Como montar a lancheira ideal para seu filho

  Para manter uma dieta saudável desde cedo, a alimentação dos pequenos precisa ser bem selecionada, principalmente quando a refeição vai ser realizada fora de casa ou longe dos pais, quando é mais difícil supervisionar o que está sendo consumido. Nesse caso, as lancheiras devem ser preparadas corretamente, balanceando e valorizando os alimentos saudáveis. Os pais devem ficar atentos à riqueza de nutrientes. “A gente considera o lanche uma refeição, então ela deve ser completa e estar equilibrada com todos os macronutrientes”, esclarece a nutricionista Virgínia Campos. A veterinária Ilana de Oliveira Batista se preocupa com a alimentação da filha Maria Laura e acredita que o fundamental é que ela tenha o exemplo dentro de casa. “Procuro fazê-la participar o máximo possível. E eu tento colocar os alimentos mais saudáveis e também mais comida ‘de verdade’. Procuro comida comum, que funcione no dia a dia. E a criança acostuma. Sempre ela está com uma bolsa com castanha, frutas e barrinhas”, comenta Ilana. As opções são diversas: “Na lancheira de Laura, coloco sempre suco natural, biscoitos de povilhos, bolinhos (que a gente faz em casa juntas no final de semana e depois eu congelo), além de um potinho com damasco, banana desadratada e castanha”. Confira as dicas da nutricionista Virgínia Campos sobre quais os alimentos indicados para montar uma lancheira saudável no vídeo do Vida...

A vez dos superalimentos

  A quantidade de pessoas investindo em uma alimentação saudável é cada vez maior. Se o objetivo há um tempo era basicamente aliar à dieta aos exercícios visando um corpo perfeito, atualmente as pessoas buscam prioritariamente um corpo com saúde. E nesta busca, é natural uma procura por informações sobre quais os alimentos mais benéficos para o consumo. Alguns destes alimentos são os chamados superalimentos. Você os conhece? Também conhecidos como superfood, de acordo com a  nutricionista funcional Virgínia Campos, eles tem um poder enorme. “São muito nutritivos, ricos em proteínas, vitaminas, fibras, minerais. Tem um poder antioxidante enorme, que ajuda a combater os radicais livres e com isso, retardar o envelhecimento”, pontua Virgínia. Alguns dos superalimentos mais tradicionais são a chia – uma cemente rica em fibras e minerais, como ferro, cálcio, zinco – e o óleo de coco – muito utilizado na culinária saudável em lugar dos óleos vegetais, pois em contato com o calor fogo não vira gordura ruim, rico em ácido láurico, além de contribuir para o emagrecimento. Mas a nutricionista Virgínia Campos destaca a espirulina com um dos alimentos mais ricos em proteínas. “É uma alga maravilhosa para saúde, é indicado para pessoas com alterações na tireóide, é um dos alimentos mais ricos em proteínas que possa existir. Para você ter ideia, o teor de proteína é mais alto do que carnes, ovos e fungo. Riquíssima em ferro, é indicada para os anêmicos também. Bom para o intestino. É considerado um superalimento pela quantidade de minerais, vitaminas e toda a riqueza que ela fornece para a saúde”,...

A alimentação ideal para antes e depois do treino

No dia a dia, o esporte e as atividades físicas estão em alta, mas a gente sabe a importância que existe na alimentação correta no pré e no pós treino. A nutricionista Alessandra Luglio explica que, antes de se exercitar, o nosso corpo precisa obrigatoriamente de energia. Já após o treinamento, o corpo vai entrar em um período muito importante de regeneração. De acordo com Alessandra, no pré treino, a prioridade é fornecer energia através de alimentos fontes de carboidratos, como frutas, pães, batatas, cereais no geral. Já no pós, o interessante é combinar as proteínas associadas aos carboidratos, como shake de proteínas batido com frutas, iogurte com granola e frutas, pão com ovos. Mas, em quanto tempo eu devo me alimentar antes e depois dos exercícios? A nutricionista esclarece que não existe um tempo de regra, mas que, de acordo com o que for consumido, deve­-se ter um intervalo de mais ou menos uma hora até o horário do treinamento. No caso da alimentação posterior, o mlehor é não ultrapassar 60 minutos.   É importante lembrar que assim como o treinamento, a alimentação precisa ser individualizada. “Depende do objetivo e da individualidade de cada um. Sempre é importante procurar um nutricionista para uma prescrição individual adequada”, ressalta...

Um cardápio 100% livre das carnes

A escolha pela retirada da carne do cardápio vem crescendo nos últimos anos. De acordo com dados do Ipobe, 9% da população brasileira é vegetariana e o Recife é a segunda cidade do país com mais vegetarianos, com 11% de sua população, perdendo apenas para Fortaleza. O vegetarianismo é o regime alimentar que exclui todos os tipos de carne, sendo uma alimentação baseada em produtos vegetais. Em linhas gerais, os adeptos não consomem carne, mas alguns podem incluir em sua alimentação laticínios e ovos. A coordenadora do Grupo Recife da Sociedade Vegetariana Brasileira, Bárbara Bastos, explica que os principais motivos para que as pessoas se tornem vegetarianas formam uma espécie de tripé: Questão ética (pelos animais que têm direitos essenciais à vida e à liberdade), questões de saúde (as dietas vegetarianas possuem menos gorduras saturadas e mais fibras, com menor probabilidade de doenças crônicas), e questões de sustentabilidade (pelo planeta). “Temos reconhecimento de órgãos que mostram que a dieta vegetariana é viável em qualquer fase da vida. Crianças, adultos, grávidas, inclusive durante a amamentação”, afirma. Essa mudança nos hábitos alimentares, no entanto, não está limitada a uma troca de carne por salada, segundo ressalta Bárbara, lembrando que um bom planejamento alimentar é indispensável, assim como a informação. “A alimentação vegetariana é muito saudável. Tem como ser equilibrada e a pessoa vive muito bem. A carne não faz falta, pois temos outras fontes vegetais que complementam os aminoácidos essenciais que o corpo não fabrica. E o prejuízo para quem pratica atividades físicas é zero. Temos suplementos para vegetarianos e para veganos. Temos todos os recursos”, pontua a nutricionista esportiva Flávia...

Excluir o glúten do cardápio não significa excluir os sabores

O glúten está cada dia mais popular e o número de adeptos de uma alimentação sem ele (“glúten-free”) é cada vez maior. Mas você sabe o que é e porque muitas pessoas não podem ingerir alimentos com glúten? Trata-se de uma proteína presente no trigo, aveia, centeio e cevada, cereais amplamente utilizados na composição de alimentos e bebidas industrializadas. Porém, algumas pessoas possuem intolerância permanente ao glúten, a chamada doença celíaca, e precisam manter uma dieta livre dele. Contudo, mesmo sem ser intolerantes, algumas pessoas também sentem leve desconforto como estufamento intestinal, constipação e formação de gases ao ingerir essa proteína. Neste caso, de acordo com a nutricionista Laiz Cabral, é possível ocorrer queda da imunidade, sendo conveniente reduzir ou até mesmo retirá-lo da alimentação. No caso dos celíacos, ao ingerir alimentos com glúten, as células de defesa imunológica agridem o próprio organismo, causando um processo inflamatório na parede interna do intestino delgado, que resulta em uma atrofia das vilosidades intestinais, provocando uma diminuição da capacidade de absorção dos nutrientes dos alimentos. A gastroenterologista Kátia Brandt, especialista em doença celíaca, explica que “é uma reposta anormal do sistema imunológico do corpo ao glúten, que causa uma atrofia da mucosa intestinal”. O diagnóstico pode ser feito através de teste sorológico sanguíneo e biópsia endoscópica. Já o tratamento é feito apenas por meio de dieta. “À longo prazo, sem tratamento, podem ocorrer problemas neurológicos, infertilidade e até um linfoma”, pontua a especialista. A restrição alimentar, entretanto, não significa manter distância dos sabores. Além da indústria cuidar para que os celíacos possam saborear pães, pizzas, bombas de chocolate e outros alimentos derivados,...