UFPE lança edital do Sisu, que abrirá inscrições no dia 21 e tem 14.931 vagas em PE

UFPE lança edital do Sisu, que abrirá inscrições no dia 21 e tem 14.931 vagas em PE

A Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) lançou o edital do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para o primeiro semestre de 2020. A universidade está oferecendo – nos campi Recife, Caruaru e Vitória de Santo Antão – 6.982 vagas em 104 cursos, sendo 3.485 vagas para a ampla concorrência e 3.497 vagas a serem disputadas pelas regras da Lei de Cotas. Em todo o estado, o Sisu, cujas inscrições começam no dia 21, oferece 14.931 vagas em seis universidades ou institutos federais.

De acordo com o edital, para concorrer a uma vaga do sistema de cotas da UFPE, os candidatos autodeclarados pretos ou pardos dos três campi da UFPE que forem selecionados na chamada regular, assim como os convocados da Lista de Espera do Sisu 2020 e habilitados no sistema, “deverão, obrigatoriamente, submeter-se à avaliação da Comissão de Heteroidentificação”. No momento da apresentação do candidato, não será permitido o uso de adereços, óculos escuros, chapéus ou bonés e maquiagem.

A Comissão de Heteroidentificação da UFPE foi composta mediante uma seleção entre membro da comunidade universitária, pessoas com experiência comprovada na temática da promoção da igualdade racial e do enfrentamento ao racismo ou, ainda, pessoas vinculadas a grupos de pesquisa, movimentos sociais negros, coletivos ou outras instâncias congêneres dedicadas às relações étnico-raciais. Todos os participantes da comissão participaram de oficina de formação para atuação nas Comissões de Validação da Autodeclaração Racial e respondem pela ratificação da autodeclaração realizada por candidatos inscritos no sistema de cotas para pretos e pardos em processos seletivos, concursos públicos da UFPE e no Sisu.

Inscrição

Pode fazer a inscrição no Sisu no primeiro semestre de 2020 o estudante que participou do Enem de 2019, obteve nota na redação diferente de zero e não tenha sido “treineiro” (participante que concluirá o ensino médio após o ano letivo de 2019; não esteja cursando ou não concluiu o ensino médio) no exame. É necessário informar o número de inscrição do Enem 2019 e a senha mais atual cadastrada na Página do Participante.

O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação (MEC) por meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. O período de inscrições vai de 21 de janeiro até as 23h59 de 24 de janeiro. O resultado da chamada regular será publicado no dia 28. Entre 29 de janeiro e 4 de fevereiro, os candidatos não classificados na chamada regular poderão participar da lista de espera. De 7 de fevereiro a 30 de abril, haverá a convocação dos candidatos em lista de espera pelas instituições.

Diariamente, durante o período de inscrição, o sistema se encerra e abre na manhã seguinte mostrando a classificação dos candidatos aos cursos pretendidos. Com isso, o candidato consegue monitorar as notas de corte e ver se a sua nota é suficiente para ingressar naquela opção escolhida. Ele tem até o último dia da inscrição para mudar as escolhas. No entanto, antes de fazer as escolhas pela nota de corte, o estudante deve avaliar os cursos que realmente querem fazer e as universidades que realmente cursariam, levando em conta distância da instituição e se pode se mudar para outro estado para estudar, por exemplo. As notas de corte serão divulgadas nos dias 22, 23 e 24 de janeiro, sempre a partir da 0h.

Para se inscrever, o participante deve acessar o site do Sisu. Ao efetuar a inscrição, o candidato deve escolher, por ordem de preferência, até duas opções entre as vagas ofertadas pelas instituições participantes. O candidato também deve definir se deseja concorrer a vagas de ampla concorrência; a vagas reservadas de acordo com a lei 12.711, de 2012 (Lei de Cotas) ou a vagas destinadas às demais políticas afirmativas das instituições. Durante o período de inscrição, o candidato pode alterar suas opções. Será considerada válida a última inscrição confirmada.

São considerados selecionados somente os candidatos classificados dentro do número de vagas ofertadas pelo Sisu em cada curso, por modalidade de concorrência. Caso a nota do candidato possibilite sua classificação em suas duas opções de vaga, ele será selecionado apenas em sua primeira opção.

Vagas

No Sisu 2020.1, entre as universidades e institutos federais do estado, 14.931 vagas são oferecidas. Elas já podem ser consultadas no site do Sisu. Das vagas oferecidas em Pernambuco no início deste ano, 6.982 vagas são na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) é a segunda insituição com o maior número de vagas. São 4.340 em 73 cursos, sendo 2.170 na ampla concorrência e 2.170 no sistema de cotas.

A Universidade de Pernambuco (UPE) disponibiliza 1.740 vagas de 64 cursos pelo sistema. Dessas, 1.397 são pela ampla concorrência e 343 por ações afirmativas. A Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) oferece 800 vagas em Pernambuco, sendo 720 em Petrolina e 80 em Salgueiro.

O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) oferece 390 vagas de 10 cursos pelo Sisu. Do total, 135 são pela ampla concorrência, 20 de ações afirmativas e 235 pela Lei de Cotas. Já o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão) tem 22 cursos com 679 vagas – sendo 315 pela ampla concorrência, 22 por ações afirmativas e 342 pela Lei de Cotas – no Sisu.

Estímulo às crianças pode ajudar o Brasil a criar novos leitores

Estímulo às crianças pode ajudar o Brasil a criar novos leitores

Por Agência Brasil

Incentivar a leitura desde cedo pode ajudar o Brasil a aumentar o número de leitores, de acordo com especialistas entrevistados pela Agência Brasil. A estimativa é de que quase metade dos brasileiros não seja leitor regular. Entre os motivos apontados estão a falta de tempo e a falta de paciência.

Hoje (7) é o Dia do Leitor, criado em homenagem ao suplemento literário do jornal O Povo, do Ceará, que ficou famoso por divulgar o movimento modernista cearense. O jornal foi fundado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista Demócrito Rocha.

Desde então, o Brasil melhorou as taxas de analfabetismo, mas ainda hoje enfrenta o desafio de fazer com que as pessoas tenham o hábito de ler. De acordo com a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, 44% dos brasileiros com mais de 5 anos de idade não são leitores, o que significa que não leram nenhum livro nos últimos três meses.

A pesquisa mostra também que ler está ficando mais difícil para os brasileiros, seja por falta de tempo ou de paciência. O índice dos que afirmam que não têm nenhuma dificuldade para ler diminui a cada edição da pesquisa. Eram 48% dos entrevistados em 2007, passando para 33% em 2015. Entre as dificuldades está a falta de paciência. Em 2007, 11% disseram não ter paciência para ler. Em 2015, esse percentual subiu para 24%.

“Acho que o desafio da próxima década é mostrar a importância da leitura, o prazer da leitura, começar a criar uma nova sociedade leitora. É difícil convencer um adulto que nunca teve o hábito de ler a começar a ler, [o desafio] é atrair as crianças”, diz o presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Marcos da Veiga Pereira.

Para chegar às crianças, a Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, organizada pelo Snel, iniciou, neste ano, o projeto Bienal nas Escolas, que leva autores para escolas públicas. A intenção é que os encontros ocorram também neste ano e em 2021, até a próxima Bienal. “Se quer transformar o Brasil, tem que começar a investir nas crianças”, defende Pereira.

Acesso aos livros

A analista de Cultura do Departamento Nacional do Serviço Social do Comércio (Sesc), Elisabete Veras, também considera fundamental a leitura desde a infância. De acordo com ela, a relação com os livros começa com a proximidade. “O encantamento se dá pela relação, pelo contato com os livros, pela oportunidade de tocar, de vivenciar esse universo da imaginação. Por isso o acesso [aos livros] é tão importante”, diz.

Esse contato se dá, para muitos brasileiros, em escolas e nas bibliotecas. Elisabete defende as bibliotecas como espaços de diálogo, de palestras, de eventos, de exibições de cinema. “O acesso [aos livros] não pode ser pontual, tem que ter continuidade, para criar hábito. Para que se crie hábito, é preciso fazer parte da rotina, estar inserido no contexto [das crianças] e não ser uma eventualidade”.

Uma das metas da Rede Sesc de Bibliotecas para este ano é a criação de uma grande rede de clubes de leitura, valorizando a cultura de cada localidade e aproximando os autores dos leitores, sobretudo do público infantil. A Rede conta hoje com 309 bibliotecas fixas e 57 unidades móveis (BiblioSesc), nas quais estão inscritos 272 mil leitores. Segundo Elisabete, já existem iniciativas locais, agora a intenção é integrar os projetos.

Crianças que leem

Não são apenas os adultos que estão preocupados com a leitura das crianças e jovens. O projeto Pretinhas Leitoras é prova disso. O projeto nasceu em outubro de 2018, no Morro da Providência, no Rio de Janeiro, com as irmãs Helena e Eduarda, de 11 anos, e Elisa, 5 anos.

Supervisionadas pela mãe, Elen Ferreira, e por Igor Dourado, elas compartilham leituras e pesquisam literatura negra. O que aprendem, as irmãs compartilham com outras crianças e jovens tanto em clubes de leitura, que reúnem também autores e contadores de história, quanto pela internet.

“A literatura é a oportunidade de acessar e compartilhar um pouco daquilo que somos e sabemos. Quando essa interação acontece, criamos uma forma nova de acolher a história que era do outro e passa a ser também nossa de um jeitinho único”, dizem as irmãs, por e-mail, à Agência Brasil.

Para a equipe do Pretinhas Leitoras, a internet é uma grande aliada no incentivo à leitura. “Compartilhamos discussões sobre obras literárias por meio do cyberespaço para potencializar o acesso à leitura e sua divulgação pelas redes”.

A internet significa também, para elas, acesso. “Há que se pensar também sobre a importância que a internet assume ao democratizar o acesso à narrativas distintas e secularmente ignoradas no cenário literário brasileiro. Outro ponto é o acesso à ebooks, que estão diminuindo o preço de aquisição de muitos títulos e possibilitando descobertas dos mesmos. Isso é muito importante em um país no qual o mercado literário é elitista e caro, enquanto a massa populacional é pobre”.

Incentivo familiar

O Ministério da Educação (MEC) lançou, no mês passado, o programa “Conta pra Mim”, que estimula a leitura de livros infantis no ambiente familiar. A pasta disponibilizou uma cartilha para orientar os pais e responsáveis.

Justiça e Educação financiarão pesquisas em segurança pública

Justiça e Educação financiarão pesquisas em segurança pública

Os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Educação lançaram hoje (8), em Brasília, o Programa Nacional de Cooperação Acadêmica em Segurança Pública e Ciências Forenses (Procad).

Com investimento de R$ 10,1 milhões, a iniciativa deve beneficiar pesquisadores que desenvolvam estudos de mestrado, doutorado e pós-doutorado com vista à melhoria das ações em segurança pública.

Do montante total previsto, R$ 6 milhões virão do caixa da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), ao longo de quatro anos; R$ 2,1 milhões da Polícia Federal (PF) e R$ 2 milhões da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A previsão é que o edital de seleção de projetos seja publicado nos próximos dias. A partir daí, interessados vinculados a uma das 400 instituições de ensino públicas, privadas e comunitárias que mantêm cursos de pós-graduação supervisionados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) poderão se candidatar a uma bolsa. Os valores das bolsas variam conforme o nível acadêmico, sendo de R$ 1.500 para alunos de mestrado; R$ 2.200 para doutorado e R$ 4.100 para pós-doutorado.

“Esse programa está inserido na mudança do modelo de avaliação que a Capes vem empreendendo, buscando maior impacto social [com o financiamento] a temas que beneficiem diretamente a sociedade e possibilitem maior interação das universidades com a sociedade”, disse o presidente da Capes, Anderson Correia.

Parcerias

Durante a cerimônia de lançamento do programa, realizada esta manhã, no Ministério da Educação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, classificou a iniciativa como uma oportuna e relevante parceria. Moro também destacou que, além dos recursos provenientes da Senasp, órgãos vinculados ao ministério, como a Polícia Federal, disponibilizarão seus laboratórios e profissionais para a realização das pesquisas contempladas pela iniciativa.

“Este projeto vem em boa hora. Investimentos em segurança pública são demandados; construções no âmbito da segurança são necessárias, e é sempre importante  contar com conhecimentos científicos a respeito destes temas”, comentou Moro, destacando a possibilidade de financiamento a estudos no campo jurídico.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu a importância da ação. “Acho que esta é uma área de total interesse da sociedade. A segurança pública está entre as prioridades do povo brasileiro, das famílias”, disse Weintraub, explicando que o total de bolsas dependerá da proporção de estudantes de cada nível qualificados. “De qualquer forma, será um número expressivo de pesquisadores dedicados ao tema, com os laboratórios e a expertise do Ministério da Justiça [à disposição].”

Temas

A seleção dos temas das pesquisas e dos pesquisadores será feita por consultores da Capes. A autarquia fará, em conjunto com a PF, a avaliação dos resultados dos estudos. Cada projeto poderá permanecer em pesquisa por até cinco anos. Além disso, as teses produzidas serão disponibilizadas no Portal de Periódicos, que a Capes mantém na internet.

Metade de professores e alunos conhece caso de agressão física em escola, diz pesquisa

Metade de professores e alunos conhece caso de agressão física em escola, diz pesquisa

Por Folha Press

Um de cada três professores da rede estadual de São Paulo diz já ter sido discriminado ou importunado por expor uma opinião ou ideia em sala, segundo pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e o Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) divulgada nesta quarta (18). O número é um pouco maior entre os alunos: 38% afirmam ter sido constrangidos por expor ideias.
A pesquisa não detalha que tipo de opinião levou o docente a ser alvo.

Por outro lado, 88% dos estudantes e 92% dos professores disseram concordar que deve ser possível conversar sobre todos os assuntos nas escolas.

O levantamento “Qualidade da educação e violência” ouviu 1.000 estudantes com 14 anos ou mais e 701 professores da rede estadual em 14 municípios, entre 5 de setembro e 1° de outubro. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais.

Segundo a pesquisa, cerca da metade dos professores (53%) e estudantes (49%) da rede estadual paulista tiveram conhecimento de ao menos um caso de agressão física na escola que frequentam no último ano.

A percepção de violência por professores e estudantes nas instituições do estado cresceu de 2014 para 2019: foi de 77% para 81% entre alunos e de 84% para 90% entre docentes.

Bullying, agressão verbal, agressão física e vandalismo foram os casos de violência mais citados pelos entrevistados. O mais citado pelos estudantes foi bullying (62%) e pelos docentes, agressão verbal (83%).

O número de pessoas que afirmou ter sido vítima de violência também cresceu em comparação com 2014 no estado. Foi de 28% para 37% entre alunos e de 44% para 54% entre professores.

Um dos casos mais marcantes deste ano ocorreu em maio em uma escola estadual em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Uma professora de português foi atacada por oito alunos, que arremessaram carteiras, cadeiras, livros e cadernos contra a docente. Os jovens foram apreendidos pela polícia.

Foi neste ano também que oito pessoas morreram e 11 ficaram feridas após o ataque na escola Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo.

O Brasil lidera um ranking de violência nas escolas elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que inclui 34 países e considerou dados de 2013, quando 12,5% dos professores brasileiros ouvidos relataram ter sido vítimas de agressões verbais ou de intimidação de alunos ao menos uma vez por semana.

Para os dois grupos de entrevistados para a pesquisa do Instituto Locomotiva, o governo do estado deveria dar mais condições de segurança às escolas (98% dos estudantes e 99% dos docentes).

A percepção é de que campanhas de prevenção à violência foram reduzidas: 57% dos jovens afirmaram que a escola faz ou já fez algum tipo de trabalho ou campanha contra a violência escolar, ante 78% dois anos atrás.

“A escola, que deveria ser um ambiente impermeável à violência do restante da sociedade, não está sendo vista desta forma. Não é uma ilha de paz em uma sociedade violenta”, diz Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Para ele, os casos de violência podem ser explicados pelo fato de hoje “o brasileiro não primar pelos diálogos e debates saudáveis.”
A falta de funcionários nas escolas para controlar a entrada dos alunos e mediar conflitos nos intervalos seria um obstáculo para enfrentar o problema, diz a deputada Professora Bebel (PT), presidente do Apeoesp: “Mas, em vez disso, temos um funcionário que faz três ou quatro ações diferentes.”

Em nota, a secretaria de Educação de São Paulo afirma que a pesquisa foi “construída de maneira enviesada” e “não reflete a realidade da rede estadual de educação”.

Diz que lançou em outubro o Programa Conviva SP, para identificar a vulnerabilidade de cada unidade escolar e produzir dados para implementar o Método de Melhoria de Convivência Escolar.

Também afirma que foi criado o Gispec (Gabinete Integrado de Segurança e Proteção Escolar), com servidores da educação e da Polícia Militar “que contribuem para o planejamento das estratégias de segurança em toda a rede.”

OEI destaca importância da cultura e da educação para a cidadania

OEI destaca importância da cultura e da educação para a cidadania

Por Agência Brasil

O diretor da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) no Brasil, Raphael Callou, defendeu hoje (11), que as políticas públicas na área da cultura e da educação devem ter como fundamento “evidências” e não “preferências”. A entidade realiza, ao longo desta quarta-feira (11), em São Paulo, o I Encontro da OEI de Políticas Públicas de Educação e Cultura, para debater os dois temas, da qual participam especialistas e autoridades governamentais. A OEI é uma organização intergovernamental internacional especializada em educação, ciência e cultura.

“É um discurso importante e bastante central, porque quando a gente começa a trabalhar com dados, fatos, avaliações e evidências, a gente consegue trazer, antes de mais nada, a defesa da importância e do valor que algumas políticas públicas oferecem”, disse o representante da OEI, acrescentando que tanto a cultura como a educação contribuem para o pleno exercício da cidadania, já que tornam as pessoas “conscientes de si, de seus direitos e obrigações”.

Potencial
O secretário de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, endossou as palavras do anfitrião. Para ele, o segmento tem relação direta com “o desenvolvimento humano, econômico e social”.

O secretário destacou números que mostram potencial do setor. Segundo ele, a classe artística responde por 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) paulista.

Conforme o levantamento apresentado, as atividades culturais chegam a movimentar, no estado, 330 mil empregos. Em 2018, somente os musicais que entraram em cartaz tiveram um impacto de R$ 1,01 bilhão na economia do estado.

Como exemplo da importância do setor, o secretário citou o Projeto Guri, que oferece aulas de música no contraturno escolar. Segundo Sá Leitão, os estudantes que participam da iniciativa têm uma melhora de 50% no desempenho na escola.

“O Brasil é um celeiro de economia criativa. Temos um potencial gigantesco”, disse Sá Leitão.

Inscrições para o Sisu poderão ser feitas a partir de 21 de janeiro

Inscrições para o Sisu poderão ser feitas a partir de 21 de janeiro

Por Agência Brasil

As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) poderão ser feitas de 21 a 24 de janeiro de 2020. O calendário do processo seletivo do primeiro semestre do ano que vem foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no Diário Oficial da União.

O resultado da seleção será divulgado no dia 28 de janeiro e a matrícula dos selecionados deverá ser feita de 29 de janeiro a 4 de fevereiro. Aqueles que não forem selecionados poderão participar da lista de espera também entre os dias 29 de janeiro e 4 de fevereiro.

O Sisu oferece vagas em instituições públicas de ensino superior. A seleção é feita com base no desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Para participar é preciso ter obtido nota acima de zero na redação do exame.

Para o primeiro semestre de 2020 valerão as notas do Enem 2019. Os resultados das provas, que foram aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro serão divulgados em janeiro na Página do Participante e no aplicativo do Enem. Para acessar, é preciso informar CPF e senha. Ao todo, 3,9 milhões de candidatos participaram de pelo menos um dia de prova do Enem.

As regras e a quantidade de vagas que serão oferecidas no ano que vem pelo Sisu ainda não foram divulgadas. No primeiro semestre deste ano, foram ofertadas 235,5 mil vagas em 129 instituições públicas de todo o país.