“The” Facebook
segunda-feira, 21 de maio, 2012
O Facebook recentemente realizou uma das mais bem sucedidas aberturas de capital (IPO em inglês) na Nasdaq – bolsa de tecnologia americana – captando a soma de US$16 bilhões. É o maior IPO de uma empresa de internet, terceiro maior do mercado americano e sétimo maior da história. A maior oferta de ações foi da Petrobras.
As ações da rede social foram precificadas a US$38, resultando um total de valor de mercado de US$104 bilhões, tornando-a maior que a mineradora Vale em valor de mercado.
Como era de se esperar, uma grande procura pelos papéis aconteceu logo na abertura da negociação da nova empresa (código FB), iniciando com forte alta e alcançando pico de 18,4% de valorização. Porém, perto do fim do dia, o preço já estava em patamares do preço inicial da oferta, US$38.
Em seu segundo dia de negociação os papéis já despencam mais de 10%. Essa grande volatilidade confunde muito a cabeça de novos investidores que não compreendem a dinâmica do IPO.
A abertura de capital de uma empresa é feita em um momento favorável para captar a maior quantidade de recursos possíveis junto aos investidores. Quanto mais caro for precificada a empresa, melhor para ela. Para os investidores, quanto mais barato, melhor.
Faz sentido então comprar no lançamento das ações? Para guardá-las para o longo prazo, dificilmente. Principalmente quando o entusiasmo das ações envolve 900 milhões de usuários e muitos querem ter ações de uma das empresas mais populares do planeta. Algumas estratégias financeiras dos bancos coordenadores da oferta também alavancam os preços ou estabilizam próximos ao preço inicial.
A empresa de Mark Zuckerberg precisa agora entregar resultados financeiros para justificar o valor tão astronômico do Facebook. A corrida pós IPO se inicia e a rede social mais popular precisa ser criativa para gerar cada vez mais dinheiro.
Por enquanto, os preços não se mostram atrativos para um investimento. As ações ainda devem cair, até que os lucros justifiquem esse patamar de preço.


