Confira dicas do pernambucano que tirou mil na redação do Enem 2019

Confira dicas do pernambucano que tirou mil na redação do Enem 2019

O único entre os 206.220 candidatos de Pernambuco que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 a tirar tira mil na redação não é um “devorador” de livros, mas ama assistir filmes, ver documentários, ouvir músicas de diversos gêneros e ler notícias. Thiago Nakazone, de 18 anos, consegui a nota máxima nas provas de produção textual do Sistema Seriado de Avaliação (SSA), da Universidade de Pernambuco (UPE), e do Enem em 2019.

Na prova do ano passado, que tinha como tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”, Thiago Nakazone denunciou a elitização do cinema no país. “Argumentei que os ingressos são caros e que a maioria das salas de cinema está nos centros urbanos”, disse. Para iniciar o texto, o estudante mencionou o Cinema marginal, um movimento cinematográfico brasileiro que se propagou pelo país entre meados de 1968 e 1973. “Não costumo ler muitos livros, apesar de gostar de obras de suspense, mas consumo muita notícia e gosto muito de ver filmes”, contou.

Confira as dicas do estudante nota mil na redação do Enem:

Unicamp divulga edital do Vestibular Indígena 2021; prova acontece em Caruaru

Unicamp divulga edital do Vestibular Indígena 2021; prova acontece em Caruaru

Na terceira edição da modalidade de ingresso Vestibular Indígena Unicamp, oferecida a estudantes indígenas de todo o país, a Unicamp vai oferecer 88 vagas, para ingresso no segundo semestre de 2021. As inscrições são gratuitas e poderão ser feitas exclusivamente no site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), no período de 10 de dezembro de 2020 a 31 de janeiro de 2021. O Edital com as regras e vagas por curso está disponível na página da Comvest, bem como o calendário completo do processo. Para 2021, houve a inserção de dois novos cursos: Ciência da Computação e Engenharia de Computação. Já os cursos de Ciências Biológicas, Enfermagem e Farmácia não abriram vagas para essa edição.

Os candidatos deverão comprovar que pertencem a uma das etnias indígenas do território brasileiro, por meio da documentação especificada no Edital, a ser entregue no dia da prova do vestibular. Outro pré-requisito é que os candidatos tenham cursado o ensino médio integralmente na rede pública (municipal, estadual, federal), ou em escolas indígenas reconhecidas pela rede pública de ensino ou tenham obtido a certificação do ensino médio pelo Enem ou exames oficiais – por exemplo, o Enceja – e não tenham cursado nenhum período do ensino médio na rede particular. Caso sejam aprovados no vestibular, os estudantes deverão comprovar as exigências, apresentando no ato da matrícula toda a documentação exigida.

Nessa edição do Vestibular Indígena, a Comvest irá aplicar a prova nas mesmas seis cidades do vestibular passado: Bauru (SP), Campinas (SP), Caruaru (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM). O exame será realizado no dia 11 de abril de 2021 (seguindo o horário local). A prova será em língua portuguesa, composta de questões de múltipla escolha e uma Redação, da seguinte maneira: Linguagens e códigos (14 questões); Ciências da Natureza (12 questões); Matemática (12 questões); Ciências Humanas (12 questões); e uma Redação. O programa de estudos para a prova já está disponível no Edital, na página da Comvest. Os candidatos ao curso de Licenciatura em Música, além das provas acima, deverão realizar a Prova de Habilidades Específicas em Música, com o envio eletrônico de vídeos. O ingresso dos aprovados ocorrerá em agosto de 2021.

Histórico

Na primeira edição do Vestibular Indígena Unicamp, realizada para o ingresso em 2019, a Comvest registrou 611 inscritos, que disputaram as 72 vagas oferecidas. Foram matriculados 64 estudantes, de 23 etnias do Brasil. Na segunda edição, realizada no ano passado, o número de inscritos subiu para 1.675, na disputa por 96 vagas, e foram matriculados 85 estudantes.

Calendário- Vestibular Indígena 2021

10/12/2020 (às 9h)

Início das inscrições, por meio de formulário eletrônico, na página eletrônica da Comvest.

08/02/2021 (das 9h às 18h do dia 26/02/2021)

Prazo para envio de arquivo digital para a prova de Habilidades Específicas para o curso de Música, na página eletrônica da Comvest.

31/01/2021 (às 17h)

Data final de inscrição, na página eletrônica da Comvest.

11/03/2021

Convocação para as Provas e divulgação do endereço completo dos locais. Disponível exclusivamente na página eletrônica da Comvest.

11/04/2021 (às 13h)

Aplicação das Provas nas cidades de Bauru (SP), Campinas (SP), Caruaru (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM),

10/05/21 (às 18h)

Divulgação dos convocados para matrícula em 1ª chamada e da lista de espera, na página eletrônica da Comvest.

11/05/2021 a 17/05/2021 (das 9h às 17h)

Matrícula dos convocados em 1ª chamada (virtual), na página eletrônica da Comvest.

20/05/2021 (às 18h)

Divulgação dos convocados para matrícula em 2ª chamada, na página eletrônica da Comvest.

21/05/2021 a 27/05/2021 (das 9h às 17h)

Matrícula dos convocados em 2ª chamada (virtual), na página eletrônica da Comvest.

31/05/2021 (às 18h)

Divulgação dos convocados para matrícula em 3ª chamada, na página eletrônica da Comvest.

01/06/2021 a 07/06/2021 (das 9h às 17h)

Matrícula dos convocados em 3ª chamada (virtual), na página eletrônica da Comvest.

10/06/2021 (às 18h)

Divulgação dos convocados para matrícula em 4ª chamada, na página eletrônica da Comvest.

02/08/2021 (das 9h às 12h)

Matrícula presencial (todas as chamadas virtuais), em local a ser informado na página eletrônica da Comvest.

05/08/2021 (às 18h)

Divulgação dos convocados para matrícula em 5ª chamada, na página eletrônica da Comvest.

09/08/2021 (das 9h às 12h)

Matrícula dos convocados em 5ª chamada. Matrícula presencial, em local a ser informado na página eletrônica da Comvest.

Medicina é o curso com menor inclusão de negros em PE

Medicina é o curso com menor inclusão de negros em PE

A proporção dos autodeclarados negros no ensino superior aumenta a cada ano, mas, em alguns cursos, a participação ainda é limitada. Em Pernambuco, apenas 2,5 em cada 10 estudantes de medicina são negros.

O dado foi apurado pelo Quero Bolsa, principal plataforma de inclusão no ensino superior com bolsas de estudo, ao analisar as informações da edição 2019 do Censo da Educação do Ensino Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Para isso, foram considerados os cursos com pelo menos 1 mil matriculados no estado.

A taxa de inclusão de negros é inferior à média geral de cursos no estado, 44,8%. Se analisamos os cursos, PE está com a média superior a nacional, cuja proporção é de 25,47%.

Já agronomia é o curso com maior proporção de negros no ensino superior de Pernambuco, com 94,46%. A média nacional para o curso é de 37,19%.

Entre 2010 e 2019, porém, a presença do negro passou de 33.499 para 132.383 estudantes em instituições de ensino superior no estado, com alta de 295%. Eles representavam 15,84% dos alunos, no início da década, e agora são 44,8%. No país, os negros são 38,2% dos universitários.

O salto ocorrido entre 2013 e 2016 deve-se à implantação da lei de cotas, realizada de forma progressiva no período. Em 2013, a proporção de negros era de 16,57% e chegou a 32,95% em 2016.

Entretanto, a taxa ainda é bem menor do que a proporção de negros na sociedade que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é de 61,9% em Pernambuco.

Prova do Revalida será aplicada em 13 cidades brasileiras

Prova do Revalida será aplicada em 13 cidades brasileiras

O Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2020 será aplicado em 13 cidades. O número de locais de aplicação aumentou em relação à edição anterior, em 2017, quando foram dez municípios. Neste ano, a primeira etapa do exame será aplicada em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

O participante opta pela cidade onde realizará a prova por meio do Sistema Revalida. Já para saber o local de prova, é necessário conferir o Cartão de Confirmação da Inscrição, que estará disponível a partir da segunda-feira, 23 de novembro. Entre outras informações, o cartão contém número de inscrição, data, hora e local do exame. O documento poderá ser acessado na Página do Participante.

Ao todo, 16.452 médicos se inscreveram para a edição 2020 do Revalida. Do total de inscrições, 15.498 foram confirmadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame. A primeira etapa do Revalida 2020 será aplicada no dia 6 dezembro e seguirá o horário de Brasília. A abertura dos portões ocorrerá às 7h (manhã) e às 14h30 (tarde). Já o fechamento será às 7h45 (manhã) e às 15h15 (tarde). As provas começam às 8h (manhã) e às 15h30 (tarde). O término será às 13h (manhã) e 19h30 (tarde).

Segunda etapa – Somente os aprovados na primeira etapa podem participar da segunda etapa. Uma novidade desta edição é que, se o médico formado no exterior reprovar na segunda etapa, poderá se reinscrever diretamente nessa fase, nas duas edições consecutivas. Anteriormente, era necessário realizar todo o processo desde o início. Cronograma, diretrizes e procedimentos da segunda etapa serão publicados, posteriormente, em edital próprio.

Perguntas Frequentes – O Inep conta com uma página, em seu portal oficial, voltada às perguntas frequentes sobre o Revalida 2020. Com isso, interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos a respeito do exame.

Revalida – O exame é aplicado pelo Inep desde 2011 e tem o objetivo de verificar a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências requeridos para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no país. A revalidação do diploma é responsabilidade das universidades públicas que aderirem ao instrumento unificado de avaliação representado pelo Revalida.

Acesse o edital do Revalida 2020

Acesse o Sistema Revalida

Acesse o Perguntas Frequentes do Revalida

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Unicef cria podcast para ensinar cultura afro-brasileira

Unicef cria podcast para ensinar cultura afro-brasileira

Por Agência Brasil

Em tempo de pandemia, de escolas fechadas e de ensino remoto, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) criou o podcast para que conteúdos didáticos sobre a história e cultura afro-brasileira continuem disponíveis para alunos do ensino infantil e do ensino fundamental (3 a 8 anos), professores e até familiares.

O material é gratuito, está disponível para todo o país e também pode ser veiculado livremente por emissoras de rádio, sejam públicas, comerciais ou comunitárias. Está disponível no YouTube, no Spotify e no próprio site da agência da ONU.

Até o final deste ano, 50 episódios contarão histórias, tocarão músicas e farão muitas brincadeiras para que crianças conheçam e possam expandir seus repertórios incluindo conhecimento sobre a cultura afro-brasileira e a cultura africana.

Os conteúdos dos podcasts estão previstos nas Diretrizes Nacionais da Educação Infantil e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil. Todo material “oportuniza o contato com outras narrativas não euro-centradas”, defende a educadora Mafuane Oliveira, uma das cinco roteiristas responsáveis pelo programa a respeito da cultura afro-brasileira.

Como explica Mafuane, o programa leva as crianças a aprenderem ludicamente a história e a cultura do Brasil no momento que iniciam a formação escolar e têm as primeiras vivências sociais fora dos grupos primários de referência, como a família. Nessa fase, “as crianças são como esponjas”, observam desigualdade racial no seu contexto e percebem a associação de papéis sociais e fenótipos.

Para a oficial de educação do Unicef, Julia Ribeiro, a educação pode contribuir para diminuir o racismo e fortalecer identidades. A audição de histórias sobre a cultura afro-brasileira “é uma oportunidade para as crianças negras se sentirem representadas e também para as crianças não negras verem seus colegas ocupando esse espaço.”

Julia assinala a importância do rádio no Brasil como meio de comunicação mais acessível à população e de fácil disseminação de conteúdos educativos. “O rádio é efetivamente o meio que vai chegar a todos, inclusive às crianças que estão mais distantes.”

Ela assinala que os programas são um recurso que poderá ser usado “por longo tempo”, por professores durante e depois da pandemia, mas também poderá ser apropriado pelas famílias. “O que a gente quer é que as crianças tenham acesso a um material de qualidade, que contribua para aprendizagem mais criativa.”

Além dos episódios sobre a cultura afro-brasileira, o Unicef produziu 96 programas voltados à alfabetização nos anos iniciais do ensino fundamental e deverá finalizar ainda este ano 48 episódios sobre a cultura amazônica e os saberes da região, com histórias de indígenas, ribeirinhas e quilombolas.