Polícia Federal investiga algumas empresas de marketing multinível

A Polícia Federal (PF) está investigando várias empresas de marketing multinível (MMN) com atuação no território nacional. A informação foi dada ontem pelo chefe de Comunicação da PF em Pernambuco, Giovani Santoro, que acrescenta que “a recomendação é que as pessoas esperem as investigações da PF acabarem antes de se associar a esse tipo de negócio”.

“Empresas que prometem lucros exorbitantes têm boa chance de serem fraude. E é bastante perigoso fornecer dados bancários e pessoais para uma empresa que não é confiável. Há o risco desses dados serem usados para que seja criado um laranja em uma operação criminosa”, alerta Santoro. Ele diz que antes de se afiliar a uma empresa de MMN é fundamental checar como ela funciona, se o negócio é sustentável, e se há um bom serviço de atendimento ao cliente.

O porta-voz da PF conta que não pode revelar quais empresas estão sendo alvo de inquérito para não atrapalhar as investigações. Enquanto isso, na Polícia Civil, as apurações contra a Priples, com sede no estado, continuam em andamento. De acordo com o delegado autor do inquérito, Carlos Ferraz, o dono da empresa, Henrique Maciel Carmo de Lima, deve prestar depoimento amanhã. Segundo o delegado, desde a denúncia do Diario na terça-feira, vários outros usuários que se sentiram lesados procuraram a Delegacia do Ipsep para prestar queixa.

O advogado da Priples, Fernando Lacerda, disse à reportagem que a empresa “está aberta a colaborar com as investigações e que é sustentável e legal”. Disse também que já procurou a Delegacia do Ipsep. Quando questionado sobre como uma empresa de capital social de R$ 30 mil pode pagar lucros milionários aos afiliados, ele disse que ela contava com parceiros que garantiam os pagamentos, mas afirmou não saber mais detalhes por estar no caso há pouco tempo.

Por Hugo Bispo, Do Diario de Pernambuco

Polícia investiga exposição de fotos de adolescentes nuas do Facebook

A Polícia Civil está investigando a divulgação de várias fotos onde alunas de escolas de classe média alta das zonas Norte e Sul do Recife aparecem nuas em um grupo fechado no Facebook. O caso que envolve adolescentes de 12 a 17 anos está sendo investigado pela Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente (GPCA), desde o início do mês passado. Cerca de 60 estudantes faziam parte do grupo que já foi retirado do ar. Mais de 40 fotografias das alunas estavam expostas.

A investigação corre em segredo de Justiça, no entanto, o Diario descobriu que muitos adolescentes já prestaram depoimento e que as imagens que estavam sendo compartilhadas foram enviadas aos meninos pelas próprias garotas. Porém, elas não tinham conhecimento de que as fotos seriam divulgadas para o grupo. O caso traz à tona a exposição dos jovens na internet.

Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é crime adquirir, possuir ou armazenar vídeo ou fotos com pornografias ou cenas de sexo explícito que envolvam crianças e adolescentes.

Leia matéria completa na edição impressa do Diario de Pernambuco deste sábado.

Saiba mais sobre crimes em internet no link abaixo:

Canal de denúncias da Polícia Federal recebe até queixas de desilusões amorosas

Armas em casas de shows. Problema frequente e muito sério

O caso de um homem que se apresentou como policial e sacou uma arma dentro de uma boate na madrugada desta quarta-feira no bairro de Boa Viagem traz à tona uma discussão séria. A entrada de pessoas armadas em casas de shows. Felizmente, nesse caso, não houve registro de feridos. Mas, segundo as testemunhas, o tal policial teria ficado com a arma na mão, por algum tempo, dentro da boate. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Boa Viagem e abre espaço para muitos questionamentos.

Festa com grande público pode ser um perigo Fotos: Teresa Maia/DP/D.A.Press

Festa com grande público pode ser um perigo Fotos: Teresa Maia/DP/D.A.Press

Na madrugada do último domingo, um homem foi baleado na área dos camarotes de um clube no centro de Jaboatão. Ele está internado em estado grave no Hospital Restauração. O show foi encerrado pela polícia. Casos como esses têm sido cada vez mais frequentes. Daí vem a pergunta: Como essas pessoas conseguem entrar armadas em casas de shows? O que elas pretendem para estarem armadas durante uma festa? É preciso rever essas situações e reforçar as abordagens nas entradas das festas. Outra coisa que não poderia ser permitida é a entrada de policiais armados em eventos, sem que estejam a trabalho.

Veja a nota divulgada pela assessoria da Polícia Civil sobre o caso da boate em Boa Viagem:

A Polícia Civil de Pernambuco esclarece que a Delegacia de Boa Viagem vai investigar uma ocorrência registrada nesta madrugada (13) sobre um suposto constrangimento sofrido por frequentadores da boate UK Pub no interior do estabelecimento. As vítimas relataram na ocorrência que estavam no fumódromo da casa de festa quando uma pessoa que se autodeclarou “policial”, conforme consta no BO nº 13E0097003909, registrado pelas partes, sacou uma arma de fogo após verificar que um dos presentes fumava um suposto cigarro de maconha. As partes disseram também que o suposto policial ordenou que três seguranças da referida boate revistassem todos os presentes no fumódromo a procura de drogas. As pessoas contaram ainda no boletim que esta pessoa teria ficado portando a arma de fogo a todo tempo, causando um certo medo e constrangimento a todos. O delegado Erivaldo Guerra, responsável pelos trabalhos, informa que neste primeiro momento não há confirmação se a conduta foi praticada por algum policial. Ele disse ainda que vai enviar uma equipe de investigadores agora pela manhã ao estabelecimento comercial para tentar recolher mais informações sobre o caso e tentar resgatar imagens do sistema interno de câmeras do local. As pessoas citadas no boletim de ocorrência também serão reinquiridas para prestarem depoimento.