Falta de sincronia de semáfaros da Caxangá aumenta tempo de percurso

 

Semáforos serão replanejados após novo corredor Foto - Allan Torres Espec DP/D.A.Press

Semáforos serão replanejados após novo corredor Foto – Allan Torres Espec DP/D.A.Press

A programação semafórica da Avenida Caxangá, aliada aos impactos das obras do Corredor Leste/Oeste, faz o motorista esperar mais de 40 minutos nos horários de rush, sobretudo para quem sai da Rua José Osório e precisa acessar a via principal. O semáforo veicular 257, no cruzamento com a Rua Carlos Gomes, é um dos que tensionam ainda mais o local e tem sua funcionalidade questionada não apenas por motoristas como também por orientadores e agentes de trânsito.

“Esse semáforo abre durante 90 segundos e depois fecha por 30 segundos. Um agente de trânsito poderia aliviar o problema, permitindo a passagem dos veículos por mais tempo”, opina o empresário Paul Ashton. O 257 não serve ao pedestre, que já é beneficiado por semáforo próprio, o 264, a menos de 30 metros, nem para quem vem da Carlos Gomes, já que abre para essa via no mesmo tempo em que libera os veículos da Avenida Caxangá, sentido Benfica.

A gerente de planejamento de mobilidade da CTTU, Sandra Barbosa, disse que o planejamento da Caxangá será revisto com a conclusão do Leste/Oeste, em setembro, mas prometeu verificar a funcionalidade do semáforo 257 já. “Só podemos identificar quais semáforos são necessários e quais podem ser suprimidos após o corredor ficar pronto. Mas, nesse caso, faremos uma revisão. Toda iniciativa para reduzir o congestionamento daquela área é bem-vinda”, disse.

2 thoughts on “Falta de sincronia de semáfaros da Caxangá aumenta tempo de percurso

  1. Esse semáforo da Carlos Gomes realmente é questionável. Essa rua após binário passou a ter uma única faixa sentido Av. Caxangá exclusivamente para coletivos, então se tem veículo de passeio nela já temos um erro.
    O túnel ainda que não esteja funcionando eliminaria o cruzamento em nível, logo não há porque haver semáforo para veículos na Caxangá e nem da R. Carlos Gomes que só teria uma faixa para entrar na Caxangá. Contudo, essa comunicação da Carlos Gomes com a Caxangá é ponto comum ao acesso a R. João Ivo, pista oeste. Só faria sentido um semáforo no cruzamento se este parasse a circulação de coletivos sentido Caxangá na R. Carlos Gomes garantindo a conversão segura dos veículos que estão na Caxangá e querem entrar na R. João Ivo pista oeste, mas na prática o sinal abre para todos criando retenção na Caxangá para quem vai entrar na R. João Ivo, quer ficar a direita no começo da R. Benfica, bem como a própria R. Carlos Gomes fica retida devido a dificuldade em entrar na Caxangá.
    Outro problema levantado na matéria são os semáforos exclusivamente para pedestres. O que tenho percebido com as mudanças no corredor é que estão colocando semáforos em locais sem necessidade. Há estações bem perto de cruzamentos e ao invés do acesso a estas ser feito a partir das faixas de pedestres dos cruzamentos, estão colocando semáforos exclusivos para esse fim criando um efeito cascata, e ainda por cima o próprio canteiro central perto dessas não foi devidamente redesenhado para a partir dos cruzamentos se chegar as estações, pois colocaram um gramado.
    Isso é notoriamente percebido nas estações Getúlio Vargas e Parque de Cordeiro. O passeio do canteiro central no cruzamento não é contínuo para a estação tendo o gramado e uns 30m antes há os sinais para pedestres que vão a estação, só que o sentido subúrbio fica antes de uma rua transversal de bastante circulação e arrisco a dizer que com o aumento da frota de BRTs, os próprios poderão obstruir o cruzamento se dois ônibus pararem em fila neste semáforo, pois cada um neste corredor tem 19m de comprimento e do sinal da estação ao do cruzamento deve ser uns 30m, logo temos dois ônibus somando 38m de comprimento, obstruindo em quase 10m o espaço do cruzamento. Seria dispensável pela proximidade esse semáforo para pedestres.
    Essa semana começaram a instalar os semáforos da estação Parque do Cordeiro, cuja entrada é direcionada para o cruzamento com a R. Cláudio Brotherhood. O problema neste cruzamento é atravessar do canteiro central onde fica a estação para o passeio no mesmo lado do Parque de Exposições, pois os veículos que saem da citada rua fazem conversão para a Caxangá sentido subúrbio. Não se como será o acionamento deste novo semáforo tipo será acionado pelo pedestre ou sincronizado com o do cruzamento, mas, novamente, poderia ser evitado. Poderiam ter posto postes com os indicadores para pedestres no cruzamento e criar um tempo curto só para os pedestres atravessarem, em torno de 20 segundos. O tráfego para as ruas e avenida ficaria parado e os pedestres poderiam cruzar a via como chegar ao canteiro central onde está a estação sem problema, e isso poderia ser feito também no cruzamento da Caxangá com a General San Martin e com a R. General Polidoro onde há outra estação.
    Semáforos dedicados as estações só naquelas bastante afastadas de cruzamentos.
    Na Caxangá, se deveria ter um semáforo com bom uso seria no sentido centro, esquina com o agência do Itaú próximo ao novo TI 3º Perimetral. Haverá saída de ônibus pela rua transversal ao banco e deve ser esta para os BRT entrarem mais rápido no corredor podendo até parar na estação Getúlio Vargas. Ao invés de ter um semáforo dedicado a estação tendo o do cruzamento muito perto, colocaria um na esquina da rua para que o BRT acesse a faixa exclusiva com maior facilidade, do contrário terá que depender da boa vontade de quem esta no tráfego misto e até ambulância saindo por esta rua estão com dificuldades para entrar na Caxangá em certos horários após o acesso a urgência e a emergência ter mudado em função de obras de ampliação do hospital, imagino um veículo grande.