Arquivo da categoria ‘Poupança’

Empreendedorismo e investimentos em saúde

sábado, 4 de maio, 2013

planodesaude

Será que o que gastamos com nossos planos de saúde privados podem ser considerados um investimento?

Bem, se a Previdência Privada representa um investimento a longo prazo, garantindo uma aposentadoria mais tranquila, o plano de saúde poderia ser uma forma de poupar e investir garantindo-se de gastos extraordinários e inesperados com tratamentos, cirurgias e internações hospitalares num futuro hipotético. E assim, por que não analisar o plano de saúde como um investimento?

Do ponto de vista da organização, os planos de saúde funcionais há bastante tempo vem representando um investimento da empresa na produtividade. A saúde dos colaboradores é um dos componentes da motivação e estabilidade do emprego. Os planos de saúde empresariais vêm sendo, por esse motivo, agregados cada vez mais às condições de trabalho oferecidas pelas empresas. Nos níveis mais qualificados da mão de obra, as assistências médicas e odontológicas de qualidade passaram a ser parte de um pacote de salários indiretos oferecidos aos funcionários. Até mesmo na eventualidade de demissões, o plano de saúde pode ser mantido por meses após o desligamento, o que constituiu um elemento vantajoso para a empresa, por contribuir para suavizar o natural atrito dessas situações.

Se o plano de saúde realiza um bom trabalho preventivo para evitar enfermidades e oferece condições para um acompanhamento regular das condições de saúde, através de consultas com especialistas, poderá ser um efetivo investimento que diminuirá o risco de um eventual afastamento por doença. Principalmente na pequena empresa, os períodos de afastamento e faltas por doença de até um único empregado trazem instabilidade para as rotinas de trabalho e conflitos nas relações de trabalho. Sem um plano de saúde, a possibilidade de gastos extraordinários para prestar socorro a um funcionário é concreta. Essa é uma situação que pode trazer custos bem maiores do que um plano de saúde.

A assistência à saúde oferecida pelas empresas tornou-se assim um fator importante para atrair os melhores profissionais para a organização. Se o investimento em um bom plano de saúde coletivo é alto, por outro lado esse é um ponto fundamental para a política de valorização da empresa, um sinal de respeito aos colaboradores.

Do ponto de vista das finanças pessoais, quando lutamos para manter os pagamentos de nosso plano de saúde em dia, muitas vezes nos questionamos se devemos ou não continuar com esse compromisso financeiro, que pesa cada vez mais no orçamento. No entanto, quando sabemos que a taxa cobrada por apenas uma consulta médica particular representa o total do que pagamos mensalmente para a operadora do plano de saúde, acabamos por nos convencer na necessidade de manter o plano.

Em muitas fases da vida, como no caso de pais que tem crianças pequenas, que precisam consultar o pediatra regularmente ou no caso de idosos, quando as consultas aos especialistas são frequentes, o pagamento de honorários médicos tornar-se-ia inviável. No Brasil, dadas as inúmeras e frequentes denúncias sobre as condições de atendimento do SUS e dos hospitais públicos, a possibilidade de ter que recorrer ao sistema público é exorcizada pela classe média. Isso explica porque nos últimos anos estamos assistindo a uma migração massiva de usuários do sistema público para a contratação de um plano de saúde privado. No caso dos planos de saúde coletivos, esse é um benefício que vai além do retorno a curto prazo, mas que vai beneficiar funcionários e empresas com condições mais favoráveis para maior produtividade.

Artigo enviado por Guilherme da Luz, editor dos sites Planodesaude.net, Investimentos e PABX.

O que levar em conta no planejamento para a aposentadoria?

terça-feira, 26 de março, 2013

Dentre todos os objetivos financeiros, aquele que mais reflete o pensamento de longo prazo e a necessidade de planejamento e controle desde o presente é o planejamento para a aposentadoria. No vídeo a seguir, o consultor Rodrigo Leone apresenta alguns pontos que precisam ser considerados para que esse planejamento seja eficaz e eficiente.

Para mais informações, continue acompanhando nosso blog e visite o site da GestorFP.

Se…

quarta-feira, 26 de dezembro, 2012

Feliz 2013!

Tenho certeza de que o ano de 2013 vai ser melhor que os anos de 2010 e 2011 para nossa bolsa de valores. Quem quiser investir em ações, pode esperar ótimos resultados, pra lá de 40% no ano…

… se:

Os impasses na Europa forem resolvidos: euro continue como moeda única; Grécia, Espanha, etc. entrem no ajuste fiscal, diminuam desemprego e voltem a crescer; Banco Central Europeu passe a ter poderes efetivos sobre os bancos europeus; questões previdenciárias se resolvam…

A China superar o período de transição política, volte a comprar nossas commodities

A vaca louca sumir de vez do vocabulário dos nossos produtores de carne bovina…

Os Estados Unidos resolverem questões como regulação dos mercados financeiros, previdência e saúde públicas, hipotecas, desemprego…

Argentina, Venezuela, Egito, Síria, Israel, Palestina, etc. nos derem um descanso…

As reformas política, fiscal e previdenciária forem implantadas no Brasil…

O governo parar de intervir unilateralmente, tanto na gestão interna das empresas (públicas ou de capital misto), quanto nas regras já acordadas…

Os processos do Mensalão, Delta, Cachoeira, Rosemary chegarem ao fim punindo os responsáveis, até mesmo aqueles que, até agora, foram acobertados…

O consumo passar a ser puxado pela educação financeira e não mais pela facilidade de crédito e incentivos fiscais.

Se isso acontecer até o final do primeiro semestre de 2013, podem esperar um ano como nunca visto antes. Se isso não acontecer, e se vocês julgarem impossível essa conjunção de boas notícias, continuem contando conosco para lhes orientar nos seus investimentos.

Promoção e-book “Curso de Planejamento Financeiro Pessoal”

terça-feira, 18 de dezembro, 2012

Comente a nossa matéria sobre “Planejamento da sua vida pessoal” e concorra a três exemplares do e-book “Curso de Planejamento Financeiro Pessoal” do autor Rodrigo J. Guerra Leone.

http://gestor.sodateste.com.br/media/livros/CAPA-CURSO_3.jpg

O termo Planejamento é um conceito essencial quando abordamos o tema administração financeira, nas seguintes formas: pessoal e empresarial.

Infelizmente, muitas pessoas preferem viver um dia após o outro, sem se preocupar em gerenciar o seu próprio dinheiro e por isso o site Emprestimo.org recebe diariamente dezenas de e-mails de leitores que perderam o controle de seus gastos, entraram no vermelho e agora não conseguem dar a volta por cima.

Realmente o futuro é cheio de incertezas. Muitas pessoas se endividaram por causa de problemas de saúde ou porque gastaram muito com o conserto ou o roubo do carro ou outros fatores que não estavam nos planos. Para alguns, planos de saúde e seguros de carro poderiam ser considerados gastos. Na verdade, porém, são coberturas que deveriam fazer parte do planejamento pessoal, já que prevenir é uma boa maneira de evitar o inesperado, já que o futuro pode nos reservar oportunidades, mas também atropelos indesejados.

A realização de um planejamento financeiro pessoal nada mais é do que organizar a nossa vida financeira de modo que sempre possamos ter reservas para os imprevistos que podem acontecer em nossas vidas e,  aos poucos, construir um patrimônio que nos permita uma aposentadoria com fontes de renda suficientes para vivermos uma vida confortável e bem mais tranqüila.

Em cada etapa de um planejamento financeiro pessoal é importante traçar os seus objetivos e saber claramente onde você quer focá-los e o que você deseja conquistar ao longo da sua vida. Se você pretende fazer um consórcio de um imóvel, porque não deseja pagar mais o aluguel de sua sala comercial, esse pode ser um bom negócio dentro do seu planejamento pessoal. Porém, se você deseja financiar um carro novo, sem traçar uma programação a longo prazo, sua meta pode ser pouco convincente.

É sempre muito importante ter em mente o seu planejamento financeiro e traçar os seus objetivos, entendendo também a importância da educação financeira, para permanecer concentrado no que você quer conquistar ao longo da vida, seja um carro novo, um imóvel ou investir em operações que possam trazer um excelente retorno.

Para ter sucesso em suas operações no Mercado Financeiro, por exemplo, é preciso também um bom planejamento.

Promoção!

Para ajudar você a traçar e definir seus objetivos financeiros, vamos sortear três exemplares do livro “Curso de Planejamento Financeiro Pessoal” de Rodrigo Leone, em uma promoção realizada ao lado de Guilherme da Luz, editor do site Emprestimo.org

Como participar:

  1. No espaço de comentários deste texto, deixe a sua opinião sobre o que seriam os gastos e investimentos dentro do Planejamento Pessoal. O que seria uma dívida boa e o que seria uma dívida ruim? Você já está preparado para elaborar o seu projeto financeiro para 2013?
  2. Curta a página do Gestor Financeiro Pessoal no Facebook e comente esta promoção para aumentar suas chances de ganhar.
  3. Curta a página do Emprestimo.org no Facebook e comente também esta promoção.

Todos que responderem e comentarem esta promoção até segunda-feira, dia 24/12, participarão do sorteio de três exemplares do e-book.

 

 

Dinheiro do IR na mão? Planeje seus investimentos

segunda-feira, 17 de setembro, 2012

É psicológico: se recebemos algum dinheiro que não estava previsto em nosso orçamento, automaticamente pensamos em pagar despesas, usá-lo em diversão ou consumo. Qual o primeiro pensamento se você encontra uma cédula de R$ 100 no chão? “Vou comprar algo para mim!”. Se você encontra uma cédula de R$ 10 no bolso acha que está com a sorte grande e acaba também pensando: “Em que vou gastar?”. Mesmo que, para achar os R$ 10, você tenha perdido a mesma quantia em outra ocasião.

Nesta segunda-feira (17) a Receita Federal liberou o quarto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012, contemplando 46.804 contribuintes em Pernambuco com R$ 43,44 milhões. Então, o que fazer com esse dinheiro? Há três opções: consumir, pagar dívidas ou investir.

Postergar o consumo é uma forma de ter uma aposentadoria mais tranquila, investindo este recurso hoje. É também uma possibilidade de poder consumir mais amanhã. Uma vez que o impulso é reprimido, a vontade de consumir passa.
Uma dívida só deve ser paga se ela é mais custosa do que um investimento que você vai fazer. O ideal é investir todo o extra para ter um futuro mais tranquilo. No que investir então?

Poupança é o investimento mais tradicional. Remunera hoje 70% do CDI, é livre de descontos do IR e requer pequeno volume de recursos. Recomendado para quem não consegue ter opções mais rentáveis ou pensa em utilizar o dinheiro por um prazo menor que 30 dias.

Nos Fundos de Renda Fixa é importante observar sua rentabilidade após o Imposto de Renda, para comparar com a poupança. Caso o ganho líquido seja menor que 70% do CDI, poupança é mais adequado. Quanto maior o prazo do investimento, menor o imposto a ser pago.

Investimentos indexados à inflação são indicados para aqueles que querem manter o poder de compra de seus recursos no longo prazo, isto é, acima de 360 dias. É mais arriscado, pois envolve uma variável não conhecida no presente: o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente pelo governo para medir a inflação. Pode-se investir via Tesouro Direto (leia mais aqui) ou fundos de investimento. É preciso uma análise para saber qual é mais vantajoso para o seu perfil.

Previdência privada tem a filosofia mais adequada para investimentos de recursos “extras”. A escolha de um plano com a modalidade correta (PGBL ou VGBL), tributação regressiva (pode pagar apenas 10% após investimento de 10 anos), ausência do imposto compulsório em maio e novembro (como cotas) e planos ausentes de taxa de carregamento (taxa descontada do aporte no momento do investimento), os ganhos são expressivos no longuíssimo prazo. Importante observar a rentabilidade do fundo, risco e sempre focar em longo prazo nesta modalidade de investimento.

Lembrando que não existe o “melhor investimento”. Existe aquele mais adequado para o bolso e a necessidade de cada um.

Investimentos 2011

segunda-feira, 26 de dezembro, 2011

Tenho receio em fazer um post sobre esse assunto. Qual foi o melhor investimento de 2011? Qual foi o pior? A razão do meu receio é simples: não adianta tomar decisões embasadas em informações do passado. O foco que devemos ter é diversificação do risco e ganhos consistentes no longo prazo.

Contudo, respondendo às questões colocadas, podemos citar como os grandes investimentos de 2011 os imóveis, a renda fixa e o ouro.

Antes de seguir em frente, gostaria de fazer um alerta: recentemente, relendo o livro de Décio Bazin (Faça fortuna com ações antes que seja tarde), fui lembrado de um conceito importante. Investimento é tudo aquilo que gera renda. Títulos que pagam juros e ações que pagam dividendos são alguns exemplos. Qualquer outra coisa é especulação. Não há como mensurar uma aplicação se não por sua capacidade de pagar rendimentos.

Há uma especulação imobiliária? Não quero entrar nos méritos, mas certamente em alguns nichos a relação preço do imóvel real (incluindo todos os custos)/aluguel é inferior ao rendimento de poupança. A ideia dessa aplicação é de que os imóveis tendem a se valorizar por sempre existir alguém que estará disposto a pagar mais caro.

Renda fixa foi bem porque iniciamos um ano com juros altos. O destaque foi a renda fixa de inflação, já que esta ficará em torno de 6,5% no ano. Os títulos atrelados a inflação irão remunerar muito bem o seu dono. Ainda se acredita que esses títulos serão melhores do que os atrelados ao CDI. Destaque negativo para os fundos de renda fixa dos bancos que cobram pesadas taxas de administração. Ainda destaco a Renda Fixa chamada LCI. Garantido até R$70 mil pelo FGC, remunera a impressionantes 95% do CDI isento de imposto de renda.

Ouro é o “investimento” mais sem sentido que pode existir. Ele tem beleza, mas não fornece segurança, alimento ou rendimentos. É pura especulação. Já postei aqui o que acho sobre o ouro. Uma hora irá ser apagada a luz. E será um Deus nos acuda!

Vários fundos multimercados de assets independentes ficaram acima do CDI. O Ibovespa teve um ano de desvalorização diante das incertezas da economia mundial.

O determinante não pode ser simplesmente em um ou outro produto. Ou se nesse mês subiu ou caiu. O foco tem que ser macro. O Patrimônio como um todo de uma pessoa precisa estar sendo remunerado a níveis superiores dos juros  (se este estiver acima da inflação). E, lembrem-se, tudo aquilo que é investido na crença de que haverá outra pessoa pagando mais caro no futuro chama-se especulação.

 

Série Renda Fixa – Caderneta de Poupança

sexta-feira, 2 de setembro, 2011


Com aproximadamente 150 anos de existência, o investimento da Caderneta de Poupança foi criado junto com a Caixa Econômica Federal com o intuito de fazer as camadas da população menos favorecidas terem um “pé-de-meia” para eventuais dificuldades.

Toda instituição financeira que recebe um depósito em forma dessa opção de investimento tem por obrigatoriedade disponibilizar 65% desses recursos para operações imobiliárias. Em outras palavras, a Caderneta de Poupança é a principal fonte de captação dos bancos para financiar operações do Sistema Financeiro de Habitação.

A remuneração é de 0,5% mensal + Taxa Referencial. Algo próximo dos 0,6%.

Se quiser um investimento em renda fixa, confronte com as taxas dos fundos de investimento respeitando a tabela abaixo: 

Caso o governo volte a reduzir juros e poupança comece a ser taxada de IR, novos cálculos precisam ser refeitos. Comparativos com outras modalidades também devem ser feitos sempre visando o prazo que você deseja.

A Caderneta conta com o Fundo Garantidor de Crédito. Caso a instituição financeira que você deposita seu rico dinheirinho venha a quebrar, você tem direito a R$70 mil por CPF em cada conglomerado financeiro (caso a conta seja conjunta, R$140 mil).

Os riscos de investir são os da mudança de legislação (pagamento de IR como o governo sinalizou caso os juros caiam) e o risco remoto, mas que devido ao acontecido no governo Collor, existe: o do Estado colocar a mão no dinheiro.

Em resumo: