
Se a popularidade de um cantor foi um dia medida pela quantidade de álbuns vendidos e prêmios conquistados, agora ela pode ser facilmente mesurada pelo número de links, conteúdos e buscas feitas na internet. Neste sentido, o Rei do Pop, o negro que ficou branco e, possivelmente, a celebridade que mais se envolveu em escândalos durante a carreira, ganhou todos os possíveis troféus na última semana!
Minutos após ter sido anunciada a morte de Michael Jackson, na quinta passada, as fotos, as músicas, as letras e a vida do artista estavam estampadas nos principais sites de notícias, além de blogs, Twitter, Orkut, Facebook e milhares, se não milhões, de outros endereços.
O número de buscas no Google chegou a ser tão grande, em todo o mundo, que os computadores da empresa pararam por duas vezes - temendo tratar-se de um ataque criminoso. Ao mesmo tempo, as canções dele voltaram ao topo das paradas - agora não mais nas rádios, mas nas páginas de venda e de download de MP3.
Para completar, todos os detalhes de sua trajetória foram mais uma vez dissecados, um a um, pela mídia - faminta por mais um pequeno, talvez o último, pedaço do filho prodígio dos Jackson Five. Mais de 22 mil objetos relacionados à ele já eram vendidos neste fim de semana no eBay, site norte-americano de leilões, com artigos que iam de CDs a itens autografados ou usados em turnês - chegando a custar a bagatela de US$ 10 milhões.
Por fim, os fãs criaram teorias da conspiração - iguais aquelas que até hoje não acreditam na morte de Elvis Presley - e as publicaram no mundo virtual. Uma pena que, mesmo depois de morto, o homem que marcou diversas gerações - com suas danças e músicas (eu fui um daqueles garotos que dançava a moonwalk na infância) - parece ser tão popular, que não conseguiu encontrar paz.
Confira as páginas iniciais de alguns dos principais portais de notícia do mundo na noite da morte do cantor:



