Sinpol pede saída do corregedor da Secretaria de Defesa Social

O secretário-executivo da Casa Civil de Pernambuco, Marcelo Canuto, recebeu, ontem à tarde, um pedido formal de afastamento do chefe da Corregedoria Geral Servilho Paiva da Secretaria de Defesa Social (SDS). O pedido foi entregue pela direção do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco, que o acusa de usar a função para perseguir policiais que atuam no sindicato da categoria.

Policiais fizeram caminha de protesto ontem. Foto: Sinpol/Divulgação

Policiais fizeram caminha de protesto ontem. Foto: Sinpol/Divulgação

A entrega do pedido ocorreu após uma concentração na Praça Oswaldo Cruz, no bairro Soledade. Em seguida houve uma passeata pelo Centro do Recife. A SDS distribuiu uma nota alegando que “não há qualquer motivação política nos processos em andamento na Corregedoria Geral” e acrescentou que “os sindicalistas terão amplo direito à defesa no decorrer dos processos, movidos por questões disciplinares”.

Vestidos com camisetas pretas, policiais civis ocuparam a Avenida Conde da Boa Vista. De lá, seguiram para fazer a entrega formal do documento no Palácio do Campo das Princesas, onde o documento foi entregue. Ainda segundo o Sinpol/PE, o presidente do sindicato, Áureo Cisneiros, tem sete Processos Administrativos Disciplinares (PADs), inclusive com pedido de demissão. Outros sete diretores são alvos de PADs.

Polícia diz que dinheiro teria motivado assassinato de colunista

O assessor pessoal do colunista Marcolino Junior, Davi Fernando Ferreira Graciano, 22, é o principal suspeito de ter planejado a morte do jornalista, cujo corpo foi encontrado na segunda-feira em Sairé, a 30 km de Caruaru, no Agreste de Pernambuco. O assessor foi preso ainda na segunda-feira junto com Rafael Leite da Silva, flagrado tentando vender o veículo da vítima.

De acordo com a polícia, o assessor planejou a morte do jornalista para roubar o carro da vítima. Em depoimento, ele contou à polícia que recebia pouco pelo trabalho, cerca de R$ 200 por semana. “Ele não se achava reconhecido no trabalho, foi o que alegou no depoimento, mas o crime foi cometido por causa do patrimônio da vítima”, explicou o delegado Márcio Cruz. Ainda de acordo com a polícia, Rafael confessou ter recebido R$ 1 mil para se desfazer do carro. Os dois estão presos na penitenciária de Caruaru.
Apesar das prisões, a polícia não dá o caso por encerrado e considera a hipótese de outras pessoas terem participado do crime. Ontem, o carro do colunista foi periciado para identificar possíveis materiais genéticos.

A Prefeitura de Caruaru emitiu uma nota de pesar pela morte do colunista.”Foi com muita tristeza que recebemos esta notícia. Marcolino marcou a sociedade caruaruense com o seu carisma e trabalho”, disse o prefeito José Queiroz. O sepultamento foi realizado ontem às 21h no Parque dos Arcos, em Caruaru.

ENTENDA O CASO
Marcolino Júnior estava desaparecido desde a noite de sábado. Após almoçar com a mãe, o colunista social havia deixado de responder aos amigos e à família e não compareceu a um casamento no qual trabalharia. No domingo a família registrou um Boletim de Ocorrência do desaparecimento. O jornalista e colunista social Marcolino Júnior, 46 anos, tinha uma carreira de mais de 20 anos. Ele trabalhava na TV Asa Branca e assinava a coluna social do Jornal Vanguarda.