O que os investidores podem esperar de 2013?
segunda-feira, 14 de janeiro, 2013Início de ano sempre surge a mesma pergunta: qual o melhor investimento?
Vamos começar falando sobre quais foram as melhores aplicações financeiras do ano passado: investimentos em títulos indexados à inflação e fundos imobiliários. Os grandes perdedores foram a poupança, os CDBs e os títulos indexados à Selic, taxa básica de juros (em outras palavras, o CDI sofreu).
Com a inflação um pouco acima da meta, porém controlada, o governo deverá manter a taxa em 7,25% ao ano em 2013. É necessário apenas observar a recuperação econômica dos países desenvolvidos. Caso ocorra, poderá desencadear um aumento de demanda por commodities e consequentemente uma alta dos preços. Neste caso, a inflação pode voltar a subir e o governo poderia aumentar os juros.
No cenário de juros baixos e inflação acima da meta, títulos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ainda devem compor um portfólio em 2013. Fundos multimercados estão virando um substituto natural para aqueles investidores que desejam manter a rentabilidade acima de 1% ao mês, ainda que suscetível a mais riscos.
Os fundos imobiliários são uma opção de investimento para aqueles que investem – e não desejam correr mais riscos - na renda fixa e poupança. Com rentabilidade mensal parecida com a antiga caderneta e maior estabilidade de investimento, eles têm se tornado uma opção atrativa para o investidor mais conservador.
Aposto também no mercado acionário. Apesar do Índice Bovespa ter sofrido nos últimos quatro anos, ações não deixaram de ser um bom negócio. O índice é composto em boa parte por ações de Petrobras e Vale. A desaceleração do crescimento econômico mundial, tendo como consequência a redução da demanda e do preço das commodities, afetou o preço dos ativos e consequentemente o Ibovespa. Já ativos voltados para o consumo interno, varejo e financeiro obtiveram retornos bons, muitas vezes expressivos. E devemos caminhar para ter um índice com um peso maior desses ativos nos próximos anos.
Acredito que uma mudança de postura por parte do investir acontecerá. O apetite por risco tem de ser maior, pois o tempo de juros altos se foi.



