Polícia Federal apresenta esquema de segurança para Copa do Mundo

A Polícia Federal em Pernambuco anunciou algumas ações e treinamentos realizados através do seu homem de polícia visando à segurança e o bem estar de todos brasileiros e estrangeiros que participarão da Copa do Mundo, principalmente nos jogos que serão realizados na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.

Fotos: Polícia Federal/Divulgação

Fotos: Polícia Federal/Divulgação

Os agentes federais irão trabalhar com segurança de dignitários, polícia marítima, segurança cibernética, identificação de vítimas de desastre, gerenciamento e negociação de crises, vistorias e contramedidas, sem contar os diversos simulados de exercícios em eventos-teste.

Desde 2011, foram investidos na PF mais de R$ 400 milhões, dos quais R$ 90 milhões estritamente em equipamentos e capacitação para os Grandes Eventos. Foram compradas viaturas, inclusive blindadas, embarcações, armamento menos letal, coletes balísticos, equipamentos para os grupos de operações especiais, para os grupos de bombas e explosivos e soluções de tecnologia da informação.

GBE-GRUPO DE BOMBAS E EXPLOSIVOS:

O Grupo de Bombas e Explosivos – GBE é formado por peritos criminais federais previamente selecionados, extremamente experientes com treinamento especial, ficando de sobreaviso 24 horas para qualquer intervenção. O objetivo desse grupo é intervir mais rapidamente e resolver situações de risco envolvendo bombas e materiais explosivos, onde se exija habilidade e destreza na elucidação e solução de situações extremamente sensíveis.

O ROBÔ tem como função evitar a aproximação de pessoas em áreas de risco, seja ela ameaça de bombas ou ambiente saturado por gás. O instrumento tem quatro câmeras integradas, iluminação própria e uma “garra” para vasculhar locais ou remover artefatos suspeitos e funciona com controle remoto a uma distância de até três quilômetros, em um espaço sem grandes obstáculos para a transmissão do sinal. Outra função do robô é carregar uma espécie de canhão d’água que, com apenas um esguicho, separa as peças de um artefato para evitar que ele exploda.

A ROUPA ANTIFRAGMENTAÇAO é usada para proteger o operador em casos de explosões e é feita de material resistente, pesa em média 40 quilos, é refrigerada, com a intenção de expor o policial ao menor risco possível.

CÃES FAREJADORES

A Polícia Federal em Pernambuco também tem a sua disposição cães farejadores capazes de detectar drogas e até artefatos explosivos que serão utilizados durante os jogos da copa do mundo realizando diversos tipos de tarefas e buscas em malas, veículos, instalações, imóveis e diversos ambientes. Ao encontrar um material suspeito o cão  pode arranhar ou  morder o local onde a droga está escondida, ou se  posicionar ao lado desse local ou da pessoa. O tempo de atuação pode variar, mas em geral eles ficam na ativa até os 10 anos de idade.

COORDENAÇÃO REGIONAL DE SEGURANÇA PARA GRANDES EVENTOS

A Coordenação Regional de Segurança para Grandes Eventos é uma superestrutura que foi montada através de contêineres com diversas salas na quadra de esportes da Superintendência Regional e que vão viabilizaar às ações que estão sendo desenvolvidas pela Polícia Federal com o objetivo de dar uma resposta rápida e eficaz em diversas áreas de atuação que são de competência da PF no evento copa do mundo de 2014.

Nesta estrutura estão funcionando sala de vistoria e contra medidas, sala de segurança de dignitários, sala de monitoramento e controle com circuito de câmeras em diversas localidades capaz de acompanhar em tempo real todas as situações que estão em andamento, auditório, banheiro, logística e telecomunicações.

Com informações da assessoria da Polícia Federal em Pernambuco

Polícia Federal terá o efetivo triplicado na Copa do Mundo

O efetivo da Polícia Federal em Pernambuco será triplicado nos cinco dias de jogos da Copa do Mundo, com reforço de policiais de outros quatro estados. O esquema de atuação durante o Mundial, que busca dar segurança à população, aos turistas e às autoridades, foi divulgado pelo superintendente regional da PF, Marcello Lins Cordeiro, que não detalhou números do efetivo, por motivos estratégicos.

Policiais participaram do treinamento. Fotos: Polícia Federal/Divulgação

Policiais participaram do treinamento. Fotos: Polícia Federal/Divulgação

O superintendente informou, porém, que duas das 36 viaturas blindadas recentemente adquiridas pela corporação para uso durante o Mundial estarão disponíveis em Pernambuco. Os veículos, modelo Mitubishi Pajero Full, serão usados na segurança de autoridades estrangeiras e nacionais. “Consideramos alguns riscos mais elevados, como a possível presença do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, no dia do jogo contra a Alemanha”, afirmou Marcello Lins Cordeiro.

Após os cinco jogos na Arena Pernambuco, nos dias 14, 20, 23, 26 e 29 de junho, os agentes que participarão do esquema especial serão transferidos para o Rio de Janeiro e São Paulo. “Os ajustes da operação foram feitos a partir da experiência que tivemos na Copa das Confederações. Estamos prontos para garantir a segurança a todas as delegações e autoridades”, assegurou o superintendente regional da PF.

R$ 400 milhões
O planejamento da PF começou em dezembro de 2009, junto à Comisão Especial de Segurança Pública para Grandes Eventos e à Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos. De acordo com a PF, desde 2011 foram investidos mais de R$ 400 milhões no esquema especial, sendo R$ 90 milhões para equipamentos e capacitação. Além das viaturas blindadas, foram adquiridas armas, coletes à prova de balas e equipamentos eletrônicos.

Saiba mais

Ações da Polícia Federal para a Copa:

Grupo de Pronta Intervenção (GPI)

– Policiais que passaram por
treinamento tático especial
– Ficarão de sobreaviso 24
horas para realizar intervenções
– Resolverão situações de crise
e risco, caso elas existam
– Efetivo da PF em Pernambuco
triplicou para a Copa do Mundo

Viaturas blindadas

36 veículos blindados foram adquiridos para a Copa

2 – desses veículos estão em Pernambuco

– Os carros são do modelo Mitsubishi Pajero Full
– As viaturas serão usadas na segurança de autoridades nacionais e internacionais
– Blindagem suporta tiros calibres 22, 38 e 9 mm; de fuzil e Magnum 357 e 44

Imigração no aeroporto

– Turistas envolvidos em denúncias de pedofilia, exploração sexual estão impedidos de entrar no Brasil
– Policiais federais do aeroporto Internacional do Recife- Guararapes/Gilberto Freyre checarão informações sobre os estrangeiros
– Dados do Interpol e do Disque 100 serão usados na investigação

Campanha educativa e segurança de autoridades

– Cartazes bilíngues com mensagens de combate do tráfico de mulheres foram elaborados pela PF em parceria com os Correios
– As peças foram afixadas no aeroporto
– Policiais foram treinados sobre o intinerário de autoridades durante a Copa

Fontes: Polícia Federal de Pernambuco e Fifa

Do Diario de Pernambuco

Assaltos a bancos podem passar a ser investigados pela Polícia Federal

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou proposta que inclui entre as responsabilidades da Polícia Federal (PF) investigar assaltos a banco. A atuação da PF, no entanto, será exigida apenas quando o crime envolver quadrilha ou bando e houver indícios de atuação interestadual.

A ação criminosa aconteceu por volta das 2h30 da madrugada deste sábado. Foto: PF/ Divulgação  </p>
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Essa exigência de que o crime envolva agentes de mais de um estado foi prevista pelo relator, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), no substitutivo aprovado. Pela proposta original (PL 6648/13), do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), a PF seria sempre responsável pela investigação desses casos. O texto original também torna assalto a banco crime contra o sistema financeiro nacional.

Para Campos, “as polícias dos estados, de forma isolada, não dispõem das melhores condições de investigar crimes praticados por quadrilhas ou bandos que atuam em diversos estados da federação”.

O relator também modificou a legislação a ser alterada pelo projeto. Para ele, o mais adequado é modificar a Lei 10.446/02, que dispõe sobre infrações penais de repercussão interestadual ou internacional que exigem repressão uniforme. No projeto original, a alteração seria na Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro (7.492/86).

Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, inclusive quanto ao mérito.

Da Agência Câmara

Combate ao tráfico de drogas debatido na Rádio Globo AM 720

Mudanças de estratégias e logística, novas técnicas de cultivo, camuflagem e até uso de aceleradores de crescimento. Os produtores de maconha do Sertão pernambucano vêm se desdobrando para tentar manter o rótulo de maiores fornecedores da droga para vários estados do país e sobretudo para o Grande Recife.

Do helicóptero, policiais identificaram plantações

Do helicóptero, policiais identificaram plantações. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Desde o final da década de 1990, com a realização da Operação Mandacaru na região do conhecido polígono da maconha, os olhos da Polícia Federal (PF) estão voltados para aquela área. No final do mês de abril, cerca de 70 policiais federais invadiram os municípios de Orocó, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Parnamirim e Belém de São Francisco em mais uma caçada ao entorpecente.

O Diario acompanhou o trabalho de erradicação de pés de maconha nas ilhas do Rio São Francisco. Foi uma experiência nova para mim que já escrevi tanto sobre operações de combate ao tráfico de drogas, mas não sabia como o trabalho era realizado. Em campo, descobri que os agentes federais contam com a ajuda de colaboradores contratados para o corte e queimada das plantações da droga e que toda a contagem e medição do que é encontrado é feita por equipamentos modernos em uma base montada no meio do mato.

Delegado Carlo Marcus comandou a operação no Sertão. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Carlo Marcus comandou a operação no Sertão. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Segundo a Polícia Federal, o aumento da repressão fez com que os produtores passassem a plantar em outras cidades e migrassem para outros estados. Em 17 anos de fiscalização, a PF destruiu mais de 27 milhões de pés de maconha e apreendeu mais de 19 mil kg da droga pronta para consumo em 57 operações. Tudo o que constatamos na viagem ao Sertão foi contado nas páginas do jornal na série de reportagens A migração do tráfico, que termina nesta quinta-feira.

Para debater o assunto e repercutir o trabalho da Operação Angico I, realizada entre os dias 22 de abril e 1º de maio, o delegado responsável pelo Departamento de Repressão a Entorpecentes da PF Pernambuco, Carlo Marcus Correia, estará no programa Globo Recife em pauta, na Rádio Globo 720 AM, hoje, a partir das 11h.

Maconha produzida no Sertão de Pernambuco está contaminada

A maconha produzida no polígono está contaminada. Investigadores da Polícia Federal afirmam que em quase 100% da droga apreendida no Sertão Pernambuco nos últimos meses foram encontrados agrotóxicos. Peritos da PF e médicos afirmam que a presença dessas substâncias representa um risco extra à saúde humana.

Outra descoberta é de que produtores do entorpecente, para burlar a fiscalização, estão levando técnicas utilizadas na agricultura para seus plantios. A bola da vez são os aceleradores de crescimento. Com a aplicação, os pés da droga atingem tamanho ideal para extração em três meses, quando o tempo de crescimento natural seria de até cinco meses.

Equipes da PF realizaram operação no Sertão recentemente. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Equipes da PF realizaram operação no Sertão recentemente. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Segundo o delegado Carlo Marcus Correia, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da PF em Pernambuco, tem sido frequente encontrar recipientes de agrotóxicos nas plantações descobertas na região do semiárido.

Leia a matéria completa sobre o assunto no segundo dia da série A migração do tráfico, publicada na edição impressa do Diario desta quarta-feira.

Saiba mais sobre o polígono da maconha em:

Confira vídeo da Operação Angico I da PF no Sertão

Polígono da maconha em Pernambuco tem novos lados

Polígono da maconha em Pernambuco tem novos lados

Um novo retrato do polígono da maconha, no Sertão pernambucano, foi traçado depois de quase 20 anos de fiscalização e repressão policial ao plantio e tráfico da droga na região. Entre as principais modificações apontadas pela Polícia Federal estão a inserção de novas cidades na produção do entorpecente e a perda da liderança de outros municípios. Além disso, os braços do negócio ultrapassaram as fronteiras de Pernambuco e chegaram a outros quatro estados.

Plantações foram destruídas nas ilhas do Rio São Francisco. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Várias plantações de maconha foram destruídas nas ilhas do Rio São Francisco. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Alagoas, Maranhão, Piauí e Pará já registram plantações feitas por produtores de maconha que deixaram Pernambuco após o aumento da fiscalização, segundo a polícia. Outro fator identificado pelos investigadores é a substituição de grandes roças por pequenas produções em pontos diversos, o que dificulta um pouco a fiscalização.

Agentes federais apreenderam mais de 2,8 mil quilos de maconha

Agentes federais apreenderam mais de 2,8 mil quilos de maconha

O blog e o Diario de Pernambuco acompanharam com exclusividade a última operação realizada pela PF para combater a produção e o tráfico do entorpecente na região do Sertão, o que tem sido feito desde o final de década de 1990. O resultado será mostrado em uma série de reportagens que segue até esta quinta-feira.

Do helicóptero, policiais identificaram plantações

Do helicóptero, policiais federais identificaram as plantações

Em dez dias de trabalho, 70 policiais federais e dois helicópteros foram mobilizados na Operação Angico I em Orocó, Cabrobó, Santa Maria da Boa Vista, Parnamirim e Belém de São Francisco. Segundo o delegado da PF Carlo Marcus, 2.812 kg foram apreendidos e cerca de 780 mil pés em 181 plantações na região foram incinerados.

Delegado Carlo Marcus comandou a operação no Sertão.

Delegado Carlo Marcus comandou a operação no Sertão

Leia matéria completa sobre o assunto na edição impressa do Diario desta terça-feira

Pernambuco tem mais de 13 mil armas em situação irregular

A Polícia Federal (PF) de Pernambuco divulgou balanço sobre o número de armas irregulares no estado. Segundo a PF, o registro de uma arma de fogo tem validade de três anos e precisa ser renovado após esse período. No entanto, foi detectado através de consulta e levantamentos feitos ao SINARM – (Sistema Nacional de Armas) em janeiro de 2014 que 13.023 armas, encontram-se irregulares no estado. Ou seja, seus proprietários não fizeram o recadastramento dos seus registros, o que deve ser providenciado agora com urgência.

Armas entregues à PF. Foto: Polícia Federal/Divulgação

Armas entregues à PF. Foto: Polícia Federal/Divulgação

Ainda segundo a PF, é importante ressaltar que quem não renova o registro da arma de fogo comete crime federal e pode ser preso. Quem for pego com uma arma sem registro ou porte poderá terá sua arma apreendida e será preso em flagrante delito pela prática de crimes previstos no Estatuto do Desarmamento – Lei nº. 10.826/03 e dependendo do calibre (permitido ou proibido) e da irregularidade (posse ou porte) poderá pegar penas que variam de 01 (um) ano de detenção a 06 (seis) anos de reclusão anos de reclusão, e multa. Quem não quiser renovar o registro de sua arma pode optar pela entrega dentro da campanha do desarmamento.

Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção, de 01 (um) a 03 (três) anos, e multa.

Isto posto, a PF convoca todos os possuidores de armas de fogo que estão com seus registros irregulares e vencidos a comparecerem até uma unidade mais próxima da Polícia Federal em Recife/PE, Caruaru/PE ou Salgueiro/PE,  a fim de regularizarem sua situação evitando assim, futuras convocações por intimação, no intuito de atribuir responsabilidades pela prática de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
Nesta quinta-feira, a PF vai divulgar como foi o recebimento de 1,8 mil armas na campanha do Desarmameto no estado.

Saiba mais:

PROCEDIMENTOS QUE DEVEM SER FEITOS PARA TER UMA ARMA REGISTRADA:

Ter no mínimo 25 anos;

Foto 3×4;

Preenchimento do formulário SINARM – Sistema Nacional de Armas;

Cópias autenticada dos documentos (CPF, RG, comprovante de residência, contracheque, carteira de trabalho);

Declaração que justifique a efetiva necessidade de aquisição da arma e onde ficará guardada;

Declaração que não responde a inquérito ou processo criminal;

Certidão negativas (Justiça Federal/PE, Tribunal de Justiça/PE, Justiça Eleitoral/PE, Justiça Militar da União/PE, Instituto de Identificação Tavares Buril;

Avaliação psicológica – R$ 200,00;

Avaliação em teste de tiro – R$ 100,00;

Pagamento da concessão do registro – R$ 60,00;

Se o interessado tiver outra arma de modelo diferente só aproveitará o exame psicológico. E terá que arcar com o custo de outro exame de capacidade.

 

Polícia Federal entrará no caso do promotor Thiago Faria

A investigação da morte do promotor de Justiça Thiago Faria Soares, 36 anos, vai ser concluída pela Polícia Federal (PF). A decisão foi tomada em conjunto entre a Procuradoria Geral da República (PGR), Secretaria de Defesa Social (SDS), e Ministério Público de Pernambuco (MPE). Para os agentes federais iniciarem as investigações, resta apenas que o governo do estado encaminhe um ofício ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmando que abre mão do direito de continuar apurando as circunstâncias do crime que teve repercussão nacional.

Homem que matou Thiago Faria estaria no banco traseiro do carro. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Homem que matou Thiago Faria estaria no banco traseiro do carro. Fotos: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Na próxima segunda-feira, o assassinato do promotor completa seis meses. Para a Polícia Civil, que esteve à frente do caso por quatro meses, o que restava saber era quem foi a pessoa responsável pelos tiros que mataram o promotor no dia 14 de outubro do ano passado.

O pedido de federalização do caso foi feito pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPPE no mês de fevereiro sob a alegação de que os delegados que estavam à frente das investigações não estariam fazendo um bom trabalho, o que causou um mal-estar entre a PC e o MPPE. Agora, o inquérito que estava em poder do MPPE há quase dois meses será encaminhado para um delegado da Polícia Federal. Também passarão a acompanhar o inquérito, a partir de agora, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal.

Polícia continua buscando suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Polícia continua buscando suspeitos. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Quatro promotores que estavam acompanhando as investigações tiveram os nomes publicados no Diário Oficial dessa quarta-feira determinando que os mesmos voltassem às suas promotorias titulares e deixasse a 35ª Promotoria Criminal da Capital. Com isso, os promotores Guilherme Vieira Castro (Sertânia), Tathiana Barros Gomes (Cabo de Santo Agostinho) Epaminondas Ribeiro Tavares (Abreu e Lima) pediram para deixar de fazer parte do Gaeco.

Além disso, Marcelo Grenhalgh de Cerqueira Lima e Moraes (São José da Coroa Grande), que estava em Itaíba desde a morte de Thiago, também foi dispensado do cargo. Nos corredores do MPPE e da cúpula de segurança pública, a informação que circula é a de que as transferências ocorreram para afastar os mesmos das investigações.

Desde o início da apuração, apenas um homem foi preso, por suspeita de ser o executor do promotor. O agricultor Edmacy Cruz Ubirajara passou 60 dias sob custódia no Cotel e foi solto por falta de provas. O cunhado dele, o fazendeiro José Maria Pedro Rosendo, apontado pela polícia como o mandante do assassinato, está com a prisão decretada e segue foragido apesar do Disque-Denúncia estar oferecendo recompensa de R$ 10 mil por informações que levem à sua captura. Thiago foi assassinado na rodovia PE-300, quando seguia para o trabalho. Ele estava acompanhado da noiva, a advogada Mysheva Martins, e um tio dela. Ambos escaparam sem ferimentos.

Estudante pode ter sido vítima do tráfico internacional de pessoas

A Polícia Civil está investigando se o estudante Adriano Lopes, 17 anos, morador da cidade de Arcoverde, no Sertão pernambucano, foi vítima de tráfico internacional de pessoas. No final do ano passado, o garoto recebeu uma proposta para se tornar jogador de futebol num grande clube da capital e aceitou. Com isso, no mês passado, acabou vindo morar no Recife, na casa de amigos da sua família.

Adriano postou, em seu perfil, uma foto em pista de pouso (FACEBOOK/DIVULGACAO)

O que parecia ser a realização de um sonho, virou um tormento. Depois de passar dois dias sem aparecer na casa onde estava hospedado, nesse sábado, Adriano telefonou dizendo que havia viajado para o Rio de Janeiro e que seguiria para o Catar, no Oriente Médio, para jogar futebol. Em nova ligação, dessa vez chorando, disse que havia sido levado para uma mata e que iria para o exterior em um avião clandestino.

A dona de casa Maria de Fátima Lopes, 61, mãe de Adriano, prestou queixa no Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) e a investigação foi iniciada. O caso pode ser repassado para a Polícia Federal nesta terça-feira, que já foi acionada para tentar impedir a saída do adolescente do país pelos aeroportos.

Casos com esse são cada vez mais frequentes e complicados de serem revolvidos. Encantados com a promessa de ser tornar um jogador profissional e ganhar muito dinheiro, garotos, sobretudo os de famílias pobres, acabam enganados por falsos empresários. Falta aí mais orientação para que esses meninos não sofram nas mãos de criminosos.

Leia matéria completa na edição do Diario de Pernambuco desta terça-feira.

Policiais federais farão enterro da segurança pública

Nesta terça-feira, policiais federais de todo país farão mobilizações de protesto. Em Pernambuco realizarão o velório da Segurança Pública, denunciando principalmente a crise institucional da Polícia Federal, pois consideram a burocracia e a falta de investimentos os grandes cânceres das polícias brasileiras. A concentração será na Superintendência da Polícia Federal, no Cais do Apolo, a partir das 10h.

Com caixões, coroas de flores e roupas pretas, o movimento protesta contra a crise da segurança pública, que envolve tanto o sucateamento da estrutura do órgão, quanto o boicote aos policiais federais. O desaparelhamento da instituição decorre dos sucessivos cortes de recursos para o custeio de suas atividades básicas de manutenção e operacionais. Paralelamente, os policiais federais enfrentam a desvalorização e o descaso do Governo Federal.

Em fevereiro, agentes protestaram no aeroporto. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

Em fevereiro, agentes protestaram no aeroporto. Foto: Julio Jacobina/DP/D.A Press

O efetivo reduzido, o excesso de horas de trabalho, as perseguições internas e o assedio moral vem causando estresse, adoecimentos e suicídios. Os cargos de Agente, Escrivão e Papiloscopista amargam o maior congelamento da história, estando há mais de cinco anos sem qualquer aumento, nem correção da inflação. Um Policial Federal hoje recebe a metade do salário de outros cargos públicos federais que há cinco anos tinha remunerações semelhantes.

Somente no ano passado, mais de 115 agentes federais abandonaram a carreira, número que somado às aposentadorias, resultaram numa baixa de 230 policiais. A natureza de risco da atividade policial, a dedicação exclusiva, a participação em plantões e a baixa remuneração fazem com que outras carreiras públicas mais bem remuneradas e estruturadas, sejam mais atrativas.

Segundo Jones Leal, Presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF), várias unidades especializadas da PF possuem menos da metade do número ideal de investigadores. “Existem núcleos operacionais de delegacias especializadas com 2 ou 3 agentes federais, e isso significa que uma investigação que deveria durar 2 meses vai durar 2 anos. É um absurdo, pois crimes são prescritos, e os corruptos e o crime organizado comemoram o descaso do governo com a Polícia Federal”.

Divulgação recente da Polícia Federal anunciou que atualmente o órgão está investigando fraudes e corrupção em investimentos do Governo Federal que ultrapassam o valor de 15 bilhões de reais. (http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/nos-jornais-pf-investiga-contratos-que-somam-r-156-bi-em-recursos-publicos/ ). E Leal critica o que considera uma incoerência: “é injustificável o Governo Dilma sucatear a carreira dos agentes federais, se eles são os especialistas responsáveis por investigações que defendem investimentos de mais de 15 bilhões de reais do próprio Governo Federal”.