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Dinheiro do IR na mão? Planeje seus investimentos

segunda-feira, 17 de setembro, 2012

É psicológico: se recebemos algum dinheiro que não estava previsto em nosso orçamento, automaticamente pensamos em pagar despesas, usá-lo em diversão ou consumo. Qual o primeiro pensamento se você encontra uma cédula de R$ 100 no chão? “Vou comprar algo para mim!”. Se você encontra uma cédula de R$ 10 no bolso acha que está com a sorte grande e acaba também pensando: “Em que vou gastar?”. Mesmo que, para achar os R$ 10, você tenha perdido a mesma quantia em outra ocasião.

Nesta segunda-feira (17) a Receita Federal liberou o quarto lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2012, contemplando 46.804 contribuintes em Pernambuco com R$ 43,44 milhões. Então, o que fazer com esse dinheiro? Há três opções: consumir, pagar dívidas ou investir.

Postergar o consumo é uma forma de ter uma aposentadoria mais tranquila, investindo este recurso hoje. É também uma possibilidade de poder consumir mais amanhã. Uma vez que o impulso é reprimido, a vontade de consumir passa.
Uma dívida só deve ser paga se ela é mais custosa do que um investimento que você vai fazer. O ideal é investir todo o extra para ter um futuro mais tranquilo. No que investir então?

Poupança é o investimento mais tradicional. Remunera hoje 70% do CDI, é livre de descontos do IR e requer pequeno volume de recursos. Recomendado para quem não consegue ter opções mais rentáveis ou pensa em utilizar o dinheiro por um prazo menor que 30 dias.

Nos Fundos de Renda Fixa é importante observar sua rentabilidade após o Imposto de Renda, para comparar com a poupança. Caso o ganho líquido seja menor que 70% do CDI, poupança é mais adequado. Quanto maior o prazo do investimento, menor o imposto a ser pago.

Investimentos indexados à inflação são indicados para aqueles que querem manter o poder de compra de seus recursos no longo prazo, isto é, acima de 360 dias. É mais arriscado, pois envolve uma variável não conhecida no presente: o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado oficialmente pelo governo para medir a inflação. Pode-se investir via Tesouro Direto (leia mais aqui) ou fundos de investimento. É preciso uma análise para saber qual é mais vantajoso para o seu perfil.

Previdência privada tem a filosofia mais adequada para investimentos de recursos “extras”. A escolha de um plano com a modalidade correta (PGBL ou VGBL), tributação regressiva (pode pagar apenas 10% após investimento de 10 anos), ausência do imposto compulsório em maio e novembro (como cotas) e planos ausentes de taxa de carregamento (taxa descontada do aporte no momento do investimento), os ganhos são expressivos no longuíssimo prazo. Importante observar a rentabilidade do fundo, risco e sempre focar em longo prazo nesta modalidade de investimento.

Lembrando que não existe o “melhor investimento”. Existe aquele mais adequado para o bolso e a necessidade de cada um.

Série Renda Fixa – Caderneta de Poupança

sexta-feira, 2 de setembro, 2011


Com aproximadamente 150 anos de existência, o investimento da Caderneta de Poupança foi criado junto com a Caixa Econômica Federal com o intuito de fazer as camadas da população menos favorecidas terem um “pé-de-meia” para eventuais dificuldades.

Toda instituição financeira que recebe um depósito em forma dessa opção de investimento tem por obrigatoriedade disponibilizar 65% desses recursos para operações imobiliárias. Em outras palavras, a Caderneta de Poupança é a principal fonte de captação dos bancos para financiar operações do Sistema Financeiro de Habitação.

A remuneração é de 0,5% mensal + Taxa Referencial. Algo próximo dos 0,6%.

Se quiser um investimento em renda fixa, confronte com as taxas dos fundos de investimento respeitando a tabela abaixo: 

Caso o governo volte a reduzir juros e poupança comece a ser taxada de IR, novos cálculos precisam ser refeitos. Comparativos com outras modalidades também devem ser feitos sempre visando o prazo que você deseja.

A Caderneta conta com o Fundo Garantidor de Crédito. Caso a instituição financeira que você deposita seu rico dinheirinho venha a quebrar, você tem direito a R$70 mil por CPF em cada conglomerado financeiro (caso a conta seja conjunta, R$140 mil).

Os riscos de investir são os da mudança de legislação (pagamento de IR como o governo sinalizou caso os juros caiam) e o risco remoto, mas que devido ao acontecido no governo Collor, existe: o do Estado colocar a mão no dinheiro.

Em resumo: