O porto seguro da fotografia

abr 11, 2017 Comentários desativados por

Villa digital

Ainda no século 19, o Recife tornou-se um porto seguro para os praticantes de uma arte nova, a fotografia. Franceses e alemães, principalmente, aventuraram-se no novo mundo e deixaram registros da transformação de uma cidade que sonhava em também ser europeia, dando as costas para o seu passado colonial português de casarios e igrejas postos abaixo em nome da modernidade.

Augusto Stahl (1828-1877), Marc Ferrez (1843-1923) e Alberto Henschel (1827-1882) integram uma lista que teve como pioneiro um norte-americano, J. Evans, que montou a primeira oficina fotográfica na capital pernambucana, no primeiro andar casarão de número 14 da Rua Nova, em fevereiro de 1843. Antiga Barão de Vitória, a via não tardou a ser conhecida como a “rua dos fotógrafos”, onde as famílias iriam posar para a posteridade.

Longe de ser apenas uma brincadeira para a alta sociedade, a fotografia contribuiu para registrar as mudanças do Recife. Prova disso é este excelente trabalho elaborado pelo Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira da Fundação Joaquim Nabuco/Ministério da Educação a partir do acervo iconográfico da instituição.

O vídeo de animação “Recife, no princípio era o porto…”, com textos originais de Arthur Orlando, Henry Koster, Mario Sette e Rita de Cássia Araújo,  foi apresentado ao público pela primeira vez no último dia 7 de abril no II Encontro de Educação pela Cidade, na Villa Digital, a unidade que abriga os acervos da Fundaj. É relendo o passado que podemos projetar o futuro. Conheça o trabalho da Villa Digital clicando aqui.

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Sobre o autor

Paulo Goethe, no Diario de 1990 a 1997 e desde 2001
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