Arquivo da categoria ‘Renda Fixa’

O que os investidores podem esperar de 2013?

segunda-feira, 14 de janeiro, 2013

Início de ano sempre surge a mesma pergunta: qual o melhor investimento?

Vamos começar falando sobre quais foram as melhores aplicações financeiras do ano passado: investimentos em títulos indexados à inflação e fundos imobiliários. Os grandes perdedores foram a poupança, os CDBs e os títulos indexados à Selic, taxa básica de juros (em outras palavras, o CDI sofreu).

Com a inflação um pouco acima da meta, porém controlada, o governo deverá manter a taxa em 7,25% ao ano em 2013. É necessário apenas observar a recuperação econômica dos países desenvolvidos. Caso ocorra, poderá desencadear um aumento de demanda por commodities e consequentemente uma alta dos preços. Neste caso, a inflação pode voltar a subir e o governo poderia aumentar os juros.

No cenário de juros baixos e inflação acima da meta, títulos indexados ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ainda devem compor um portfólio em 2013. Fundos multimercados estão virando um substituto natural para aqueles investidores que desejam manter a rentabilidade acima de 1% ao mês, ainda que suscetível a mais riscos.

Os fundos imobiliários são uma opção de investimento para aqueles que investem – e não desejam correr mais riscos - na renda fixa e poupança. Com rentabilidade mensal parecida com a antiga caderneta e maior estabilidade de investimento, eles têm se tornado uma opção atrativa para o investidor mais conservador.

Aposto também no mercado acionário. Apesar do Índice Bovespa ter sofrido nos últimos quatro anos, ações não deixaram de ser um bom negócio. O índice é composto em boa parte por ações de Petrobras e Vale. A desaceleração do crescimento econômico mundial, tendo como consequência a redução da demanda e do preço das commodities, afetou o preço dos ativos e consequentemente o Ibovespa. Já ativos voltados para o consumo interno, varejo e financeiro obtiveram retornos bons, muitas vezes expressivos. E devemos caminhar para ter um índice com um peso maior desses ativos nos próximos anos.

Acredito que uma mudança de postura por parte do investir acontecerá. O apetite por risco tem de ser maior, pois o tempo de juros altos se foi.

Novo site: Gestor Financeiro Pessoal

domingo, 9 de dezembro, 2012

Acabamos de lançar o novo site da nossa empresa: www.gestorfp.com.br.

No site, você vai encontrar conhecimento em finanças pessoais (blogs, vídeos, resenhas, artigos e pesquisas), educação financeira (palestras e cursos) e orientação financeira (consultoria).

Na próxima semana, entra “no ar” a livraria, onde serão comercializados produtos sobre finanças pessoais e investimentos.

No site, você já pode fazer o check-up de sua saúde financeira e receber nossas orientações iniciais gratuitamente.

Bem vindos!

Vale realmente a pena investir em Letras do Tesouro Nacional, via Tesouro Direto?

segunda-feira, 5 de novembro, 2012

Muitas são as possibilidades para quem quer poupar suas economias e fazer seu dinheiro crescer. E diante de várias modalidades de investimentos que de alguma forma são novidade para o investidor, a que obtém maior publicidade e está em evidência é o Tesouro Direto. Sua definição é a grande vantagem: investir no Tesouro Direto é aplicar diretamente em títulos públicos federais, acarretando em uma grande redução de custo e, consequentemente, um aumento de rentabilidade.

O propósito do post é polemizar: vale realmente a pena investir em Letras do Tesouro Nacional, via Tesouro Direto? Para entender um pouco melhor, vou explicar como funciona a LTN e sua remuneração.

A Letra do Tesouro Nacional (LTN) é um investimento de renda fixa prefixado. Renda fixa porque conhecemos como será remunerado o capital; prefixado porque sabemos exatamente o quanto receberemos no final. Vamos agora explicar como funciona exatamente a remuneração do título.

Quando você compra uma LTN ou uma fração dela, você pagará um valor específico pelo título. Este valor está grifado de vermelho na tabela abaixo:

Ao comprar uma LTN de vencimento em 01/01/2015, você pagará R$ 848,96 por título. Significa que o mínimo que eu posso investir é esse valor? Não, você poderá comprar ainda uma fração do título, mas o valor de uma unidade será esse e você pagará a fração que lhe cabe. Então irei ter a remuneração de 7,88% ao ano sobre o valor de R$ 848,96 até o vencimento do título? Sim, mas na verdade o cálculo é inverso.

A característica da LTN é o compromisso do governo federal pagar R$ 1 mil no vencimento do título. Não importa o quanto você paga no momento em que a adquire, o governo sempre irá pagar R$ 1 mil em seu vencimento. E é dessa forma que você sabe quanto será remunerado o seu capital:

(1000/848,96) – 1 = 17,79% de valorização durante TODO O PERÍODO, de 05/11/2012 até 01/01/2015. Quando anualizamos a taxa, obtemos 7,88% a.a..

Em Resumo: R$ 1000 é o valor que o governo irá pagar no vencimento;

R$848,96 é o valor pago pelo título;

17,79% a remuneração por todo o período;

7,88% é a remuneração anual;

0,63% é a remuneração mensal! 

Investir em LTN então é um bom negócio agora? Minha resposta é não. Primeiro, a rentabilidade não está boa. Segundo, existem riscos: caso a Selic, taxa básica da economia, volte a subir, você terá pactuado um juro menor em sua remuneração. O movimento de alta pode ainda trazer prejuízos para seu patrimônio caso seja necessário o resgate do dinheiro antes do vencimento.

“Eu investi em um título prefixado de renda fixa e posso perder dinheiro?”.

Isso mesmo. Como você receberá R$ 1 mil no vencimento e o seu ganho é exatamente a diferença do valor pago para o valor do título no vencimento, caso o juro suba, ele ficará mais barato no mercado (fazendo com que os novos investidores comprem os títulos mais baratos e tenham a remuneração mais elevada no mesmo período). E se você precisar do dinheiro antes do vencimento, terá que vender o título pelo valor dele no mercado, perdendo assim a diferença entre o valor pago e o valor atual.

E para os investidores que compraram o título tempos atrás?

Para estes, se buscam maior rentabilidade que 0,63% a.m., recomendo a venda dos títulos antecipada. Quando compramos uma LTN e os juros caem, absorvemos o ganho antecipadamente pelo mesmo efeito explicado acima: ao pagar um valor X pelo título e o juro cair, o valor dele no mercado ficará mais caro para a remuneração dos investidores ser menor durante o mesmo período. Como o título que você tem subiu de preço, você tem essa valorização patrimonial.

Para tentar simplificar: a LTN funciona como uma mercadoria de valor R$ 1 mil em uma data específica. Para ficar mais cara, o juro tem que cair. Para ficar mais barata, o juro tem que subir. Se você comprar a mercadoria e ela ficar mais barata no mercado, ao precisar vender antes, irá perder dinheiro. Mesmo que em uma data futura possa receber os R$ 1 mil. Caso o produto valorize, você poderá antecipar a venda e a remuneração. Nunca será a valorização total, então só vale a pena vender antes caso a velocidade de valorização e o restante de rentabilidade no período não justifique manter o título.

Para o investidor que busca rentabilidade maior que 0,63% a.m., esse momento chegou.

Você sabe o que são debêntures e fundos imobiliários?

quinta-feira, 25 de outubro, 2012

Mais um videopost agora falando um pouco sobre Debêntures e fundos imobiliários.

Debêntures são títulos de renda fixa privado emitido pelas empresas para financiar os seus projetos ou seu caixa. Remuneram com taxas prefixadas, pós fixadas ou ainda com uma parte prefixada e a outra pós fixada.

O risco é de capacidade de pagamento do emissor do título em questão. Sua tributação é a renda fixa de longo prazo, decrescente de 22,5% até 15% após dois anos.

Agora vamos falar de um investimento mais tradicional: o aluguel de imóveis. Bastante antigo em nossa cultura, muitos já investem em imóveis buscando a renda com aluguel há anos.

O desenvolvimento do mercado financeiro e  imobiliário demandou mecanismos para suprir a necessidade daqueles que não tinham recursos suficientes ou conhecimento. Uma dessas “engenhocas” é chamado de Fundo de Investimento Imobiliário.

Ao adquirir cotas de um Fundo imobiliário, o investidor estará participando de todos os empreendimentos do qual o fundo possui. Focado em geração de renda mensal, pois tem a obrigação de distribuir 95% dos recebíveis, é ideal para quem busca ter um dinheiro disponível todos os meses.

O pagamento do “aluguel” para o cotista é isento de IR quando respeitadas as seguintes regras: as cotas deverão ser negociadas em bolsas de valores ou no mercado de balcão organizado, ter no mínimo 50 cotistas e o investidor não pode deter mais que 10% das cotas.

Caso venda a cota com valorização você deverá pagar 20% de IR sobre o ganho líquido, pois é caracterizado ganho de capital.

Os fundos são muito menos arriscados do que deter imóveis individualmente, mas ainda existem riscos: vacância de imóvel e inquilino não pagar.

Para facilitar: Todos os fundos imobiliários listados na Bovespa.

 

 

Dinheiro do IR na mão? Planeje seus investimentos

segunda-feira, 17 de setembro, 2012

É psicológico: se recebemos algum dinheiro que não estava previsto em nosso orçamento, automaticamente pensamos em pagar despesas, usá-lo em diversão ou consumo. Qual o primeiro pensamento se você encontra uma cédula de R$ 100 no chão? “Vou comprar algo para mim!”. Se você encontra uma cédula de R$ 10 no bolso acha que está com a sorte grande e acaba também pensando: “Em que vou gastar?”. Mesmo que, para achar os R$ 10, você tenha perdido a mesma quantia em outra ocasião.

Nesta segunda-feira (17) a Receita Federal liberou o quarto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012, contemplando 46.804 contribuintes em Pernambuco com R$ 43,44 milhões. Então, o que fazer com esse dinheiro? Há três opções: consumir, pagar dívidas ou investir.

Postergar o consumo é uma forma de ter uma aposentadoria mais tranquila, investindo este recurso hoje. É também uma possibilidade de poder consumir mais amanhã. Uma vez que o impulso é reprimido, a vontade de consumir passa.
Uma dívida só deve ser paga se ela é mais custosa do que um investimento que você vai fazer. O ideal é investir todo o extra para ter um futuro mais tranquilo. No que investir então?

Poupança é o investimento mais tradicional. Remunera hoje 70% do CDI, é livre de descontos do IR e requer pequeno volume de recursos. Recomendado para quem não consegue ter opções mais rentáveis ou pensa em utilizar o dinheiro por um prazo menor que 30 dias.

Nos Fundos de Renda Fixa é importante observar sua rentabilidade após o Imposto de Renda, para comparar com a poupança. Caso o ganho líquido seja menor que 70% do CDI, poupança é mais adequado. Quanto maior o prazo do investimento, menor o imposto a ser pago.

Investimentos indexados à inflação são indicados para aqueles que querem manter o poder de compra de seus recursos no longo prazo, isto é, acima de 360 dias. É mais arriscado, pois envolve uma variável não conhecida no presente: o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente pelo governo para medir a inflação. Pode-se investir via Tesouro Direto (leia mais aqui) ou fundos de investimento. É preciso uma análise para saber qual é mais vantajoso para o seu perfil.

Previdência privada tem a filosofia mais adequada para investimentos de recursos “extras”. A escolha de um plano com a modalidade correta (PGBL ou VGBL), tributação regressiva (pode pagar apenas 10% após investimento de 10 anos), ausência do imposto compulsório em maio e novembro (como cotas) e planos ausentes de taxa de carregamento (taxa descontada do aporte no momento do investimento), os ganhos são expressivos no longuíssimo prazo. Importante observar a rentabilidade do fundo, risco e sempre focar em longo prazo nesta modalidade de investimento.

Lembrando que não existe o “melhor investimento”. Existe aquele mais adequado para o bolso e a necessidade de cada um.

Investimentos 2011

segunda-feira, 26 de dezembro, 2011

Tenho receio em fazer um post sobre esse assunto. Qual foi o melhor investimento de 2011? Qual foi o pior? A razão do meu receio é simples: não adianta tomar decisões embasadas em informações do passado. O foco que devemos ter é diversificação do risco e ganhos consistentes no longo prazo.

Contudo, respondendo às questões colocadas, podemos citar como os grandes investimentos de 2011 os imóveis, a renda fixa e o ouro.

Antes de seguir em frente, gostaria de fazer um alerta: recentemente, relendo o livro de Décio Bazin (Faça fortuna com ações antes que seja tarde), fui lembrado de um conceito importante. Investimento é tudo aquilo que gera renda. Títulos que pagam juros e ações que pagam dividendos são alguns exemplos. Qualquer outra coisa é especulação. Não há como mensurar uma aplicação se não por sua capacidade de pagar rendimentos.

Há uma especulação imobiliária? Não quero entrar nos méritos, mas certamente em alguns nichos a relação preço do imóvel real (incluindo todos os custos)/aluguel é inferior ao rendimento de poupança. A ideia dessa aplicação é de que os imóveis tendem a se valorizar por sempre existir alguém que estará disposto a pagar mais caro.

Renda fixa foi bem porque iniciamos um ano com juros altos. O destaque foi a renda fixa de inflação, já que esta ficará em torno de 6,5% no ano. Os títulos atrelados a inflação irão remunerar muito bem o seu dono. Ainda se acredita que esses títulos serão melhores do que os atrelados ao CDI. Destaque negativo para os fundos de renda fixa dos bancos que cobram pesadas taxas de administração. Ainda destaco a Renda Fixa chamada LCI. Garantido até R$70 mil pelo FGC, remunera a impressionantes 95% do CDI isento de imposto de renda.

Ouro é o “investimento” mais sem sentido que pode existir. Ele tem beleza, mas não fornece segurança, alimento ou rendimentos. É pura especulação. Já postei aqui o que acho sobre o ouro. Uma hora irá ser apagada a luz. E será um Deus nos acuda!

Vários fundos multimercados de assets independentes ficaram acima do CDI. O Ibovespa teve um ano de desvalorização diante das incertezas da economia mundial.

O determinante não pode ser simplesmente em um ou outro produto. Ou se nesse mês subiu ou caiu. O foco tem que ser macro. O Patrimônio como um todo de uma pessoa precisa estar sendo remunerado a níveis superiores dos juros  (se este estiver acima da inflação). E, lembrem-se, tudo aquilo que é investido na crença de que haverá outra pessoa pagando mais caro no futuro chama-se especulação.

 

Juros em queda, o que fazer?

quinta-feira, 8 de dezembro, 2011

O Brasil é conhecido por se manter, há um bom tempo, nas primeiras posições do ranking dos países de maiores taxas de juros do mundo. Fica ali, alternando com a Turquia, para ver quem é o grande campeão.

Também são fatos conhecidos o enorme esforço do atual governo e, como fortemente noticiado junto a respeitáveis jornais de mercado, o desejo pessoal de nossa presidenta de deixar esse posto tão desagradável. Daí as últimas quedas na taxa de juros básica de nossa economia.

Porém, a questão que precisamos entender é a razão para essa queda. Vamos voltar um pouco no tempo para entender como os juros eram utilizados.

Com a adoção do regime de metas de inflação, o governo – via CMN (Conselho Monetário Nacional) explicita que atuará na busca do controle da inflação. Para tanto, uma de suas maiores armas é a taxa Selic (referência para nossos juros). Quando o consumo sobe e a inflação acorda, o COPOM (Comitê de Política Monetária) decide aumentar a taxa de juros inibindo o consumo (pois o crédito fica mais caro) e esfriando a economia. Se, ao contrário, a economia está desaquecida, a taxa de juros é diminuída, e o consumo cresce com a oferta de crédito mais barato e alavancada.

Dito isso, olhamos para o comportamento atual dos juros brasileiros. Ele saiu de patamares de 12,5% ao ano para 11% ao ano em apenas alguns meses. Em queda forte, portanto. Então imaginamos: como a taxa de juros é uma arma contra a inflação, o governo está reduzindo os juros porque não temos inflação.

Errado!

A inflação está atualmente acima da meta de 4,5% ao ano, e mesmo assim o Banco Central (executando a decisão do COPOM) reduz os juros. O receio de que a economia mundial entre em recesso e a estagnação do PIB no terceiro trimestre fizeram com que medidas preventivas fossem tomadas para fomentar o consumo e manter a economia acelerada.

É um cenário atípico de queda de juros e alta inflação. No que investir, então!?

Na renda fixa, preferimos focar nos títulos atrelados a inflação, descartando aqueles atrelados à Selic. Tendência de juros é de queda e de inflação continuar alta. Prefixados entrariam apenas para garantir parte de rendimento e serviriam apenas como um pequeno pedaço da carteira de renda fixa.

Os fundos multimercados normalmente se beneficiam em cenário de juros baixos: como eles brigam para vencer o CDI e utilizam vários instrumentos financeiros sofisticados, normalmente a performance desses fundos cresce em relação ao CDI.

Nas ações, sugerimos os ativos que se beneficiam com queda de juros como construtoras, operadoras de cartão de crédito, bancos, consumo. Eles costumam ter uma performance mais forte do que os demais, que terminam sentido a crise econômica de forma mais aguda.

Série Renda Fixa – Tesouro Direto

sexta-feira, 21 de outubro, 2011

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

 

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

Tributação Tesouro Direto

Prazo

Alíquota IR

até 180 dias

22,50%

de 181 até 360 dias

20%

de 361 até 720 dias

17,50%

após 720 dias

15%


Em resumo:

Retângulo de cantos arredondados: Tesouro Direto

Eu preciso de Previdência Complementar?

segunda-feira, 12 de setembro, 2011

Segundo Bankrisk (2008), “um adequado planejamento para o futuro é prioritário para a tranquilidade e o bem estar dos indivíduos, em qualquer país do mundo. No Brasil, do total de aposentados, apenas 1% se mantém, o restante depende de parentes, de caridade ou, simplesmente, continua trabalhando. O déficit da Previdência Social e as incertezas quanto ao futuro do atual regime tornam de crucial importância o conhecimento dos produtos de Previdência Complementar existentes no mercado na hora de definir uma estratégia para a aposentadoria”.

Já publicamos alguns posts aqui no blog sobre planejamento para aposentadoria. Também já ministramos algumas palestras sobre esse mesmo tema, sempre no contexto mais amplo da Gestão Financeira Pessoal. Quem nos acompanha há mais tempo, lembra que a aposentadoria é um objetivo primário que visa à preservação de seu padrão de vida no futuro.

Para operacionalizar o planejamento, existem três maneiras:

  1. Depender da previdência oficial: se você está ligado ao Regime Geral de Previdência Social, muito provavelmente o benefício não será suficiente para a manutenção de seu padrão de vida. Assim sendo, considere a Previdência Social como parte de um conjunto de elementos que sustentarão seu padrão de vida. É isso que ela é! Jamais a trate como o único elemento.
  2. Investir por conta própria: essa é uma boa alternativa, mas é preciso estratégia, conhecimento e disciplina;
  3. Aderir a um plano de Previdência Complementar.

Sobre esse último item, temos muito que conversar. Vamos fazê-lo aos poucos…

Ao avaliar o plano de previdência, atente para o efeito de duas taxas na acumulação do capital: a taxa de gestão (administração) e a taxa de carregamento.

Para escolher o produto de previdência complementar mais adequado para você, leve em conta os seguintes fatores:

  1. Tipo de Declaração de Imposto de Renda: simplificada ou completa;
  2. Regime de Tributação escolhido: tributável ou definitivo;
  3. Faixa e Tipo de renda do contribuinte;
  4. Horizonte de tempo de permanência dos recursos nesse produto.

Fonte de pesquisa: BANKRISK, Apostila para o Exame CFP, Bankrisk Editora e Publicações, 2008.

Pergunte ao Vou Investir

segunda-feira, 5 de setembro, 2011

Tivemos uma dúvida recente no blog que motivou a criação deste post e da seção “Pergunte ao Vou Investir” para esclarecer alguns pontos específicos sobre finanças pessoais e investimento. Formulando o questionamento:

1. Alguns fundos que conheço bancam o objetivo de baterem SEMPRE o CDI. Não seria melhor investir num fundo destes em vez de investir em Tesouro Direto? Alguns fundos promovem o acesso a investimentos mais fechados, como debêntures?

2. Como eu poderia confrontar o Tesouro Direto com um fundo de renda fixa e compará-los para escolher qual seria o melhor?

Vamos lá.

(1) Fundos de renda fixa praticamente investem em títulos do governo. Raros são os fundos que investem em crédito privado como debêntures. Nenhum fundo pode garantir que sempre irá bater o CDI. Digamos que ele tenha debêntures ou CDBs de outros bancos que paguem todos acima do CDI. Mas caso haja um calote em um desses investimentos, o que acontece com a rentabilidade? Cai, compreende?

(2) É bem simples você fazer a comparação direta. Bastar simular a rentabilidade do Tesouro Direto com a do fundo de investimento. Mas lembre-se: fundos têm come-cotas. Então se a rentabilidade é igual, sempre escolha o tesouro direto. Senão, precisa fazer uma simulação descontando o imposto do come-cotas (maio e novembro).

1. Eu já invisto em ações há algum tempo, faço DayTrade e mini-contratos WIN Bovespa. Planejo, num futuro próximo, também investir em Fundos Imobiliários. Vocês acham que seria uma boa ideia alocar um pequeno montante para FMM arrojados, que também superam, e bem, o CDI, como forma de diversificação e aumento de patrimônio para o futuro?

Sou inclinado a dizer que sim, porém, não podemos simplesmente dizer sim sem ter uma conversa mais profunda. Depende da liquidez que você necessita, sua idade, seus objetivos e principalmente da composição financeira que hoje você tem.

Sem sombra de dúvidas, todas as pessoas podem ter um planejamento financeiro que incluam fundos arrojados multimercados. Eles são excelentes para rentabilizar melhor o capital e dar uma “turbinada” na sua renda fixa. O problema é que o conhecimento é restrito por parte dos investidores e, até pouco tempo, a necessidade de capital para investir em gestores independentes ou através dos bancos era elevada.