Arrastões e brigas de galeras voltam a acontecer nas prévias carnavalescas em Olinda

Quem decidiu aproveitar o primeiro domingo do ano para antecipar o carnaval em Olinda precisou ter pernas prontas para correr e muito na tarde deste domingo. Famosa pelas belas festas que realiza antes da chegada dos dias de Momo, a cidade de Olinda tem se tornado também conhecida pela violência nos finais de semana que antecedem os quatro dias de carnaval.

Os temas arrastão e briga entre galeras foram os mais comentados nas redes sociais depois que as pessoas que estavam na Cidade Alta chegaram em suas casas. Segundo as informações dos foliões que estiveram nas prévias, até tiros para o alto a polícia precisou disparar para conter as constantes brigas que estavam acontecendo em vários pontos do foco de folia.

No Twitter, os internautas postaram que houve confusão na Rua do Sol. Houve tiros para o alto e algumas pessoas jogando pedras nas outras. Briga também teria acontecido na Praça da Pitombeira. Algumas pessoas chegaram a fazer críticas à segurança da festa. Atenção Polícia Militar de Pernambuco, ainda vamos ter outros finais de semana de prévia até a chegada do carnaval e não se pode deixar que atos como esses maculem o brilho do carnaval de Olinda.

Veja alguns depoimentos colhidos do Twitter:

Reporter João Victor@reporterjvictor

Muita gente postando no meu face que o pau cantou em olinda hoje , na praça da pitombeira.A policia teve que dar tiro pra cima pra diminuir.

miro acolá@mirobione

chocado com a quantidade de arrastões feat marginais em olinda.

João Cavalcanti@JaumCavalcanti

Terror na rua do sol, próximo ao dogão. Arrastão, pedras e policia dando tiro pra cima. Cuidado!

caio césar batista @caiocesarb

Cheguei faz uns 30 minutos das prévias, e não dá para passar mais de 1h lá não, base negativa, só pau e arrastão, segurança como sempre lixo

Bruno @Drunksfeelings

A pessoa tem que preparar o corpo antes de sair pra uma noite em Olinda, porque essa vida de corre de arrastão não dar.

 

 

Parentes e amigos se reúnem para cobrar esclarecimentos sobre morte de universitário

Uma família pega de surpresa com a notícia da morte de um jovem e uma série de atos que levaram a muitas dúvidas. Nunca tinha ouvido falar de uma liberação de corpo tão rápida do Instituto de Medicina Legal (IML), nem de que os parentes fossem proibidos de entrar na “geladeira” para reconhecer os seus mortos. O que está por trás da morte de Samambaia é o que parentes e amigos querem saber. A polícia precisa investigar e esclarecer o que houve. Podemos estar diante de mais um caso de assassinato que passará impune pelas autoridades. Leia sobre o caso na matéria abaixo:

Do Diariodepernambuco.com.br

Amigos e familiares do estudante de Ciências Sociais  da Universidade Fedeal de Pernambuco (UFPE) Raimundo Matias Dantas Neto, conhecido como Samambaia, farão uma reunião às 16 horas deste domingo para cobrar o esclarecimento sobre a morte dele. O rapaz saiu de casa na quarta-feira passada dizendo que iria comprar um notebook no Centro do Recife e desapareceu. Seu corpo foi encontrado na manhã da sexta-feira, na praia de Boa Viagem, em frente ao edifício Brigadeiro Eduardo Gomes, trajando apenas uma bermuda com a Carteira de Reservista no bolso. O caso está cercado de mistério.

A família questiona a falta de acesso para a identificação do corpo no Instituto de Medicina Legal (IML) e a liberação muito rápida. A Declaração de Óbito foi assinada pela médica legista Ana Dolores do Nascimento que identificou “asfixia por afogamento”. Irmã do estudante, Martinha Matias Dantas disse que o acesso foi proibido em duas visitas sob o argumento de que a Carteira de Reservista encontrada no bolso dele já o identificava. Segundo familiares, a perita falou que o corpo não apresentava ferimentos ou escoriações e estava com roupa. Mas na segunda tentativa foram mostradas fotos nas quais o estudante estava sem blusa, parte dos seus dreads foram arrancados, existiam escoriações pelo corpo, a bermuda estava rasgada e seu pescoço parecia deslocado.

Raimundo Matias foi encontrado morto na praia. Foto: Arquivo pessoal
Inconformados com a situação, os parentes do estudante foram ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Eles foram orientados pela delegada Beatriz Leite a levar um ofício solicitando uma nova perícia. Mas ao chegar no IML foram informados que a médica legista não estava. A família comparecerá ao IML na próxima segunda-feira, quando também prestará queixa na Delegacia de Boa Viagem. A irmã do estudante informou que o rapaz era calmo e não costumava dormir fora de casa. “Meu irmão não gostava de praia e nem sabia nadar. Portanto, não tinha o que fazer na praia de Boa Viagem. Além disso, ele vivia de casa para a faculdade e vice-versa”, comentou.