Padrasto de Alice Seabra presta depoimento no DHPP nesta quinta

Do Diario de Pernambuco

Um corpo sem a mão esquerda, vestido com uma bermuda amarela e uma camiseta vermelha, e o rosto coberto por uma camisa branca. Depois de cinco dias desaparecida, Maria Alice de Arruda Seabra, 19 anos, foi encontrada sem vida em um canavial do Engenho Burro Velho, no km 28 da BR-101 Norte, em Itapissuma. O local foi indicado pelo padrasto da jovem, o operário de construção civil Gildo da Silva Xavier, 34, assassino confesso. Agora, resta descobrir porque ele cometeu o crime. Hoje, Gildo será novamente ouvido pela delegada Gleide Ângelo.

Corpo da jovem foi encontrado no Engenho Burro Velho. Fotos: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Corpo da jovem foi encontrado no Engenho Burro Velho, em Itapissuma, no Grande Recife. Fotos: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Informalmente, Gildo negou ter estuprado a vítima momentos antes do crime, assim como negou tê-la abusado durante a infância e adolescência. A polícia, entretanto, não descarta essa hipótese e trabalha ainda com a possibilidade da jovem ter sido dopada e ter chegado ao canavial inconsciente. Foram solicitados os exames sexológico e toxicológico no corpo, que será sepultado no Cemitério de Santo Amaro, provavelmente nesta sexta-feira.

Alice Seabra ainda não foi localizada pela polícia. Foto: Reprodução/Facebook

Alice Seabra havia tatuado o nome do pai no antebraço esquerdo, o que teria irritado o padrasto. Foto: Reprodução/Facebook

Maria Alice teria sido deixada no canavial por volta das 17h30 da sexta-feira, cerca de uma hora e meia depois de uma ligação na qual pediu socorro à mãe, Maria José de Arruda, 46. O cadáver estava a cerca de 20 metros de uma das estradas principais da plantação, com roupas do próprio Gildo. A mão esquerda, que pode ter sido cortada pelo suspeito, tinha uma tatuagem em hebraico, feita na véspera do crime, com o nome do pai  de Maria Alice, o que teria despertado fúria em Gildo.

O motivo e modo como ocorreu a morte seguem desconhecidos. O corpo foi localizado com ajuda do suspeito, que chegou a chorar enquanto esteve no canavial, que fica a 50km da casa da família, no bairro da Estância.

Policiais e peritos isolaram local onde Alice foi encontrada sem vida.

Policiais e peritos isolaram local onde Alice foi encontrada sem vida.

Para a polícia, o crime foi premeditado. Gildo alugou um carro e colocou película escura horas antes de pegar Maria Alice para uma suposta entrevista de emprego. Ele também mentiu sobre onde trabalhava. O padrasto já havia sido detido na noite da segunda-feira por ocultação de cadáver e pelo crime de sequestro. Agora, também responderá por homicídio. Ao voltar para a delegacia, Gleide Ângelo disse que estava chocada com o crime se referiu ao suspeito como “monstro”.

Gildo saiu do DHPP pela manhã para ajudar a polícia a localizar o corpo da enteada

Gildo Xavier, que está preso, prestará depoimento hoje no DHPP

A delegada informou a mãe de Maria Alice sobre a tragédia em um telefonema às 15h30. “Não tenho como trazer sua filha de volta. Só posso prender o culpado”, disse. Logo após ouvir a delegada, Maria José começou a chorar e gritar. Era o fim trágico de um drama familiar.

Corpo de Alice Seabra é encontrado com roupas do padrasto

Após mais de cinco horas de buscas, o corpo de Maria Alice de Arruda Seabra Amorim, 19 anos, foi encontrado no Engenho Burro Velho, km 28, da BR-101 Norte, no município de Itapissuma. Ainda nesta quarta-feira, o corpo chegou ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife.

O corpo de Alice Seabra foi encontrado por volta das 15h desta quarta-feira. Fotos: Julio Jacobina/DP.D.A Press

O corpo de Alice Seabra foi encontrado por volta das 15h desta quarta-feira. Fotos: Julio Jacobina/DP.D.A Press

A jovem que estava desaparecida desde a última sexta-feira foi encontrada vestindo uma bermuda amarela e uma camisa vermelha que pertenciam ao padrasto e assassino confesso Gildo Xavier, 34, preso na noite dessa terça-feira. Alice foi encontrada sem a mão esquerda.

Curiosos e a imprensa acompanharam as bucas no canavial em Goiana e Itapissuma

Curiosos e a imprensa acompanharam as bucas no canavial em Goiana e Itapissuma

A Polícia Civil trabalha com duas possibilidades. A mão teria sido decepada pelo autor do crime ou sido alvo de algum animal. Alice também foi encontrada com uma blusa branca em cima do rosto. A jovem saiu de casa, na Estância, no Recife, para uma suposta entrevista de emprego no bairro da Ilha do Leite, acompanhada do padrasto, que era casado com a mãe de Alice há 15 anos.

Gildo saiu do DHPP pela manhã para ajudar a polícia a localizar o corpo da enteada

Gildo saiu do DHPP pela manhã para ajudar a polícia a localizar o corpo da enteada

Ele este preso na sede do DHPP, no bairro do Cordeiro, e será ouvido na manhã desta quinta-feira. À tarde (14h), a delegada Gleide Ângelo dará uma entrevista para revelar outros detalhes do crime. O local onde o corpo de Alice foi encontrado foi apontado pelo suspeito que esteve no canavial com a equipe da Polícia Civil.

Leia mais sobre o caso em:

Padrasto acusado de sequestrar Alice Seabra é preso pela polícia

Padrasto acusado de sequestrar Alice Seabra é preso pela polícia

O servente de pedreiro Gildo da Silva Xavier, 34 anos, está preso. Ele é suspeito de ter sequestrado a enteada Maria Alice de Arruda Seabra Amorim, 19, na última sexta-feira. Ele foi detido na noite desta terça-feira por uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e está seguindo para a sede da especializada, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste.

Gildo manteve contato com a delegada Gleide Ângelo, que está à frente das investigações, durante toda essa terça-feira repassando informações de onde teria deixado a enteada Alice, num canavial no município de Goiana, e havia prometido se apresentar à polícia. Ainda não há informações se a jovem está viva ou se foi assassinada. A polícia voltou ao canavial, mas não encontrou nada. As buscas devem ser retomadas na manhã desta quarta-feira.

Gildo Xavier foi preso e levado para a sede do DHPP, no bairro do Cordeiro. Foto: Reprodução/Facebook

Gildo Xavier foi preso e levado para a sede do DHPP, no bairro do Cordeiro. Foto: Reprodução/Facebook

As buscas pela jovem Maria Alice foram suspensas por volta das 15h desta terça-feira. Desde a madrugada de ontem, os policiais concentravam as buscas num canavial após a entrada de Goiana, próximo à Usina São José. Alice está desaparecida desde a última sexta-feira quando saiu de casa, acompanhada de Gildo Xavier, para fazer uma suposta entrevista de emprego.

Na manhã dessa terça-feira, um tio da menina, Valdeir Arruda, chegou a afirmar que a família acredita que a jovem está morta. “Não tenho esperança de encontrar minha sobrinha viva. Vou lutar até o fim para ele ficar na cadeia”, desabafou.

Alice Seabra ainda não foi localizada pela polícia. Foto: Reprodução/Facebook

Alice Seabra ainda não foi localizada pela polícia. Foto: Reprodução/Facebook

Através de sua página no Facebook, Gildo Xavier pediu desculpas pelo que teria feito à enteada e disse que tudo foi motivado pelo ódio. Na publicação, ele disse:

Adolescente é morto por PM

Um policial militar assumiu a autoria do disparo que matou o adolescente Marcelo Laureano Gomes Filho, 16 anos, na noite da terça-feira, em Escada, município da Mata Sul de Pernambuco. O adolescente morreu durante uma abordagem policial. Ele dirigia a caminhonete do pai, que pode ter sido confundida com um veículo usado por ladrões de banco. O caso chocou a cidade de 66 mil habitantes, situada a 63 quilômetros do Recife.

Vítima estava no carro com irmão e amigos. Fotos: Reprodução/Facebook

Vítima estava no carro com irmão e amigos. Fotos: Reprodução/Facebook

O sargento Miguel Furtado de Souza, 50 anos, está afastado do trabalho. Ele se apresentou à Delegacia de Vitória de Santo Antão, na manhã de ontem, e admitiu ter realizado o disparo. Furtado tem 29 anos de Polícia Militar e era lotado em Custódia, Sertão. Ele integrava a equipe da Companhia Independente de Operações e Sobrevivência em Área de Caatinga (Ciosac).

Os outros três policiais envolvidos na ocorrência permanecem nas suas atividades. O caso ficou sob responsabilidade da delegada Gleide Ângelo, do DHPP, mas também há um inquérito aberto na PM. De acordo com Gleide, uma equipe do DHPP foi ao local ontem colher informações.

Marcelo Laureano tinha apenas 16 anos, mas costumava dirigir pela cidade sem habilitação

Marcelo Laureano tinha apenas 16 anos, mas costumava dirigir pela cidade sem habilitação

Os PMs faziam diligências por volta das 23h quando viram possíveis suspeitos de um assalto ao Banco do Brasil e Santander, que têm agências em Escada. O porta voz da corporação, o major Júlio Aragão, e o advogado do sargento, Manoel Nogueira, levantaram a hipótese de tiro acidental. “Ele escorregou quando descia da viatura e a arma disparou porque já estava engatilhada”, argumentou o advogado. Mas o irmão de Marcelo Filho, Guilherme de Oliveira, 19, que estava dentro do carro com o adolescente quando tudo aconteceu, contou outra versão.

De acordo com Marcelo, os dois voltavam de uma pizzaria quando a polícia deu voz de parada. Eles, então, teriam feito uma volta com o veículo para obedecer à ordem. “Foi quando atiraram. A gente se abaixou na hora, mas o tiro atingiu meu irmão”, contou.

Guilherme relatou que quando saiu do carro para telefonar para o pai ouviu gritos dos policiais. “Eles diziam: bora, para”. Eu respondi: não tem porque parar mais aqui não, vocês deram um tiro no meu irmão.” Guilherme ainda disse que Marcelo Filho ficou assustado quando viu a polícia por ser menor de idade e estar conduzindo o veículo.

O pai da vítima, o comerciante Marcelo Laureano Gomes, 52, disse que era comum o adolescente pegar o carro. “Mas era um menino que estudava e trabalhava me ajudando. Podiam ter dado um tiro de advertência no pneu.”

Protocolo
O major Júlio Aragão afirmou que o tiro é um recurso que o policial pode usar, mas todo protocolo operacional visa a preservação das vidas do policial, de colegas e de terceiros. “O disparo é o último recurso. Há a alegação de que foi acidental. Sabemos que houve um tiro no local da abordagem e essa responsabilidade vai ser apontada nos inquéritos”, resumiu. Tanto a Secretaria de Defesa Social quanto a Polícia Militar informaram que a arma usada era de grosso calibre, mas não deram certeza de que fosse um fuzil.

Polícia vai punir quem difamou Vaniela nas redes sociais

Após esclarecer onde a estudante de direito Vaniela Oliveira Varela, 25 anos, estava durante os quatro dias em que ficou sumida, a delegada Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), anunciou que internautas que estiverem cometendo calúnia ou difamação contra Vaniela poderão ser punidos.

Gleide Ângelo falou sobre o desfecho da história. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Gleide Ângelo falou sobre o desfecho da história. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Segundo Gleide, Vaniela viajou para João Pessoa na quarta-feira passada após sair do Fórum de Jaboatão, onde foi vista pela última vez, e decidiu retornar no sábado ao sentir saudades da avó. Durante a estadia na Paraíba, Vaniela se hospedou numa pousada na praia de Tambaú. Um funcionário da pousada confirmou à TV Clube/Record que a universitária ficou no estabelecimento durante o período em que esteve sumida, sozinha e estudando.

Durante uma semana, o público acompanhou o drama da família. A repercussão também incluiu comentários e mensagens ofensivas na web. A delegada disse que comentários estão sendo analisados. Familiares e amigos estão tirando prints e a Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos foi acionada. “É bom todo mundo ter cuidado com o que diz. Se postarem qualquer mensagem caluniando ou difamando, vão responder criminalmente”, disse Gleide.

O crime de calúnia, punível com pena de seis meses a dois anos, se configura quando alguém imputa a outro um crime, falsamente. A difamação, ato de imputar algo ofensivo à reputação, pode render três meses a um ano.

Vaniela Oliveira contou à polícia onde esteve por quatro dias. Foto: Brenda Alcantara/Esp DP/D.A Pres

Vaniela Oliveira contou à polícia onde esteve por quatro dias. Foto: Brenda Alcantara/Esp DP/D.A Pres

A delegada revelou que Vaniela será indiciada por falsificação de documento. Ela colocou a foto em uma carteira de identidade que achou no ano passado e usou o documento para comprar a passagem para João Pessoa. Seu objetivo era não ser localizada.

“Há um mês Vaniela pensava em fugir. Ela nos contou que estava passando por problemas e resolveu que não voltaria”, explicou Gleide. Vaniela voltou exatamente para o lugar de onde partiu, nas imediações do fórum, onde foi encontrada chorando e acabou acolhida por populares. Para não ser identificada, só fez pagamentos em dinheiro.

 

Sobre a falsificação, Gleide disse que não houve flagrante e Vaniela não preenche requisito para ser presa. Ela responderá em liberdade. O crime tem pena de dois a seis anos em caso de condenação.

Avó surpresa
A avó de Vaniela, Maria José Silva, 61 anos, que a criou desde pequena, ficou supresa. “Depois que ela voltou da delegacia, não me contou nada do que havia acontecido. Fiquei sabendo pela televisão. Hoje pela manhã ela foi passar uns dias na casa da minha irmã no interior”, disse.

Corpo do policial civil assassinado será enterrado nesta terça-feira

Será sepultado às 11h desta terça-feira, no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, ol corpo do policial civil Alecsandro dos Santos Belo, 37 anos. Ele foi assassinado com três tiros ao tentar prender um homem que, segundo a polícia, havia assaltado um amigo dele na manhã de ontem, no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife. Em seu primeiro dia útil de férias, o agente que estava na Polícia Civil desde de 2012 ainda chegou a ser socorrido mais não resistiu aos ferimentos. Um homem apontado como suspeito do crime e identificado pela polícia como Rodrigo José de Oliveira, 23, foi baleado durante a troca de tiros e está internado sob custódia no Hospital Getúlio Vargas.

Crime aconteceu no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife. Fotos: TV Clube/Reprodução

Crime aconteceu no bairro do Ibura, na Zona Sul do Recife. Fotos: TV Clube/Reprodução

De acordo com a delegada Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Alecsandro estava chegando em casa quando um amigo que havia acabado de ser assaltado o parou e pediu ajuda. “O policial e o amigo seguiram de moto perseguindo o suspeito. Houve troca de tiros e o agente e o suspeito foram baleados. O policial teve a arma roubada pelo suspeito, que foi encontrado com duas pistolas e um revólver. Infelizmente, o policial não resistiu e morreu no hospital. Já o suspeito foi autuado em flagrante e está hospitalizado.

Suspeito está custodiado no HGV

Suspeito foi baleado está custodiado no Hospital Getúlio Vargas

O caso agora vai ser encaminhado para o delegado Paulo Furtado, responsável pela área onde ocorreu o crime”, declarou Gleide Ângelo. Antes de entrar para a Polícia Civil, Alecsandro era policial militar também pelo estado de Pernambuco. Atualmente, estava lotado na Delegacia do Vasco da Gama. “Ele era um policial operacional, de bom relacionamento e tinha muita experiência de rua. Já chegou a trabalhar no serviço de inteligência da Polícia Militar e estava conosco há sete meses. Alecsandro entrou de férias no dia 1º deste mês e hoje (ontem) era o primeiroi dia útil das férias dele. Foi uma grande perda”, declarou o delegado Roberto Geraldo, titular do Vasco da Gama.

Os tiros atingiram o policial na altura da virilha, tórax e quadril. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) e o sepultamento deve acontecer hoje. O presidente do Sindicato dos Agentes Policiais de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, lamentou a morte do policial e revelou que o Sinpol decretou luto por três dias. “Encaminhamos um ofício para a chefia da Polícia Civil para que todos os policiais civis possam acompanhar o sepultamento do corpo. Acredito que esse seja o primeiro policial civil assassinado este ano em Pernambuco, mas ainda estamos finalizando o levantamento completo”, contou Cisneiros.

Ainda de acordo com a polícia, testemunhas afirmaram que apenas o suspeito baleado teria participado do crime. “As primeiras informações eram de outras pessoas estariam envolvidas no assalto e ainda na morte do policial, mas todas testemunhas contaram, a princípio, que apenas Rodrigo está ligado ao crime”, contou a delegada Gleide Ângelo.

Delegada vai receber Medalha do Mérito Heroínas de Tejucupapo

O presidente e a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Pernambuco, Pedro Henrique Reynaldo Alves e Adriana Rocha de Holanda Coutinho, e a presidente da Comissão em Defesa da Mulher Advogada da OAB-PE, Graça Maria Barza Garrido Paz farão a entrega da Medalha do Mérito Heroínas de Tejucupapo.

Gleide Ângelo esteve à frente de grandes investigações no estado. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

Gleide Ângelo esteve à frente de grandes investigações no estado. Foto: Bernardo Dantas/DP/D.A Press

Serão agraciadas as mulheres que no ano de 2013 se destacaram nas áreas de ciências jurídicas, medicina, ensino, segurança, dentre outras profissões. Na Polícia Civil de Pernambuco, a delegada Gleide Ângelo será a única a receber a honraria. A entrega acontece nesta quinta-feira, no Auditório do Banco Central, no bairro de Santo Amaro, a partir das 16h.

Após depor em júri popular, delegada Gleide Ângelo é abordada por fãs

Depois de prestar depoimento no júri popular que condenou a ré Sayonara Cristine Rangel pela morte da administradora Narda Alencar Biondi, 33 anos, a delegada Gleide Ângelo foi abordada por várias pessoas no pátio do Fórum de Paulista.

Delegada conversou com as pessoas no corredor do fórum. Fotos: Divulgação

Delegada conversou com as pessoas no corredor do fórum. Fotos: Divulgação

Após responder às perguntas feitas pela acusação e pela defesa e contar detalhes de toda a investigação sobre a morte de Narda, a delegada deixou a sala do júri popular emocionada. “Foi muito triste lembrar de toda essa história macabra novamente. As cenas voltaram todas à minha cabeça”, disse Gleide no corredor do fórum.

Enquanto a delegada era abraçada por parentes de Narda, que agradeceram pela sua presença no julgamento, um grupo de pessoas esperava para tirar fotografias com a delegada. Algumas das imagens, inclusive, foram feitas por mim, que passei o dia todo no Fórum de Paulista ontem. A delegada pediu um minuto para enxugar as lágrimas e posou para os cliques com os fãs.

Arianne tirou foto e logo postou no seu Facebook

Arianne tirou foto e logo postou no seu Facebook

Entre as pessoas que se aproximaram para as fotos estavam pessoas que assistiam ao júri popular e ainda algumas pessoas que trabalham no fórum. Uma das fãs foi a estudante Arianne Stephane, 21 anos. “Sou amiga dela no Facebook e admiro muito o trabalho dela. Aproveitei a oportunidade para tirar uma foto com a delegada Gleide Ângelo e já postei no meu face”, contou Arianne.

Acusada de matar Narda Biondi será julgada nesta quarta-feira

Acontece na manhã desta quarta-feira, no Fórum de Paulista, o julgamento da acusada de matar a administradora Narda Alencar Bionde, 33 anos. Narda foi dada como desaparecida no dia 29 de março do ano de 2010. O corpo foi encontrado quatro meses depois enterrado no quintal de uma casa na Rua Benone Sá, Pau Amarelo, em Paulista. O juiz que presidirá o júri será Arthur guedes. Segundo o TJPE, a imprensa não vai poder acompanhar o julgamento.

Acausada confessou crime no DHPP. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Acausada confessou crime no DHPP. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Durante as investigações a polícia descobriu que o crime foi praticado por uma amiga da vítima. Sayonara Cristine Rangel Boner confessou o assassinato à polícia. Ela será levada a júri popular a partir das 9h desta quarta-feira. Narda havia acabado um relacionamento com o ex-namorado e estava muito triste. Foi quando passou a morar com algumas amigas. Horas antes de ser morta, chorando muito, a administradora foi para o quarto para escrever uma carta para o ex.

Por volta das 22h, a dona da casa, Sayonara, teria levado um chá de capim santo para acalmá-la. Mas Narda continuou a escrever e adormeceu no chão. Sobre as cartas. Às 3h, ela foi acordada por Sayonara que queria levá-la para cama. Ainda atordoada, ouviu que estava muito triste e não era mais bem-vinda na residência, onde estava há três dias, em Pau Amarelo, Paulista. Elas discutiram e Sayonara matou Narda estrangulada. O caso foi solucionado pela delegada Gleide Ângelo, do DHPP.

Acusados de matar rapaz com vaso sanitário foram denunciados pelo MPPE

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) já ofereceu a denúncia contra os três acusados da morte de Paulo Ricardo Gomes da Silva, 26 anos, atingido por um dos dois vasos sanitários jogados do anel superior do estádio do Arruda. Everton Filipe Santiago, 23, Luiz Cabral de Araújo Neto, 30, e Waldir Pessoa Firmo, 34, foram indiciados por homicídio qualificado e por outras três tentativas, já que três pessoas ficaram feridas no episódio.

Polícia quer comprovar depoimentos dos suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Polícia indiciou os três envolvidos na morte. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

O crime aconteceu depois da partida entre Santa Cruz e Paraná, no dia 2 de maio – uma sexta-feira, à noite. Os três, que confessaram participação no assassinato, seguem presos no Centro de Triagem, em Abreu e Lima, onde devem aguardar pelos julgamentos. De acordo com a delegada Gleide Ãngelo, o inquérito foi remetido para avaliação do MPPE na sexta-feira da semana passada. A polícia espera apenas pelo laudo da reprodução simulada realizada no último dia 12 com a presença de dois dos três suspeitos para também juntá-lo ao inquérito.

“Não temos dúvidas da participação deles na morte de Paulo Ricardo. Mesmo que somente dois tenham jogado as privadas, os três irão responder pelos mesmos crimes. Estamos apenas esperando o laudo do Instituto de Criminalística (IC)”, ressaltou Gleide Ângelo, que apurou o caso juntamente com o delegado Alfredo Jorge, também do DHPP. Na denúncia, o promotor Eduardo Tavares requisitou a manutenção da prisão preventiva dos três envolvidos.

O crime

Na investigação, os delegados descobriram que os acusados retornaram ao estádio pelo portão 10, que dá acesso direto ao anel superior, antes do término do jogo. Eles haviam saído do campo, viram uma briga e resolveram voltar para jogar pedras no grupo que estava brigando. Como não acharam pedras, resolveram atirar os vasos.

Na reconstituição, foi esclarecido o local exato de onde os vasos sanitários foram jogados. Depois de arrancarem as privadas do banheiro feminino, os suspeitos caminharam mais de 100 metros no anel superior, de onde atiraram os objetos. Everton, De acordo com a polícia, não jogou as privadas. Foram Luiz Cabral e Waldir que jogaram os objetos sobre os torcedores do Sport e do Paraná. Depois disso, os três deixaram o campo em dois minutos pelo portão 11.