Arquivo da categoria ‘Tesouro Direto’

Novo site: Gestor Financeiro Pessoal

domingo, 9 de dezembro, 2012

Acabamos de lançar o novo site da nossa empresa: www.gestorfp.com.br.

No site, você vai encontrar conhecimento em finanças pessoais (blogs, vídeos, resenhas, artigos e pesquisas), educação financeira (palestras e cursos) e orientação financeira (consultoria).

Na próxima semana, entra “no ar” a livraria, onde serão comercializados produtos sobre finanças pessoais e investimentos.

No site, você já pode fazer o check-up de sua saúde financeira e receber nossas orientações iniciais gratuitamente.

Bem vindos!

Vale realmente a pena investir em Letras do Tesouro Nacional, via Tesouro Direto?

segunda-feira, 5 de novembro, 2012

Muitas são as possibilidades para quem quer poupar suas economias e fazer seu dinheiro crescer. E diante de várias modalidades de investimentos que de alguma forma são novidade para o investidor, a que obtém maior publicidade e está em evidência é o Tesouro Direto. Sua definição é a grande vantagem: investir no Tesouro Direto é aplicar diretamente em títulos públicos federais, acarretando em uma grande redução de custo e, consequentemente, um aumento de rentabilidade.

O propósito do post é polemizar: vale realmente a pena investir em Letras do Tesouro Nacional, via Tesouro Direto? Para entender um pouco melhor, vou explicar como funciona a LTN e sua remuneração.

A Letra do Tesouro Nacional (LTN) é um investimento de renda fixa prefixado. Renda fixa porque conhecemos como será remunerado o capital; prefixado porque sabemos exatamente o quanto receberemos no final. Vamos agora explicar como funciona exatamente a remuneração do título.

Quando você compra uma LTN ou uma fração dela, você pagará um valor específico pelo título. Este valor está grifado de vermelho na tabela abaixo:

Ao comprar uma LTN de vencimento em 01/01/2015, você pagará R$ 848,96 por título. Significa que o mínimo que eu posso investir é esse valor? Não, você poderá comprar ainda uma fração do título, mas o valor de uma unidade será esse e você pagará a fração que lhe cabe. Então irei ter a remuneração de 7,88% ao ano sobre o valor de R$ 848,96 até o vencimento do título? Sim, mas na verdade o cálculo é inverso.

A característica da LTN é o compromisso do governo federal pagar R$ 1 mil no vencimento do título. Não importa o quanto você paga no momento em que a adquire, o governo sempre irá pagar R$ 1 mil em seu vencimento. E é dessa forma que você sabe quanto será remunerado o seu capital:

(1000/848,96) – 1 = 17,79% de valorização durante TODO O PERÍODO, de 05/11/2012 até 01/01/2015. Quando anualizamos a taxa, obtemos 7,88% a.a..

Em Resumo: R$ 1000 é o valor que o governo irá pagar no vencimento;

R$848,96 é o valor pago pelo título;

17,79% a remuneração por todo o período;

7,88% é a remuneração anual;

0,63% é a remuneração mensal! 

Investir em LTN então é um bom negócio agora? Minha resposta é não. Primeiro, a rentabilidade não está boa. Segundo, existem riscos: caso a Selic, taxa básica da economia, volte a subir, você terá pactuado um juro menor em sua remuneração. O movimento de alta pode ainda trazer prejuízos para seu patrimônio caso seja necessário o resgate do dinheiro antes do vencimento.

“Eu investi em um título prefixado de renda fixa e posso perder dinheiro?”.

Isso mesmo. Como você receberá R$ 1 mil no vencimento e o seu ganho é exatamente a diferença do valor pago para o valor do título no vencimento, caso o juro suba, ele ficará mais barato no mercado (fazendo com que os novos investidores comprem os títulos mais baratos e tenham a remuneração mais elevada no mesmo período). E se você precisar do dinheiro antes do vencimento, terá que vender o título pelo valor dele no mercado, perdendo assim a diferença entre o valor pago e o valor atual.

E para os investidores que compraram o título tempos atrás?

Para estes, se buscam maior rentabilidade que 0,63% a.m., recomendo a venda dos títulos antecipada. Quando compramos uma LTN e os juros caem, absorvemos o ganho antecipadamente pelo mesmo efeito explicado acima: ao pagar um valor X pelo título e o juro cair, o valor dele no mercado ficará mais caro para a remuneração dos investidores ser menor durante o mesmo período. Como o título que você tem subiu de preço, você tem essa valorização patrimonial.

Para tentar simplificar: a LTN funciona como uma mercadoria de valor R$ 1 mil em uma data específica. Para ficar mais cara, o juro tem que cair. Para ficar mais barata, o juro tem que subir. Se você comprar a mercadoria e ela ficar mais barata no mercado, ao precisar vender antes, irá perder dinheiro. Mesmo que em uma data futura possa receber os R$ 1 mil. Caso o produto valorize, você poderá antecipar a venda e a remuneração. Nunca será a valorização total, então só vale a pena vender antes caso a velocidade de valorização e o restante de rentabilidade no período não justifique manter o título.

Para o investidor que busca rentabilidade maior que 0,63% a.m., esse momento chegou.

Dinheiro do IR na mão? Planeje seus investimentos

segunda-feira, 17 de setembro, 2012

É psicológico: se recebemos algum dinheiro que não estava previsto em nosso orçamento, automaticamente pensamos em pagar despesas, usá-lo em diversão ou consumo. Qual o primeiro pensamento se você encontra uma cédula de R$ 100 no chão? “Vou comprar algo para mim!”. Se você encontra uma cédula de R$ 10 no bolso acha que está com a sorte grande e acaba também pensando: “Em que vou gastar?”. Mesmo que, para achar os R$ 10, você tenha perdido a mesma quantia em outra ocasião.

Nesta segunda-feira (17) a Receita Federal liberou o quarto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012, contemplando 46.804 contribuintes em Pernambuco com R$ 43,44 milhões. Então, o que fazer com esse dinheiro? Há três opções: consumir, pagar dívidas ou investir.

Postergar o consumo é uma forma de ter uma aposentadoria mais tranquila, investindo este recurso hoje. É também uma possibilidade de poder consumir mais amanhã. Uma vez que o impulso é reprimido, a vontade de consumir passa.
Uma dívida só deve ser paga se ela é mais custosa do que um investimento que você vai fazer. O ideal é investir todo o extra para ter um futuro mais tranquilo. No que investir então?

Poupança é o investimento mais tradicional. Remunera hoje 70% do CDI, é livre de descontos do IR e requer pequeno volume de recursos. Recomendado para quem não consegue ter opções mais rentáveis ou pensa em utilizar o dinheiro por um prazo menor que 30 dias.

Nos Fundos de Renda Fixa é importante observar sua rentabilidade após o Imposto de Renda, para comparar com a poupança. Caso o ganho líquido seja menor que 70% do CDI, poupança é mais adequado. Quanto maior o prazo do investimento, menor o imposto a ser pago.

Investimentos indexados à inflação são indicados para aqueles que querem manter o poder de compra de seus recursos no longo prazo, isto é, acima de 360 dias. É mais arriscado, pois envolve uma variável não conhecida no presente: o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente pelo governo para medir a inflação. Pode-se investir via Tesouro Direto (leia mais aqui) ou fundos de investimento. É preciso uma análise para saber qual é mais vantajoso para o seu perfil.

Previdência privada tem a filosofia mais adequada para investimentos de recursos “extras”. A escolha de um plano com a modalidade correta (PGBL ou VGBL), tributação regressiva (pode pagar apenas 10% após investimento de 10 anos), ausência do imposto compulsório em maio e novembro (como cotas) e planos ausentes de taxa de carregamento (taxa descontada do aporte no momento do investimento), os ganhos são expressivos no longuíssimo prazo. Importante observar a rentabilidade do fundo, risco e sempre focar em longo prazo nesta modalidade de investimento.

Lembrando que não existe o “melhor investimento”. Existe aquele mais adequado para o bolso e a necessidade de cada um.

Série Renda Fixa – Tesouro Direto

sexta-feira, 21 de outubro, 2011

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

 

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

Tributação Tesouro Direto

Prazo

Alíquota IR

até 180 dias

22,50%

de 181 até 360 dias

20%

de 361 até 720 dias

17,50%

após 720 dias

15%


Em resumo:

Retângulo de cantos arredondados: Tesouro Direto