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Se…

quarta-feira, 26 de dezembro, 2012

Feliz 2013!

Tenho certeza de que o ano de 2013 vai ser melhor que os anos de 2010 e 2011 para nossa bolsa de valores. Quem quiser investir em ações, pode esperar ótimos resultados, pra lá de 40% no ano…

… se:

Os impasses na Europa forem resolvidos: euro continue como moeda única; Grécia, Espanha, etc. entrem no ajuste fiscal, diminuam desemprego e voltem a crescer; Banco Central Europeu passe a ter poderes efetivos sobre os bancos europeus; questões previdenciárias se resolvam…

A China superar o período de transição política, volte a comprar nossas commodities

A vaca louca sumir de vez do vocabulário dos nossos produtores de carne bovina…

Os Estados Unidos resolverem questões como regulação dos mercados financeiros, previdência e saúde públicas, hipotecas, desemprego…

Argentina, Venezuela, Egito, Síria, Israel, Palestina, etc. nos derem um descanso…

As reformas política, fiscal e previdenciária forem implantadas no Brasil…

O governo parar de intervir unilateralmente, tanto na gestão interna das empresas (públicas ou de capital misto), quanto nas regras já acordadas…

Os processos do Mensalão, Delta, Cachoeira, Rosemary chegarem ao fim punindo os responsáveis, até mesmo aqueles que, até agora, foram acobertados…

O consumo passar a ser puxado pela educação financeira e não mais pela facilidade de crédito e incentivos fiscais.

Se isso acontecer até o final do primeiro semestre de 2013, podem esperar um ano como nunca visto antes. Se isso não acontecer, e se vocês julgarem impossível essa conjunção de boas notícias, continuem contando conosco para lhes orientar nos seus investimentos.

Brasil, o ex-país do futuro

segunda-feira, 16 de julho, 2012

Somos o ex-país do futuro. São notórias as críticas a nossa estagnada economia e à percepção de que tudo não passou de um sonho. O grande crescimento do PIB em 2009 de 7,5%, pós 2008, credenciava o Brasil como um país blindado à crises e com uma economia tão forte que nos elegia, junto à China, ao estrelato econômico mundial.

O que era observado em nossa economia que gerou tantas expectativas positivas?

  1. O crescimento da classe C e conseqüentemente da renda do trabalhador, impulsionando o consumo;
  2. Ampliação do crédito para habitação, gerando forte demanda em todo o país por moradia;
  3. Grande oferta de commodities e seus elevados preços por uma elevada demanda chinesa;
  4. Estabilidade econômica.

Esses eram uns dos principais fatores que faziam com que todas as empresas quisessem se instalar no Brasil. Mas e agora, o que mudou?

A economia brasileira começa a sofrer pelos gargalos já existentes de infraestrutura e reformas não realizadas, principalmente na questão tributária. Os altos encargos e a burocracia para realização de grandes projetos afastam investidores quando a perspectiva e otimismo estão inexistentes.

A crise gerou um choque de realidade. Cada país agora tenta preservar sua economia. Os Estados Unidos inundam o mundo com dólares provocando uma desvalorização artificial de sua moeda. A Europa completamente afundada em dívidas tenta se proteger de uma bancarrota geral e conseqüentemente um possível fim do Euro. E agora a China tem dificuldades para fazer sua economia crescer como antes.

Em tempos de bonança, tudo é muito fácil e simples. O mundo crescia e as reformas não foram necessárias, pois se ganhava muito dinheiro. Nossa balança comercial tinha um grande superávit e nosso real se mostrava cada vez mais fortalecido.

Contudo, da mesma forma como houve um excesso de otimismo no passado, é natural que haja um excesso de pessimismo neste momento difícil. Esta situação pode gerar bons frutos. Reformas necessárias podem andar, economia no governo deve acontecer e a mudança estrutural dos juros já está em andamento. Aproveitar o tempo ruim para fazer o dever de casa e no próximo ciclo de crescimento colher os frutos. Ainda há muito espaço para a economia capitalista crescer e equalizar as riquezas do mundo.

Pernambuco, 2012: expansão dos negócios? Só se for sustentável!

terça-feira, 5 de junho, 2012

Estaleiro, refinaria, montadora de automóveis, pólo farmacoquímico, fábrica de vidros, ferrovia, rodovias, porto seco, copa do mundo, setor imobiliário, hospitais, turismo… Perdeu o fôlego?

Pois é, o estado de Pernambuco parece um “canteiro de obras”. Quem passa por aqui percebe a pujança, o fervor da economia. Quantos bilhões em investimentos públicos e privados? Quantos empregos diretos e indiretos já gerados e ainda por vir? Quantas oportunidades para micro, pequenas e médias empresas?

Se, para aproveitar o momento, você pretende abrir seu próprio negócio ou vai expandir o que já tem, seguem alguns conselhos: adquira mais conhecimento, desenvolva suas habilidades, busque informações relevantes, planeje e tenha atitude. Como professor e consultor, temos ciência de que, cada vez mais, as pessoas estão buscando capacitação e orientação profissional. Vemos isso nos olhos dos alunos lá no City/IBMEC e dos clientes na consultoria.

Mesmo que negócio já esteja consolidado, elabore um plano de expansão. Queremos crescer, sim, mas precisamos crescer de forma financeiramente sustentável. Crescimento sem planejamento pode quebrar uma empresa.

Para aumentar as vendas, seus gastos com produção, transformação, fornecedores, mão-de-obra, insumos vão aumentar. Você precisará estar preparado para isso.

Levante os dados, faça as contas: qual o ciclo financeiro da minha empresa? Qual a necessidade de capital de giro para financiar esse ciclo (giro médio de estoque mais prazo médio de vendas menos prazo médio de compras)?

Normalmente, quanto mais se produz ou se transforma, maior essa necessidade. Onde você vai buscar esse capital? Será que você tem crédito? Será que suas garantias são suficientes? Você tem um plano B para aporte de capital próprio ou a entrada de um novo sócio, caso necessário?

Se essa expansão não estiver sustentada por um plano financeiro – de curto prazo também, como acabamos de perceber –, tomara que não, mas é muito provável que, em pouco tempo, falte caixa na sua empresa, e que o seu sonho do crescimento vire um pesadelo

Quando a política e a economia se encontram

quarta-feira, 9 de maio, 2012

As eleições na Grécia e na França mostraram que no ano de 2012 teremos ainda muitas surpresas e nada na crise está definido.

Na França devemos ter poucas mudanças, apesar do novo presidente francês, François Hollande, ter um pensamento diferente de todos os dirigentes que costuraram o acordo financeiro europeu. Ele adota o discurso de impulsionar a economia, o que teoricamente faz mais sentido, mas o difícil é fazer isso sem endividar mais ainda os países.

O maior problema está na Grécia. Tudo que foi acordado pode não ser cumprido. As eleições mostraram que a população foi contra o acordo do país com a troika (FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) onde vários cortes de orçamento foram feitos levando a demissões imediatas e aposentadoria postergada em troca de recursos bilionários para salvar o país da falência.

O que pode acontecer com a Grécia?

A resposta é incerta, mas hoje há uma grande possibilidade da saída da Grécia da Zona do Euro. Isso seria a primeira derrota política da União Europeia que lutou demasiadamente para que isso não acontecesse.

A saída da Grécia facilitaria sua recuperação. O câmbio é um dos mecanismos mais utilizados para resgatar um país de sua bancarrota. Ao desvalorizá-lo, você consegue vender aos seus vizinhos por preços mais baixos e ganhando mais que vender no mercado interno, inibindo a entrada de produtos estrangeiros, favorecendo assim a indústria nacional com geração de empregos e renda.

Agora você entende a briga do governo brasileiro em manter o dólar em patamares mais altos que R$1,70. Para salvar empregos e a economia.

Esse é o maior problema enfrentado pelos países que tem o Euro como moeda. Competir com a Alemanha, com seu parque industrial sofisticado e produtividade altíssima, é covardia.

Temos que aguardar o movimento do novo Governo grego que será formado e até lá veremos muita volatilidade no mercado de ações.

O dragão sorri!

quinta-feira, 1 de setembro, 2011

É no mínimo chocante o tamanho do corte que o Banco Central (BC) realizou ontem (31/09/2011) na Taxa Selic, apesar da inflação acumulada nos últimos 12 meses estar acima dos 7% (quando a meta é de 4,5%, com tolerância até 6,5%). Ou seja, mesmo fora da meta, o Banco Central inicia o processo de redução de juros de forma bastante drástica.

A semana foi coberta por pressões do governo e da Presidente que prometeu, inclusive, economizar mais para permitir a redução os juros. Esquecem, entretanto, que com inflação não se brinca, e o mercado percebe isso.

No atual cenário, dois pontos podem causar mais inflação:

Caso o FED (Banco Central americano) crie o outro programa de liquidez que já se especula no mercado e comece a jogar mais dólares no mundo, o preço das commodities tende a subir. E aí iremos sentir na pele a inflação descontrolada sem o arrocho no consumo.

Pior é imaginar que o novo salário mínimo pode estar fora dos cálculos do BC. Com um aumento do salário mínimo de 13,62% para R$ 619,21, teremos um aumento praticamente certo do consumo. E tome mais inflação!

Isso pode afetar de forma grave a forma com que o mercado percebe a autonomia do Banco Central. É possível uma consideração de aumento de risco político no Brasil devido à influência do planalto nas decisões econômicas.

A notícia é boa para empresas de consumo e construção civil, mas péssima para a estabilidade econômica. A única conclusão que podemos imaginar é que a cúpula do Banco Central deve acreditar que virá uma crise muito grande no mercado internacional para iniciar esse processo de redução de juros.

Por essas e outras que o dragão da inflação já sorri! Ela estava acordado e feliz, e pode, a qualquer momento, gargalhar com toda a situação.