Precauções ao abrir o primeiro negócio

segunda-feira, 17 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 6:25 pm

Nossa sociedade vê com bons olhos e atribui status àqueles que são bem-sucedidos como empresários. Esses indivíduos são percebidos como competentes, e a opção de empreender é vista como uma trajetória adequada para enriquecer. Segundo dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), o Brasil possui hoje 27 milhões de pessoas envolvidas em processo de criação de um novo negócio, ficando atrás apenas de China e Estados Unidos no ranking de países com maior número de empreendedores. Outra pesquisa realizada pelo Sebrae revelou que o número de empreendedores individuais cresceu 84% no país, tendo hoje mais de 2,5 milhões de pessoas que saíram da informalidade e a expectativa é que esse número chegue a quatro milhões até 2014.

Contrapondo esses dados, o Sebrae aponta que de cada dez empresas que abrem, seis fecham nos primeiros cinco anos. Esse é um índice considerado alto para os padrões atuais, onde o avanço tecnológico, o conhecimento e as consultorias empresariais são uma realidade cada vez mais presentes na vida do empresário contemporâneo.

Podemos inferir, portanto, que as empresas abrem na mesma velocidade com que fecham, mas por que isso acontece? Isso se dá ao modo como esses novos negócios são estruturados. As pequenas e médias empresas têm inúmeras dificuldades para se estabelecer nos seus primeiros anos de vida por não conhecerem direito seu setor,  clientes e concorrentes e por não dominar aspectos financeiros básicos para gerir seu negócio. Não existe fórmula para o sucesso, mas alguns cuidados na hora do planejamento minimizam o risco de investir somas vultuosas de capital em negócios propensos ao fracasso. A maioria dos empreendedores negligencia pontos básicos como:

NÃO PESQUISAR: aqueles que acreditam que a sua ideia é uma grande oportunidade de negócio e esquecem de pesquisar, acabam deixando o seu negócio a cargo da própria sorte. Para a maior ou menor empresa a pesquisa é sempre uma aliada, é ela quem norteia todo o processo de estruturação do negócio, respondendo a perguntas importantes sobre clientes, mercado e fornecedores. Deste modo, a pesquisa não é opcional, mas obrigatória e quanto mais detalhada e abrangente mais útil e confiável.

NÃO CALCULAR: muitas pessoas iniciam seus negócios sem ter a exata noção do quanto gastaram, em quanto tempo recuperarão seu capital, qual é o seu mark up, seu ponto de equilíbrio ou sua taxa interna de retorno. Essas também são questões imprescindíveis para atestar a viabilidade econômica do negócio. Quando não calculamos, nem planejamos, ganhamos tempo, mas podemos perder muito dinheiro e passar anos amargando a ideia de que poderíamos ter feito diferente.

NÃO ACOMPANHAR: feita a pesquisa de mercado e atestada a viabilidade do negócio é chegada a hora de colocar as mãos na massa. O empreendedor astuto é aquele que acompanha todo o processo de implementação do negócio, conhecendo os detalhes de cada setor, tomando todas as decisões estratégicas, mas delegando o que for necessário.

Com tanta tecnologia ao alcance das mãos é possível gerir o financeiro, compras ou estoque por meio de um computador mesmo estando do outro lado do mundo, mas é preciso criar métodos de delegação e isso só é possível com uma boa gestão de recursos humanos. Portanto, é importante ter muito critério ao selecionar, treinar e motivar a sua equipe.

Feito isso, ainda assim não há nenhum garantia de sucesso, mas as chances de fracasso foram drasticamente minimizadas. Para o sucesso é preciso ainda a escolha certa do negócio, crescimento do setor a que seu negócio esteja associado, ponto comercial bem localizado e condizente com seu ramo de atuação e claro uma pitada de sorte.

Shirley Souza

Consultora empresarial e financeira – Consultora associada da GestorFP.

Esse artigo foi primeiramente publicado na revista Ideias e Negócios (clique aqui para acessar a revista).





IOF em compras internacionais: economize com o pré-pago!

sábado, 15 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 9:05 am

O poder aquisitivo do brasileiro, definitivamente, foi incrementado nos últimos anos a ponto do cartão de crédito, outrora permitido a uns poucos, tornar-se instrumento financeiro corriqueiro e necessário por sua praticidade e segurança, sobretudo em viagens ao exterior.

Apesar da facilidade oferecida pelos cartões de créditos internacionais, é importante ter atenção e planejamento em relação aos encargos financeiros e tributários contidos nessas negociações. De imediato enxergamos a anuidade, o seguro (opcional, porém importante) e o Imposto sobre Operações Financeiras – IOF, cuja alíquota nesses casos é de 6,38%.

Diante do alto volume de operações feitas através de cartão de crédito em viagens ao exterior, as instituições financeiras passaram a disponibilizar também o chamado cartão de débito internacional ou pré-pago.

Os cartões internacionais pré-pagos são carregados com quantia definida na moeda desejada pelo viajante, não possuem anuidade e sofrem incidência do IOF em alíquota de 0,38% somente quando do seu carregamento em moeda estrangeira; não mais no uso.

Assim, se forem gastos, por exemplo, US$ 10.000,00 (dez mil dólares), por meio de cartão de crédito internacional, US$ 638,00 (seiscentos e trinta e oito dólares) serão pagos a título de IOF. Já se a mesma monta for carregada previamente em um cartão internacional pré-pago, o tributo citado custará ao viajante apenas U$ 38,00 (trinta e oito dólares). Redução significativa na tributação para um efeito prático igual. Vale a pena analisar!

Texto escrito pelo Dr. José Gomes de Lima Neto, sócio da Gomes de Lima Sociedade de Advogados (clique aqui para conhecer), pós-graduado em Direito Corporativo e mestre em Direito Público, a quem agradecemos a disponibilidade.





O principal fator para seu sucesso financeiro

quinta-feira, 13 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 9:55 am

São vários os fatores que podem nos conduzir ao sucesso na vida, seja esse o sucesso financeiro, pessoal, ou o profissional.

Limitando-nos ao aspecto financeiro, poderíamos dizer que os ingredientes para o sucesso incluem: uma boa administração financeira dos próprios recursos, investimento adequado de parte dos rendimentos, habilidade e capacidade para obter renda a partir de diversas fontes, boas ferramentas de apoio e acompanhamento da evolução das finanças pessoais, investimento em educação financeira (cursos, oficinas, livros) e, certamente, muito mais coisas. Porém, gostaria de enaltecer uma habilidade que todos podem desenvolver, aliás, todos devem desenvolver, para alcançar os objetivos que foram estabelecidos, em qualquer área da vida: o autocontrole.

Autocontrole, ou também autodisciplina, significa tomar posse de sua própria mente. Ninguém pode alcançar o sucesso sem se tornar mestre de si mesmo. O autocontrole começa com o domínio de seus pensamentos. Sim, você pode controlá-los, ou pelo menos direcioná-los para onde bem desejar. Se você não controlar seus pensamentos, não poderá controlar as suas ações. A primeira forma de autocontrole, portanto, é pensar primeiro e agir depois. Geralmente as pessoas tendem a fazer o inverso, o que pode gerar consequências delicadas e, às vezes, bem desagradáveis.

Livros foram escritos sobre diversos aspectos de como melhorar as nossas vidas; eventos são realizados para apresentarem ou mesmo nos educarem sobre vários tipos de informação. Mas de nada adianta sermos uma “super esponja”, absorvendo tudo que encontramos pelo caminho, se não fazemos nada com o conteúdo. É preciso transformarmos os conteúdos em algo útil e importante para nós mesmos e para os outros.

Mas como desenvolver o autocontrole para fazermos aquilo que desejamos? Essa resposta é bastante particular, e, no próximo post, vou trazer informações de uma pesquisa sobre esse assunto.

Até lá!

Phillip Souza

Sócio-diretor executivo da Criterion e autor do blog “Riquezas da Vida” que trata de diversos assuntos relacionados a comportamento financeiro, psicologia econômica, finanças pessoais e investimentos.

Consultor associado da GestorFP.





Peak Performance: use seu exemplo de vitória para prosperar

quarta-feira, 12 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 7:09 am

Hoje vou falar sobre uma das mais poderosas, senão a mais poderosa, das ferramentas do Coaching: o “Peak Performance”. Traduzindo do Inglês, “Peak Performance”, seria Performance de Pico, ou ainda, “Desempenho de Pico”. Traduzindo de novo, significa algo onde você desempenha bem sua competência, sua melhor performance, seu exemplo de vitória e superação pessoal.

Quando eu comecei a falar sobre competências, há alguns dias, ressaltei que todos nós somos dotados de inúmeras delas, algumas estão mais fortes e outras, por sua vez, mais fracas. Aqui, como exemplo, trataremos da competência, “Gestão financeira pessoal”, como sendo a nossa competência fraca.

Imagine então o seguinte caso: uma pessoa, que tenha um bom emprego, ganhe bem e sinta-se feliz em diversas áreas de sua vida, porém, na área financeira as coisas estão um tanto diferentes. Apesar do bom salário, nosso personagem fictício, não consegue poupar absolutamente nada, ou pior, tem muitas dívidas acumuladas em cartões de crédito e outros financiamentos.

Nessa situação, identificamos uma deficiência no planejamento e uso racional do dinheiro. Mas, e ai? O que fazemos?

Aqui entra a poderosa ferramenta de que estou falando. Em Coaching, acreditamos que todas as pessoas, adultas, já tiveram a oportunidade de experimentar, pelo menos uma vez, uma boa performance em dada competência. E é atrás disso que vamos.

Geralmente, pedimos ao Coachee que nos conte um episódio onde ele tenha sido “obrigado” a ter um cuidado maior com o dinheiro, seja poupando, racionando, planejando, etc. Dessa experiência relatada pelo cliente, capturamos uma “fórmula” que funcionou para ele no passado e damos uma atualizada nela.

Suponhamos que o cliente traga como exemplo uma cena de sua juventude, durante a faculdade, quando foi obrigado a ser bastante rigoroso com seu orçamento. Com efeito, ele nos dirá que planejou bem seus gastos, evitou comprar supérfluos, trocou temporariamente sua forma de lazer, enfim, poderíamos pensar em várias possibilidades.

Perguntado sobre o motivo, ele responde que agiu de tal maneira porque era imperativo que o fizesse, caso contrário não conseguiria se formar, consequentemente atrasaria sua carreira além de outros contratempos. Com essas informações podemos “atualizar” seu “Peak Performance”.

Uma vez que nosso cliente não se encontra mais na faculdade, nem preocupado com sua carreira, é preciso encontrar algo de sua vida atual que seja equivalente ao que ele vivera no passado. Podemos esperar respostas como: preciso honrar com a escola particular do filho, não quero ser mais pressionado por dívidas, tenho medo de perder minha casa etc.

Com isso temos um “Peak Performance” atualizado, que será transformado em um Plano de Ação eficaz, por meio de mais algumas ferramentas importantes. Só que isso é assunto para as próximas semanas.

Até lá.

Gustavo Higa

Proprietário da Foccus Coaching e consultor associado da Gestor Financeiro Pessoal.





Não negue sua competência fraca: encare-a de frente!

segunda-feira, 10 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 8:39 am

Na semana passada falei sobre o método Socrático, com seus “prós” e “contras”. Apontei que, normalmente, a dificuldade do Coachee é de encontrar os “prós” em sua competência deficiente. Porém, com menos frequência, vemos casos onde o cliente não enxerga, ou “não quer enxergar” os “contras”. É o típico processo de negação, mecanismo de defesa já bem documentado pela psicologia.

Nesse mecanismo, a pessoa evita ter que lidar com a dor do conflito por meio da fuga do foco do problema. Nega-se então a existência dele.

Vejamos um caso como exemplo: uma pessoa que vive com dívidas porque gasta mais do que ganha. Do ponto de vista do gerenciamento financeiro, é bem provável que haja uma deficiência na competência “poupar dinheiro”. No entanto, é comum ouvirmos reclamações do tipo: “Eu não consigo poupar porque ganho menos do que preciso! Quando melhorar meu salário, começarei a poupar!”.

Uma olhar de fora é capaz de identificar a verdade por trás desse tipo de afirmação. Analogamente, poderíamos comparar com o caso da pessoa que alegue que não faz exercícios físicos por falta de tempo e que se, ou quando, tiver mais tempo, começará a fazê-los. É provável que isso nunca aconteça.

É razoável acreditarmos que uma pessoa que queira e goste de se exercitar, arrume tempo e condições para isso, independentemente do que esteja vivenciando. Afinal de contas, para correr ou caminhar, por exemplo, são necessários somente, um par de tênis, uma rua e uma dose de motivação e disciplina.

Nesses casos em que a pessoa evita lidar com o foco do problema, o papel do Coach é mostrar, com muito tato e sensibilidade, as consequências negativas que tais comportamentos trazem e acarretam no futuro.

Tal abordagem se mostra eficaz em fazer com que o Coachee encare mais de frente suas dificuldades. Uma técnica bem simples que lançamos mão nesses casos é a de perguntarmos ao nosso cliente o seguinte: “Se você mantiver esse comportamento no futuro, quais serão as consequências?”. Desta forma conseguimos evitar a dor de lidar com a dificuldade no presente, mas, ao mesmo tempo, trazemos uma luz para a fonte do problema.

Assim, é bem provável que a pessoa comece a se dar conta de suas ações e comece um processo de mudanças positivas, no intuito de se prevenir contra um futuro indesejado.

Gustavo Higa

Proprietário da Foccus Coaching e consultor associado da Gestor Financeiro Pessoal.





Qual é a sua competência fraca?

sexta-feira, 7 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 1:30 pm

No último artigo, falei sobre as competências que estão por trás do sucesso, não só financeiro, mas no âmbito geral. Para ler esse artigo, clique aqui.

A questão que aparece agora, então, é “como identificar a competência fraca?”, uma vez que, se soubéssemos onde erramos, possivelmente, não erraríamos mais, não é verdade?

De fato, muitas das nossas falhas vêm de nossos chamados “pontos cegos”. Com certeza, conhecemos os efeitos de nossas competências fracas, mas, nem sempre, conseguimos apontar as causas.

É por isso que o uso do Coaching, nessas questões, ajuda muito. O olhar atento de outra pessoa pode facilmente identificar a deficiência que esteja levando a outra pessoa a não desempenhar sua competência de maneira ótima.

Uma das técnicas mais eficazes nessa busca é o chamado, “Método Socrático”. Tal técnica deve seu nome “socrático” a Sócrates, filósofo grego do século V a.C., que teria sido o primeiro a utilizá-la. (fonte: wikipedia)

Nessa técnica, o Coach leva o seu Coachee (cliente) a investigar, por si próprio, as razões por trás do comportamento. Basicamente, isso é feito da seguinte maneira: perguntamos ao cliente quais os “prós” e os “contras” daquela “competência enfraquecida”. Exemplo: “Fulano, quais são os prós e os contras de você gastar mais do que deve?”.

Não raro, o cliente se surpreende com a pergunta e tem muita dificuldade em encontrar os prós. Identificar os contras já é bem mais fácil. Ele poderia enumerar uma longa lista de indesejáveis consequências que os gastos desenfreados trazem, tais como: estresse, ansiedade, a própria falta de recursos para coisas mais importantes, o sentimento de culpa, a baixa autoestima, entre várias outras possibilidades. No entanto, quando é para se falar dos prós, a resposta comum é: “Não há nenhum pró, nisso!”.

Acontece, porém, que isso não é a realidade. Sabemos que por trás de qualquer comportamento existe, sempre, um impulso positivo, amoroso até! Gasta-se mais do que se pode para se proteger algo, ou ainda, para enaltecer algo. É bem comum que, depois dessa explicação, nosso aluno venha com as respostas.

Recorrentemente, os Coachees expõem que gastam mais do que podem porque querem agradar mais e, assim, sentirem-se mais amados, ou ainda, porque isso aplacaria alguma ansiedade momentânea. Enfim, são muitas respostas possíveis.

O importante é reconhecermos os “prós” como “pontos cegos” e, assim, trabalharmos esses pontos cegos como nosso ponto focal na melhora da competência e, os “contras”, como combustível motivacional para tal melhora.

É isso! Até o próximo post!

Gustavo Higa

Proprietário da Foccus Coaching e consultor associado da Gestor Financeiro Pessoal.

 





Sucesso financeiro: uma questão de competência!

quinta-feira, 6 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 1:54 pm

No post de ontem (leia aqui), falei um pouco sobre o que é Coaching e como ele se aplica às questões financeiras cotidianas. Ressaltei o fato de que o importante é identificarmos o COMPORTAMENTO que está, por assim dizer, “defeituoso”. Por trás de todo comportamento defeituoso, existe uma razão, um motivo, bem como, existe também, uma competência.

Hoje vou falar sobre essa última.

Em Coaching, uma competência é uma qualidade, algo que nos ajuda a enfrentar as tarefas e dificuldades diárias. Todo ser-humano é dotado de inúmeras competências. No entanto, face ao meio social, estilo de vida, carreira ou outra variável qualquer, o balanço dessas competências vai mudando.

Aquelas que mais usamos vão ficando cada vez mais fortes em nós, por outro lado, as que utilizamos pouco, vão se atrofiando.

Um exemplo de competência bastante exigida no meio corporativo, hoje em dia, é a liderança. Pessoas que trabalham em equipes desenvolvendo projetos precisam desta competência bem desenvolvida. Já pessoas que desenvolvem um trabalho técnico, de habilidade manual, não precisam tanto. Acho que já deu para entender um pouco sobre o assunto. Então eu coloco uma pergunta: que competências estão por trás do sucesso financeiro?

Várias, eu diria. E cada caso, em cada pessoa, talvez, seja necessário uma competência diferente.

Vejamos essa análise rápida sobre o caso:

Uma pessoa deseja investir. Ganha um bom salário e consegue poupar uma boa quantia (aqui já vemos uma competência importante). Essa pessoa consulta alguns amigos e decide investir em algo que prometa uma rentabilidade maior, mas envolvendo maiores riscos e/ou maiores prazos.

Suponhamos que para o tal investimento comece a ficar interessante, o prazo estimado seja de no mínimo três anos. Se, no meio do caminho, a pessoa aqui exemplificada decide se casar ou ter um filho, aquele dinheiro investido passa a fazer falta, e ela muda de ideia em relação ao prazo do investimento (falta de planejamento e foco). Fatalmente, essa pessoa irá retirar o dinheiro do investimento antes do prazo previsto, o que pode resultar em prejuízo financeiro.

Agora vejamos qual seria a abordagem do Coaching sobre o caso descrito: a pessoa demonstra um bom desenvolvimento da competência “poupar” e muito pouco das competências planejamento e foco. A sugestão seria mantermos ou até aumentarmos a competência boa e fortalecermos a competência que está fraca.

Com isso a pessoa seria encorajada a continuar poupando e, assim que tivesse uma ideia sobre investimentos, consultasse um especialista para traçarem um planejamento adequado, visando um aumento de foco e até mesmo um plano de contingência.

Se ao invés de ter investido todo seu dinheiro a longo prazo, ela tivesse colocado uma parte em investimentos de menor rendimento e maior liquidez e, apenas, uma parte nos mais rentáveis (planejamento) e se comprometesse com o prazo (foco), na hora da mudança de ideia, o prejuízo seria bem menor.

O que eu quis mostrar aqui é que, em Coaching, cada caso precisa ser analisado sob uma ótica única, daquele indivíduo. Não existem soluções prontas.

Até a semana que vem!

Gustavo Higa

Proprietário da Foccus Coaching e consultor associado da Gestor Financeiro Pessoal.





Coaching: o que é e quem precisa?

quarta-feira, 5 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 6:12 pm

Apesar do Coaching ser uma ferramenta nova no Brasil e, por conseguinte, pouco utilizada, acreditamos que esse panorama começará a mudar em breve. Isso porque mais e mais pessoas tem se utilizado desse poderoso meio de autodesenvolvimento e conseguido resultados muito positivos e consistentes.

Até o início do século, não havia disponível nenhum recurso de treinamento ou melhoria comportamental. Sendo assim, quando sentíamos a necessidade de nos adaptarmos a uma nova situação, mudar algum comportamento nocivo, ou mesmo de transpormos algum obstáculo em nossas vidas, o comum era ficarmos apreensivos, ansiosos e consequentemente, estressados.

Este último fator, o estresse, acabou por lotar os consultórios médicos e psicológicos. Pessoas estressadas, ansiosas e angustiadas procuravam esses profissionais a fim de resolver suas questões. Muitos daqueles que procuraram médicos psiquiatras, não raramente, acabaram por ganhar um companheiro inseparável: o medicamento.

Acontece que as abordagens, tanto do médico como do psicólogo, são sobre as emoções, os sentimentos sobre aquilo que acontece na vida do paciente. Ali, a tentativa é de mudar a perspectiva com que se vê o problema.

No Coaching, no entanto, a visão é diferente. Acreditamos que pessoas que sofram de estresse, ansiedade e angústia podem, na verdade, precisar de uma mudança de COMPORTAMENTO, que pode ser o causador daquele transtorno. O foco em Coaching é sobre as ações da pessoa no presente. Não visitamos o passado, apenas arrumamos o agora e projetamos o que queremos de melhor para o futuro.

Um exemplo prático, da vida cotidiana de boa parte da população mundial: as pessoas vivem estressadas e ansiosas em relação a suas contas mensais. É o famoso gastar mais do que se ganha.

Veja como é interessante perceber que a solução do problema se encontra dentro dele mesmo. É comum ouvirmos as pessoas que gastam mais do que podem atribuir este comportamento a um sentimento de ansiedade. E o que poderia gerar tal ansiedade?

Bom, de cara já é possível nomear pelo menos duas possibilidades bem prováveis: desorganização e falta de dinheiro.

Acho que você já percebeu então do que se trata: a pessoa ganha um bom salário, porém, sem a organização necessária, acaba por gastar mais do que devia. No fim do mês, com as contas maiores do que o esperado, a reação vem como estresse, que gera ansiedade, portanto, mais desorganização, descontrole e por fim mais ansiedade, que alimenta o ciclo dos gastos descontrolados.

Nesse panorama, às vezes, torna-se impossível trabalhar apenas as questões técnicas, no nível do aprendizado organizacional. É preciso, também, um trabalho sobre os comportamentos que estão por trás desses atos. Daí a importância e eficácia do Coaching.

Gustavo Higa

Proprietário da Foccus Coaching e consultor associado da Gestor Financeiro Pessoal.





Cartão de crédito x cheque pré-datado: round final

segunda-feira, 3 de junho, 2013 por Rodrigo Leone às 9:04 am

Para ler o round 1, clique aqui; para ler o round 2, clique aqui; para ler o round 3, clique aqui.

Um dos últimos refúgios dos altos juros e mar de tranquilidade dos altos spreads financeiros, longe dos “importunos” da competição, é o setor de cartões de crédito. A preservação dessa “zona de conforto”, quase alheia à concorrência, se deve ao pouco poder econômico e influência que as empresas controladas pelo setor público possuem nesse ramo de atividades, o que inviabiliza adotar a mesma estratégia utilizada na derrubada dos juros bancários para esse campo. Assim, se não se pode repetir a mesma tática, até aqui exitosa, utilizada naquele mercado, aumenta-se ainda mais a necessidade de reativar a única alternativa competitiva ao uso dos cartões de crédito como forma de financiamento ao consumo até o presente momento: o cheque pré-datado.

Por enquanto a batalha dos juros vai sendo vencida pelas administradoras de cartão de crédito, mas o governo já tem data para colocar em prática uma inovação tecnológica que pode vir a ser a arma que faltava para acirrar a livre concorrência no que diz respeito às formas de pagamento de consumo. No dia 20 de maio o Governo Federal publicou medida provisória (MP) estabelecendo as bases jurídicas para estimular o uso do celular como meio de pagamento. Algumas das possibilidades em preparação são o uso do telefone para transferir dinheiro a outro aparelho e para pagamento de contas. Com a MP, o Banco Central terá 180 dias para definir as condições de prestação de serviço pelas operadoras de telefonia. Pelo que o texto indica, a medida provisória terá cinco objetivos principais: regulamentar essas operações, mesmo quando o serviço não é realizado por instituições financeiras; impedir a lavagem de dinheiro e a transferência de recursos para fins terroristas; estimular o compartilhamento de infraestrutura entre bancos e operadoras de telefonia; aumentar a competição e proteger o consumidor, garantindo-lhe liberdade de escolha, segurança e privacidade.

Apesar de ainda não haver previsão para que seja feita qualquer operação de financiamento de crédito para consumo a partir dessa plataforma, nada impede que a criatividade brasileira também entre em cena para que esse seja um de seus desdobramentos futuros. Nesse caso estaríamos diante de um concorrente igualmente “prático, confiável, elegante, cômodo, bem aceito, seguro e moderno” para fazer frente aos cartões de crédito.  Nossa torcida é para que marco regulatório desse sistema de pagamentos não permita repetir os erros do passado que resultaram na alta concentração desse mercado. A porta que se abre com esse novo sistema de pagamentos deverá servir para ativar a competição pela atração do consumidor de crédito pelas empresas financeiras.  Todavia, a concorrência só será estimulada caso seja possibilitada a entrada de novos competidores a essa nova opção, a fim de acirrar a disputa entre os serviços financeiros e fazer com que triunfem justamente os competidores que ofereçam as melhores condições de juros ao consumidor.

Por Leonardo dos Anjos, doutorando em Direito Econômico pela Universidade de Coimbra, pesquisador da Fundação para a Ciência e Tecnologia de Portugal, FCT e Professor de Direito Econômico do UNIPÊ.





Cartão de crédito x cheque pré-datado: 3º round

sexta-feira, 31 de maio, 2013 por Rodrigo Leone às 11:29 am


Para ler o round 1, clique aqui; para ler o round 2, clique aqui.

Com o financiamento do consumo pelo cheque pré-datado, a contratação de crédito envolve uma negociação mais livre, paritária e justa entre o comprador e o vendedor, muitas vezes sem a participação das, hoje quase onipresentes, empresas financeiras administradoras de cartão, que têm posição dominante no mercado de crédito ao consumo e utilizam-se desse poder para imposição de juros estratosféricos para aqueles que, muitas vezes sem opção, automaticamente têm que contratar esse tipo de financiamento para adquirir o bem que desejam.

Resumindo, o cheque pré-datado mostra-se como uma opção diante da opressão do setor financeiro e, por isso, revitalizá-lo deve fazer parte da política de diminuição dos juros ao consumidor.

Algumas vozes acusam a ideia de ser estapafúrdia, atacam-na chamando de novo “bolsa calote”, que poderia ter um efeito contrário na derrubada dos juros. Alegam que, mesmo que a medida se preste a diminuir a inadimplência no varejo e devolver a confiança nos pagamentos por meio do cheque e estimular a revitalização do financiamento autônomo por cheque pré-datado, poderia aumentar o risco de emprestar dinheiro e, com isso, aumentar os custos do setor financeiro, aumentando mais ainda o preço que os consumidores pagam pelo serviço de crédito.

Eis aí um discurso ensaiado, já repetido à exaustão pelos porta-vozes desse setor, que pouco reflete a realidade do alto custo do crédito no Brasil, sempre justificando-os em função do risco de se emprestar dinheiro por aqui, como se o devedor brasileiro fosse diferente dos de outras partes do mundo. Na verdade, os juros são assim tão altos, não só por conta do risco de insolvência, mas, principalmente, por falta de concorrência efetiva no setor, o que permite que as margens de lucro sejam tão largas, assim como os spreads.

Aos poucos, o estigma de que o brasileiro é mais caloteiro que os demais povos vai sendo detonado. É só observar que bastou um acirramento da competição pelo mercado de crédito bancário para que os juros começassem a cair. A partir do momento em que principais bancos públicos diminuíram suas margens, conquistaram grandes parcelas desse mercado, inclusive aumentando seus lucros anuais, sustentados pelo aumento da escala em seus negócios. Agora outros bancos privados seguem essa mesma trilha, participando do milagre da multiplicação do crédito.

Conclusão no round 4.




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