Mercado chinês impulsiona recordes de transferências internacionais (14 mil) e gasto entre clubes (US$ 4,7 bi) em 2016

O número de jogadores negociados para o exterior, considerando todos os países filiados à Fifa. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O impacto chinês no mercado do futebol, com seguidas propostas irrecusáveis, se confirma com os dados oficiais de transferências internacionais em 2016, com recordes tanto na quantidade de atletas negociados em todo o mundo quanto no dinheiro gasto pelos clubes. Somente na primeira janela, entre janeiro e fevereiro e com dados já detalhados, os times da China gastaram quase US$ 300 milhões, ou 244% a mais que 2015! Além do volume de jogadores para o “eldorado”, há muita qualidade envolvida, com contratações do porte do meia brasileiro Oscar (Chelsea) e do atacante argentino Tévez (Boca Juniors).

Na escala global, foram 988 atletas (+7,2%) e 607 milhões de dólares (+14,5%) a mais. Através das 211 nações filiadas, 14.546 contratos internacionais foram firmados. Um a cada 36 minutos ou 39 por dia. Haja deslocamento. Dados do Transfer Matching System (TMS), o sistema eletrônico criado há cinco anos pela Fifa para registrar oficialmente todas as negociações entre clubes de países distintos, numa operação feita na Suíça. O balanço oficial considera empréstimo, venda dos direitos econômicos, fim de contrato e jogadores livres.

Movimentação de contratações internacionais na China. Arte: Fifa TMS/twitter (adaptação para tradução)

Até mesmo na “média” o dado foi o maior já registrado, com 329 mil dólares a cada atleta negociado, ou 20 mil a mais que o índice anterior. Naturalmente, teve gente saindo de graça e gente saindo por uma cifra astronômica. Cenários distintos entre os 6,5 mil clubes cadastrados pelo TMS, incluindo o Trio de Ferro do Recife. Em 2016, por sinal, houve a maior compra local, com o Sport pagando US$ 790 mil (R$ 3,16 mi na ocasião) ao Argentinos Juniors, fechando um acordo de cinco anos com o jovem atacante colombiano Lenis.

Outras transações envolvendo alvirrubros, rubro-negros e tricolores foram realizadas via TMS, através de empréstimos e com jogadores sem contrato. Eis alguns nomes trazidos do exterior e os países onde estavam: Ruiz (Colômbia), Mark González (Chile), Henríquez (Colômbia), Rodney Wallace (Portugal), Jonathan Goiano (Coreia do Sul), Bolaño (Equador), Marco Antônio (Catar), Rafael Coelho (Tailândia) e Yuri Mamute (Grécia). Sobre 2017, as duas janelas brasileiras vão de 12/01 a 04/04 e de 20/06 a 20/07. Cuidado com a China…

O dinheiro gasto nas transferências internacionais, segundo a Fifa. Arte: Cassio Zirpoli/DP

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