Missão do Diário na África chega ao fim

A viagem pela África chega ao fim. Nesse domingo, partimos para a África do Sul. Na manhã de segunda, embarcamos para São Paulo com destino ao Recife. Foram 17 dias acompanhando os trabalhos dos missionários da Comunidade Obra de Maria, na África.

Chegamos ao continente africano no dia 11 desse mês, desembarcando na África do Sul com destino à cidade Beira, às margens do Oceano Índico, em Moçambique. Dia seguinte, partimos para a missão de Dombe, onde convivemos seis dias com os seis missionários.

A equipe se divide, diariamente, para cuidar de dois internatos, um feminino e outro masculino, cada um com 120 estudantes. O trabalho no é intenso. Os missionários também ajudam com atendimento num pequeno hospital, instalado vizinho à missão. Promovem ainda cenáculos, uma evangelização porta a porta, levando a palavra de Deus a população bastante carente.

Moradores da zona rural de Dombe são acompanhados pela missão da Obra de Maria. Foto: Teresa Maia/DP
A missão de Dombe é muito sacrificada. A província, por exemplo, não dispõe de sequer energia elétrica. Os recursos para manter a casa vinham das peregrinações promovidas pela Obra de Maria. Mas como a crise financeira, a situação se complicou e a verba teve que ser reduzida ainda mais. Para manter os internatos e os missionários em Dombe é preciso R$ 200 mil por mês. A dedicação dos missionários é exemplo de extrema vocação.

Já em Luanda, os trabalhos são acompanhados por cinco missionários e dois sacerdotes. Por estarem na capital do país, a vida acaba sendo mais fácil.

O forte na Angola são as ações de catequese. Eles não pararam. Todos dias da semana, fazem atividades religiosas. Missas na casa são quase que diariamente.

Uma vez por mês, distribuem um sopão em cada uma das comunidades das quatro paróquias atendidas pela Obra de Maria. Promovem formação de novos membros e retiros para jovens. Além de prestar atendimento médicos voluntário em sua sede para os fiéis e cursos profissionalizantes, como de informática.

Um trabalho de formiguinha, mas que aos poucos vem trazendo resultados, modificando a dura realidade do povo angolano que ainda sofre os efeitos dos 27 anos de guerra civil.

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