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Vale realmente a pena investir em Letras do Tesouro Nacional, via Tesouro Direto?

segunda-feira, 5 de novembro, 2012

Muitas são as possibilidades para quem quer poupar suas economias e fazer seu dinheiro crescer. E diante de várias modalidades de investimentos que de alguma forma são novidade para o investidor, a que obtém maior publicidade e está em evidência é o Tesouro Direto. Sua definição é a grande vantagem: investir no Tesouro Direto é aplicar diretamente em títulos públicos federais, acarretando em uma grande redução de custo e, consequentemente, um aumento de rentabilidade.

O propósito do post é polemizar: vale realmente a pena investir em Letras do Tesouro Nacional, via Tesouro Direto? Para entender um pouco melhor, vou explicar como funciona a LTN e sua remuneração.

A Letra do Tesouro Nacional (LTN) é um investimento de renda fixa prefixado. Renda fixa porque conhecemos como será remunerado o capital; prefixado porque sabemos exatamente o quanto receberemos no final. Vamos agora explicar como funciona exatamente a remuneração do título.

Quando você compra uma LTN ou uma fração dela, você pagará um valor específico pelo título. Este valor está grifado de vermelho na tabela abaixo:

Ao comprar uma LTN de vencimento em 01/01/2015, você pagará R$ 848,96 por título. Significa que o mínimo que eu posso investir é esse valor? Não, você poderá comprar ainda uma fração do título, mas o valor de uma unidade será esse e você pagará a fração que lhe cabe. Então irei ter a remuneração de 7,88% ao ano sobre o valor de R$ 848,96 até o vencimento do título? Sim, mas na verdade o cálculo é inverso.

A característica da LTN é o compromisso do governo federal pagar R$ 1 mil no vencimento do título. Não importa o quanto você paga no momento em que a adquire, o governo sempre irá pagar R$ 1 mil em seu vencimento. E é dessa forma que você sabe quanto será remunerado o seu capital:

(1000/848,96) – 1 = 17,79% de valorização durante TODO O PERÍODO, de 05/11/2012 até 01/01/2015. Quando anualizamos a taxa, obtemos 7,88% a.a..

Em Resumo: R$ 1000 é o valor que o governo irá pagar no vencimento;

R$848,96 é o valor pago pelo título;

17,79% a remuneração por todo o período;

7,88% é a remuneração anual;

0,63% é a remuneração mensal! 

Investir em LTN então é um bom negócio agora? Minha resposta é não. Primeiro, a rentabilidade não está boa. Segundo, existem riscos: caso a Selic, taxa básica da economia, volte a subir, você terá pactuado um juro menor em sua remuneração. O movimento de alta pode ainda trazer prejuízos para seu patrimônio caso seja necessário o resgate do dinheiro antes do vencimento.

“Eu investi em um título prefixado de renda fixa e posso perder dinheiro?”.

Isso mesmo. Como você receberá R$ 1 mil no vencimento e o seu ganho é exatamente a diferença do valor pago para o valor do título no vencimento, caso o juro suba, ele ficará mais barato no mercado (fazendo com que os novos investidores comprem os títulos mais baratos e tenham a remuneração mais elevada no mesmo período). E se você precisar do dinheiro antes do vencimento, terá que vender o título pelo valor dele no mercado, perdendo assim a diferença entre o valor pago e o valor atual.

E para os investidores que compraram o título tempos atrás?

Para estes, se buscam maior rentabilidade que 0,63% a.m., recomendo a venda dos títulos antecipada. Quando compramos uma LTN e os juros caem, absorvemos o ganho antecipadamente pelo mesmo efeito explicado acima: ao pagar um valor X pelo título e o juro cair, o valor dele no mercado ficará mais caro para a remuneração dos investidores ser menor durante o mesmo período. Como o título que você tem subiu de preço, você tem essa valorização patrimonial.

Para tentar simplificar: a LTN funciona como uma mercadoria de valor R$ 1 mil em uma data específica. Para ficar mais cara, o juro tem que cair. Para ficar mais barata, o juro tem que subir. Se você comprar a mercadoria e ela ficar mais barata no mercado, ao precisar vender antes, irá perder dinheiro. Mesmo que em uma data futura possa receber os R$ 1 mil. Caso o produto valorize, você poderá antecipar a venda e a remuneração. Nunca será a valorização total, então só vale a pena vender antes caso a velocidade de valorização e o restante de rentabilidade no período não justifique manter o título.

Para o investidor que busca rentabilidade maior que 0,63% a.m., esse momento chegou.

Série Renda Fixa – Tesouro Direto

sexta-feira, 21 de outubro, 2011

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

 

“Uma das mais completas e seguras modalidade de Renda Fixa”.

Assim podemos definir o Tesouro Direto sem medo de exagerar. Pela definição técnica, Tesouro Direto nada mais é do que investimento em títulos públicos federais. É a forma com que o governo federal arrecada recursos para investir em diversas áreas no país.

Qual seu grande atrativo então? Por que eu devo pensar em investir no Tesouro Direto?

Os atrativos são vários.

O primeiro é a eliminação do intermediário remunerado e o baixo capital inicial: apenas R$100,00. Algumas corretoras já disponibilizam a possibilidade de investir no Tesouro Direto sem nenhum custo de administração, repassando a rentabilidade total para o investidor.

O segundo grande atrativo é a garantia. Como são títulos públicos federais, o instrumento de investimento é garantido pelo governo. O risco é o governo federal dar um calote. Coisa muito difícil atualmente.

O terceiro é a diversidade dos títulos. Você pode investir em títulos atrelados a inflação (NTN-B), Prefixados (LTN e NTN-F) e/ou indexados a Selic (LFT). A remuneração pode ser ainda paga apenas no final do vencimento do prazo ou receber cupom (pagamento de juros) semestral. Para aqueles que querem finalizar o investimento antes do prazo, liquidez é bem abrangente. Toda semana o próprio banco central garante grande volume de compra para aqueles que querem vender.

É justamente por conta desse terceiro atrativo que há dúvidas. Quando existem opções, existe a necessidade de uma decisão pensada.

Em qual dessas modalidades vou investir?

Depende do perfil do investidor. Para obter-se um ganho real além da inflação, o recomendado é a NTN-B. Se quiser saber exatamente o quanto será remunerado, LTN ou NTN-F. Em um cenário onde uma provável alta das taxas de juros, o título a ser adquirido é o LFT.

No site do Tesouro Direto, há um simulador de rentabilidade. É importante ler e entender exatamente como funciona ou buscar assessoramento confiável.

A tributação nesta modalidade de investimento respeita os critérios abaixo. Lembrando que não há come cotas.

Tributação Tesouro Direto

Prazo

Alíquota IR

até 180 dias

22,50%

de 181 até 360 dias

20%

de 361 até 720 dias

17,50%

após 720 dias

15%


Em resumo:

Retângulo de cantos arredondados: Tesouro Direto

Pergunte ao Vou Investir

segunda-feira, 5 de setembro, 2011

Tivemos uma dúvida recente no blog que motivou a criação deste post e da seção “Pergunte ao Vou Investir” para esclarecer alguns pontos específicos sobre finanças pessoais e investimento. Formulando o questionamento:

1. Alguns fundos que conheço bancam o objetivo de baterem SEMPRE o CDI. Não seria melhor investir num fundo destes em vez de investir em Tesouro Direto? Alguns fundos promovem o acesso a investimentos mais fechados, como debêntures?

2. Como eu poderia confrontar o Tesouro Direto com um fundo de renda fixa e compará-los para escolher qual seria o melhor?

Vamos lá.

(1) Fundos de renda fixa praticamente investem em títulos do governo. Raros são os fundos que investem em crédito privado como debêntures. Nenhum fundo pode garantir que sempre irá bater o CDI. Digamos que ele tenha debêntures ou CDBs de outros bancos que paguem todos acima do CDI. Mas caso haja um calote em um desses investimentos, o que acontece com a rentabilidade? Cai, compreende?

(2) É bem simples você fazer a comparação direta. Bastar simular a rentabilidade do Tesouro Direto com a do fundo de investimento. Mas lembre-se: fundos têm come-cotas. Então se a rentabilidade é igual, sempre escolha o tesouro direto. Senão, precisa fazer uma simulação descontando o imposto do come-cotas (maio e novembro).

1. Eu já invisto em ações há algum tempo, faço DayTrade e mini-contratos WIN Bovespa. Planejo, num futuro próximo, também investir em Fundos Imobiliários. Vocês acham que seria uma boa ideia alocar um pequeno montante para FMM arrojados, que também superam, e bem, o CDI, como forma de diversificação e aumento de patrimônio para o futuro?

Sou inclinado a dizer que sim, porém, não podemos simplesmente dizer sim sem ter uma conversa mais profunda. Depende da liquidez que você necessita, sua idade, seus objetivos e principalmente da composição financeira que hoje você tem.

Sem sombra de dúvidas, todas as pessoas podem ter um planejamento financeiro que incluam fundos arrojados multimercados. Eles são excelentes para rentabilizar melhor o capital e dar uma “turbinada” na sua renda fixa. O problema é que o conhecimento é restrito por parte dos investidores e, até pouco tempo, a necessidade de capital para investir em gestores independentes ou através dos bancos era elevada.