A quinta classificação da Segundona 2013

Classificação da Série B 2013, na 5ª rodada. Crédito: Superesportes

Após cinco rodadas, enfim a entrada do Sport na zona de classificação à elite nacional. A vitória sobre o Palmeiras, no encharcado campo da Ilha, elevou o Leão do 7º para o 3º lugar, graças à goleada diante do Guaratinguetá.

A segunda divisão do Campeonato Brasileiro terá apenas mais uma rodada antes da parada obrigatória para a Copa das Confederações, voltando apenas no mês de julho. Na rodada cheia da próxima terça-feira o Rubro-negro poderá alcançar um pouco de paz, algo em falta há tempos nas bandas do clube.

A 6ª rodada do representante pernambucano
11/06 – Sport x Bragantino (19h30)

A crônica falta de luz na Ilha

Série B 2011: Sport 1 x 1 Bragantino. Foto: Roberto Ramos/Diario de Pernambuco

Eis uma rota nada iluminada.

Como sempre, a rodada “ajudou”, com os adversários diretos tropeçando pelas beiradas. Restava ao Sport, enfim, fazer a sua parte.

Em mais um dos muitos confrontos diretos até o fim da Série B, o time teria o Bragantino pela frente, na noite desta sexta.

Uma vitória e a diferença em relação ao G4 cairia pela metade, para apenas três pontos. Lá foi mais uma vez a torcida rubro-negra para a Ilha do Retiro, dando outra “chance” ao time, pra lá de irregular.

Mais ofensivo, o mínimo de ousadia que se pedia em um momento assim, o Leão bem que tentou, mas não conseguiu se impor.

No intervalo, o velho misto de vaias e aplausos, com o então frustrante empate sem gols. O reflexo da equipe apagada foi o fato de a luz na Ilha ter ido embora.

Energia retomada e a luta pela vitória no 2º tempo ficou ainda mais complicada com o gol de Leo Jaime, aos 13. Renato até empatou, logo depois. Chute cruzado lá e cá.

No fim, mesmo com um acréscimo de sete minutos, o Sport não teve forças e concentração para superar o 1 x 1.

Diante de 21 mil torcedores, a má sequência continuou. Agora, com três derrotas e dois empates. Jejum que deixa o Rubro-negro longe de qualquer prognóstico plausível.

Ainda há luz no fim do túnel?

Série B 2011: Sport 1 x 1 Bragantino. Foto: Roberto Ramos/Diario de Pernambuco

Ciber-torcida

Bebê no PC

Mais do que a denúncia sobre o grau de parentesco da bandeirinha Márcia Bezerra Lopes Caetano com o zagueiro Júnior Lopes, do Bragantino, ambos em ação no jogo do Náutico na terça-feira, o post vai focar a origem da notícia sobre os irmãos boleiros.

Cada vez mais, o torcedor se mostra engajado no clube no mundo virtual, sempre pesquisando sobre novos jogadores, contratos, marketing e, sobretudo, irregularidades.

Pesquisam, discutem diariamente em fóruns e denunciam/divulgam através de redes sociais, como Twitter e Facebook. Ou seja, participam!

A polêmica sobre a bandeirinha e o irmão, por exemplo, surgiu após uma ágil apuração dos próprios torcedores alvirrubros na web, nesta quarta-feira. O blog recebeu a mesma denúncia de quatro torcedores diferentes nesta quarta!

Acharam vídeos no Youtube e sites de Rondônia, com fatos entrelaçados (veja aqui).

De fato, as peças se encaixam. O parentesco entre uma auxiliar de arbitragem e um jogador pode até não ser ilegal no futebol profissional, mas é, no mínimo, antiético.

De qualquer forma, o erro de 1,30 metro no impedimento resultou em mais um causo do futebol, com a força da torcida na internet. Um causo de repercussão nacional.

Se antes havia o rádio ou um telefonema anônimo, agora o torcedor produz todo o conteúdo, de forma independente e 100% focado no seu interesse.

Trata-se de uma nova realidade na interação entre clube, imprensa e torcida.

Um nova torcida… Uma ciber-torcida.

Queimando a gordura alvirrubra

Série B 2011: Bragantino 2x1 Náutico. Foto: Fábio Eduardo (Bragantino)/divulgação

Com apenas 45 segundos o esquema alvirrubro foi desmontado.

Numa arrancada incrível, Léo Jaime invadiu a área pelo lado esquerdo e tocou com categoria na saída do goleiro Gideão.

Não marcou três gols numa mesma partida, mas “pediu” a música, Abaixo a depressão.

Foi a 5ª vitória consecutiva do Bragantino, que saiu do 16º lugar para a 6ª posição, sonhando com o G4. Mais um na enorme fila…

Ao Náutico, em 3º lugar, o aprendizado sobre a falta de atenção, pois ter a meta vazada em tão pouco tempo aniquila qualquer preleção.

A verdade é que todo o primeiro tempo timbu foi ruim, com uma arbitragem ainda pior. O segundo gol paulista, por exemplo, resultou numa reclamação daquelas. Impedimento…

Na etapa final, quando tirou um volante e colocou mais um meia de criação, aproveitando o fato de jogar com um a mais, o tempo já era escasso.

Ainda assim, o time pernambucano melhorou em campo e passou a criar. O Alvirrubro lutou pelo empate, mas a derrota por 2 x 1 acabou sendo justa.

O time não esteve numa boa noite. Pior, a rodada não ajudou. Dos oito primeiros colocados, sete venceram nesta 23ª rodada. Só o Timbu ficou parado…

Queimou a gordura na Terra da Linguiça. Faz sentido…

Série B 2011: Bragantino 2x1 Náutico. Foto: Fábio Eduardo (Bragantino)/divulgação

Voo com turbulência do Carcará

Série B 2011: Bragantino 5x3 Salgueiro. Foto: Fábio Eduardo (Bragantino)/divulgação

Turbulência.

Essa palavra se aplica bem ao contexto atual do Carcará, dentro e fora de campo. Após um início animador na Série B, o clube sertanejo só fez despencar na competição.

Começou a preencher a cartilha do rebaixamento. Só neste sábado foram dois episódios, com a demissão de Neco e a dispensa de Rosembrick, atleta mais renomado no elenco.

Na estreia do técnico Maurício Simões, então, mais turbulência… Um jogo maluco, para ser mais exato. Na média, um gol a cada 7 minutos e 30 segundos, num rimo alucinante.

No primeiro tempo foram seis tentos.

O time da casa abria vantagem e logo o visitante indigesto empatava. Bragantino e Salgueiro fizeram o improvável jogão da rodada, num deserto estádio no interior paulista.

Otacílio Neto aos 5, Élvis aos 15.
Lincom aos 29, Piauí aos 35.
Lincom aos 44, Fabrício Ceará aos 44.

No segundo tempo, “apenas” dois gols. Um do Bragantino… e o outro também.

Mudança no script. Bragantino 5 x 3. Obviamente, mais turbulência no Sertão…

Série B 2011: Bragantino 5x3 Salgueiro. Foto: Fábio Eduardo (Bragantino)/divulgação

Sem a lição de casa, no gramado e na arquibancada

Série B 2011: Náutico 2 x 2 Bragantino. Foto: Edvaldo Rodrigues/Diario de Pernambuco

Somar três pontos em casa em uma competição tão equilibrada quanto esta Série B – ainda que nivelada por baixo – é a maior obviedade possível.

Abrir uma vantagem de dois gols sobre o vice-lanterna da competição e mesmo assim não sair com a vitória vai de encontro a essa obviedade.

Neste sábado, o Náutico sofreu um duro golpe, ainda que não tenha ido à lona. Em uma semana conturbada, o Timbu necessitava de um pouco de paz no fim de semana.

Logos nos primeiros instantes nos Aflitos, o atacante Rogério abriu o palcar para o Timbu, aproveitando uma sobra após cobrança de falta na área.

No começo do segundo tempo, tabelando, o também atacante Kieza ampliou.

O Alvirrubro passou a administrar o jogo, nada de errado nisso. Mas pecou ao dar ceder espaço demais. Começou com Quixadá, diminuindo após um corte errado da zaga.

Aos 45 minutos, como um digno castigo, Bruno armou boa jogada na meia lua e acertou o ângulo: 2 x 2. Até ali, o Náutico encostava no G4. Agora, volta para o meio da tabela.

Para completar o fiasco no dever de casa, outra fraca presença da torcida, com apenas 5.022 pessoas em Rosa e Silva. No primeiro jogo nos Aflitos foram 3.959 pessoas.

A saída do programa Todos com a Nota precisa ser repensada. Isso também é óbvio?

Série B 2011: Náutico 2 x 2 Bragantino. Foto: Edvaldo Rodrigues/Diario de Pernambuco

G4 se aproxima

Série B-2010: Sport 2 x 0 Bragantino. Foto: Ricardo Fernandes/Diario de Pernambuco

A partida na Ilha do Retiro abriu a 33ª rodada da Série B.

Era, ainda, o início da longa noite desta terça-feira.

Diante de 21 mil torcedores, o árbitro iniciou o duelo às 18h30. Com tantos cálculos em jogo, não adiantava postar logo após o confronto do Sport contra o Bragantino.

Isso porque qualquer resultado só teria um contexto real com o desfecho da rodada, com um G4 cada vez mais afunilado nesta Série B.

Em casa, uma síntese – durante boa parte do jogo – da campanha do Leão atuando em seu reduto neste Campeonato Brasileiro. Um time martelando, pressionando, mas sem conseguir se impor no placar.

Foram três bolas na trave e um nervosismo incontrolável da torcida, que via o Sport empacando em mais uma equipe mais fraca tecnicamente.

Com uma boa leitura do gramado, Geninho abriu mão do 3-5-2 no segundo tempo e colocou Romerito e Elton. A equipe cresceu, com a velocidade de Elton e com a mais que conhecida garra de Romerito.

E o Sport acabou abrindo o placar com Tobi, numa bola que teimou em não entrar. Depois, Romerito ampliou pós boa jogada. Vitória leonina por 2 x 0.

Restava, então, secar… E como! Em dose dupla: Figueirense e América/MG.

Com 54 pontos, o Sport precisava se aproximar de um dos dois, no mínimo.

O time catarinense tratou logo de mostrar que a briga não é com ele e ganhou do Ipatinga, pulando para 59 pontos.Em Curitiba, no último jogo da noite, que começou às 20h50, total atenção da torcida rubro-negra.

O gol paranista de Kelvin, aos 24 minutos do 1º tempo, foi muito comemorado. Depois, o goleiro Juninho (o Magrão deles) segurou a vitória do Paraná.

Do Paraná e do Sport, que viu a diferença para o grupo de acesso cair para um mísero ponto. A cinco rodadas do fim… Na Ilha, este 2 de novembro não foi o Dia de Finados.

Seis pontos para mais ou para menos

Montagem da internet com Tiririca e o Náutico

Seis pontos separam o Náutico.

Do G4, o grupo de acesso à elite nacional. (37-31)

E também do Z4, a zona de rebaixamento à Terceirona (31-25).

Não por acaso, a revolta da torcida. A montagem acima foi produzida por torcedores do próprio Náutico. Gente bem insatisfeita com a queda de rendimento da equipe.

Neste sábado, o Timbu chegou à 7ª derrota seguida como visitante na Série B.

Já são três derrotas consecutivas no Brasileiro. Agora, Bragantino 3 x 0.

Em 17 de julho o time conseguiu a sua última vitória longe de Rosa e Silva  Venceu o América/MG por 2 x 1, em Sete Lagoas, a 70 quilômetros de Belo Horizonte.

Jogo ainda pela 9ª rodada. O Timbu era o líder na ocasião, quatro pontos acima do limite do G4 e nove em relação ao rival Sport.

Mas o time não vem correspondendo… Nesta semana, o técnico Alexandre Gallo até teve tempo para treinar, contou com o reforço de Anderson Lessa e com a recuperação de alguns atletas que estavam no DM.

Muita conversa e dedicação, apesar do bate-boca via internet entre o técnico e alguns ex-diretores do clube. Entre eles, o cacique timbu, André Campos.

Mas armar um esquema precavido e levar um gol com apenas 2 minutos e 48 segundos da partida mata qualquer sistema. Foi o que ocorreu no interior paulista.

Depois, sem poder de reação, como em outras jornadas, o Alvirrubro foi uma presa fácil em Bragança Paulista. A consequência direta: dilema. A seis pontos do G4 ou do Z4?

Conexão Recife/São Paulo

São Paulo

Pela quarta vez consecutiva, a delegação do Sport vai ao Aeroporto Internacional dos Guararapes tendo como destino final o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Na confecção da tabela da Série B de 2010, o Leão ficou numa intercalada Recife/São Paulo, com um jogo na Ilha e outro em algum lugar do estado paulista.

Desta vez, os rubro-negros vão até Guaratinguetá, no interior, para enfrentrar o perigoso representante local, na tarde deste sábado.

Levando em conta as quatro viagens aéreas (ida e volta) e os trajetos do aeroporto até os estádios (incluindo o Bruno José Daniel e o Canindé, dentro da Grande São Paulo), o total percorrido pelo Sport nesta conexão será de 17.701 quilômetros.

Do Recife a São Paulo, de avião: 2.129 km. Abaixo, os trechos pelas estradas.

14/08 – Bragantino 0 x 0 Sport – 97,6 km
28/08 – Santo André 2 x 2 Sport – 26,6 km
04/09 – Portuguesa 1 x 2 Sport – 14,5 km
11/09 – Guaratinguetá x Sport – 196 km

Apesar da distância, pelo menos estão vindo alguns pontos na bagagem. Cabe mais?

Sopro de vida

Eletrocardiograma do Sport...

Após uma semana de boas notícias e uma vitória suada na Ilha do Retiro, o Sport esperava fechar o “ciclo” com uma vitória em Bragança Paulista. O triunfo não veio.

O time não venceu, mas também não perdeu.

Diante do Bragantino, no interior paulista, uma bola na trave para cada lado… Nenhum gol para cada, 0 x 0. Um ponto cada um.

Marcelinho Paraíba atuou durante 78 minutos e teve uma estreia regular, buscando o jogo e arriscando algumas tabelas. Não finalizou como se esperava, mas mostrou potencial para crescer junto com o time, perdido no meio da tabela, em 14º lugar.

É nesse ponto que a torcida rubro-negra se agarra para continuar com a esperança de buscar o acesso à elite nacional em 2011.

Para quem já estava aceitando a ideia de brigar apenas para não cair para a Terceirona, já é um alento. O Sport retorna com um pontinho na bagagem, ok. Mas para quem vai gastar mais de R$ 1 milhão por mês até o fim do ano, falta muita coisa…

O Sport ganhou um ponto ou perdeu dois em Bragança Paulista?