Colégio Núcleo aposta em novas estratégias para preparação do SSA

Colégio Núcleo aposta em novas estratégias para preparação do SSA

Com 63.465 candidatos inscritos, o Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da Universidade de Pernambuco (UPE) terá as provas do SSA 1 e 2 neste domingo (31) e segunda-feira (1/2), enquanto o teste do SSA 3 acontecerá nos dias 4 e 5 de fevereiro. Devido à pandemia, o uso de máscara facial de proteção é obrigatório, com troca recomendada a cada duas horas. Para a preparação da avaliação, instituições de ensino que já utilizavam ferramentas digitais, como é o caso do Colégio Núcleo, com duas unidades no Recife, largam na frente para a conquista da sonhada vaga na universidade.

O diretor pedagógico da instituição, Miquéias Soares, explica que a estratégia de ensino da escola utilizava ferramentas digitais antes mesmo da pandemia, fazendo com que estudantes e professores já tivessem proximidade com o ensino remoto. Para o SSA, o colégio intensificou as revisões nos meses de novembro, dezembro e janeiro, disponibilizando materiais extras e profissionais para auxiliar e dar segurança para os estudantes enfrentarem a prova.

“Desde o primeiro dia de aula, antes da pandemia, o estudante já tem o e-mail institucional e os professores uma sala virtual de ensino. Com a Covid-19, foi um desafio transformar o ensino em 100% remoto, contudo, tornou-se mais fácil pela familiaridade que todos tinham. Em relação ao SSA, estamos há três meses trabalhando intensamente. A escola conseguiu avançar devido à cultura de utilizar bem o meio digital como ferramenta”, contou.

João Bandeira, 17, estudante do 2º ano B na unidade Boa Viagem, está inscrito para a prova do SSA 2 que será aplicada neste domingo (31) e na segunda-feira (1/2), juntamente com 22.836 estudantes. Ele pretende pleitear uma vaga de medicina na UPE e fala que a preparação no colégio está sendo árdua e que estava adaptado às ferramentas virtuais que a instituição já utilizava. “Temos acompanhamento pedagógico a qualquer momento, literalmente, a um clique de distância. Além da preparação que vem ocorrendo ao longo do ano, desde dezembro nós recebemos um caderno especial com centenas de questões de todas as matérias e isso tranquiliza mais os estudantes quanto ao nível da prova do SSA por reviver os conhecimentos de todo o ano nas questões resolvidas”.

Diferentemente do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o candidato inscrito no SSA que tenha diagnóstico confirmado ou exame positivo de Covid-19 nos últimos 14 dias que antecedem a prova deve solicitar regime especial de provas, conforme as instruções do manual do candidato disponibilizado pela UPE, onde contém passo a passo e formulários a serem preenchidos pelos candidatos que necessitem de atendimento especial. De acordo com o manual, não haverá reaplicação de provas.

Fies: Inscrições para financiamentos no ensino superior terminam hoje

Fies: Inscrições para financiamentos no ensino superior terminam hoje

Por Agência Brasil

As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2021 terminam nesta sexta-feira (29). Neste ano, o programa que facilita o financiamento de cursos no ensino superior oferta 93 mil vagas. As inscrições podem ser feitas no portal do Fies. O resultado da pré-seleção será divulgado no dia 2 de fevereiro.

Em caso de pré-seleção para uma vaga na chamada única do Fies, o candidato terá o período de 3 a 5 de fevereiro de 2021 para complementar sua inscrição. Quem não for pré-selecionado vai automaticamente para a lista de espera. A convocação por meio da lista de espera ocorrerá de 3 de fevereiro até 18 de março de 2021.

A seleção para o Fies é feita com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na edição deste ano, pode participar quem realizou o Enem entre 2010 e 2019 e obteve média acima de 450 e não zerou a redação. As notas de 2020 não poderão ser utilizadas devido ao adiamento das provas, que foram aplicadas somente em janeiro de 2021. Outro pré-requisito é ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

Criado em 1999, o Fies tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. O programa é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, com juros zero, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino.

Já o P-Fies tem regras específicas e funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Segundo semestre

Nesta semana, o MEC publicou, no Diário Oficial da União, as regras para o processo seletivo do Fies referente ao segundo semestre de 2021. O cronograma de seleção, entretanto, ainda será publicado em edital específico.

Unicef: 8 milhões de estudantes brasileiros têm fracasso escolar

Unicef: 8 milhões de estudantes brasileiros têm fracasso escolar

Por Talita de Souza

Indígenas, negros, nordestinos e nortistas são maioria entre os 2,1 milhões de estudantes de escola pública reprovados no país em 2019. Esses perfis também são a maior parte dos 620 mil registros de abandono escolar e dos 6 milhões de alunos com distorção idade-série nos ensinos fundamental e médio. No total, cerca de 8 milhões de alunos sofreram com desempenho precário em 2019.

Os dados são de estudo divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), na manhã desta quinta-feira (28), em entrevista coletiva feita por meio do aplicativo Zoom.

O documento “O enfrentamento da cultura do fracasso escolar”, lançado em parceria com o Instituto Claro e produzido pelo Cenpec Educação, tem como objetivo trazer à tona os dados de reprovação, abandono escolar e distorção de idade-série no país, tríade considerada pelo Unicef como cultura do fracasso escolar.

“Essa cultura se constitui numa ameaça severa para o pleno desenvolvimento de crianças e adolescentes em sua vida cotidiana, tanto no presente quanto na construção de seus futuros”, pontua o Unicef no estudo.

De acordo com a organização, o ciclo começa com a primeira reprovação. Sem incentivo e cuidado, o estudante pode reprovar novamente e uma terceira vez, até abandonar os estudos. Por fim, ele retorna à escola, com idade inapropriada para a série, o que já constitui novos motivos para não aprender ou desistir de vez.

Os dados demonstram que os mais afetados pelo fracasso escolar são aqueles que enfrentam desigualdades socioeconômicas, como indígenas, negros e pessoas com deficiência, assim como moradores da Amazônia Legal. A organização acredita que o estudo pode auxiliar os agentes responsáveis pela educação brasileira a criarem estratégias para reverter o cenário de fracasso.

“Esse é um desafio histórico da escolarização no Brasil e seu reconhecimento como uma obrigação do Estado pode resultar na elaboração e execução de políticas, programas e projetos coletivos, com o engajamento de diversos agentes, incluindo as crianças e os adolescentes”, relata trecho do estudo.

Pandemia aumenta desafios para evitar fracasso escolar

A pesquisa “Desafios das Secretarias de Educação do Brasil na oferta de atividades educacionais não presenciais”, feita entre abril e maio de 2020, pelo Unicef, com 3,9 mil redes municipais de ensino, 71% do total, mostrou que o cenário de fracasso escolar poderia aumentar.

Apenas 33% dos domicílios contavam com computador com acesso à internet, enquanto 46% tinham apenas um celular. Na época, 1,5 mil redes de ensino ainda não haviam produzido orientações para a continuidade das aulas.

O resultado da demora e da falta de recursos foi visto na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de outubro de 2020. Cerca de 1,3 milhão de estudantes de 6 a 17 anos não frequentavam a escola na modalidade presencial ou remota naquele mês.

Mais de 2 milhões de estudantes brasileiros eram repetentes em 2019

De acordo com o novo estudo do Unicef, do Instituto Claro e do Cenpec Educação, das 27,7 milhões de matrículas registradas nas redes públicas municipais e estaduais de educação básica em todo país em 2019, de acordo com o Censo Escolar, 2,1 milhões se referiam a alunos reprovados no ensino fundamental e médio, o que corresponde a quase 8% do total de matriculados.

O maior índice de reprovação está nos anos finais do ensino fundamental, em que há o registro de 901.445 reprovações; seguido de 609.346 nos anos iniciais; e 605.081 no ensino médio. O total é de mais de 2,1 milhões.

As taxas de reprovação mostram que o ensino médio está à frente, com 10% de reprovações, seguido pelos anos finais (9,2%) e iniciais (5,1%) do ensino fundamental.

Regiões Norte e Sul apresentam maiores taxas totais de reprovação

Em um cenário geral, a região Norte apresenta a maior taxa total de reprovação, com 9,1% (309.020 alunos), seguida de perto pela taxa de reprovação do Sul do país (8,9%). O Sudeste (6%) e o Centro-Oeste (6,6%) apresentam as menores taxas totais.

A tendência se mantém na análise de cada etapa educacional separadamente. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Norte apresenta a maior taxa, com 8,3%; já o Sudeste registra apenas 3,1% de reprovações.

Nos anos finais do ensino fundamental, o cenário mudou. A região Nordeste é a que tem mais alunos reprovados nessas séries (11,2%) e a região Sul a segunda com mais repetentes (11,1%).

O estudo alerta para a diferença na taxa de reprovação entre escolas pertencentes a redes municipais e estaduais. De acordo com os dados, nos anos finais do ensino fundamental, a média de alunos reprovados é mais alta em colégios municipais.

A região Sul e o Centro-Oeste brasileiro despontam no gráfico quando os dados se referem ao ensino médio. Mais de 106 mil (13,1%) estudantes matriculados em 2019 no Sul do país eram repetentes; enquanto 50,6 mil (11%) alunos estavam na mesma situação no Centro-Oeste.

Estudantes indígenas e negros são os mais reprovados

A diferença significativa no percentual de reprovação entre estudantes indígenas, negros e brancos é ressaltada pelo Unicef. Enquanto estudantes brancos são 5,9% dos reprovados no ensino fundamental e médio, alunos indígenas, pretos e pardos são 10,9%m 10,8% e 8,2% do total, respectivamente.

O dado é confirmado ao ser cruzado com a taxa de reprovação de estudantes que moram em terras indígenas: ela é de 10,8%, cerca de três pontos percentuais acima da médica nacional (7,6%). Alunos que residem em áreas remanescentes de quilombo também são parte de um alto índice de reprovação: 10,6%.

Pardos (8,2%) e amarelos (7,3%) são os grupos com maiores taxas de reprovação. O estudo também chama a atenção para o montante de estudantes que não declararam cor nos registros escolares: são 559,7 mil, o que representa 26,5% do total.

Meninos e estudantes com deficiência correspondem às taxas mais altas de reprovação
Mais da metade dos reprovados no ensino fundamental e médio eram meninos, o que corresponde a 1,3 milhão (64,2%) do total dos estudantes que não tiveram sucesso nas avaliações da educação básica.

A reprovação de alunos com deficiência também é representativa: 98,7 mil estudantes nessa situação, do total de 859,9 mil, não tiveram sucesso em 2019.

MEC institui plataforma virtual para avaliar planos de educação

MEC institui plataforma virtual para avaliar planos de educação

Por Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (26), o Ministério da Educação instituiu uma plataforma virtual para monitoramento e avaliação dos planos de educação de estados, municípios e do Distrito Federal.

Pela norma, as respectivas secretarias de Educação devem aderir à Plataforma +PNE e designar servidores locais que devem se dedicar a preencher e operar a ferramenta, após treinamento específico pela Secretaria de Educação Básica do MEC.

Os planos de educação estabelecem metas e estratégias para o desenvolvimento educacional. Os dados inseridos na Plataforma +PNE devem ser usados pelo MEC para subsidiar o planejamento das políticas educacionais.

Começam hoje as inscrições para o Fies 2021

Começam hoje as inscrições para o Fies 2021

Por Agência Brasil

Começam hoje (26) e vão até o dia 29 de janeiro as inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) 2021. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), este ano o Fies vai oferecer 93 mil vagas 

As inscrições podem ser feitas no portal do Fies. O resultado da seleção será divulgado no dia 2 de fevereiro.

Em caso de pré-seleção para uma vaga na chamada única do Fies, o candidato terá o período de 3 a 5 de fevereiro de 2021 para complementar sua inscrição.

Quem não for pré-selecionado vai automaticamente para a lista de espera. A convocação por meio da lista de espera ocorrerá de 3 de fevereiro até 18 de março de 2021.

Pelo regulamento do programa, os candidatos pré-selecionados na lista de espera deverão complementar a inscrição no prazo de três dias úteis, contados do dia subsequente ao da divulgação de sua pré-seleção no FiesSeleção.

Criado em 1999, o Fies tem como meta facilitar o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior oferecidos por instituições privadas. Pode se inscrever no processo seletivo do Fies o candidato que participou do Enem, a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a 0 na redação.

Também é necessário ter renda familiar mensal bruta, por pessoa, de até três salários mínimos.

O programa é ofertado em duas modalidades desde 2018, por meio do Fies e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies).

O primeiro é operado pelo governo federal, sem incidência de juros, para estudantes que têm renda familiar de até três salários mínimos por pessoa; o percentual máximo do valor do curso financiado é definido de acordo com a renda familiar e os encargos educacionais cobrados pelas instituições de ensino. Já o P-Fies tem regras específicas e funciona com recursos dos fundos constitucionais e dos bancos privados participantes, o que implica cobrança de juros.

Segundo semestre

Ontem (25), o MEC publicou, no Diário Oficial da União, as regras para o processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) referente ao segundo semestre de 2021. O cronograma de seleção, entretanto, ainda será publicado em edital específico.

A portaria dessa segunda-feira trata dos procedimentos e regras de oferta de vagas pelas instituições de educação superior, seleção das vagas a serem ofertadas, inscrição dos candidatos, classificação e pré-seleção dos candidatos, complementação da inscrição pelos candidatos pré-selecionados e redistribuição das vagas entre os grupos de preferência.

Edital para adesão de universidade ao 1º Sisu de 2021 é publicado

Edital para adesão de universidade ao 1º Sisu de 2021 é publicado

Por Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou o cronograma e procedimentos para a adesão das instituições públicas de educação superior ao primeiro processo seletivo de 2021 do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). O prazo de adesão é de 8 a 12 de fevereiro e ela deve ser feita exclusivamente por meio do site Sisu Gestão.

O edital, publicado na última sexta-feira (22) no Diário Oficial da União, diz ainda que para a seleção dos candidatos às vagas disponibilizadas serão exigidos, exclusivamente, os resultados obtidos pelos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2020. Em razão da pandemia de covid-19, as provas presenciais começaram a ser aplicadas no dia 17 e terminaram ontem (24). Para esta edição, os estudantes também puderam optar pela prova digital, que será realizada de forma piloto nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

O Sisu é o programa do MEC para acesso de brasileiros a um curso de graduação em universidades públicas do país. As vagas são abertas semestralmente, por meio de um sistema informatizado, e para participar é preciso ter garantido um bom desempenho nas provas do Enem e não ter zerado a redação. Após a divulgação do resultado do exame, o MEC publicará o edital com o prazo de inscrição e demais procedimentos para o primeiro processo seletivo do Sisu deste ano.

Além do Sisu, as notas do Enem podem ser usadas para acessar o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudo em instituições privadas, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que facilita o acesso ao crédito para financiamento de cursos de ensino superior.

Adesão

O Sisu é o sistema informatizado do MEC, no qual instituições públicas de educação superior, sejam elas federais, estaduais ou municipais, oferecem vagas a serem disputadas por candidatos inscritos em cada uma das duas edições anuais do Sisu.

É de exclusiva responsabilidade da instituição participante descrever, no documento de adesão, as condições específicas de concorrência às vagas por ela ofertadas no âmbito do Sisu. Após o período de adesão, as instituições terão de 17 a 23 de fevereiro para retificar, se for o caso, as informações constantes nos documentos de adesão, que deverão ser encaminhados ao MEC.

O edital de adesão prevê ainda que seja disponibilizado, pelas instituições, o acesso virtual para que os estudantes selecionados pelo Sisu possam encaminhar a documentação exigida e efetuar suas matrículas de forma remota, caso não possam realizar os procedimentos necessários de forma presencial.

Cabe a elas, ainda, divulgar, tanto em suas páginas na internet como em locais de grande circulação de estudantes, as condições específicas de concorrência às vagas por elas ofertadas no âmbito do Sisu, conforme expressas em seus documentos de adesão, bem como editais próprios, quando couber, e a sistemática adotada para a convocação dos candidatos.