Habemus tapete verde na Arena Pernambuco

Colocação do gramado na Arena Pernambuco. Crédito: Facebook/reprodução

A menos de um mês do prazo de entrega, a Arena Pernambuco enfim tem o seu tapete verde, dando a cara definitiva do palco.

Após a preparação do sistema de drenagem do estádio, a grama do tipo Bermuda Celebration foi transportada do centro de treinamento do Náutico, na Guabiraba, para a arena, em São Lourenço da Mata.

Neste sábado os engenheiros e operários iniciaram a colocação do campo, através de rolos. O gramado vinha sendo cultivado desde o dia 15 de novembro de 2012, numa área de 19.200 metros quadrados, o suficiente para a produção de dois campos oficiais. Saiba mais detalhes sobre o gramado da arena aqui.

A última medição da obra apontou 94%. A abertura será em 14 de abril.

Colocação do gramado na Arena Pernambuco. Crédito: Facebook/reprodução

Caminho da luz até a Arena Pernambuco

Arena Pernambuco e o projeto de energia solar. Crédito: Odebrecht

A ideia de transformar a Arena Pernambuco em um “projeto verde” na Copa do Mundo passa sobretudo pela energia solar. Ou seja, energia limpa. Um dos braços da companhia responsável pela obra, a Odebrecht Energia firmou uma parceria com a Neoergia para a implantação dos painéis solares.

O portal da construtora divulgou um gráfico sobre o processo. A luz captada pelas células fotovoltáicas, num área próxima, irá resultar na geração de energia para operar o próprio estádio. A usina terá capacidade para 1MW de potência.

A redução no consumo de energia convencional, da rede da Celpe, poderá ser de até 85%. Quando não abastecer o estádio, a energia deverá ser destinada às moradias previstas para a futura Cidade da Copa, em São Lourenço.

Que o sol reduza a possibilidade de apagões no futuro do futebol do estado…

Saiba mais sobre os tópicos autosustentáveis da arena aqui.

Acabamento da Copa do Mundo em fase de observação

Lanchonetes da Fonte Nova

A Fonte Nova foi entregue de maneira simbólica. Até a inauguração de fato, com uma partida de futebol, o trabalho de acabamento e decoração irá continuar.

O primeiro jogo será o tradicional clássico baiano entre Bahia e Vitória, em 7 de abril. Os soteropolitanos vivem a expectativa sobre a abertura.

Nas redes sociais, um forte termômetro no mundo atual, circula de forma massiva um comparativo de imagens sobre os meandros do estádio (veja aqui).

No caso, os corredores, com espaços para lanchonetes, bares e banheiros. No projeto, divulgado inclusive no site do governo federal, uma edição de luxo.

A atual situação carece de detalhes. Nas lanchonetes, por exemplo, a obrigação do acabamento deve ser das futuras empresas que utilizarão os espaços.

De qualquer forma, vale destacar algumas projeções de setores de circulação no projeto da Arena Pernambuco, também erguido pela construtora Odebrebcht, a fim de realizar a mesma comparação em breve.

A fachada e a área da arquibancada já foram analisadas pelo blog aqui.

Corredores.

Projeto da Arena Pernambuco. Crédito: Odebrecht/divulgação

Acesso à área vip, com treze escadas rolantes.

Projeto da Arena Pernambuco. Crédito: Odebrecht/divulgação

Lounge.

Projeto da Arena Pernambuco. Crédito: Odebrecht/divulgação

Caixa de Pandora da Arena será aberta

Caixa preta

O maior mistério sobre a preparação pernambucana para a Copa do Mundo de 2014 é, sem dúvida alguma, o custo final da Arena Pernambuco.

Por mais que o empreendimento tenha passado por um profundo processo de aceleração para antecipar a obra em oito meses, modificando vários aspectos do projeto, o gasto divulgado segue apontado para o valor original, de R$ 532 milhões. Trata-se de um orçamento com a base de maio de 2009, quando o complexo foi lançado. Na prática, o custo já é muito maior. Sob especulação.

Porém, finalmente o governo do estado apontou um prazo para revelar o cursto real. A tendência é que a engenharia financeira da parceria público-privada seja concluída no fim de junho, abrindo a caixa-preta sobre o orçamento absoluto. Comissões governistas já estão levando os (muitos) serviços extras.

A data foi estipulada no prazo de trinta dias após o início da operação oficial, agendada para 27 de maio, com o estádio sob tutela da Fifa visando a Copa das Confederações. Apenas com os reajustes regulares do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, a arena irá sair por R$ 610 milhões.

Ainda sem o futuro dado, o valor da construção e reforma dos doze estádios do Mundial já está 51% maior que o previsto. De R$ 5,3 bilhões para R$ 8 bilhões. Como curiosidade, o gasto da obra em São Lourenço ficaria em torno de R$ 921 milhões com o mesmo percentual nacional. É para tanto? Saberemos em breve.

A arena pernambucana saiu da maquete, externa e internamente

Arena Pernambuco em março de 2013. Foto: Eduardo Martino/Odebrecht

A cada trinta dias um fotógrafo contratado pela Odebrecht sobrevoa a arena a bordo de um helicóptero, captando imagens sempre do mesmo ponto.

Com o auxílio de um GPS, as imagens replicam maquetes originais, produzidas em 3D pelos arquitetos há bastante tempo. O mesmo ocorreu internamente.

Projeto da Arena Pernambuco. Crédito: Odebrecht/divulgação

Com a cobertura finalizada e quase todo o estacionamento finalizado, é possível, enfim, enxergar nas imagens aquele projeto futurista em São Lourenço.

Na prática, o empreendimento já encontra-se em 95% de avanço físico. Nas imagens é possível perceber as lacunas: fachada inspirada na Allianz Arena, cadeiras, iluminação, placar eletrônico e gramado.

Arena Pernambuco em março de 2013. Foto: Eduardo Martino/Odebrecht

Neste postagem, dois exemplos dessa evolução, saindo da maquete. Na sua opinião, está fazendo jus ao projeto original?

Projeto da Arena Pernambuco. Crédito: Odebrecht/divulgação

Pernambuco e Fifa falando a mesma língua, por caminhos diferentes

Visita de Jérôme Valcke na Arena Pernambuco em 5 de março de 2013. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

O sol forte colaborou para a visita de Jérôme Valcke à Arena Pernambuco. O secretário-geral da Fifa chegou no canteiro de obras por volta de 12h desta terça. Veio de carro, com o caminho aberto por batedores, naturalmente.

Do Aeroporto Internacional dos Guararapes, encarou as Avenidas Mascarenhas de Morais e Abdias de Carvalho e as rododvias BR-232 e BR-408. Na segunda a cidade havia tido um dia de caos, com vias travadas apás a volta da chuva, relembrando pela enésima vez a precária condição viária da metrópole.

Paralelamente a isso, o governador Eduardo Campos e o prefeito da capital pernambucana, Geraldo Julio, realizavam um sobrevoo no canteiro a bordo de um helicóptero, sem qualquer chance de imprevisto ao destino. No solo, o encontro. Aos gestores locais, o tempo bom realmente ajudou na inspeção oficial da Fifa, sobretudo ao “produto” divulgado para o público.

Valcke, aliás, optou por não comentar desta vez sobre mobilidade urbana com a imprensa. Argumentou que não havia tido acesso aos relatórios àquela altura.

Na Suíça, certamente teve. Mas uma reunião posterior acertaria os ponteiros com o governador, que não conseguia esconder a satisfação o grau de avanço da arena, que correu bastante para cumprir os prazos e passar de 90%.

Insistindo novamente na mobilidade urbana, esta aparece como o principal desafio local tanto na Copa das Confederações quanto na Copa do Mundo.

Há a certeza de que teremos feriados, que diminuirão consideravelmente a quantidade de carros nas ruas, até porque a Região Metropolitana do Recife conta com inacreditáveis 1.115.461 veículos registrados.

Contudo, os discursos, tanto no inglês fluente do francês Valcke quanto no português carregado de sotaque de Eduardo, direcionam o legado do estado para a infraestrutura viária, à acessibilidade. Só na Copa das Confederações o investimento em mobilidade chega a R$ 1,2 bilhão. Sem os incrementos.

A Arena Pernambuco já é uma realidade. Dentro de quarenta dias deve acontecer a sua inauguração, apesar do lampejo de cobrança do executivo da Fifa em relação ao gramado. Nesta segunda visita do secretário-geral da entidade que comanda o futebol, o supracitado tema central, notório, ficou nos bastidores. Mas os representantes de Pernambuco e da Fifa se entenderam.

Nesta apressada reta final, o momento aponta um discurso afinado, seja lá qual for a língua, do caminho traçado. O interesse vai do Recife a Zurique.Visita de Jérôme Valcke na Arena Pernambuco em 5 de março de 2013. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

Grama universal e nivelada por cima, a nova prioridade da Fifa para a Copa das Confederações

Gramado "Bermuda"

Um campo oficial de um torneio da Fifa tem 105 metros x 68 metros, segundo o caderno de encargos. Ao todo, uma ára de 7.140 metros quadrados. Levando em conta as doze arenas brasileiras para a Copa do Mundo, serão 85.680 m².

Na Arena Pernambuco, após um estudo que considerou o clima e o solo da região, a grama escolhida foi a Bermuda Celebration. Outras arenas fizeram o mesmo, sempre no padrão determinado pela Fifa.

Agora, a entidade resolveu focar de vez os campos. Naturalmente, tornou-se prioridade devido aos prazos apertados das obras nos estádios, o que leva consequentemente a um gramado finalizado em cima da hora.

Não por acaso, no Recife até o sistema de plantação e drenagem foi modificado. Em vez do plantio de sementes e drenagem à vácuo, reduzindo drasticamente a possibilidade de alagamento no campo, os gestores locais conseguiram dobrar os executivos da Fifa, uma vez que o prazo estava bastante curto.

Desta forma, o estádio em São Lourenço terá uma plantação em rolos, com a transição de placas de grama, e uma drenagem gravitacional, a mais tradicional nos palcos do país. Com pressa, placas soltas, como na Arena Grêmio.

“O importante é que seja qual for o jogo na cidade-sede, o gramado precisa estar em boas condições, pois serão 90 minutos para o mundo inteiro. E aqui todos vão ver Espanha x Uruguai”.

Palavras do francês Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, aqui no estado.

Uniformizar os gramados brasileiros parece ser uma missão mais difícil do que se imagina. Além do que, é preciso que seja nivelado por cima, sem placas soltas, gramado irregular…

Jérôme Valcke volta a Pernambuco para sair novamente do discurso padrão

Jérôme Valcke em visita na Arena Pernambuco em 26 de junho de 2012. Foto: Teresa Maia/DP/D.A Press

Principal figura da Fifa em relação à preparação brasileira para a Copa das Confederações de 2013 e, sobretudo, a Copa do Mundo de 2014, o francês Jérôme Valcke é disparado o tom mais crítico em relação às obras no país.

Ao contrário dos gestores brasileiros, que sem surpresa alguma focam sempre o otimismo máximo, o secretário-geral da entidade que comanda o futebol não costuma economizar nos comentários.

No próximo dia 5 de março de 2013, o executivo visitará a Arena Pernambuco pela segunda vez. Na primeira, em 26 de junho de 2012, encontrou o canteiro com 43% de avanço. Na época, o temor era de que o Recife virasse uma nova Port Elizabeth, a cidade sul-africana cortada da última Copa das Confederações.

A esta altura, com milhares de ingressos do Festival de Campeões vendidos para os três jogos no estado, essa possibilidade tornou-se irreal. O que não significa que esteja tudo perfeito. Não está, mas a correria para a alcançar o prazo de conclusão agendado para abril elevou o panorama atual para 90%.

Na nova visita, o mesmo script, com Ronaldo e Bebeto atraindo as atenções, o governador de Pernambuco reforçando a parceria com o Comitê Organizador Local e, no fim, Valcke listando as verdadeiras prioridades.

Há oito meses, falou do estádio, da rede hoteleira, do aeroporto e da mobilidade urbana da capital. A sua última declaração expõe a situação (veja aqui).

“Não adianta fazer o estádio mais bonito do mundo, no meio do nada.”

Agora fica a expectativa sobre o que ele tem a dizer sobre a inauguração do estádio, uma vez que o Castelão e o Mineirão abriram os portões sob críticas.

Jérôme Valcke em visita na Arena Pernambuco em 26 de junho de 2012. Foto: Odebrecht/divulgação

Arena Pernambuco a 9,9% da inauguração

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Na reta final de trabalho, a Arena Pernambuco passou de 90,1% de avanço físico. Os dados de fevereiro, com expectativa superior a 95%, serão concluídos até meados de março. Falta pouco para o futuro do futebol local.

Em vez de apontar o que já foi feito, chegou a hora do blog fazer o oposto, enumerando os pontos em aberto no milionário empreendimento.

No setor de cadeiras já são mais de 16.000 assentos instalados, de um total de 46.214. Parte das cadeiras vermelhas já encontra-se no anel superior, na ala sul.

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Içados por guindastes, os 22 módulos da cobertura, armados ainda no solo por telhas, forros e vidros, pesando 45 toneladas cada, foram montados com ajuda de alpinistas. Os módulos estão sendo finalizados.

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Na área do campo de jogo, o terreno foi rebaixado para a colocação do sistema de drenagem, com o formato de uma “escama de peixe”. As camadas seguintes serão de brita, no estágio inicial, e areia, prevista para março. Só depois será colocado o gramado “bermuda celebration”, cultivado no CT do Náutico.

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

A estrutura metálica onde será instalado o revestimento combinado entre LED e almofadas de Etileno Tetrafluoretileno já circunda quase toda a arena. A membrana terá 25 mil metros quadrados, a tecnologia da Allianz Arena.

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Os trabalhos de acabamento devem durar até o início de abril, no chamado “arremate” do projeto. Entre os vários pontos, a colocação de azulejos nas quatro rampas de acesso ao anel superior, além de lanchonetes e banheiros.

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press

Antes dos testes finais em abril, prioridade para as instalações elétrica e hidráulica – nos lugares climatizados ainda haverá um forro especial. Além do trabalho na área interna, serão colocados dois telões de LED (77,4 m²) e 380 projetores de luz, anexados à cobertura.

Construção da Arena Pernambuco em fevereiro de 2013. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A Press