Seguros: quem precisa deles?
segunda-feira, 26 de setembro, 2011 por Rodrigo Leone às 7:14 pmSe você ou algum dependente seu sofrer um acidente ou tiver uma doença grave, você tem reserva para arcar com todos os gastos? Você sabe quanto será necessário? E por quanto tempo?
Se você morrer, seus dependentes terão condições de se manter? Por tempo suficiente até que possam se manter por conta própria?
Se você ficar desempregado, você tem uma reserva emergencial para as despesas essenciais? Por tempo suficiente que lhe dê tranqüilidade para procurar outro emprego sem desespero?
Se seu carro for roubado, você tem poupança suficiente para comprar outro, sem comprometer suas finanças de curto prazo?
Se você respondeu NÂO a pelo menos uma dessas questões, VOCÊ precisa de seguro.
Já vimos comentando desde os primeiros posts: os objetivos financeiros primários visam à manutenção do padrão de vida, seu e de seus dependentes, hoje e no futuro. Antes de pensar em investir para aumento do patrimônio, preocupe-se com o que pode corroê-lo: planeje o pagamento de suas dívidas, planeje sua aposentadoria, poupe para contingências e contrate seguros.
Ao poupar para contingências, você estará no caminho para poder responder SIM às questões anteriores, sem precisar de seguros. Porém, por dois motivos, contratar seguros ainda é essencial: (1) mensurar qual o valor suficiente para as emergências não é tarefa fácil. Eu diria que é impossível. Não sabemos do que vamos precisar, nem por quanto tempo; (2) até acumular a estimativa de valor suficiente, você estará descoberto, desprotegido. As contingências da vida não esperam por ninguém. Não sabemos quando vamos precisar dessa reserva.
Preservar o padrão de vida diz respeito a gerenciar riscos e parte da percepção de que estamos expostos a uma série de riscos ao longo de nossas vidas. As técnicas de gerenciamento de risco tratam de (1) evitar riscos, (2) prevenir e controlar a perda, (3) conservar riqueza e (4) transferir riscos. Os seguros são o dispositivo mais importante da transferência de risco.
Assim, por mais que você pague esperando não precisar nunca, o seguro é algo de que você talvez não precise (usar), mas é preciso (ter).





