ATUALIZAÇÃO: tudo não passou de um 1º de abril de Wanderlei ///
Ninguém recebe o apelido de Cachorro Louco à toa. É preciso ter sangue em ebulição, coragem desenfreada e garra desmedida para encarar desafios sem temer o inesperado. O brasileiro Wanderlei Silva, ex-campeão do Pride e um dos nomes sagrados do MMA mundial, é digno do epíteto: mal esfriou os músculos depois de bater Brian Stann no início de março, no Japão, ele já se candidatou a uma luta contra um casca-grossa. O lutador se lançou como substituto de um atleta lesionado para salvar o UFC On Fuel 9, realizado em menos de seis dias.
A responsabilidade transborda o octógono. Wanderlei pode subir ao ringue no lugar de Alexander Gustafsson, na luta principal da noite. O atleta lesionado, um dos principais lutadores do país, carregaria a missão de expandir os horizontes do MMA na nação européia – em obediência à estratégia do UFC de escalar competidores da casa para protagonizar os combates mais importantes nas sedes dos eventos.
Dentro do ringue, o páreo é duro. O adversário, Gerard Mousasi, tem 33 vitórias e apenas três derrotas na profissão. Perdeu uma das últimas dez lutas. Aos 27 anos, o ex-campeão do Strikeforce anota 18 nocautes na carreira. Cartel impressionante. Não para Wanderlei:
“Não tem nenhum louco que aceite enfrentar o Mousasi com uma semana de preparação. O Joe Silva deu a entender que o único louco que aceitar seria eu (risos). Ele disse que ligou para três caras, que não vou revelar os nomes, e ninguém quis pegar o Mousasi com poucos dias de preparação”, declarou o brasileiro ao Sportv.
O impasse seria o valor do contrato. Mas o brasileiro tem a favor o pouco tempo para a luta e a preocupação do UFC de salvar um evento condenado ao fracasso de público e pay-per-view sem a presença da estrela principal.
Pelo Twitter, o oponente aceitou o novo desafiante. E venerou Wanderlei. “É uma honra para mim. Tenho muto respeito por você”, ele escreveu, em resposta ao interesse do brasileiro. Se o UFC confirmar o combate, a reverência tem dia e hora para acabar. Está na hora de Gerard Mousasi saber por que o brasileiro é tido como Cachorro Louco.



Mas a cúpula do UFC decidiu levar a revanche entre Silva e Sonnen para Las Vegas e diante das dificuldades estruturais, tirou o evento do Engenhão e encontrou no Mineirinho sua melhor alternativa. Ainda sim, o apelo do reencontro entre Belfort e Wanderlei Silva alimentava o interesse dos amantes do MMA.




