Como recebo vários e-mails pedindo esclarecimentos sobre os produtos do Mercado Financeiro, segue um breve detalhamento sobre alguns deles. Em posts posteriores, podemos aprofundar. É só pedir.
Caderneta de Poupança
O que é: é a aplicação financeira mais antiga do país, disponível para qualquer brasileiro.
Quanto rende: 6% ao ano + TR, o que dá algo em torno de 7,5% ao ano.
Quanto cobra: não há nenhuma cobrança. Por enquanto…
Vantagem: é um investimento seguro, garantido por lei (até determinado valor), sem prazo definido.
Desvantagem: normalmente, em tempos de taxa de juros alta, rende menos que a maioria dos outros investimentos conservadores.
Para quem é indicado: para quem quer acumular alguma quantia maior antes de buscar outro investimento mais rentável (poupança de curto prazo) ou para balancear a carteira de investimentos.
CDB
O que é: é um certificado de depósito bancário. O investidor que aplica em CDB está comprando um título de dívida do banco emissor.
Quanto rende: em torno de 8% ao ano, a depender do percentual de repasse da instuição financeira relativo ao CDI.
Quanto cobra: IR decrescente sobre os rendimentos. Isso significa que quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menor será a porcentagem de IR cobrada.
Vantagem: é um investimento seguro, não existe o “come-cotas” e há garantia sobre o montante de até R$70.000,00 pelo FGC.
Desvantagem: Cobrança de IR e rendimentos menores que os de outras aplicações conservadoras.
Para quem é indicado: o mesmo que para a Caderneta de Poupança, com a ressalva que o investimento precisa ser de longo prazo para diminuir a cobrança de IR.
Ação
O que é: é um título emitido por uma empresa de capital aberto.
Quanto rende: não há certeza sobre o rendimento. Depende de vários fatores, internos e externos às empresas emissoras.
Quanto cobra: não há nenhuma cobrança por parte da empresa. Porém, para investir, é preciso abrir uma conta em uma corretora, que cobra e repassa alguns custos, como, por exemplo, a taxa de corretagem (que pode ser fixa ou proporcional ao número de operações realizadas no mês) e os emolumentos. Há cobrança mensal de IR sobre os rendimentos (para movimentação maior que R$20.000.
Vantagem: não há prazo definido para resgate. A vantagem atual são os baixos preços cobrados por muitas ações, em decorrência do ambiente financeiro mundial, o que se traduz em um potencial interessante de alta rentabilidade. Não apenas aquelas conhecidas como blue chips. Com tempo para pesquisar, você encontrará ações de empresas menores com índice P/L (preço/lucro) mais atrativos e, por isso, melhor expectativa de crescimento.
Desvantagem: como é uma aplicação de renda variável, há possibilidade de retornos maiores, mas há também possibilidade de retornos menores e, inclusive, negativos. Por isso, o controle do risco e o acompanhamento são essenciais.
Para quem é indicado: para quem tem estômago para agüentar os altos e baixos. Como a intenção é investir em longo prazo, não é necessário acompanhar diariamente o preço das ações. Basta estar atento para vender e comprar sempre que surgir outra oportunidade.
Fundos de Ação
O que é: aplicação administrada por uma instituição financeira em que os recursos são investidos em ações.
Quanto rende: o rendimento é variável, como para as ações.
Quanto cobra: há cobrança de taxa de administração (de 0,5% a 3% anualmente) sobre o valor total aplicado, além do IR sobre os rendimentos.
Vantagem: além das vantagens das ações, não há necessidade de acompanhamento diário das movimentações, o que fica a cargo do gestor do fundo.
Desvantagem: além das desvantagens das ações, existe a cobrança da taxa de administração e a impossibilidade do investidor escolher os ativos nos quais investir.
Para quem é indicado: para quem tem estômago para agüentar os altos e baixos, mas não tem tempo disponível para operar diretamente. Vale ressaltar que, dada a natureza de longo prazo investimento, optar por um fundo de ações passivo, em detrimento de operar diretamente, é inaceitável, pois as operações serão casuais. Além disso, o investidor pagará ao gestor do fundo – em muitos casos – para não fazer quase nada. Se tiver que optar por um fundo de ações, escolha um fundo de gestão ativa.
Fundos de Renda Fixa
O que é: aplicação administrada por uma instituição financeira em que os recursos são investidos em CDBs, RDBs, debêntures e títulos públicos federais.
Quanto rende: em torno de 1% ao mês.
Quanto cobra: há cobrança de taxa de administração (de 0,25% a 1% anualmente) sobre o valor total aplicado, além do IR decrescente sobre os rendimentos.
Vantagem: é uma aplicação conservadora com rentabilidade maior – mas não tanto – que a da Caderneta de Poupança e do CDB.
Desvantagem: existe a cobrança da taxa de administração e do IR decrescente sobre os rendimentos.
Para quem é indicado: para o investidor conservador.
Fundos de DI
O que é: aplicação administrada por uma instituição financeira em que os recursos são investidos em CDBs e no mercado futuro de juros.
Quanto rende: em torno de 1% ao mês.
Quanto cobra: há cobrança de taxa de administração (de 0,25% a 1% anualmente) sobre o valor total aplicado, além do IR decrescente sobre os rendimentos.
Vantagem: é uma aplicação conservadora com rentabilidade maior – mas não tanto – que a da Caderneta de Poupança e do CDB.
Desvantagem: existe a cobrança da taxa de administração e do IR decrescente sobre os rendimentos.
Para quem é indicado: para o investidor conservador.