Arquivo de junho, 2011

Tá faltando grana no final do mês? O que fazer?

quarta-feira, 29 de junho, 2011

Dentre os objetivos financeiros primários – aqueles que visam a preservação de seu padrão de vida e de seus dependentes, hoje e no futuro –, o mais importante é o planejamento para pagamentos das dívidas.

Não quero dizer com isso que ter dívida é ruim, ou que todo tipo de dívida é ruim: há dívidas boas e dívidas ruins – as primeiras nos levam a acumular patrimônio; as segundas destroem nosso patrimônio. Agora, ruim mesmo é não ter planejamento para pagar as dívidas (sejam elas boas ou ruins).

E como para qualquer planejamento, é preciso conhecer a situação atual: nesse caso, precisamos conhecer a quantidade e a qualidade das dívidas.

Nesse intuito, nos próximos dias 05 e 14 de julho, 19h30, estaremos apresentando uma palestra sobre o que fazer no caso de falta de “grana” no final do mês. No dia 05/07, a palestra acontecerá online (inscrições pelo site da Futura Invest) e, no dia 14/07, presencial, no City Business School – IBMEC, em Recife (inscrições pelo site do City). Ambas as palestras são gratuitas.

Planejamento financeiro para a educação dos filhos

segunda-feira, 27 de junho, 2011

Nesse post, trago para vocês a resposta, publicada na revista “A Semana”, ao seguinte questionamento:

“Caro Rodrigo, estamos pensando em ter nosso primeiro filho. Como temos o hábito de planejar, estimamos que as despesas que mais nos afetarão serão aquelas ligadas à educação, principalmente as da faculdade, no caso dele não conseguir vaga em uma universidade pública. Você acha interessante começarmos, desde já, a separar todo mês algum dinheiro para esse propósito? Que tipo de aplicação você sugere? Quanto guardar todo mês?” Thiago e Raquel (Natal-RN)

Caros Thiago e Raquel, muito me alegra saber de seu hábito de planejar. Apesar de ser um caso entre tantos que observo, demonstra o amadurecimento da população brasileira com relação à necessidade de controlar o orçamento familiar. Pelo menos, nesse aspecto – de que é preciso planejar -, a crise financeira mundial de 2008 teve uma conseqüência positiva.

De uma forma bem objetiva, claro que é válido, louvável e sábio guardar/poupar certa quantia desde já visando pagamento das mensalidades de uma faculdade privada. Porém, para que essa decisão, além de mérito, tenha eficácia, é preciso ter ciência de dois fatores:

Primeiramente, a decisão de guardar algum dinheiro hoje deve ser viável. Isso significa que os objetivos financeiros primários e mais importantes que esse já foram planejados e que existe uma sobra de caixa todo mês no orçamento de vocês. Ou então que é possível reduzir as despesas ou aumentar a renda. Não faz sentido separar uma parte do orçamento com a finalidade de bancar os estudos superiores de seu filho, se esse orçamento já está comprometido com despesas atuais, inadiáveis e imprescindíveis. De que adiantaria essa poupança, se, para fechar as contas mensais, vocês precisariam apelar para o cheque especial? O planejamento eficaz, no caso de vocês, diz respeito a guardar hoje, já que podem, uma vez que não sabem se poderão pagar, lá na frente, a mensalidade da faculdade. É uma forma de adiantar e garantir esse pagamento.

Em segundo lugar, vale sempre lembrar que não existe a melhor aplicação. Existe sim a aplicação mais indicada para seu objetivo. No caso de um objetivo como a educação dos filhos, a aplicação tem caráter de poupança e não de risco. Muito menos de especulação. As mais indicadas são as aplicações conservadoras, seguras, sem volatilidade, do tipo da Caderneta de Poupança, CDB, Fundos de Renda Fixa, Fundos DI. Até mesmo uma Previdência Privada. Fuja da Renda Variável.

Finalmente, sobre quanto poupar todo mês, vamos fazer uma simulação. Suponham que o filho de vocês entrará com 18 anos em uma faculdade privada que hoje tem mensalidade na casa dos R$1.000,00 e que seu curso terá duração de 5 anos. Suponham também que a inflação ficará em média a 6% ao ano e que suas aplicações têm remuneração média de 10% ao ano. Com essas premissas, vocês conseguirão pagar a faculdade de seu filho aplicando, a partir de hoje, R$270,00, todo mês.

Só mais um alerta: lembrem-se de que seus gastos com a educação superior de seu filho não terminarão com a formatura. Muito provavelmente, antes de conseguir um emprego, ele vai estagiar, ou vai ser trainee de uma empresa, ou vai fazer residência, e não terá condições de pagar uma pós-graduação (que já não é mais diferencial para quem tem e, sim, diferencial para quem não tem) de qualidade. Caberá a vocês mais essa despesa!

Financiar o carro agora ou poupar para comprar à vista?

quarta-feira, 22 de junho, 2011

Aproveitando o tema do último post, trago para vocês um texto nosso, publicado na revista “A Semana”, sobre decisão de compra de um carro. O texto foi motivado pelo seguinte questionamento. 

Caro Rodrigo, preciso da sua ajuda para tomar uma decisão sobre a compra de um carro. Acabo de receber uma “grana” extra que pode ser usada como a entrada do financiamento de um carro, mas tenho dúvida se é melhor comprar financiado agora, ou esperar mais alguns meses e tentar comprar à vista.” Rafael (Recife-PE)

Caro Rafael, a decisão de compra de um carro é uma decisão como qualquer outra: além dos fatores objetivos que a cercam, existem fatores subjetivos – difíceis de mensurar – que atrapalham a tomada de decisão. Por isso, vale a pena aprender a sistematizá-la.

Primeiramente, defina seu problema: qual o objetivo da sua decisão? Pelo que percebi, você não tem dúvidas quanto ao modelo e ao ano do carro. Suas dúvidas recaem sobre quando comprar – que está diretamente ligada a quando poder usufruir do carro – e sobre como pagar.

Em seguida, relacione as alternativas: a princípio, suas opções são (1) dar uma entrada e financiar e (2) poupar para pagar à vista mais a frente. Fiz questão de sublinhar a expressão “a princípio”, por dois motivos. Primeiro porque identificar as alternativas significa identificar TODAS as alternativas, inclusive nem comprar o carro. Por exemplo, verifique se é possível poupar para apenas dar uma entrada maior, ao invés de poupar para comprar à vista. Segundo porque identificar as alternativas exige mais precisão. É preciso ter com exatidão (ou com o mínimo de incerteza) as seguintes informações: quanto exatamente você tem para dar de entrada? Quanto ficará faltando? Qual o custo efetivo do financiamento? Quantas prestações? Pré-fixadas ou pós-fixadas? Se pré-fixadas, de que valor? Se pós-fixadas, como será calculada correção? E ainda: quanto é “esperar mais alguns meses”? Quando é “esperar mais alguns meses e comprar à vista”? 10 meses? 12 meses? Quanto você consegue poupar mensalmente até lá? Em que tipo de aplicação? Observe que o tempo de espera depende de quanto você consegue poupar e a que rentabilidade.

O passo seguinte é entender sua realidade atual e compará-la com a realidade com um carro na garagem: quanto custa mensalmente andar de ônibus? Quanto custará mensalmente ter um carro? Quanto gastarei de combustível? Quanto gastarei de manutenção? Quanto gastarei com seguro? Quanto custarão todas as taxas? Quanto de depreciação? Quanto gastarei com as prestações do financiamento? Quanto precisarei poupar mensalmente para acumular uma entrada maior ou o valor total do carro? Essa etapa é essencial como planejamento dos gastos (na verdade serão saídas de caixa) adicionais.

O último passo antes da tomada de decisão propriamente dita é definir os critérios de decisão: pergunte-se se ter o carro é essencial. Em caso positivo, pergunte-se se ter o carro agora é essencial. Avalie se é possível esperar aqueles 10 ou 12 meses. Avalie se é possível esperar um pouco menos – digamos 6 meses – para dar uma entrada maior, sem, contudo, quitar o carro à vista. Essas avaliações são os fatores subjetivos da decisão. Aqui, o problema realmente se torna problemático. Rs.

Taí! Você tem todos os ingredientes para tomar a decisão. Decida.

(1)   O carro não é essencial à não compre. Guarde sua “grana” extra para outros fins.

(2)   O carro é essencial, mas eu não conseguirei arcar com os gastos adicionais (seguros, taxas, manutenção, gasolina, financiamento/poupança) à não compre. Guarde sua “grana” extra para outros fins. Comece a priorizar seus gastos. Corte aos poucos aqueles gastos prescindíveis. Quem sabe, mais adiante, os gastos adicionais caibam no seu orçamento.

(3)   O carro é essencial, os gastos adicionais cabem no meu orçamento, mas eu preciso do carro agora à use a “grana” extra como entrada e financie o restante. Obviamente, busque as menores taxas e avalie a possibilidade orçamentária de parcelar no menor número de prestações.

(4)   O carro é essencial, os gastos adicionais cabem no meu orçamento, e eu não preciso do carro agora. Posso esperar um pouco à invista sua “grana” extra. Como ela já tem uma finalidade, não arrisque. Procure aplicações que mantenham o poder de compra (caderneta de poupança, CDB, renda fixa). Poupe mensalmente no mesmo tipo de aplicação. Quando chegar o momento da compra, siga as instruções do item (3). Tenho certeza que você conseguirá quitar o financiamento em um prazo menor que o daquele item, mesmo tendo começado depois.

(5)   O carro é essencial, os gastos adicionais cabem no meu orçamento, e eu não preciso do carro agora. Posso esperar até acumular o valor para quitação à vista à siga as instruções do item (4) em relação à aplicação de seu dinheiro. Aposto que você acumulará o valor do carro antes do prazo final do financiamento daquele item.

Quer pagar quanto?

terça-feira, 21 de junho, 2011

Um dos exercícios de maior sucesso nas nossas aulas de Matemática Financeira, seja para recém-formados, alunos de pós-graduação ou treinamentos in-company, é um que diz respeito à avaliação da atratividade (ou não) de um financiamento. Por se tratar de um problema do cotidiano, e pelo qual todos já passaram, a participação dos alunos é total, e a discussão se torna vibrante.

Para melhor entendimento do caso, repito a seguir o enunciado (baseado em um problema do proposto no livro “Matemática Financeira Objetiva” do professor Roberto Zentgraf):

O Sr. Dirceu dispõe de uma aplicação financeira que rende 6% ao mês (“Esse banco existe??”). Ao tentar adquirir um conjunto de som anunciado por R$1.000,00, o vendedor lhe oferece a possibilidade de pagá-lo em 5 (cinco) prestações mensais de R$240,00, sendo a primeira daqui a um mês, ou pagá-lo à vista com um desconto de 5% sobre o preço anunciado. Vale a pena financiar a compra?

Tchan-tchan-tchan-tchan…

Antes de resolver a questão, uma advertência imediata: não confunda uma taxa de juros – que dura os cinco meses de prestações – com o desconto – que acontece no momento do pagamento à vista! Não podemos simplesmente comparar 6% disponível na aplicação com 5% do desconto e concluir que, sendo 6 maior que 5, vale a pena financiar.

Vamos às análises – e, para isso, vamos ter que concordar em alguns aspectos: se a loja possibilita o pagamento com desconto ou parcelado é porque, para ela, é indiferente receber R$950,00 (R$1.000,00 menos 5%) hoje ou R$240,00 todo mês, a partir do final desse mês, por cinco meses. Essa equivalência só é possível porque a loja trabalha com uma taxa de financiamento de, aproximadamente, 8,33% ao mês (omitimos os cálculos para não perdermos o leitor). Em nomenclatura de Avaliação de Investimentos, essa taxa é conhecida como a Taxa Interna de Retorno – TIR – da loja. Para essa taxa – e apenas para essa taxa (desconsiderando as taxas negativas) – o recebimento à vista dá no mesmo que as cinco prestações sem entrada (0 + 5). Assim, ao decidirmos financiar, optaremos por pagar mensalmente uma taxa maior do que aquela que dispomos no banco (8,33% contra 6%). Em outras palavras, estaremos pagando mais do que recebendo pelo mesmo dinheiro! Conclusão: não vale a pena financiar. Pagar à vista é mais atrativo.

Ainda podemos chegar ao mesmo resultado (pagar à vista é mais atrativo) seguindo outro caminho. Vejam bem: vocês concordam que, com o depósito de R$950,00 hoje, para render 6% ao mês, é impossível honrar os cinco cheques pré-datados e pagar as prestações?

Por quê?

Simplesmente porque necessitaríamos de uma taxa igual à taxa de financiamento da loja para honrar os cinco cheques. Lembrem-se de que R$950,00 hoje só se transformam em cinco parcelas de R$240,00 na taxa de 8,33% ao mês (como alertamos anteriormente, essa é a única taxa positiva que torna essas duas formas de pagamento equivalentes). Assim sendo, dispondo apenas da taxa de 6% ao mês, precisaríamos depositar mais que R$950,00 no banco (no caso, aproximadamente R$1.010,97, de novo omitindo os cálculos) para conseguirmos quitar as cinco prestações. Conclusão: se optarmos pelo financiamento, estaremos levando o conjunto de som para casa pagando prestações equivalentes a um valor à vista maior do que os R$950,00 propostos. Burrice, né? Mais uma vez, é melhor pagar à vista.

Carta de um caloteiro

segunda-feira, 20 de junho, 2011

Em tempos de cadastro positivo e aumento da inadimplência, o texto – recebido pela internet, sem identificação do autor – a seguir cai muito bem.

Prezados Senhores,

Esta é a oitava carta de cobrança que recebo de Vossas Senhorias…   Sei que não estou em dia com meus pagamentos, acontece que estou devendo também em outras lojas e todas esperam que eu lhes pague. Contudo, meus rendimentos mensais só permitem que eu pague duas prestações no fim de cada mês, as outras, ficam para o mês seguinte.

Estou ciente de que não sou injusto, daquele tipo que prefere pagar esta ou aquela empresa em detrimento das demais, ocorre o seguinte… todo mês, quando recebo meu salário, escrevo o nome dos meus credores em pequenos pedaços de papel, que enrolo e coloco dentro de uma caixinha. Depois, olhando para o outro lado, retiro dois papéis, que são os “sortudos” que irão receber o meu rico dinheirinho, os outros… paciência… ficam para o mês seguinte.

Afirmo aos senhores, com toda certeza, que sua empresa vem constando todos os meses na minha caixinha. Se não paguei ainda, é porque os senhores estão com pouca sorte.

Finalmente, faço-lhes uma advertência, se os senhores continuarem com essa mania de me enviar cartas de cobrança ameaçadora e insolentes, como a última que recebi, serei obrigado a excluir o nome de Vossa Senhoria dos meus sorteios mensais.

Sem mais,

Obrigado.

Questionário de check-up da saúde financeira

quarta-feira, 15 de junho, 2011

Época de juros altos, como a que o Brasil enfrenta atualmente, pode ser bem aproveitada pelos investidores. Mas antes de chegar nessa etapa, é preciso fazer um check-up da sua saúde financeira.

Neste post, apresentamos o questionário adaptado do livro Getting Started as a Financial Planner, de Jeffrey Rattiner. Ele completa nosso primeiro encontro com os clientes em potencial.

Tire alguns minutos para respondê-lo.  As respostas possíveis são: “sim”, “não”, “não tenho certeza” ou “não se aplica”.  Quaisquer respostas “não” ou “não tenho certeza” podem indicar problemas sobre os quais você deveria trabalhar na correção ou minimização.

RECEITAS E DESPESAS MENSAIS

  1. Você prepara um orçamento?
  2. Você tem alguma questão financeira que requer atenção imediata (por exemplo, filhos indo para a universidade privada, aposentadoria iminente, demissão, rentabilidade baixa nos investimentos, etc.)?

APOSENTADORIA

  1. Existe uma data definida para sua aposentadoria?
  2. Você está poupando para a aposentadoria?
  3. Você sabe que taxa de retorno é preciso ter agora para manter seu padrão de vida após a aposentadoria, levando em conta a inflação e os impostos?

EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS

  1. Você está se planejando para essas despesas?
  2. Suas economias para educação estão estruturadas de forma a reduzir impostos?

SEUS INVESTIMENTOS

  1. Seus investimentos estão bem diversificados?
  2. Você está satisfeito com a rentabilidade de seus investimentos?
  3. Seus investimentos estão alinhados a seus objetivos financeiros?

SEGUROS E CONTINGÊNCIAS

  1. Seus seguros cobrem as necessidades de sua família em caso de morte ou invalidez?
  2. Você possui cobertura (seguros ou poupança) para qualquer tipo de contingência?

PLANEJAMENTO DE PROPRIEDADE

  1. Seu testamento está atualizado?
  2. Suas propriedades estão planejadas para minimizar impostos e taxas?

Estresse financeiro e produtividade no trabalho

segunda-feira, 13 de junho, 2011

Cursos de inglês, MBA, subsídio educacional, vale-refeição, plano de saúde, seguro de vida…

São inúmeros os benefícios concedidos pelas empresas a fim de garantir um ambiente de trabalho agradável e aumentar a produtividade de seus funcionários. “No entanto, esquecem de um fator fundamental para a vida de seus profissionais: o equilíbrio financeiro”, diz o professor William Eid Junior, coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP).

Reportagem de 2009, muito interessante.

Vale a pena! http://migre.me/50Gh6

Problemas oriundos da falta de gestão financeira pessoal

sexta-feira, 10 de junho, 2011

Independente da razão para tanto – falta de tempo, de disciplina ou de conhecimento em Finanças – a ausência da gestão financeira pessoal e, até mesmo, a má gestão financeira pessoal, causam inúmeros problemas:

  • Renda insuficiente, despesas fora de controle e o uso inadequado do cartão de crédito são causas para formação de dívidas, e dívidas causam dor de cabeça. Por sua vez, essa preocupação gera desentendimentos em casa e estresse e baixa produtividade no trabalho;
  • Falta de planejamento faz com que seus objetivos fiquem mais distantes ou que você precise de mais esforço e sacrifício para alcançá-los;
  • Desconhecimento de seus limites pode lhe levar a correr riscos desnecessários e, por não saber lidar com riscos, você pode pôr a perder o patrimônio constituído em anos de trabalho.

Sobre qual dos itens acima você quer saber mais? Avise-me.

O que fazer com a restituição do Imposto de Renda?

quinta-feira, 9 de junho, 2011

O primeiro lote de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física de 2011 (ano-base 2010) foi liberado. A partir do dia 15, o dinheiro de 45,4 mil contribuintes de Pernambuco estará disponível em suas contas. As restituições já virão corrigidas pela Selic, a taxa básica de juros que ontem subiu para 12,25%, após mais uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central.

Daí, surge a questão: o que fazer com esse dinheiro extra?  Depende.

Depende primeiramente da sua situação financeira atual. Em seguida, é preciso avaliar seus objetivos financeiros – mas é claro que estes dependem diretamente de sua situação financeira atual. Só aí é possível decidir o que fazer com a restituição do IR.

Se você possui dívidas no cheque especial ou no cartão de crédito, quite-as. O planejamento para pagamento das dívidas é o primeiro objetivo para a preservação do padrão de vida. Você não vai conseguir manter seu padrão de vida por muito tempo, se estiver afundado em dívidas. Caso as pendências sejam com crediário ou financiamento do veículo, você também pode pensar em antecipar algumas prestações com o dinheiro da Receita.

Se você não possui dívidas, há três opções, cuja avaliação é subjetiva: você pode poupar para gastos indispensáveis já programados até o final do ano; investir para usufruir mais na frente (dentro de dois anos ou mais); ou usufruir agora.

Minha sugestão é que você faça um balanço do que se passou no primeiro semestre e do que está por acontecer no segundo semestre. Por exemplo: verifique se já aproveitou para presentear ou passear com a família.

Se isso foi feito e não houver gastos previstos, invista (de acordo com seu perfil de risco, claro). Há várias opções no mercado: CDB, fundos de investimentos, tesouro direto. Procure conhecimento ou busque orientação profissional. Lembre-se de controlar o risco sempre.

 

*Ainda não sabe se foi contemplado no primeiro lote? Confira aqui

 

Palavra do gestor

quarta-feira, 8 de junho, 2011

Todo investidor individual sonha um dia saber como pensam os grandes profissionais do mercado: quais setores estão no radar dos grandes players e quais são as ações que chamam mais atenção no momento.

A partir de agora os clientes da FuturaInvest terão todo mês um EVENTO ONLINE GRATUITO com as melhores gestoras de recursos, com foco em Bolsa de Valores no Brasil.

Para iniciar o projeto, teremos como primeiro convidado a Quest Investimentos no dia 09/06/2011 às 19h30.

Inscrições pelo link http://www.futurainvest.com.br/aprenda.php