Pergunte ao Vou Investir
segunda-feira, 5 de setembro, 2011Tivemos uma dúvida recente no blog que motivou a criação deste post e da seção “Pergunte ao Vou Investir” para esclarecer alguns pontos específicos sobre finanças pessoais e investimento. Formulando o questionamento:
1. Alguns fundos que conheço bancam o objetivo de baterem SEMPRE o CDI. Não seria melhor investir num fundo destes em vez de investir em Tesouro Direto? Alguns fundos promovem o acesso a investimentos mais fechados, como debêntures?
2. Como eu poderia confrontar o Tesouro Direto com um fundo de renda fixa e compará-los para escolher qual seria o melhor?
Vamos lá.
(1) Fundos de renda fixa praticamente investem em títulos do governo. Raros são os fundos que investem em crédito privado como debêntures. Nenhum fundo pode garantir que sempre irá bater o CDI. Digamos que ele tenha debêntures ou CDBs de outros bancos que paguem todos acima do CDI. Mas caso haja um calote em um desses investimentos, o que acontece com a rentabilidade? Cai, compreende?
(2) É bem simples você fazer a comparação direta. Bastar simular a rentabilidade do Tesouro Direto com a do fundo de investimento. Mas lembre-se: fundos têm come-cotas. Então se a rentabilidade é igual, sempre escolha o tesouro direto. Senão, precisa fazer uma simulação descontando o imposto do come-cotas (maio e novembro).
1. Eu já invisto em ações há algum tempo, faço DayTrade e mini-contratos WIN Bovespa. Planejo, num futuro próximo, também investir em Fundos Imobiliários. Vocês acham que seria uma boa ideia alocar um pequeno montante para FMM arrojados, que também superam, e bem, o CDI, como forma de diversificação e aumento de patrimônio para o futuro?
Sou inclinado a dizer que sim, porém, não podemos simplesmente dizer sim sem ter uma conversa mais profunda. Depende da liquidez que você necessita, sua idade, seus objetivos e principalmente da composição financeira que hoje você tem.
Sem sombra de dúvidas, todas as pessoas podem ter um planejamento financeiro que incluam fundos arrojados multimercados. Eles são excelentes para rentabilizar melhor o capital e dar uma “turbinada” na sua renda fixa. O problema é que o conhecimento é restrito por parte dos investidores e, até pouco tempo, a necessidade de capital para investir em gestores independentes ou através dos bancos era elevada.

