Investimentos 2011
Tenho receio em fazer um post sobre esse assunto. Qual foi o melhor investimento de 2011? Qual foi o pior? A razão do meu receio é simples: não adianta tomar decisões embasadas em informações do passado. O foco que devemos ter é diversificação do risco e ganhos consistentes no longo prazo.
Contudo, respondendo às questões colocadas, podemos citar como os grandes investimentos de 2011 os imóveis, a renda fixa e o ouro.
Antes de seguir em frente, gostaria de fazer um alerta: recentemente, relendo o livro de Décio Bazin (Faça fortuna com ações antes que seja tarde), fui lembrado de um conceito importante. Investimento é tudo aquilo que gera renda. Títulos que pagam juros e ações que pagam dividendos são alguns exemplos. Qualquer outra coisa é especulação. Não há como mensurar uma aplicação se não por sua capacidade de pagar rendimentos.
Há uma especulação imobiliária? Não quero entrar nos méritos, mas certamente em alguns nichos a relação preço do imóvel real (incluindo todos os custos)/aluguel é inferior ao rendimento de poupança. A ideia dessa aplicação é de que os imóveis tendem a se valorizar por sempre existir alguém que estará disposto a pagar mais caro.
Renda fixa foi bem porque iniciamos um ano com juros altos. O destaque foi a renda fixa de inflação, já que esta ficará em torno de 6,5% no ano. Os títulos atrelados a inflação irão remunerar muito bem o seu dono. Ainda se acredita que esses títulos serão melhores do que os atrelados ao CDI. Destaque negativo para os fundos de renda fixa dos bancos que cobram pesadas taxas de administração. Ainda destaco a Renda Fixa chamada LCI. Garantido até R$70 mil pelo FGC, remunera a impressionantes 95% do CDI isento de imposto de renda.
Ouro é o “investimento” mais sem sentido que pode existir. Ele tem beleza, mas não fornece segurança, alimento ou rendimentos. É pura especulação. Já postei aqui o que acho sobre o ouro. Uma hora irá ser apagada a luz. E será um Deus nos acuda!
Vários fundos multimercados de assets independentes ficaram acima do CDI. O Ibovespa teve um ano de desvalorização diante das incertezas da economia mundial.
O determinante não pode ser simplesmente em um ou outro produto. Ou se nesse mês subiu ou caiu. O foco tem que ser macro. O Patrimônio como um todo de uma pessoa precisa estar sendo remunerado a níveis superiores dos juros (se este estiver acima da inflação). E, lembrem-se, tudo aquilo que é investido na crença de que haverá outra pessoa pagando mais caro no futuro chama-se especulação.
Tags: especulação, imóveis, inflação, investimentos, ouro


27 de dezembro, 2011 às 2:05 pm
Prezados,
Gostaria de saber se há como assinar alguma newsletter para receber os textos que vocês publicam. Gostaria de estar atualizada sobre as postagens.
Obrigada,
Fernanda.
3 de janeiro, 2012 às 9:37 pm
Fernanda,
Ainda não temos newsletter, mas posso lhe avisar sempre que houver nova postagem. Basta me passar o e-mail.
Rodrigo Leone
21 de março, 2012 às 5:27 pm
realmente temos sempre que estar pensando no futuro e fazer um bom investimento, eu gostei muito dessa materia por que ela abrio meus olhos.
valeu pela noticia.