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Clube de Investimento

terça-feira, 8 de novembro, 2011

Há algumas formas de investir em ações:

  • Home Broker – O usuário toma suas decisões e manda a ordem diretamente para a bolsa de valores através de sua corretora;
  • Mesa de Operações – Em contato com um operador que irá informar oportunidades e estará lado a lado com o investidor na tomada de decisão;
  • Fundos de Investimentos – Quem aplica está terceirizando a gestão de sua carteira para um profissional e não fazendo nenhuma participação da tomada de decisão e
  • Clubes de Investimento – Parecido com fundos de investimentos, os clubes se diferenciam pela simplicidade de criação, organização e possibilitam ao investidor estar perto da tomada de decisões do gestor, uma vez que o clube pode ser simplesmente um grupo de amigos tomando decisões em conjunto.

As características básicas de um Clube de Investimento abrangem desde a quantidade de cotistas até as estratégias de investimento. Vamos então falar sobre algumas:

O clube deverá ter no mínimo 3 e no máximo 50 cotistas. Nenhum deles poderá ter participação acima de 40% do total do patrimônio.

É necessário ter um administrador (normalmente uma corretora) e um gestor ou um grupo de gestão. Os membros responsáveis pelo processo decisório são eleitos pelos cotistas.

A estratégia deve ser definida via estatuto: investimentos de longo prazo, de curto prazo, utilização de análise fundamentalista ou de análise técnica, possibilidade de uso de derivativos. Tudo deve ser descrito.

É obrigatória assembléia anual do gestor com os cotistas do clube. Todo cotista tem acesso direto ao gestor e pode solicitar e questionar as performances recentes do clube.

O clube tem o custo de taxa de administração, mas, em compensação, os custos de corretagem e emolumentos são “rachados” entre os participantes. Há ainda uma grande vantagem tributária. No Clube de Investimentos, o imposto sobre o ganho de capital é pago apenas no resgate das cotas, não sendo obrigatório pagar imposto quando se vende um ativo com lucro, diferente de quando investimentos diretamente em ações, via home-broker, por exemplo..

Se você quiser mais detalhes, entre em contato conosco. Damos todo o apoio para a criação de seu clube.

 

 

Pergunte ao Vou Investir

segunda-feira, 5 de setembro, 2011

Tivemos uma dúvida recente no blog que motivou a criação deste post e da seção “Pergunte ao Vou Investir” para esclarecer alguns pontos específicos sobre finanças pessoais e investimento. Formulando o questionamento:

1. Alguns fundos que conheço bancam o objetivo de baterem SEMPRE o CDI. Não seria melhor investir num fundo destes em vez de investir em Tesouro Direto? Alguns fundos promovem o acesso a investimentos mais fechados, como debêntures?

2. Como eu poderia confrontar o Tesouro Direto com um fundo de renda fixa e compará-los para escolher qual seria o melhor?

Vamos lá.

(1) Fundos de renda fixa praticamente investem em títulos do governo. Raros são os fundos que investem em crédito privado como debêntures. Nenhum fundo pode garantir que sempre irá bater o CDI. Digamos que ele tenha debêntures ou CDBs de outros bancos que paguem todos acima do CDI. Mas caso haja um calote em um desses investimentos, o que acontece com a rentabilidade? Cai, compreende?

(2) É bem simples você fazer a comparação direta. Bastar simular a rentabilidade do Tesouro Direto com a do fundo de investimento. Mas lembre-se: fundos têm come-cotas. Então se a rentabilidade é igual, sempre escolha o tesouro direto. Senão, precisa fazer uma simulação descontando o imposto do come-cotas (maio e novembro).

1. Eu já invisto em ações há algum tempo, faço DayTrade e mini-contratos WIN Bovespa. Planejo, num futuro próximo, também investir em Fundos Imobiliários. Vocês acham que seria uma boa ideia alocar um pequeno montante para FMM arrojados, que também superam, e bem, o CDI, como forma de diversificação e aumento de patrimônio para o futuro?

Sou inclinado a dizer que sim, porém, não podemos simplesmente dizer sim sem ter uma conversa mais profunda. Depende da liquidez que você necessita, sua idade, seus objetivos e principalmente da composição financeira que hoje você tem.

Sem sombra de dúvidas, todas as pessoas podem ter um planejamento financeiro que incluam fundos arrojados multimercados. Eles são excelentes para rentabilizar melhor o capital e dar uma “turbinada” na sua renda fixa. O problema é que o conhecimento é restrito por parte dos investidores e, até pouco tempo, a necessidade de capital para investir em gestores independentes ou através dos bancos era elevada.