Revista obrigatória em eventos fechados com mais de mil pessoas

Da Agência Câmara

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados aprovou proposta que torna obrigatória a revista aos participantes de eventos fechados em que sejam esperadas mais de mil pessoas. É o que prevê o Projeto de Lei 4627/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB). A intenção é barrar o acesso de pessoas com armas de fogo, objetos ou substâncias ilícitas que coloquem em risco a segurança do evento.

Foto: Wagner Oliveira/DP

Objetivo é garantir segurança dos participantes. Foto: Wagner Oliveira/DP

Os promotores do evento serão os responsáveis pela revista, que pode ser feita por meio de pórticos, aparelhos eletrônicos ou revista manual. A revista manual deverá ser feita por pessoa do mesmo sexo da revistada e não pode empregar tratamento desumano ou degradante, preservando-se a honra, a dignidade e a integridade da pessoa revistada.

Pela proposta, a empresa que descumprir a exigência de controle na entrada poderá ser multada em valores que variam entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. Também é prevista a mesma multa se forem realizadas revistas degradantes.

O relator, deputado João Rodrigues (PSD-SC), destacou que a legislação atual não trata especificamente da revista em grandes eventos. “A proposição configura mais uma ferramenta à disposição da sociedade para que a segurança dos eventos seja provida de forma preventiva, para proteção de todos os envolvidos”, defendeu. A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 

Projeto de Lei quer regulamentar revista em eventos de grande porte

Da Agência Câmara

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4627/16, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que determina que os produtores de eventos com público de mil pessoas ou mais façam revista na entrada do local para evitar o acesso de pessoa portando arma de fogo, substâncias ilícitas ou objetos que possam colocar em risco a segurança do evento.

O autor afirma que a proposta busca preservar a intimidade e a privacidade de quem comparece a eventos, com o uso de revista eletrônica para evitar expor os cidadãos a constrangimentos desnecessários. “O avanço da tecnologia possibilita a maior eficácia na segurança dos eventos, causando menos danos aos cidadãos”, disse.

Foto: Diogo Carvalho/DP

Revista deve ser feita na entrada de festa que tenham mais de mil pessoas. Foto: Diogo Carvalho/DP

O projeto estabelece que os vigilantes devam ser identificados com plaquetas e com o emblema da empresa no uniforme, mesmo para eventos que utilizem trajes especiais. A revista deve ser feita preferencialmente com equipamentos eletrônicos e, em último caso, manualmente.

A proposta também estabelece que a revista manual sobre mulher deve realizada exclusivamente por agente do mesmo sexo; no caso de crianças ou adolescentes, deve ser realizada na presença de um responsável. O não cumprimento da Lei sujeitará o infrator a multa no valor de cem mil a trezentos mil reais.

Casa de eventos W9! fecha e surpreende formandos

Um e-mail recebido por volta das 9h de ontem levou dezenas de universitários para a frente da empresa W9!, especializada em festas de formatura, em Santo Amaro, no Recife. No texto direcionado aos clientes, os proprietários diziam que estavam encerrando as atividades.

Com o fechamento da W9!, o sonho da comemoração da conclusão do curso superior começou a virar um pesadelo. Sem conseguir contato com os responsáveis pela empresa por telefone, os formandos levaram outro susto quando chegaram ao escritório e encontram as portas fechadas.

Universitários foram à delegacia prestar queixa após não conseguirem manter contato com os donos da empresa (ALLAN TORRES ESP DP/D.A PRESS)

A estudante Marcela Santos, 24, está concluindo o curso de medicina pela UPE e estava com as despesas da festa pagas. “O valor do investimento na minha formatura foi R$ 8,5 mil. Faz dois meses que terminamos de pagar.  Minha turma gastou mais de R$ 600 mil. Nossos eventos estão marcados do dia 28 de novembro até 13 de dezembro. Estamos procurando a polícia para prestar uma queixa contra a empresa”, ressaltou a universitária.  Ninguém ainda sabe informar o número de vítimas.

Depois de passarem a manhã em frente à sede da empresa, na Rua 13 de Maio, os formandos juntaram todos os contratos assinados com a W9!, os boletos de pagamentos, e foram até a Delegacia de Estelionato e também à Delegacia do Consumidor para registrar queixa. Como a quantidade de vítimas foi grande, muitos marcaram seus depoimentos para outras datas. O caso está sendo investigado pelo delegado Roberto Wanderley, da Delegacia do Consumidor, que dará uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira.

Além dos formandos, outro grupo de pessoas ficou no prejuízo com o fechamento da empresa. Ontem pela manhã, quando os funcionários chegaram para trabalhar, foram impedidos de entrar na W9!. “Trabalho aqui há quatro anos e hoje de madrugada chegou um e-mail dizendo que a empresa tinha falido. Além disso, todo mundo estava com os salários atrasados. Ninguém sabe dizer o que aconteceu”, contou a funcionária que preferiu não ter o nome publicado.

“Estudo direito e o baile da minha turma estava marcado para sexta. Já tivemos a aula da saudade e hoje (ontem) fiz o pagamento da última parcela, de R$ 1,6 mil. Meu prejuízo foi de R$ 7 mil. Agora vamos procurar a polícia e entrar com um processo para ter o nosso dinheiro de volta.”
Piragibe Leão, 31 anos

“Cada aluno da minha turma fez um contrato de R$ 4.050. Nossa festa vai ser em janeiro e eu já havia pago o valor todo. Nós estudamos fisioterapia na Unicap, e 26 alunos fecharam contrato para o baile. Agora, vamos acertar direto com os fornecedores para fazer nossa festa.”
Laiane Ohara, 22 anos

“Curso serviço social na UFPE e nossa turma fechou contrato com a W9! O nosso contrato foi no valor de R$ 3,3 mil por pessoa. Até agora eu já havia pago R$ 770, era uma parcela de R$ 110 por mês. Eu estava estagiando e trabalhando para ajudar meus pais a pagarem essa festa.”
Ana Aline Santos, 20 anos

Juízes cantam em banda de pop rock

Quatro juízes do Rio Grande do Sul decidiram formar uma banda de pop rock após se conhecerem num curso de atualização para magistrados. Isso ocorreu em 2008 e desde então os magistrados Emerson Silveira Mota (guitarrista), Clóvis Moacyr Mattana Ramos (baixista), Carlos Fernando Noschang Júnior (baterista), e Ruggiero Rascovetzki Saciloto (vocalista) se apresentam em diversos eventos com a banda Judges.

Magistrados se apresentam em várias festas. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

Magistrados se apresentam em várias festas. Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press

A banda já realizou diversos shows em São Paulo, Sergipe, Pará e Goiás, como também em eventos do Judiciário, a convite das associações estaduais e nacionais. Entre as diversas apresentações, a abertura de shows de celebridades como Titãs, Elba Ramalho e Jota Quest. Confira um pedaço da apresentação dos juízes.

Assista ao vídeo:

Produtores de eventos reforçam segurança para tentar evitar furtos

As queixas frequentes de furtos em espaços exclusivos têm obrigado os organizadores de grandes eventos a adotarem algumas medidas de segurança. O produtor Augusto Acioli, que realiza várias festas no estado ao longo do ano, ressalta que em todos os seus eventos faz questão de informar, por meio de ofícios encaminhados ao poder público, a necessidade de policiamento.

Camila Bessoni, 24, estava em uma festa e flagrou um homem com a mão na sua bolsa. O empurrou e chamou os seguranças. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

Camila Bessoni, 24, estava em uma festa e flagrou um homem com a mão na sua bolsa. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

“Faço comunicação a todos os órgãos e sempre temos equipes tanto da Polícia Militar como da Polícia Civil nas festas. Nas maiores conseguimos colocar inclusive as delegacias móveis, onde as queixas podem ser registradas na hora”, contou Acioli. Ainda segundo o produtor, além dos seguranças que trabalham identificados, outros estão entre o público, com as camisas do evento, para evitar os furtos. “Já conseguimos deter várias pessoas e todas foram encaminhadas para a delegacia”, revelou o empresário. Nos shows que realiza em espaços abertos, como no Oitão bar, na Tamarineira, o produtor conta com a ajuda de várias câmeras de segurança.

Prisão
Na segunda-feira passada, um homem que se passava por policial civil utilizando uma carteira funcional falsa foi preso no bairro de Santo Amaro por policiais do Batalhão de Policiamento de Radiopatrulha (BPRp). O suspeito foi detido sob a acusação de alugar um carro que havia sido roubado. “Ele costumava usar a carteira falsa para entrar em shows e grandes eventos para praticar furtos”, contou o tenente Érico Ferraz.

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Quadrilhas atuam furtando iPhones em camarotes e festas vips no Recife