até 61 kg)

O atual campeão dos Galos é o norte-americano Dominick “The Dominator” Cruz (na foto, com detalhes em vermelho nas luvas), que tem como principal característica a trocação franca. Além de um boxe afiado, o campeão tem um bom repertório de cotoveladas e joelhadas que o tornam perigoso também no clinch. Sua última luta foi a revanche contra o também norte-americano Urijah Faber (o outro lutador da foto ao lado), um dos lutadores mais carismáticos dos Estados Unidos. Na ocasião, Cruz venceu “The California Kid” por decisão dos jurados.

Além da dupla, outros atletas também merecem destaque na categoria mais leve do UFC. Um dos lutadores mais fortes dos galos é o americano Brian Bowles, que ostenta um cartel de dez vitórias e apenas uma derrota, justamente para Cruz. O brasileiro com mais chances de brigar pelo título é o potiguar Renan Barão, com o impressionante retrospecto de 28 vitórias, uma derrota e um no contest. Barão tem no jiu-jitsu sua principal característica.

Destaque ainda para o pernambucano Raphael Assunção, que venceu sua primeira luta no Ultimate Fighting, ao bater o carioca Johnny Eduardo por decisão unânime no UFC Rio.

Mais detalhes dos lutadores aqui.