Arquivo de outubro, 2011

Objetivos financeiros: como formatá-los?

segunda-feira, 31 de outubro, 2011

Já escrevemos outras vezes aqui no blog sobre o processo de gestão financeira pessoal. Esse processo, segundo entendemos, tem cinco etapas: (1) o diagnóstico financeiro, que nós gostamos de chamar de status quo financeiro, (2) os objetivos financeiros, (3) os planos e ações financeiros, (4) a execução e (5) a medição e o controle.

Uma vez conhecido seu status quo financeiro, passamos a tratar do que você quer alcançar. Nessa etapa do processo, precisamos formatar seus objetivos financeiros, definindo-os e delimitando-os. Definir e delimitar significa dizer que seus objetivos devem fazer sentido: serem compreensíveis, justificáveis e possíveis.

Se você sabe realmente o que você quer e quando quer, seus objetivos são compreensíveis, e você é capaz de descrevê-los. Não adianta termos objetivos vagos, precisamos deles completos. Por exemplo, dentro de 10 anos, eu quero comprar (e não construir) uma casa de campo, nas proximidades de Itaipava (RJ), três quartos, jardim, lareira, dentro de um condomínio horizontal, preço variando entre X e Y reais. Isso é bem diferente de: “eu quero uma casa de campo.”

Se você sabe por que e para que quer, seus objetivos são justificáveis. É preciso haver uma razão e uma finalidade para cada objetivo, sob pena de você, mais uma vez, não tê-los por completo. Por exemplo, quero a casa em Itaipava, porque tenho vivido muito estressado, e meu médico disse que eu preciso de momentos de folga e ar puro. Por isso, pretendo freqüentar a casa pelo menos duas vezes por mês. Ao explicitar os motivos e os fins, você terá condições de melhor dimensionar as necessidades relativas a esse objetivo: será preciso um caseiro, de uma faxineira? Que mobiliário será imprescindível? O que eu precisarei estocar na despensa mensalmente?

Pergunte-se sempre: por que razão eu quero esse objetivo? Para que fim eu quero aquele objetivo? Essas respostas são informações essenciais para a delimitação dos objetivos. Delimitando-os, você saberá exatamente o que cada objetivo pode e não pode oferecer e daí avaliar se há outros objetivos complementares aos que você definiu.

Finalmente, seus objetivos precisam ser coerentes com seu status quo, isto é, precisam ser razoáveis e realizáveis em relação a suas restrições financeiras. Objetivos impossíveis geram desgaste, exigem planos sacrificantes em excesso e perda de qualidade de vida e não são alcançados. Objetivos não são utopia. Por isso, falamos sempre que saber o que você quer e não o que você deseja. Querer e desejar podem ser sinônimos no dicionário, mas no contexto de finanças pessoais são bem diferentes: o que eu quero é alcançável, o que eu desejo é um sonho.

 

Risco, estratégia e empreendedorismo

sexta-feira, 28 de outubro, 2011

Caros,

Seguem dois trechos da biografia do ex-vice presidente da República José Alencar “Os últimos passos de um vencedor – Entre a vida e a morte, o José Alencar que conheci”, escrito por José Roberto Burnier.

Os trechos remetem a dois temas importantes nas nossas decisões financeiras: primeiro, a, algumas vezes, imprescindibilidade de financiamento; segundo, a estratégia de investimentos. E ambas com a sempre presente pitada de exposição ao risco.

Trecho da decisão de José Alencar, com então 18 anos, de abrir a primeira loja:

“Cansei de ouvir histórias de empregados insatisfeitos dizendo ‘um dia vou abrir minha loja’. Eu queria me estabelecer e me arrisquei.

(…) Depois disso, Zezé precisava do principal: dinheiro. De novo, a ajuda veio do irmão.

- Geraldo, você tem uns trocados para me emprestar?

- Tenho quinze contos.

- É o bastante.”

Trecho sobre a estratégia escolhida por José Alencar durante o início dos anos 1960, quando houve um forte aumento na inflação por conta da crise política, renúncia de Jânio Quadros e posse de João Goulart:

“Quando veio a renúncia, todo mundo ficou apavorado. Eu fui a Belo Horizonte comprar o máximo de tecido que podia. Os fornecedores queriam vender e falavam entre eles que eu ia quebrar a cara porque o Brasil estava com problemas sérios. Acabei ganhando muito dinheiro. Parti do seguinte princípio: quando todos querem vender, é hora de comprar, quando todos querem comprar, é hora de vender.”

Moral da história: Adquira conhecimento de causa, estabeleça estratégias fundamentadas e corra riscos. Empreenda!

 

 

 

Todo brasileiro é técnico de futebol

terça-feira, 25 de outubro, 2011

Vai me dizer que você não reclama quando o técnico do seu time substitui aquele jogador que, na sua avaliação, era o melhor em campo? E que não o xinga quando ele decide armar o time na retranca, colocando três volantes de marcação, para um jogo de vida ou morte? Vai me dizer que você nunca ficou gritando para a TV, ou mesmo das arquibancadas, que era para o time atacar pela esquerda, aproveitando a avenida deixada pelo lateral direito do time adversário? Ou que seu ponta de lança deveria encostar nos atacantes como homem surpresa, por trás do zagueiro central deles, que não tem mais toda aquela velocidade?

Pois é. É por isso que dizem por aí que todo brasileiro é técnico de futebol.

Acontece que, nos últimos anos, o brasileiro tem se especializado em outros assuntos, entre eles o mercado de ações. Todo mundo tem sempre uma dica para você!

Por que a Economia está como está? Eles sabem. O que devemos esperar daqui para frente? Eles sabem. O Banco Central está certo ou errado? Eles sabem. Que ação vai cair? Que ação vai subir? Eles sabem. Como interpretar os padrões técnicos? Eles sabem. Como estimar o potencial de crescimento de uma empresa? Eles sabem. Se aquela ação é de longo prazo ou é para fazer day-trade? Eles sabem. Que estratégias utilizar para ganhar muito dinheiro? Eles sabem.

Lembro-me de uma vez em que um cara, que eu tinha conhecido há menos de meia hora, ao saber que eu trabalhava com Finanças Pessoais e Investimentos, contou-me que um amigo seu tinha ficado rico na Bolsa de Valores. Estratégia dele: comprar na baixa e vender na alta.

Isso é lógico, né!? Claro que não disse nada, além de pedir que ele parabenizasse seu amigo pelo sucesso.

Portanto, amigos, fiquem atentos! Não aceitem dicas de qualquer um, mesmo que seja amigo seu. Atenção ao que se comenta nos fóruns abertos. Atenção ao que se comenta nas mesas de bar. Lembre-se de que quase ninguém vai contar os insucessos e prejuízos que teve. A grande maioria só quer contar vantagem.

Se acharem preciso, procurem assessoria especializada, que tenha conhecimento e isenção. Trate seus investimentos como parte de algo maior, inserido na gestão financeira pessoal e em conformidade com seu plano de vida.

Nessa linha de raciocínio, convidamos vocês para a palestra “Finanças Pessoais e Portfólio de Investimentos” que vamos ministrar nessa quinta-feira, 27/10, na Livraria Saraiva do Shopping Recife, em Boa Viagem, Recife, a partir das 19h30.

Série Renda Fixa – Tesouro Direto

sexta-feira, 21 de outubro, 2011

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

 

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

Tributação Tesouro Direto

Prazo

Alíquota IR

até 180 dias

22,50%

de 181 até 360 dias

20%

de 361 até 720 dias

17,50%

após 720 dias

15%


Em resumo:

Retângulo de cantos arredondados: Tesouro Direto

O grande empréstimo na carreira de Steve Jobs

segunda-feira, 17 de outubro, 2011

Se Steve Jobs não tivesse conhecido Mark Markkula e este não tivesse acreditado no potencial de Steve, talvez a Apple nunca tivesse existido. E nossas vidas no mundo digital continuariam repletas de programas anti-vírus, telas azuis, perda de dados, sem cor e sem graça.

Ao ser apresentado a Steve Jobs e Steve Wozniak, Mark Markulla ficou muito interessado na fabricação do computador Apple 2 e co-assinou um empréstimo bancário de US$ 250 mil para investimento na empresa, tornando-se, assim, o terceiro sócio da Apple. Ele foi o responsável pela obtenção de crédito e do capital indispensáveis para fazer da Apple uma empresa inovadora e marca reconhecida no mercado.

Mais tarde, em 1997, Steve Jobs voltou a tomar empréstimo. Dessa vez, US$150 milhões de Bill Gates, para reverter o déficit financeiro e uma série de outros problemas na empresa.

Precisamos quebrar o paradigma de que tomar dinheiro emprestado faz mal para a saúde do nosso bolso. Um empréstimo bem negociado e bem planejado pode ser sim muito saudável e proporcionar bons frutos no futuro. Pode ser o fiel da balança entre o sonho e a realização.

Esse texto foi escrito pelo Guilherme da Luz, editor do site www.emprestimo.org e parceiro do blog Vou Investir, a quem agradecemos a colaboração.

Melhor calar!

quinta-feira, 13 de outubro, 2011

Manchete em site de investimentos na Internet: “FMI alerta para risco “extremo” da crise do euro na economia asiática”

O que podemos tirar disso, se não está claro o que significa “extremo”? Qual a contribuição efetiva dessa informação, além de criar ainda mais desconfiança e pessimismo no Mercado? Será mesmo oportuna? Como isso afeta (ou auxilia) nossas estratégias e decisões de investimentos?

Para mim, isso não muda nada. Todos já sabem que existe risco e que o risco é grande. Portanto, todos já devem estar preparados para uma piora nas cotações das ações. Essa informação não muda em nada as estratégias, uma vez que não traz nada de novo.

Só traria algo de novo se dissesse explicitamente: “FMI alerta: risco de 80% da crise do euro desacelerar o crescimento do PIB asiático de 6,3% para 5,8%”

E, mesmo assim, seria bem difícil traduzir essa informação para algo concreto em termos de mudança de estratégia nos nossos investimentos. Mais detalhadamente, se você colocou um stop 10% abaixo do preço atual da sua ação em custódia, essa informação lhe fará mudar o stop? Ou ainda: essa informação lhe ajuda a ganhar dinheiro (ou a perder menos)? Quanto? Como?

Costumamos dividir as decisões em três classes: decisões em ambiente de certeza (quando se tem certeza do que vai acontecer), decisões em ambiente de risco (quando não sabemos o que vai acontecer, mas temos certeza da probabilidade de tudo que pode acontecer) e decisões em ambiente de incerteza (quando não sabemos o que vai acontecer, por isso estimamos, e nem sabemos da probabilidade do que pode acontecer, por isso também estimamos).

Ou seja, para afirmar que há risco, precisamos efetivamente dizer qual é o risco. Se isso não puder ser dito com certeza, melhor deixar claro (que existe incerteza quanto a tudo) ou ficar calado.

 

Transações “The Flash” no mercado de ações

sexta-feira, 7 de outubro, 2011

Cada vez com maior freqüência, vejo notícias sobre a tecnologia de comprar e vender ativos em bolsa de valores na velocidade de um piscar de olhos. São transações ultrarrápidas, realizadas por supercomputadores com base em algoritmos pensados e escritos pelo investidor. Você diz o que o robô precisa e pode fazer, e ele faz sem perguntar por quê.

Essa tecnologia é mais uma opção para o investidor pessoa física. Com ela, podemos realizar operações sofisticadas, ganhar dinheiro com transações rápidas, sem se perder na ineficiência de um clique de mouse ou nos dois segundos de atraso na internet.

Porém… Será que isso é mesmo necessário?

O foco do mercado é inserir conceitos e expor novidades alegando algo excelente e de última geração. Porém, esquecem-se de que as centenas de milhares de investidores sequer entendem os conceitos básicos. Essas ferramentas são bonitas na teoria, mas muito complexa na prática. E, por que não dizer, arriscadas.

Chego à conclusão de que há um erro no mercado e em seus consumidores de serviços e produtos.

Deveríamos buscar conhecimento sobre investimento e uni-lo à praticidade. Focar no que pode realmente mudar nossas decisões, sem que precisemos saber tanto ou dedicar tanto tempo quanto um analista. Poder conversar com um gerente do banco ou com seu consultor e fazer as escolhas certas. Não admitir que nos seja empurrado goela abaixo o que está sendo oferecido.

Para aqueles que gostam de estudar a fundo o mercado, mesmo que paralelamente a sua atividade, acho ótimo ter opções de serviços e produtos. Mas volto a frisar que é necessário apenas entender os conceitos para ter discernimento sobre o que serve para você e o que não serve. A dedicação deve visar o aprimoramento de seus investimentos e não apenas a aquisição de conhecimento.

“Marketability” e liquidez nos investimentos

sábado, 1 de outubro, 2011

Como forma de diversificação, muitos investidores procuram ativos que possam ser vendidos facilmente, para cobrir despesas emergenciais ou aproveitar oportunidades passageiras. Isso, inclusive, faz parte da gestão financeira pessoal: temos objetivos de curto, médio e longo prazos, por isso, precisamos de aplicações em que o valor poupado/investido possa ser retirado tempestivamente.

Mas, ao selecionar os ativos, é importante não confundir “ser vendido facilmente”, do inglês marketability, com “liquidez”, nem tampouco “liquidez fraca” com “liquidez forte” (essas últimas são definições nossas).

Uma empresa inteira não tem “marketability”. Para vendê-la, mesmo que por um preço bem abaixo do que você acha que ela vale, o comprador precisará valorá-la: avaliar os recebíveis, os custos e despesas, os recursos humanos, os processos, os clientes, a participação no mercado, os potenciais, os produtos, a inovação, os diferenciais, os ativos permanentes (tangíveis e intangíveis), etc. Isso leva tempo. Portanto, se o empresário estiver precisando do dinheiro em caixa em curto prazo, vender a empresa não é a melhor solução.

Terrenos, apartamentos, carros, ações, títulos, jóias, ouro, dólar possuem “marketability”, mas nem todos são líquidos. Todos, de uma maneira geral, podem ser vendidos facilmente, uma vez que a valoração é menos complicada que a de uma empresa. Assim, o comprador saberá rapidamente que o preço pedido está atrativo, bastando ao vendedor propor um preço bem abaixo do preço justo. Por exemplo, se o apartamento vizinho está sendo oferecido por R$500 mil, você conseguirá vender rapidamente o seu (similar) por R$300 mil. Se uma ação (mesmo as pouco negociadas) estiver com preço de mercado igual a R$10,00, basta você enviar a ordem de venda no valor da primeira ordem de compra (por exemplo, R$8,00), mesmo que esta esteja bem abaixo do valor de mercado (não estamos considerando aqui os casos especiais em que uma ação fica sem nenhuma ordem de compra).

Quando um ativo puder ser vendido facilmente, ele, além de “marketability”, terá liquidez se o preço de venda for igual ao preço de mercado no momento da venda/oferta. Ou seja, se o vendedor não precisar oferecer nenhum deságio para vender o ativo.

Para um ativo ter liquidez forte, é preciso ser líquido e ter seu preço de venda no mínimo igual ao preço de aquisição corrigido pela inflação: você comprou um terreno por R$50 mil e pode vendê-lo, a qualquer momento, por, pelo menos R$50 mil, mais a inflação. Exemplos disso são os produtos financeiros de renda fixa (caderneta de poupança, CDB, títulos pré-fixados, aplicações atreladas a um índice de inflação, etc.).

Já uma ação (líquida) possui apenas liquidez fraca, uma vez que, dependendo do momento em que se precise vendê-la, o vendedor pode não ter a recuperação do valor investido (corrigido ou não pela inflação). Se o investidor precisar vender uma ação comprada por R$20,00 em um período de baixa, não vai vendê-la por mais que R$20,00. Mesmo que consiga vendê-la pelo preço de mercado no momento, esse preço deverá estar bem abaixo dos R$20,00.