Número de homicídios volta a crescer em Pernambuco

Pernambuco registrou crescimento de mais de 13% de crimes contra a vida em 2016, contrariando a meta estabelecida pelo Pacto Pela Vida, que é de reduzir, anualmente, em 12%, o número de homicídios no estado. Segundo a Polícia Civil, de janeiro a novembro de 2015 foram 3.541 homicídios. Em 2016, esse número subiu para 4.007, levando em conta o mesmo período do ano. A última vez que o estado havia registrado mais de 4 mil assassinatos foi no ano de 2009, quando o número chegou a 4.018 mortes em Pernambuco.

Foto: Ricardo Fernandes/DP

Violência tem deixado a população assustada. Foto: Ricardo Fernandes/DP

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) divulgou ontem que realizou 44 Operações de Repressão Qualificada (ORQ) e prendeu 580 envolvidos durante o ano de 2016. As investigações de inteligência da PCPE são o principal meio de combater quadrilhas e associações criminosas no estado. O principal delito de 2016 foi homicídio, com aumento de 9,8% em relação a 2015. Além de tráfico de drogas e crimes contra a administração púbica. Entre os presos, 110 pessoas tiveram envolvimento em ações criminosas contra bancos e instituições financeiras.

O balanço das Operações de Repressão Qualificada foi apresentado ontem pelo Chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Antônio Barros. O número de homicídios é, entre todos os crimes, o maior, equivalente a 32% das investigações. De janeiro a novembro de 2016, foram registrados 4.007 homícidios (relacionados a ações de quadrilhas), 466 a mais, se comparado com o mesmo período de 2015, quando foram registrados 3541 homicídios. Já o tráfico de drogas representa 23% das operações. “Os homicídios, em sua maioria, estão também relacionados ao tráfico de drogas, são crimes interligados”, destacou Antônio Barros, Chefe da PCPE.

Militares do Exército deixam as ruas do Grande Recife nesta terça

Depois de quase um mês ajudando no patrulhamento da Região Metropolitana do Recife (RMR), os militares do Exército deixarão, nesta terça-feira (3), de fazer a segurança nas ruas. A Operação Leão do Norte foi iniciada no dia 9 de dezembro do ano passado e contou com a participação de 3,5 mil homens do Exército, Aeronáutica e Marinha. Após o dia 19 ocorreu a redução para 500 homens, os quais só trabalharão até está terça-feira. Apesar da presença dos militares nas ruas, muitas pessoas continuaram reclamando da violência.

MIlitares atuaram na segurança de rua. Foto: Igo Bione/Esp. DP

MIlitares atuaram na segurança de rua. Foto: Igo Bione/Esp. DP

Diante da ameaça da Polícia Militar de iniciar uma greve, o governador Paulo Câmara havia solicitado, no último dia 6 de dezembro, ao governo federal reforço caso a paralisação fosse deflagrada. O emprego das Forças Armadas foi autorizado pelo presidente Michel Temer através do decreto 8928.Durante os dias em que o Exército atuou nas ruas foram vistos tanques de guerra, caminhões e helicópteros. As tropas foram divididas em grupos e atuaram nos municípios de Olinda, Abreu e Lima, Paulista, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes, além da capital pernambucana. No interior do estado, o efetivo da Polícia Militar está trabalhando normalmente.

Policiais e bombeiros de Pernambuco sem férias neste mês de janeiro

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco suspendeu as férias de todos os policiais militares e civis, e também dos bombeiros que atuam no estado neste mês de janeiro. Os PMs tiveram o benefício suspenso desde o período de 15 a 31 de dezembro do ano passado. Como no mês de fevereiro os policiais não saem de férias por causa do carnaval, só será possível retomá-las a partir de 2 de março.

Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

PMs foram convocados para garantir o policiamento ostensivo nas ruas. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

A intenção é garantir o policiamento ostensivo durante a operação padrão deflagrada pelos policiais militares e bombeiros desde o dia 6 de dezembro, além de assegurar que as investigações para elucidar os crimes sejam cumpridas. Apesar disso, a população tem sentido na pele os efeitos da insegurança no estado. Nem mesmo a presença do Exército nas ruas tem feito os criminosos deixarem de agir. Pelo contrário, os relatos de assaltos têm aumentado a cada dia.

A SDS também já determinou a aplicação de punição para os policiais que deixaram de cumprir o Programa Jornada Extra de Segurança (PJES). A recusa em participar deste programa vem comprometendo o policiamento ostensivo, já que houve redução no efetivo. A Associação de Cabos e Soldados (ACS) diz que a prorrogação da suspensão das férias é uma retaliação da SDS contra a categoria.