Ministro pede que estudantes tenham cuidado com fake news sobre Enem

Ministro pede que estudantes tenham cuidado com fake news sobre Enem

Por Agência Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, fez um pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio na noite deste sábado (2) sobre a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Estão inscritos para o exame cerca de 5 milhões de estudantes em mais de 1,7 mil municípios. O ministro pediu que os participantes procurem se informar pelos canais oficiais do Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “Duvide de informações que são compartilhadas nas redes sociais: podem ser fake news [notícias falsas]”, disse.

Os candidatos farão neste domingo (3) as provas de linguagens, ciências humanas e redação. O Enem continua no dia 10, quando os estudantes farão as provas de ciências da natureza e matemática.

Weintraub passou orientações aos candidatos como levar caneta de tinta preta em material transparente e destacou que, para ter mais segurança, o Enem 2019 terá uma nova regra: qualquer som emitido por aparelhos eletrônicos ocasionará a eliminação do candidato na hora, ainda que o equipamento tenha sido lacrado na embalagem pelo fiscais. A recomendação vale para ligações telefônicas e alarmes, por isso os relógios também devem estar desligados.

O ministro ressaltou que, apesar dos vários fusos horários do país, o importante é seguir o horário oficial de Brasília.

Sobre a vestimenta dos estudantes, o ministro disse que bonés, chapéus e óculos escuros não poderão ser usados. Alimentos serão aceitos nas embalagens originais, mas serão revistados. O candidato deverá apresentar documento oficial original com foto e é recomendado que leve o cartão de confirmação.

Weintraub destacou que esta será a última edição totalmente em papel do exame. Em 2020, a prova digital será testada. “Uma modernidade que trará economia aos cofres públicos. E mais que isso: vai respeitar o dinheiro do pagador de impostos”, disse.

Mais cedo, em publicação no Twitter, o ministro pediu que os candidatos mantenham a tranquilidade.

É hora de enfrentar as primeiras provas

É hora de enfrentar as primeiras provas

Chegou o primeiro fim de semana do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019. As provas da avaliação que dá acesso às principais universidades do país acontecem neste domingo e no próximo dia 10. Atualmente, o exame é usado para a seleção de estudantes em cerca de 130 instituições públicas brasileiras, além das particulares e de universidades de outros países, como Portugal.

Em Pernambuco, 275 mil candidatos se inscreveram para a avaliação, entre eles Débora Dantas, a estudante que perdeu o couro cabeludo em um acidente de kart. As provas serão aplicadas em 584 locais espalhados por 80 municípios pernambucanos, além de Fernando de Noronha. Ao todo, serão 7.846 salas com a realização do teste no estado. A maior concentração dos estudantes será no Recife, onde estão 62 mil inscritos.
Na primeira etapa da maratona de questões, os candidatos vão encarar as provas de ciências humanas – onde serão testados os conhecimentos dos estudantes em história, geografia, filosofia e sociologia –; linguagens, com questões de língua portuguesa, artes visuais, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol), além da prova que costuma ser uma das mais esperada entre os feras: redação. A aplicação terá cinco horas e meia de duração.
Para a véspera e o dia do Enem, o conselho das psicólogas do Colégio Núcleo Soraya Matos e Adak Silva é dormir bem, ter uma alimentação saudável, realizar atividades tranquilas e prazerosas, além de praticar exercícios físicos leves, como caminhada. “No dia da prova, o ideal é acordar, fazer uma prática de meditação – há aplicativos gratuitos e vídeos disponíveis na internet com sessões guiadas – e ter uma refeição satisfatória, mas sem alimentos pesados”, pontua Soraya.
O candidato deve ainda organizar os itens que vai usar nas provas, como documento, canetas, lanche e roupa, no sábado. “O lanche pode ser chocolate e frutas, lembrando de evitar as cítricas. É fundamental também levar água. No domingo, a indicação é chegar ao local de prova com 40 ou 30 minutos de antecedência”, afirma Adak. Neste fim de semana, segundo as psicólogas, os feras devem evitar as redes sociais. “Postagens na internet podem causar ansiedade e estresse em quem vai participar do exame. Para as famílias, o conselho é evitar comparações e cobranças nestes dois dias. É hora de apoiar o estudante e incentivá-lo com palavras positivas”, completa Soraya.
Quando estiverem na sala onde farão as provas, o candidato deve respirar de forma ordenada antes de começar a responder as questões. “Comece pelas questões mais fáceis e deixe um tempo adequado (cerca de 30 minutos) para preencher o gabarito. Ao terminar as provas, evite comentar as respostas e se comparar com outros candidatos”, enfatiza Adak. “Se for possível, antes de começar a prova, alongue as pernas e os braços”, finaliza Soraya.

Sistema de correção identifica chutes
Entender o método de correção das provas do Enem é fundamental para a estratégia dos candidatos. Isso porque o sistema de avaliação divide a prova em diferentes graus de dificuldade e identifica os chutes. Adotada pelo Ministério da Educação (MEC) desde 1995, a Teoria da Resposta ao Item (TRI) também é aplicada em todos os países que participam do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o principal teste educacional do mundo.

A teoria classifica as questões em fáceis, medianas e difíceis baseada em um modelo matemático. Para avaliar se as respostas estão coerentes com o desempenho no restante da prova, a TRI usa três critérios. Entre esses parâmetros, estão a discriminação, que verifica se o participante domina ou não o assunto da questão; o grau de dificuldade, que permite avaliar os estudantes em diferentes níveis de conhecimento; e a possibilidade de acerto ao acaso. É esperado que o estudante acerte uma maior quantidade de itens fáceis, seguidos de medianos e difíceis. Caso contrário, a TRI considera que houve “chute”, e a nota final será menor.

Outra característica da TRI é a escala criada pelo Inep, especialmente para o Enem, que tem como objetivo medir o conhecimento do participante nas quatro áreas. Todas as notas são calculadas dependendo do valor de referência, que representa o desempenho apresentado no ano anterior pelos concluintes do ensino médio da rede pública e o valor de dispersão, que diz respeito a uma medida de variabilidade média das notas desses concluintes em relação ao desempenho médio geral.

O cálculo das notas segue seis etapas que exigem tripla conferência envolvendo especialistas em estatística, matemática e psicometria. A única prova que não segue o método é a de redação, já que é dissertativa e avalia o candidato em cinco competências.

Quase metade dos participantes fará Enem pela primeira vez em 2019

Quase metade dos participantes fará Enem pela primeira vez em 2019

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, que será realizado nos dois próximos  domingos, 3 e 10 de novembro, é a principal porta de entrada para o ensino superior no país. Dos 5,1 milhões de participantes desta edição, 2,4 milhões farão o Enem pela primeira vez, o que representa 47% dos inscritos. O número representa uma tendência que passou a ser registrada a partir de 2018, quando 1,8 milhão de inscritos, ou seja, 33% dos participantes, nunca havia participado do Enem.

Entre os fatos que podem explicar o aumento de participantes no seu primeiro Enem, tanto em quantidade quanto em percentual, estão as mudanças implementadas em 2017 para concessão de isenção do pagamento da taxa de inscrição. 2018 foi o primeiro ano em que os participantes precisaram justificar a ausência na edição anterior para estarem aptos a pedir nova isenção em 2019. Neste ano, pouco mais de 1 milhão de inscritos (1.024.907) prestará o Enem pelo terceiro ano consecutivo.

Confira a evolução dos participantes fazendo o Enem pela primeira vez:

Edição do Enem

Municípios de aplicação

Total de inscritos confirmados

Primeira vez no Enem

%

2019

1.727

5.095.388

2.400.388

47%

2018

1.725

5.513.747

1.850.864

33%

2017

1.725

6.731.341

1.126.968

16%

2016

1.727

8.627.371

1.489.262

17%

2015

1.723

7.746.436

1.033.152

13%

2014

1.752

8.760.366

1.462.055

16%

Provas – O Enem 2019 será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro. O diretor de Gestão e Planejamento do Inep, Murillo Gameiro, orienta que todos os participantes cheguem ao local de provas no dia do exame com antecedência. Os portões abrirão às 12h, pelo horário oficial de Brasília, e serão fechados às 13h. “Sugerimos que os participantes conheçam o trajeto da sua residência até o seu local de prova, vejam no edital o que é permitido em sala e levem apenas o necessário para que façam a prova com total tranquilidade, sem percalços”, ressalta Gameiro.

Para que não ocorram imprevistos, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) recomenda que os participantes levem o Cartão de Confirmação da Inscrição nos dois dias de aplicação do exame e alerta para que não deixem para acessar o cartão na véspera da prova.

Além de estarem preparados para responder às questões, os participantes precisam ficar atentos aos objetos permitidos dentro da sala do exame. A única caneta aceita para preencher o Cartão-Resposta é a esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Nenhum outro tipo será permitido. Se o participante levar alguma outra caneta, ou ainda lápis e lapiseira, deverá guardar dentro do envelope porta-objetos fornecido pelo aplicador, que deverá ser lacrado.

Caso o participante leve bolsa ou mochila, o objeto será revistado e, após o procedimento, deverá ser guardado embaixo da cadeira. O mesmo procedimento vale para a mala de viagem. O Inep recomenda que este tipo de volume não seja levado no dia do exame.

O documento de identificação precisa ser oficial e com foto, original, válido em todo território nacional. Documento digital ou cópia, mesmo que autenticada, não serão aceitos. Também serão aceitos para identificação documentos vencidos, desde que estejam entre os permitidos, conforme o edital do Enem 2019.

Declaração de Comparecimento – Os participantes que precisarem comprovar presença no Enem 2019 deverão emitir a Declaração de Comparecimento, disponível na Página do Participante. Ela não é obrigatória. Quem precisar, no entanto, deverá imprimir o documento, que é personalizado, e levá-lo nos dias de prova, para ser entregue ao aplicador na sala do exame. Haverá uma declaração diferente para cada dia de aplicação. Para o primeiro domingo de prova, 3 de novembro, a declaração já está disponível no portal e no aplicativo do Enem. A Declaração de Comparecimento para o segundo dia de aplicação do exame, 10 de novembro, ficará disponível para impressão a partir da segunda-feira, 4 de novembro.

Os segredos da redação nota mil no Enem

Os segredos da redação nota mil no Enem

Por Agência Brasil

Redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiraram a nota máxima têm pelo menos seis pontos em comum: demonstram domínio da modalidade escrita formal, respeitam os direitos humanos, têm proposta de intervenção para o problema apresentado no tema, têm repertório sociocultural, atendem ao tipo textual dissertativo-argumentativo e apresentam as características textuais fundamentais, como coesão e coerência.

Esses foram os aspectos destacados por especialistas do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) que comentaram sete redações que tiraram a nota mil no Enem 2018. O tema do ano passado foi Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet.

As redações nota mil e os comentários dos especialistas estão na Cartilha do Participante, disponível no site do Inep. A prova de redação do Enem 2019 será aplicada neste domingo (3) para cerca de 5,1 milhões de candidatos inscritos no exame. Além da redação, eles farão as provas de ciências humanas e linguagens.

A cartilha traz também exemplos de trechos que fizeram com que os participantes zerassem as competências analisadas pelos corretores. Cada uma das cinco competências vale 200 pontos.

Um dos quesitos é respeito aos direitos humanos. De acordo com o Inep, são consideradas desrespeito aos direitos humanos propostas que incitam as pessoas à violência, ou seja, aquelas em que transparece a ação de indivíduos na administração da punição – por exemplo, as que defendem a “justiça com as próprias mãos”.

No ano passado, zeraram essa competência os textos que incitavam tortura e cárcere privado a pessoas que faziam o uso do controle de dados para a manipulação, que promoviam censura e vigilância em massa, que impediam a liberdade de acesso à informação e comunicação de qualquer pessoa ou grupo e que negavam direitos humanos a qualquer pessoa.

Algumas dicas, de acordo com a cartilha, são importantes para ir bem na prova. O Inep aconselha: “Procure escrever sua redação com letra legível, para evitar dúvidas no momento da avaliação. Redação com letra ilegível poderá não ser avaliada”.

Correção da prova

Cada redação será corrigida por duas pessoas. Eles darão notas de 0 a 200 para cada uma das cinco competências avaliadas no Enem. A nota final será a média aritmética das duas notas.

Caso haja uma diferença entre as notas de mais de 100 pontos na nota final ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das competências, a redação passará por um terceiro avaliador.

Se a diferença entre as notas dadas se mantiver, a redação será avaliada por uma banca presencial composta por três professores, que definirá a nota final do participante.

As cinco competências avaliadas na redação do Enem são:

1: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa.

2: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa.

3: Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

4: Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

5: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Motivos para zerar a redação

A nota zero na redação impede o candidato de participar de processos seletivos do Ministério da Educação (MEC) como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que seleciona estudantes para vagas em universidades públicas, e o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudos em instituições privadas de ensino superior, e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

De acordo com o Inep, a redação receberá nota zero se apresentar uma das características a seguir: fuga total ao tema, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa, texto de até sete linhas, cópia integral de textos da prova de redação ou do caderno de questões, impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação em qualquer parte da folha de redação, números ou sinais gráficos fora do texto e sem função clara ou parte deliberadamente desconectada do tema proposto.

Veja os temas da redação de edições anteriores

Enem 2009: O indivíduo frente à ética nacional

Enem 2010: O trabalho na construção da dignidade humana

Enem 2011: Viver em rede no século XXI: Os limites entre o público e o privado

Enem 2012: O movimento imigratório para o Brasil no século XXI

Enem 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil

Enem 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

Enem 2016: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil e Caminhos para combater o racismo no Brasil – Neste ano houve duas aplicações do exame.

Enem 2017: Desafios para formação educacional de surdos no Brasil

Enem 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet

Entenda como são elaboradas as questões do Enem

Entenda como são elaboradas as questões do Enem

Por Agência Brasil

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começa a ser aplicado neste domingo (3) para, aproximadamente, 5,1 milhões de participantes, que farão provas de ciências humanas, linguagens e redação. O exame continua no dia 10, com provas de matemática e ciências da natureza. Todos as questões são elaboradas por especialistas e pré-testadas antes de integrarem o chamado Banco Nacional de Itens (BNI).

A prova de redação é a única prova subjetiva. As demais quatro provas terão 45 questões de múltipla escolha cada. Essas questões foram escolhidas a partir do BNI.

Os itens do Enem são elaborados por especialistas selecionados por meio de chamada pública do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Eles devem seguir a matriz de referência, guia de elaboração e revisão de itens estabelecidos pelo Inep. Após escritos, os itens passam, então, por revisores e depois por especialistas do Inep.

Finalmente, os itens são pré-testados em aplicações feitas em escolas. O processo é sigiloso e os estudantes não sabem que estão respondendo a possíveis questões do Enem. Com a aplicação, avalia-se a dificuldade, o grau de discriminação e a probabilidade de acerto ao acaso da questão. Os itens aprovados passam a compor o BNI, que fica disponível para aplicações futuras do Enem.

Esse banco, segue um protocolo de segurança. Todos os servidores e colaboradores com acesso aos itens assinam termos de sigilo e confidencialidade. No caso do Enem, assinam também uma declaração de não impedimento, para assegurar que não possuem relações de parentesco, que configuram nepotismo.

O BNI é acessado no Ambiente Físico Integrado Seguro, localizado na sede do Inep, em Brasília, apenas por pessoas autorizadas. O ambiente é completamente isolado, possui salas que só podem ser acessadas pelo uso de digitais e computadores sem acesso à internet ou à intranet da autarquia.

Todo o processo de captação, elaboração e revisão de itens para compor o Enem e outros exames do instituto ocorre nesse espaço. Não se sabe ao certo quantas questões compõem o banco do Enem, pois a informação que é sigilosa.

Revisão dos itens

Neste ano, no BNI entrou em evidência por conta de uma medida do Inep, de revisar as questões. A autarquia criou uma comissão para definir o que não seria usado no Enem 2019.

De acordo com nota técnica publicada pela autarquia, a comissão, criada no dia 20 de março deste ano, deveria “identificar abordagens controversas com teor ofensivo a segmentos e grupos sociais, símbolos, tradições e costumes nacionais” e, com base nessa análise, recomendar que tais itens não fossem usados na montagem do exame deste ano.

A comissão concluiu o trabalho no começo de abril. No entanto, pelo caráter sigiloso do BNI, o resultado não foi divugado. O Inep esclareceu que como a elaboração de um item é um processo longo e oneroso, nenhum item será descartado. Eles poderão ser posteriormente adequados.

Mudanças na prova

O presidente do Inep, Alexandre Lopes, afirmou em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que o Enem não deverá ter mudanças substanciais já que as questões que serão usadas no exame deste ano “já estavam no banco de itens, então, não há nenhum tipo de direcionamento na prova”. A orientação da atual gestão foi, segundo ele, evitar polêmicas.

Também à EBC, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse que o Enem terá como foco conhecimentos objetivos. A preocupação do Ministério da Educação (MEC), de acordo com o ministro, será selecionar os melhores alunos para ocupar as vagas no ensino superior. “Não vai cair ideologia, a gente quer saber de conhecimento científico, técnico, de capacidade de leitura, de fazer contas, de conhecimentos objetivos”.

Tanto o presidente do Inep, quanto o ministro da Educação garantiram que não tiveram acesso ao exame.

O Enem é atualmente a principal forma de acesso ao ensino superior no Brasil. Com as notas do exame, estudante podem pleitear vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), concorrer a bolsas de estudo em instituições particulares pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Presidente do Inep diz que Enem 2019 terá provas equilibradas e ‘sem polêmicas’

Presidente do Inep diz que Enem 2019 terá provas equilibradas e ‘sem polêmicas’

Por Agência Brasil

A seis dias da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019, que será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) conversou com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Alexandre Lopes, sobre os preparativos do exame.

Segundo Lopes, as provas já foram todas distribuídas e estão prontas para serem aplicadas aos cerca de 5,1 milhões de participantes inscritos na edição deste ano. “Nós estamos muito tranquilos, está tudo ocorrendo como planejado”, diz.

Para os estudantes, o presidente recomendou descanso e revisão do conteúdo para que cheguem preparados na hora da prova. Sobre o conteúdo, ele afirmou que não há grande mudanças em relação aos exames anteriores. “Utilizamos questões que já estavam no banco de itens, então, não há nenhum tipo de direcionamento na prova. A prova é normal, como nos anos anteriores, só evitando polêmicas”.

Leia abaixo a entrevista na íntegra:

EBC: Como está sendo o trabalho do Inep nesta reta final?
Alexandre Lopes: Agora a gente está cuidando para que tudo ocorra tranquilamente. As provas já foram distribuídas. A gente, agora, tem entrado em contato com os aplicadores para garantir que tudo esteja ocorrendo normalmente. A gente está verificando os locais onde serão aplicadas as provas e tem mantido conversa permanente com aplicadores para ter a tranquilidade no dia da aplicação.

EBC: Então, quer dizer que as provas já estão todas entregues?
Alexandre Lopes: Sim, as provas já foram interiorizadas [deixaram a gráfica onde foram impressas e foram enviadas a entrepostos mais próximos aos locais de aplicação]. Chegando mais próximo ao exame, elas serão entregues nos armazéns dos Correios, nos depósitos dos Correios, que vão fazer a entrega no dia da prova.

EBC: Como está a preparação logística para a aplicação das provas?
Alexandre Lopes: O transporte das provas é escoltado ou pela Polícia Rodoviária Federal ou pela Polícia Rodoviária Estadual, Polícias Militares, então, todas as provas são transportadas pelos Correios e são escoltadas. Além disso, tem o trabalho de inteligência da Polícia Federal, que ocorre ao longo do ano inteiro. [A PF] faz trabalho de inteligência para identificar possíveis fraudadores. E, no dia da aplicação, nós contamos com as forças de segurança. As Polícias Militares fazem a segurança dos locais de aplicação de prova e temos plantão da PF, de cerca de 600 agentes e delegados, que vão estar trabalhando nos dias de prova. São cerca de 400 mil pessoas trabalhando só nos dias de exame.

EBC: Quais as novidades da prova deste ano?
Alexandre Lopes: Em relação à prova, estamos permitindo esse ano o uso do implante coclear [dispositivo eletrônico usado por pessoas com deficiência auditiva] pelos alunos que precisam disso e manifestaram essa necessidade durante a inscrição. Estamos reforçando a questão da segurança. Muito importante lembrar a questão do telefone celular – mas não é só o telefone celular -, qualquer dispositivo eletrônico que toque durante a prova, mesmo no saquinho guardado embaixo da carteira, vai levar à eliminação do aluno. Isso é novidade em relação aos anos anteriores. Foi uma sugestão da PF para nós melhorarmos a segurança do exame e nós incorporamos. O aluno tem que tomar muito cuidado com isso. Mesmo com o telefone celular desligado. Tem celulares que mesmo desligados, se tiver alarme ou despertador programado, ele toca. Se acontecer isso, o aluno será eliminado.

EBC: Em relação ao conteúdo, tem novidade na aplicação deste ano?
Alexandre Lopes: O Enem segue normal. O que a gente orientou às equipes foi buscar uma prova equilibrada, para que não gerasse polêmicas. Nós inclusive utilizamos questões que já estavam no banco de itens, então, não há nenhum tipo de direcionamento na prova. A prova é normal, como nos anos anteriores, só evitando polêmicas.

EBC: Qual a preocupação do Inep nesses últimos momentos?
Alexandre Lopes: Garantir que todos os locais de prova estejam preparados para poder receber os participantes e fazer esse acompanhamento. Nós estamos muito tranquilos, está tudo ocorrendo como planejado. Agora, a gente está só cuidado dessa comunicação, nos preparando para o dia do exame.

EBC: Quais as dicas para o aluno que vai fazer a prova?
Alexandre Lopes: É que agora ele descanse, que foque no lado emocional, controle a ansiedade, que se alimente bem, que durma bem na véspera da prova. Que procure conhecer o local de prova com antecedência, para que isso não o perturbe no dia da prova, e para que consiga chegar com antecedência e possa fazer a prova com tranquilidade. A minha dica agora é: cuide do seu emocional.

EBC: É importante também observar o fuso horário.
Alexandre Lopes: Sim, o horário da prova é o horário de Brasília.