Promoção! Blog Vou Investir, Emprestimo.org e Gustavo Cerbasi

quinta-feira, 10 de maio, 2012 por Rodrigo Leone às 1:30 pm

Ganhe o livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, com uma dedicatória especial do autor, Gustavo Cerbasi.

Problemas financeiros num relacionamento acontecem com mais freqüência do se imagina. Um culpa o outro pelas despesas que considera supérfluas: homens implicam com gastos com sapatos e bijuterias, e mulheres implicam com as cervejinhas tomadas no bar com os amigos.

“Casais inteligentes enriquecem juntos” é um livro que inspira casais a construírem uma parceria inteligente ao longo da vida e principalmente aprenderem a administrar as finanças da família. O livro trata de vários assuntos, entre eles o orçamento familiar, as decisões para compras e os investimentos para atingir metas comuns. A leitura vai fazer com que você entenda o perfil do seu parceiro, e, juntos, vocês possam adquirir melhor compreensão sobre:

  • Crises financeiras do relacionamento;
  • Como lidar com a mesada;
  • Como resistir à tentação de gastar e como evitar empréstimos;
  • Planos de Previdência e Seguros, que beneficiam o casal;
  • Vida a dois: até que ponto é saudável ter tudo compartilhado.

Você tem três maneiras de participar dessa promoção:

  1. Deixe, no espaço de comentários deste texto, sua opinião sobre problemas financeiros que os casais enfrentam no dia a dia. Ou dê sugestões para que eles possam construir uma parceria inteligente ao longo da vida.
  2. Curta e comente os posts relacionados a este artigo nas páginas da Quick e do Emprestimo.org no Facebook e aumente suas chances de ganhar.
  3. Siga também o @vouinvestir no Twitter e divulgue este post para os seus amigos!

Fique atento!

Todos que comentarem, curtirem e divulgarem esta promoção, até a quinta-feira, dia 29/05, participarão do sorteio de um exemplar do livro “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, autografado pelo autor, Gustavo Cerbasi.

Aproveitamos para divulgar o curso de Planejamento Financeiro Pessoal que estaremos ministrando em Salvador, em parceria com a Futura Invest, nos dias 15 e 16 de maio. Mais detalhes no link: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/vouinvestir/?p=559

 

 





Quando a política e a economia se encontram

quarta-feira, 9 de maio, 2012 por Diogo Barreto às 2:29 pm

As eleições na Grécia e na França mostraram que no ano de 2012 teremos ainda muitas surpresas e nada na crise está definido.

Na França devemos ter poucas mudanças, apesar do novo presidente francês, François Hollande, ter um pensamento diferente de todos os dirigentes que costuraram o acordo financeiro europeu. Ele adota o discurso de impulsionar a economia, o que teoricamente faz mais sentido, mas o difícil é fazer isso sem endividar mais ainda os países.

O maior problema está na Grécia. Tudo que foi acordado pode não ser cumprido. As eleições mostraram que a população foi contra o acordo do país com a troika (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) onde vários cortes de orçamento foram feitos levando a demissões imediatas e aposentadoria postergada em troca de recursos bilionários para salvar o país da falência.

O que pode acontecer com a Grécia?

A resposta é incerta, mas hoje há uma grande possibilidade da saída da Grécia da Zona do Euro. Isso seria a primeira derrota política da União Europeia que lutou demasiadamente para que isso não acontecesse.

A saída da Grécia facilitaria sua recuperação. O câmbio é um dos mecanismos mais utilizados para resgatar um país de sua bancarrota. Ao desvalorizá-lo, você consegue vender aos seus vizinhos por preços mais baixos e ganhando mais que vender no mercado interno, inibindo a entrada de produtos estrangeiros, favorecendo assim a indústria nacional com geração de empregos e renda.

Agora você entende a briga do governo brasileiro em manter o dólar em patamares mais altos que R$1,70. Para salvar empregos e a economia.

Esse é o maior problema enfrentado pelos países que tem o Euro como moeda. Competir com a Alemanha, com seu parque industrial sofisticado e produtividade altíssima, é covardia.

Temos que aguardar o movimento do novo Governo grego que será formado e até lá veremos muita volatilidade no mercado de ações.





Curso de Planejamento Financeiro Pessoal

quarta-feira, 9 de maio, 2012 por Rodrigo Leone às 2:27 pm

A busca por um padrão de vida confortável, o sonho da independência financeira, o compromisso com o controle do orçamento familiar, a adequada convivência com o dinheiro (em termos de valores, atitudes e expectativas) e o final dos conflitos familiares, do estresse e da baixa produtividade no trabalho, decorrentes das dívidas assumidas e difíceis de pagar são alguns temas ligados às finanças pessoais. O sucesso em cada um desses temas requer conhecimento, estratégia, disciplina e perseverança.

Para ser bem sucedido em suas finanças pessoais, é preciso planejamento. O sucesso significa alcançar seus objetivos com um esforço condizente com suas condições e características. Em outras palavras, você precisa de um planejamento eficaz e eficiente. Não adianta chegar lá com desgaste, sem qualidade de vida e com exposição indevida ao risco. Não adianta adotar os melhores métodos, se eles não lhe levarem para o lugar certo.

Para traçar esse planejamento ideal, você precisa:

  1. Conhecer seu “status quo” financeiro, que é saber quem você é e como você está em relação ao dinheiro;
  2. Formalizar os objetivos;
  3. Traças os planos, que diz respeito a ter a noção exata do que é necessário para alcançar os objetivos, escolher o(s) meio(s) em que o(s) plano(s) será(ão) executado(s) e definir as estratégias que serão utilizadas.

 

Nesse curso de 8 horas-aula, vamos trabalhar essas três etapas do planejamento financeiro pessoal, desenvolvendo os planos para o controle do caixa, a proteção contra contingências, a aposentadoria e um objetivo específico de cada aluno. Ou seja, o curso é quase uma consultoria.

Próxima turma em Salvador, nos dias 15 e 16 de maio, das 18h30 às 22h30. Depois de Salvador, vamos para Recife, João Pessoa e Fortaleza.

 





Construção Civil x Ações de Construção Civil

sexta-feira, 4 de maio, 2012 por Rodrigo Leone às 8:11 pm

Quando aplicamos em ações, ouvimos frequentemente os especialistas falando dos riscos envolvidos: a necessidades de analisar como está a economia real, taxa de juros, o setor e vários outros fatores para fazermos um investimento consciente.

O preço dos imóveis teve grande alta nos últimos anos. Os juros estão praticamente no menor patamar de sua história e deverão alcançar valores ainda mais baixos. O governo federal está utilizando dos seus dois principais bancos comerciais (Caixa Econômica e Banco do Brasil) para forçar a redução dos juros para o consumidor final, impulsionando a economia e afetando o custo de empréstimo imobiliário.

Somado a conjuntura atual, a abertura de capital (lançamento de ações na Bovespa) feita pelas empresas de construção civil para captação de recursos junto a novos acionistas trouxe, desde 2005, muito poder de compra e investimento. O montante arrecadado serviu para expansão e compra de novos terrenos.

Devemos pensar então que todas tem excelente desempenho, correto? Não. Mas se temos tantos fatores que impulsionam o setor de construção civil, qual a dificuldade encontrada por essas empresas?

Primeiramente, a inflação no preço de terrenos. Depois o problema de mão-de-obra qualificada.

Ainda há o problema particular de cada empresa. O aumento de custo e consequentemente redução das margens e uma coisa muito comum no mercado de ações: não entregar o resultado prometido afetou demais o desempenho das ações do setor.

Cyrela teve um aumento dos custos quando se expandiu geograficamente utilizando o sistema de parceiros. Viu a margem de lucro cair drasticamente. Suas ações caíram 30,65% em 2011. Para completar, perdeu o posto de maior construtora do Brasil quando a PDG Realty fez a aquisição da Agre.

Gafisa encontrou muitas dificuldades ao adquirir a Tenda. Acostumada a construir para classes mais favorecidas, a realidade dos projetos da Tenda (que construía para baixa renda) era completamente diferente do que a empresa estava acostumada a tratar. Os projetos se mostraram sem nenhuma rentabilidade e o caos se instaurou. Além de vários outros fatores, a dona dos empreendimentos Alphaville reportou prejuízo bilionário em 2011 e viu o reflexo em suas ações: queda de 64,94% no mesmo ano do prejuízo.

PDG Realty, hoje a maior do setor, enfrentou problemas também de mão-de-obra e suas fusões e aquisições estão demandando mais tempo que o esperado para ter conhecimento de caso sobre cada uma das empresas envolvidas. Achatamento de margens por aumento de custos e falha na entrega de resultados que prometeu ao mercado penalizou as ações: o resultado foi uma queda de 40,90%.

Obviamente nem tudo é só desastre no mercado imobiliário. A EZTEC não se aventurou em expansão geográfica, nem passou a construir para um público que não conhecia. Manteve o foco no que sabia fazer de melhor, não se endividou e entregou sempre o que prometeu. Resultado: alta de 15,39% em 2011 e mais de 40% no ano de 2012.

Essa diferença entre economia real e bolsa de valores é encontrada por um motivo simples: no mercado de ações, a precificação dos ativos é feita com expectativa no futuro. Se você entregar além do que promete, a performance da empresa na bolsa tende a ser positiva. Não conseguir realizar os feitos prometidos, o preço das ações pode ser penalizado.





Previdência privada: vale a pena? O que levar em conta?

quinta-feira, 3 de maio, 2012 por Rodrigo Leone às 2:55 pm

Para tomar conta do objetivo primário de manutenção de seu padrão de vida no futuro, é preciso planejar sua aposentadoria. Para tanto, as opções são:

  • Previdência social ou oficial;
  • Investir por conta própria;
  • Previdência privada ou complementar.

Segundo dados do IBGE, apenas 1% dos aposentados pelo Regime Geral de Previdência Social (por exemplo, os trabalhadores CLT) se mantém com seus recursos (no máximo, cerca de R$3.900,00 para aquele que contribuíram pelo teto). Os outros dependem de parentes, doações, ou continuam trabalhando… Os aposentados pelo Regime Próprio de Previdência Social (por exemplo, professores de universidades federais, juízes e promotores) e os militares não entram nessa estatística.

Assim sendo, é senso comum entre os educadores financeiros que a previdência social não deve ser o único elemento de sustentação de seu padrão de vida no futuro.

A opção investir por conta própria é a mais vantajosa financeiramente (por conta dos custos envolvidos na previdência privada), mas requer competência (conhecimento, estratégia e disciplina). Se você não as tem, esqueça.

A opção previdência privada deve ser considerada em três casos, não necessariamente disjuntos:

  • Quando não se tem as competências acima;
  • Quando é possível aproveitar os benefícios fiscais;
  • Como forma de diversificação dos investimentos (muito importante).

Uma vez decidido por contratar um plano de previdência privada, atente para os seguintes pontos:

Primeiro, é preciso conhecer as várias opções (PGBL ou VGBL e tabela progressiva ou regressiva); segundo é preciso escolher a mais adequada a seu perfil e a seus objetivos.

Vamos lá!

Escolha em função do tipo de Declaração do Imposto de Renda:

  • Simplificada, indicação de VGBL;
  • Completa, indicação de PGBL

Escolha em função da faixa de renda e do horizonte de tempo:

  • Renda até o limite da alíquota de 15% – em torno de R$3.000,00/mês e horizonte de tempo até 4 anos) à indicação de regime tributável (tabela progressiva);
  • Renda maior que o limite da alíquota de 15% e horizonte de tempo maior que 4 anos à indicação de regime definitivo (tabela regressiva)

Escolha em função do tipo de renda do contribuinte:

  • Rendimentos tributáveis, indicação de PGBL;
  • Rendimentos tributados exclusivamente na fonte – 13º, fundos de investimentos, CDB, títulos públicos –, indicação de VGBL;
  • Rendimentos isentos, indicação de VGBL.

Além disso, fique atento aos pontos, sobre os quais falaremos nos próximos posts:

  • Taxa de carregamento (depósito e saque);
  • Taxa de administração;
  • Rentabilidade média;
  • Perfil de risco do plano;
  • Gestão ativa x gestão passiva.

Esse post usou como base a apostila do curso preparatório para o Exame CFP da Bankrisk.

 





Aposentadoria: bom senso e consciência são fundamentais!

segunda-feira, 30 de abril, 2012 por Rodrigo Leone às 12:17 pm

Estamos fazendo uma reforma nos quartos dos nossos filhos. Nesse sábado, 28/04, fomos até a casa do marceneiro, seu Joãozinho, para avaliarmos o avanço do mobiliário. Lá chegando, o Joãozinho nos mostrou seu “escritório” e atentou para o que já está planejado em sua cabeça: em três ou quatro anos, vai transformar a casa em pontos comerciais (já comprou inclusive as portas para as três salas que construirá) e se aposentar. Vai morar em seu “sitiozinho”, criar bodes (já comprou alguns) para a engorda e a venda, alugar esses pontos e viver de renda.

No mesmo dia, durante o almoço na casa da minha mãe, minha irmã perguntou se ele tinha assistido à palestra que ministrei na quinta, 26/06, sobre planejamento para a aposentadoria. Respondi que ele não precisava assistir à palestra, mas sim ministrá-la.

É incrível como há pessoas conscientes, mesmo sem tanta instrução, e pessoas inconseqüentes, com alto grau de instrução.

Acredito que com orientação profissional, o planejamento para a aposentadoria do seu Joãozinho seria mais eficiente, porém o conhecimento, as habilidades e o bom senso de seu Joãozinho já são suficientes para a eficácia do planejamento.

E olha que ele não usou nenhum produto financeiro de bancos e corretoras.

No próximo post, vamos tratar da relação entre previdência privada e planejamento para aposentadoria.





Não vou investir

quinta-feira, 19 de abril, 2012 por Rodrigo Leone às 9:32 pm

Nessa semana, uma das notícias que mais movimentou o cenário político-econômico mundial foi a expropriação da YPF, filial argentina do grupo espanhol Repsol. Vejam algumas manchetes veiculas aqui no Brasil:

“Potências ocidentais condenam expropriação de YPF pela Argentina”, em18/04/2012 no site do Jornal Nacional no Portal G1

“Expropriação da YPF na Argentina prejudica imagem da América Latina”, em18/04/2012 na seção de Economia do Portal UOL

Na verdade, o que aconteceu de fato foi a aprovação no Senado argentino de um projeto de lei que prevê a nacionalização de 51% da YPF e de outra empresa do grupo que explora gás natural. Mas a já certa aprovação pelos deputados faz o mercado internacional tratar esse projeto de lei como sancionado e suas conseqüências como fato consumado. Tanto que a cotação das ações da Repsol despencou nas bolsas de valores.

Expropriar significa desapossar, legalmente e mediante indenização, alguém de sua propriedade.

Será que houve mesmo expropriação? Será que, para o sistema jurídico argentino, isso é legal? Será que para eles isso não pode ser caracterizado como abuso ou arbitrariedade?

Além disso, o governo argentino alega que não pagará a indenização calculada pela empresa, algo em torno de em 10 bilhões de dólares, pois a empresa não cumpriu os termos – principalmente sobre investimentos – acordados na privatização, argumento rebatido pela Repsol.

Independente desse debate, o que esse ato sugere é a insegurança jurídica. Dentre as incertezas e os riscos que envolvem as decisões sobre investimentos, o que mais afugenta os empresários e investidores é o desrespeito às regras do jogo. Algumas variáveis não estão nem nunca estarão sob nosso controle. Isso faz parte desse cenário de incerteza, mas não se pode admitir que variáveis controladas – mesmo que pelo Governo – fujam do padrão estabelecido, conhecido e, portanto, considerado.

Mais dia, menos dia, será possível a qualquer pequeno investidor brasileiro comprar e vender ações negociadas na maioria das bolsas mundiais. Essa é a tendência. Mas chegado esse momento, e a persistir esse comportamento dos “hermanos”, se me perguntarem se eu vou investir na Argentina, minha resposta será: “Não, não vou investir!”, mesmo se nosso blog é o Vou Investir. Rsrsrs!

 





Quero pagar mais imposto de renda!

quinta-feira, 12 de abril, 2012 por Rodrigo Leone às 12:29 pm

Muitas vezes, durante nossas aulas de Finanças, de Mercado Financeiro ou de Planejamento Financeiro Pessoal, levantamos a seguinte questão: “Quem aqui gosta de pagar imposto de renda?” Quase sem exceção, de norte a sul do país, os alunos respondem que não. Mas será que não querer pagar imposto de renda é o comportamento correto? O que você acha?

Vamos às evidências:

O imposto de renda pago é o produto da alíquota pela renda. Alíquota maior, imposto de renda maior. O mesmo vale para a renda.

Uma vez que as alíquotas são fixas, pagar mais imposto de renda significa que você teve mais renda. Isso pode ser resultado de um salário maior, da valorização de suas ações em bolsa de valores ou dos fundos em que investe, de operações de compra e venda bem sucedidas, entre outros.

Os pontos críticos são:

  1. Quando o aumento da renda vier associado ao aumento das despesas. Aí é bronca!
  2. Quando o aumento da renda lhe fizer mudar de alíquota, por muito pouco. Aí o aumento do IR pago se deverá em parcela bem mais significativa ao aumento da alíquota.

Claro que a sensação é de que nos tiraram algo que é nosso. Mas atentem para o fato de que o Estado precisa cobrar impostos (tributos, de uma forma geral) e que, quanto mais pagamos, mais tínhamos recebido.

Assim sendo, em nossa opinião, a resposta NÃO dada pelos alunos não é direcionada ao pagamento do imposto de renda e sim à alíquota do imposto de renda. Na verdade, às alíquotas de todos os tributos e ao sistema de tributação.

Para finalizar, uma informação já um pouco antiga: em agosto 2010, o empresário Eike Batista revelou, no programa Roda Viva da Rede Cultura, que passou um cheque de 670 milhões de reais para pagamento de seu imposto de renda. Isso é ruim ou bom? Você também queria estar em condições de pagar o mesmo?





Resultado da Promoção Workshop Bootstrappers!

segunda-feira, 9 de abril, 2012 por Rodrigo Leone às 6:45 pm

O Blog Vou Investir realizou o sorteio de um Workshop de Empreendedorismo Digital e já tem o resultado da promoção: a vencedora foi a Ingrid, que possui uma ideia empreendedora digital para o seu portal Bibliogastronomia. Parabéns!

Ingrid, favor nos enviar seu endereço (e-mail rodrigo@quick.net.br) para que lhe encaminhemos as informações sobre o seu Curso.

Aos demais, continuem nos visitando aqui no blog, no FaceBook e no Twitter.

Essa promoção foi realizada com Guilherme da Luz, que é editor dos sites que tratam de assuntos como Empréstimo Consignado, Seguro de Carros, Faculdade, entre outros, a quem agradecemos enormemente.





Custo Brasil:você sabe o que é isso?

quarta-feira, 4 de abril, 2012 por Rodrigo Leone às 12:39 pm

Caros,

Motivado pelas recentes discussões acerca do Custo Brasil, seguem as primeiras páginas do capítulo 12 do nosso livro “Os 12 Mandamentos da Gestão de Custos”, editado pela FGV Editora em 2007.

Boa leitura,

Rodrigo Leone

 

A atividade empresarial e algumas situações a ela ligadas produzem gastos, despesas e, finalmente, custos, de maior ou menor dificuldade de identificação. Ao identificá-los, podemos classificá-los, registrá-los, medi-los, analisá-los, administrá-los e, possivelmente, reduzi-los. Porém, tal identificação não é simples, tanto para os custos visíveis, quanto para os custos invisíveis.

Os custos visíveis são identificados e registrados como reflexos diretos de alguma ação ou decisão gerencial, ou, até mesmo, de alguma disfunção empresarial. Mesmo assim, podem ser de difícil determinação, medição e/ou controle. Por exemplo, os desperdícios de recursos de qualquer natureza, os produtos e serviços defeituosos e a capacidade instalada ociosa. Entretanto, tais custos já ocupam espaço conhecido nos estudos acadêmicos e nos manuais técnicos profissionais.

Já os custos invisíveis, também chamados de custos ocultos ou custos escondidos, são de difícil caracterização e definição, pois possuem uma natureza especial: são, muitas vezes, resultado de ações tomadas por agentes estranhos à empresa. Assim sendo, como é possível percebê-los e medi-los? Tomemos, por exemplo, o tempo perdido na entrega de um produto ao cliente. Esse tempo gera custos de vários tipos, que não são, normalmente, definidos, medidos, nem, muito menos, administrados.

É preciso que o “dueto harmonioso”, formado pelo contador de custos e pelo gerente, se esforce nesse sentido. É uma questão de “gestão de custos” e não apenas de “contabilidade de custos”: administrar custos é uma tarefa conjunta entre a contabilidade de custos e as gerências de todas as atividades, sejam elas operacionais ou administrativas.

Os custos que discutiremos neste capítulo são reflexos da “sociedade perversa”, entenda-se Brasil, na qual a empresa está inserida. Os resultados provenientes dessa “perversidade” precisam ser controlados e atenuados.

Reiteramos que alguns dos custos que formam o coletivo “custo Brasil” raramente são identificados com alguma certeza, pois decorrem, muitas vezes, de agentes externos. O controle se torna difícil, mas não impossível. Precisamos defini-los, classificá-los e analisá-los corretamente, para empregá-los como alertas para ações gerenciais, melhorando, dessa forma, o planejamento, o controle e o desempenho das empresas.

O que dizem por aí…

Navegando pela internet, encontramos inúmeras referências à expressão “Custo Brasil”. De maneira geral, tal expressão é utilizada para generalizar alguns fatores desfavoráveis à competitividade das empresas sediadas no Brasil, independentes das mesmas.

Por exemplo, a estrutura tributária, que onera desnecessariamente algumas exportações, os encargos sociais, supostamente maiores que no exterior e os custos com transportes terrestres, portos, cujo estado de deterioração está hoje elevado em função da insuficiência de investimentos públicos em infra-estrutura desde o início dos anos 80 (NERY, 2006).

O site Wikipedia define “Custo Brasil” como:

“O termo genérico, usado para descrever o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem o investimento no Brasil, dificultando o desenvolvimento nacional, largamente usado na imprensa, fazendo parte do jargão econômico e político local (…) apesar da prevalência do termo, não há um indicador específico associado ao conceito. O termo é usado geralmente de forma qualitativa, sendo impossível quantificar de forma exata quando representa o Custo Brasil.”

e apresenta os seguintes exemplos:

  • Manutenção de taxas de juros reais elevadas;
  • Spread” bancário exagerado;
  • Baixa eficiência portuária, com taxas elevadas e tempos de carga/descarga excessivos;
  • Burocracia excessiva para importação e exportação, dificultando o comércio exterior;
  • Carga tributária excessiva;
  • Custos trabalhistas excessivos, devido a uma legislação trabalhista obsoleta;
  • Altos custos do sistema previdenciário;
  • Legislação fiscal complexa, dando margem a subterfúgios que tornam as operações desnecessariamente complexas e arriscadas.

 




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