Do tio. Do vizinho. Do amigo da família. Do namorado. Do homem que deu “um nome à mãe”. Do primo. Do pai. Do irmão. São sete histórias comuns a todas nós: Clara, Renata, Iasmim, Inah, Bruna, Maria e Gabi - vítimas de abuso. E ainda vítimas (ou por muitos anos vítimas) do sentimento de culpa, acompanhante fiel das memórias, que às vezes surgem como imagens fragmentadas ou um áudio ou um cheiro. Em qualquer lugar, dia ou hora. Como dá para controlar estas coisas? Cheiro, som, imagem? Um processo doloroso/demorado este: sair da culpa e do silêncio. Estas mulheres saíram. “O abuso do dia” vai trazer uma história por vez. Assim mesmo: devagar. Para dar tempo de refletir. Angustiar.

OS NÚMEROS DO ABUSO

Por João Vitor Pascoal

Estupro*