Binário da Zona Norte sujeito a alterações

 

Quatro caminhos e uma praça. A Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) está estudando alternativas para tentar reduzir a quantidade de carros na Estrada do Encanamento e desatar o nó na Praça do Parnamirim. A ideia é diminuir o fluxo em direção ao logradouro, que funciona como um girador e rebebe cerca de 17 mil carros por dia, vindos da Estrada do Encanamento, da Avenida17 de Agosto e das ruas Padre Roma e Desembargador Góes Cavalcanti. Uma das vias de escape que está em estudo é a Rua Virgínia Loreto. Os técnicos da CTTU estão fazendo a contagem dos carros que circulam na via, que é de mão dupla e passaria a ser de mão única em direção à Rua João Tude de Melo. Com isso, parte do trânsito da Estrada do Encanamento, que faz binário com a Estrada do Arraial, seria desviado para a Virgínia Loreto.

Inconformados com os congestionamentos no entorno da praça, que acaba tendo impacto no tempo de deslocamento, alguns moradores já estão organizando um protesto na praça para o dia 1º de setembro. Os manifestantes querem uma posição do órgão de trânsito para que sejam feitas mudanças na estrutura do binário. “Antes eu demorava cerca de 20 minutos no engarrafamento e hoje chego a passar uma hora para percorrer o mesmo trajeto”, revelou o servidor público Felipe Barroso, um dos organizadores do protesto.

Faltando uma semana para completar um mês da instalação do binário Encanamento/Arraial, que transformou as duas vias em sentido único, sendo a primeira com o tráfego subúrbio/cidade e a segunda no sentido cidade/subúrbio, as reclamações só parecem aumentar. De acordo com a presidente da CTTU, Maria de Pompéia, a redução do conflito na praça só deve ocorrer com a construção da Ponte do Monteiro, que está em obras e só deve ficar pronta até o final de 2013. “Com a ponte que ligará o Monteiro ao bairro da Iputinga, muitos carros vão evitar toda a 17 de Agosto ”, afirmou.

De acordo com o diretor de projetos da Empresa de Urbanização do Recife, Guilherme Tavares, a ponte irá reduzir uma barreira que tem hoje cerca de 5 km. O Rio Capibaribe, que separa os bairros das zonas Norte e Oeste da cidade, dispõe hoje de apenas dois acessos: a ponte que passa pela BR-101 e a ponte que passa ao lado do Carrefour. “Quem está em Casa Amarela, Casa Forte, Parnamirim e quiser acessar a Zona Oeste é obrigado a pegar a Avenida 17 de Agosto ou fazer o caminho pela BR-101. A ponte reduzirá muito esse percurso”, opina Tavares.

 

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