A verdadeira nota 8 na organização da Arena Pernambuco

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

As mudanças na organização foram pontuais, tanto na mobilidade do público quanto na operação da arena, mas necessárias para uma transformação.

O duelo entre italianos e japoneses foi superior não só no gramado como em todo o contexto de gestão em relação ao primeiro jogo no estado, entre espanhóis e uruguaios. Em campo nesta quarta, como se sabe, uma partida movimentadíssima do primeiro ao último instante, com sete gols e aplausos incessantes no fim.

Fora, a torcida também foi bem tratada, como deveria ser sempre, vale ressaltar, mas como todos esperavam que tivesse acontecido sobretudo no domingo, na primeira partida da Copa das Confederações por essas bandas.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Desta vez, o deslocamento do público teria a concorrência da rotina normal da cidade, no meio de semana. O ponto facultativo dos servidores não foi suficiente para esvaziar as ruas, como acontecera na primeira rodada.

Considerando isso e o fato de que o borderô foi quase o mesmo, com 40.489 pessoas, contra 41.705 de três dias atrás, como poderia melhorar?

Acredite, melhorou. A repercussão da estreia foi incrível. Incrivelmente negativa, diga-se. Só a postagem do blog foi compartilhada 1.400 vezes no facebook (veja aqui).

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Mas os relatos dos torcedores mudaram. Fizeram questão de comentar nas redes sociais sobre o tempo gasto para ir e voltar. Vários com até uma hora a menos em cada trecho. Muitos com experiência nos dois jogos, no mesmo roteiro.

Nada de ideias geniais para mudar a execução do transporte. Na verdade, foram medidas óbvias, que muitos cansaram de citar, inclusivo o blog. Com atraso, mas antes tarde do que nunca, foram tomadas pelo governo do estado. Vale citar algumas, até para comprovar que eram ideias simples.

A mais importante delas foi gerar uma vazão maior na Estação Cosme e Damião, cuja escada da plataforma, minúscula, era inviável para o desembarque de 1.100 pessoas a cada trem.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Foram colocadas duas saídas provisórias na estação, evitando aglomeração. Evitou também o efeito cascata, pois os outros trens não precisaram ficar retidos nas estações até que a estação mais próxima à arena fosse liberada, como anteriormente. Também ajudou no sincronismo metrô/ônibus, uma falha irritante.

Na chegada ano complexo da arena, a revista de segurança na torcida foi bem maior. Um por um. Possivelmente porque havia mais tempo. Antes, com a fila abarrotada, ou liberava os torcedores ou eles não assistiriam à Fúria.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Dentro do estádio, aleluia, lixeiras foram colocadas no banheiros – tinha como ser mais óbvio?. Lixeiras também no entorno. O torcedor precisa ter um mínimo de educação, mas esse estímulo também precisa existir, como contrapartida. O foco foi maior na limpeza.

Nos bares, a venda de produtos foi descentralizada. Refrigerante, cerveja e pipoca puderam ser encontrados em quiosques nos corredores e com vendedores equipados com mochilas, desobstruindo as lanchonetes

Na saída do jogo, com a enorme massa humana mais uma vez no gradil até o ponto de ônibus expresso para a estação de metrô, mais policiais. Ou seja, mais organização e uma fila de fato.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Paralelamente a esse caminho via metrô foi criado um segundo estacionamento, somado ao Parqtel. Na verdade, foi utilizado o espaço da UFPE, com ônibus através da BR-408, uma estrada duplicada para a Copa e que parecia bastante subutilizada até então. A rodovia federal se mostrou essencial. Isso, claro desafogou o metrô.

Pois é. Nenhuma medida mirabolante foi tomada. Bastava ouvir o próprio público.

A nota 8 dada pela Secopa na estreia foi irreal. Desta vez sim, um legítimo 8.

Organização do jogo Itália 4x3 Japão, pela Copa das Confederações de 2013, na Arena Pernambuco. Foto: João de Andrade Neto/DP/D.A Press

Uma Arena de emoções com italianos e japoneses e um prato cheio de futebol

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Itália 4x3 Japão. Foto: Laurence Griffiths/Fifa

A Itália de sempre. Uma equipe forte, que se renova com boas gerações, mas que não perde sob hipótese alguma o desejo por um bom drama. A história do futebol no País da Bota é temperada com heróis inesperados, viradas desconcertantes e muita categoria.

Na Arena Pernambuco, a Azzurra precisou superar a torcida local em peso a favor dos surpreendentes japoneses, numa excelente atuação, e venceu de virada por 4 x 3, na partida mais emocionante da Copa das Confederações até aqui.

Com pizza e sushi o banquete foi grande nesta noite, de futebol. Foram servidos gols de todos os tipos. Chute forte, cabeça, pênalti, gol contra e gol impedido, corretamente anulado. Pela ordem, Honda, Kagawa, De Rossi, Uchida (contra), Balotelli, Okazaki e Giovinco, no finzinho.

Para ser justo, o prato cheio não foi só pela quantidade de gols, mas pelas bolas na trave, pela entrega em campo, com dois times brigadores, que criaram inúmeras oportunidades em campo.

Em campo estavam de fato línguas bem distintas, mas unidas no objetivo de proporcionar um bom espetáculo ao estádio tomada por 40.489 torcedores. Um molho a mais num jogo especial. No fim, vimos novamente aquele esporte em que a Itália saboreia a vitória na base da superação.

Copa das Confederações 2013, 1ª fase: Itália 4x3 Japão. Foto: Laurence Griffiths/Fifa

Cachorro-quente no preço Fifa e na qualidade Peladão Alto Astral

Cachorro-quente na Arena Pernambuco. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

Os produtos oferecidos na Arena Pernambuco estão realmente acima dos preços conhecidos nos estádios de futebol do país.

Um latão de cerveja Brahma por R$ 9… Um latão de Budweiser por R$ 12.

Mas as filas no primeiro jogo na Copa das Confederações mostraram que o público parece disposto a consumir mesmo assim. Tanto que antes do fim do primeiro tempo muitos produtos já haviam esgotado nas prateleiras.

Mas vamos a um outro ponto, a qualidade da comida oferecida. O registro acima é do cachorro-quente vendido na arena no jogo Itália x Japão.

Pão e salsicha, sem molho, por R$ 8. Nem tão Padrão Fifa assim…

Inferior a qualquer barraquinha no entorno do Arruda, Ilha do Retiro ou Aflitos.

Seleção no Castelão, torcida na Arena Pernambuco

Torcida brasileira acompanhando o jogo da Seleção, em Fortaleza, na Arena Pernambuco. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

A exibição da partida entre brasileiros e mexicanos num telão na Arena Pernambuco e os incessantes pedidos da organização para que o público chegasse cedo, evitando o tumulto do domingo, criou uma atmosfera diferente no estádio nesta quarta.

Assim como primeiro jogo em São Lourenço da Mata, muitos vestiram a camisa verde e amarela num dia sem o Brasil em campo, oficialmente. Contudo, com o gramado vazio, os olhos se voltaram para os dois telões de LED do moderno estádio, com 77,4 metros quadrados cada.

Olhos atentos e comportamento semelhante ao de um jogo “in loco”. Com aplausos, “uhhh” a cada bola raspando a trave e vibração no golaço de Neymar, lá no Castelão, em Fortaleza.

A transmissão da partida foi uma reprodução da Rede Globo, com narração de Galvão Bueno – num potente sistema de som da arena -, devido ao contrato de licenciamento da emissora. Mas como a Fifa também tem seus contratos, no intervalo do jogo o sinal foi cortado, voltando apenas após o reinício…

Tempo para a arquibancada da Arena apanhar ainda mais gente torcendo pelo Brasil, mesmo a 788 quilômetros de distância do verdadeiro campo de jogo…

No fim, um barulho daqueles na jogadaça de Neymar para o 2 x 0.

Contraste do jornalismo esportivo estrangeiro na Arena

Coletiva de imprensa da Itália

No enorme centro de imprensa da Arena Pernambuco chama a atenção os diferentes perfis dos jornalistas escalados para a Copa das Confederações.

Espanhóis, uruguaios, japoneses e italianos. Uma rápida circula e a diferença de comportamento e modo de trabalho impressionam.

A imprensa espanhola se notabilizou pelas perguntas mais técnicas acerca da Fúria, como o desfalque de Xabi Alonso e a consequência a médio prazo. Foram mais de 60 jornalistas acompanhando a seleção desde a chegada o avião da Ibéria no Aeroporto dos Guararapes.

Já a mídia uruguaia concentra-se em Montevidéu, a capital que engloba quase metade da população do país, de 3,3 milhões de habitantes. Talvez por isso as entrevistas tenham virado “conversas” com o maestro Oscar Tabárez, que parecia conhecer bem os seus interlocutores – 18 ao todo -, acostumados nas coberturas de Peñarol, Nacional e federação.

Apesar de nomes com Vicente Del Bosque, Xavi, Casillas e Tabárez, as coletivas do primeiro jogo no estado não foram tão concorridas. Não no Recife.

Não se comparadas às entrevistas dos italianos, com uma imprensa esportiva tradicionalíssima. Quente nas manchetes, passional como todo o país da bota. Um contraste enorme com os profissionais nipônicos, adversários na quarta-feira na mesma Arena Pernambuco.

Num auditório cheio, se ouvia bastante os eloquentes italianos e nem um pio dos japoneses, mantendo viva a imagem de disciplinados.

Sobre as perguntas, os italianos vão para o choque, com direito a introduções (“Sei que o assunto é delicado, mas não fique em cima do muro”).

Não se intimidam e insistem nas perguntas. Naturalmente, jogadores e técnicos também parecem acostumados ao contexto e não privam de declarações mais fortes. Pelo menos foi assim com Cesare Prandelli e Daniele de Rossi.

Quanto aos japoneses, com quase 300 credenciados no Brasil, um dinamismo nas matérias, mais observadores, talvez pela imposição da língua.

Coletiva de imprensa da Espanha. Foto: Cassio Zirpoli/DP/D.A Press

A salvação da mobilidade arquitetada em um dia

novela O Salvador da Pátria

Não durou um dia o discurso de que o plano de mobilidade para a Copa das Confederações seria mantido no Recife.

A agenda negativa de domingo para segunda, com o esquema asfixiado no jogo entre espanhóis e uruguaios, e de segunda para terça, com a manutenção do projeto, acabou resultando numa operação a 200 km/h para um novo esquema.

No entanto, é curioso que esta ideia não tenha sido apresentada já na segunda, quando uma coletiva com diversos órgãos foi organizada no Centro de Convenções.

Na ocasião, o nome do governador do estado não foi nem citado.

A nota da funcionalidade do plano havia sido um “8″, surreal para enfrentou o metrô – e foram mais de 30 mil entre os 41 mil torcedores presentes.

Somente no dia seguinte Eduardo Campos se pronunciou, já anunciando um novo plano, após contato com o Comitê Organizador Local (COL) e com a Fifa.

Conforme sugerido inúmeras vezes – inclusive pelo blog, na própria coletiva – , haverá uma maior utilização da BR-408, que após a duplicação só havia ficado à disposição das comitivas oficiais da Fifa e do estacionamento Parqtel, com 2.100 vagas.

Agora, um “novo” estacionamento, na UFPE, agregando até 6 mil torcedores com 120 ônibus expressos ao estádio, por R$ 10. E o caminho citado por muitos…

Salvador da pátria agora? Talvez seja a imagem articulada nos meandros para o seu próprio campeonato, em 2014.

Monitoramento governista só aponta 87 críticos do plano de tranporte à Arena

Smile

Sorria, você está sendo monitorado pelo governo do estado.

Num estado democrático como o nosso, esse monitoramento via redes sociais serve apenas como fomento para a avaliação de ações governamentais.

Na abertura da Copa das Confederações no Recife, no domingo, uma empresa contratada pelo governo do estado fez um levantamento sobre a repercussão do plano de transporte para a Arena Pernambuco nas maiores redes sociais da internet.

No caso, a repercussão negativa. Certo?

Errado… Segundo os gestores, apenas 87 pessoas criticarama a organização de mobilidade. Pasmem, várias delas sequer teriam ido ao jogo Espanha x Uruguai.

Considerando que essa empresa foi contratada com dinheiro público, é no mínimo curioso apresentar um estudo desse, bem aquém do que aponta qualquer rápida passagem no Facebook, Twitter, Orkut e Google+.

A postagem do blog sobre todo o percurso de ida e volta, via metrô, foi compartilhada 1.300 vezes no Facebook, num indicativo de que esse “87″ é um tanto irreal (veja aqui).

O monitoramento é até justo, para compreender a visão do povo.

Mas pelo visto os dados precisam ser mais bem trabalhados…

A avaliação governista da estreia na Copa das Confederações

Coletiva sobre a organização de Espanha 2x1 Uruguai, na Arena Pernambuco, pela Copa das Confederações 2013. Foto: Cecília Sá

A execução do plano de mobilidade do governo do estado sobre o primeiro jogo na Arena Pernambuco pela Copa das Confederações teve nota “8″.

Confira os depoimentos do secretário extraordinário da Copa, Ricardo Leitão.

Plano de mobilidade mantido
“O plano de mobilidade foi testado no dia 22 (de maio) e operacionalizado ontem (domingo) será mantido. Não haverá alteração estrutural. O metrô continuará como principal modal de acesso à Arena. O acesso pela BR-408 segue com veículos credenciados pela Fifa, como seleções, árbitros, autoridades, patrocinadores etc. E ainda temos o esquema de estacionamentos remotos (nos shoppings), próximos à estações de metrô, através do Expresso Torcida, e também o Parqtel.”

Ajustes para a operação
“Na nossa avaliação, o plano aprovado pela Fifa e pelo conjunto de órgãos do governo do estado é um plano que evidentemente precisa ser melhorado, mas os aconteceimentos de domingo não decorrem de erros do plano, mas de problemas de sincronia, entre operações dos ônibus e o metrô na Estação Cosme e Damião. Essa sincronia será buscada, já discutimos isso. Queremos alcançar o que o plano projeta, a chegada de ônibus na estaçao compatibilizada com a saída e chegada de trens.”

Mau comportamento
“Houve, além da falta de sincronia, um comportamento inadequado de alguns torcedores, derrubandos barreiras, o que acabou prejudicando o esquema (de volta) também.”

Teste difícil
“Tivemos o teste mais difícil para a Arena, com o público quase total, de 42 mil pessoas, o máximo que a Fifa conseguiu vender. Para o jogo de quarta (Itália x Japão) a expectativa é de 32 mil pessoas. Gostaria de pedir mais uma vez a colaboração de todos e destacar que na quarta o torcedor poderá chegar na Arena às 15h e assistir lá, nos telões, ao jogo da Seleção Brasileira.”

Serviços desorganizados na arena
“O torcedor é um consumidor e ele tem razão em sair chateado do jogo, com os problemas que enfrentou, com acesso, filas enormes nos bares, falta de produtos, ingressos sem assento e banheiros sujos. Tudo isso foi conversado com o operador, até porque este tem o maior interesse de que dentro do jogo corra tudo bem, pois só assim vem a continuidade das receitas. Repito: o torcedor tem razão de ter saído chateado”

Mea culpa
“Queríamos que as pessoas chegassem com conforto na arena, e isso não foi alcançado. Temos que trabalhar para dar mais segurança e conforto para o publico.”

Operação pós-Copa
“A operação na Copa não será a mesma a partir de julho, quando o estacionamento com 4.700 vagas e a BR-408 estarão liberados, diminuindo a demanda do metrô.”

Sem estacionamento extra
“O Parqtel fica numa área excelente, na margem da BR-408 e próximo à arena. E é uma terreno do governo, com licitação por dois anos. Não tem mais nenhuma área perto do estádio. Se você encontrar uma, pode me ligar.” 

BR-101 esburacada
“O controle da BR-101 é do Dnit, ligado ao governo gederal. Há muito tempo solicitamos que a recuperação da pista fosse delegada ao governo do estado, mas o governo federal não permitiu. Somente em um trecho para usar o canteiro central, num corredor viário. Mas queríamos restaurá-la. Estamos com um problema que é o fato de a população pensar que esse trecho urbano da BR-101 é de nossa responsabilidade. Temos que pressionar o governo federal.”

Imagem arranhada
“Não concordo com o adjetivo “péssimo”. Tivemos um problema num dia específico, com a chegada do Uruguai até o campo de treinamento, com lama. O campo em si não teve problema, tanto que o Uruguai treinou lá de novo. Isso é suficiente para criar uma imagem ruim do Recife no plano mundial? A imagem que vi quando abriu a transmissão para o mundo inteiro foi a da Arena Pernambuco iluminada, bonita. Antes do jogo a Fifa mostrou três minutos com o que a nossa sede tem de melhor.” 

Voto de confiança
“Temos um crédito de confiança, suponho que sim, para dizer que (o plano) vai ser ‘igual e melhor’.”

Uma pavimentação inexistente ao CT do Sport, mas que estava prevista na Copa

Acesso ao CT do Sport. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

O acesso ao centro de treinamento do Sport, em Paratibe, foi um dos pontos mais criticados na organização pernambucana para a Copa das Confederações.

Após o jogo de empurra-empurra entre as prefeituras de Recife e Paulista, ficou decidido que a capital seria a responsável pela área.

Na semana que antecedeu Espanha x Uruguai, o primeiro dos três jogos no estado, a delegação da Celeste enfrentou problemas para chegar ao CT.

A ladeira de barro, um problema histórico, faz com que o próprio Leão evite treinar lá no período chuvoso, instransitável.

Para a surpresa de ninguém, choveu bastante neste mês de junho.

E nada de obras por lá… Nada de acesso pavimentado. Nade de Padrão Fifa.

O local era um dos três escolhidos pela entidade para abrigar os treinamentos das seleções no torneio, ao lado do CT do Náutico e do Arruda.

Pois bem. No dia da passagem uruguaia, com o mundo registrando, funcionários da PCR passaram uma pá e um trator por lá, de forma emergencial. Por que nada foi feito anteriormente?

Segundo Ricardo Leitão, secretário extraordinário da Copa, diversos órgãos e prefeituras tiveram atribuições definidas para a organização da competição.

O gestor informou que cabia à Prefeitura do Recife pavimentar o trecho.

“Fizemos várias reuniões e cada um sabia o seu papel. A prefeitura sabia dessa responsabilidade de fazer aquela obra de acesso”.

A PCR, por sua vez, alega que a escolha do campo do Sport foi em novembro de 2012, sem tempo hábil para qualificá-lo para o evento teste.

Orçamento da estrada? R$ 2 milhões. Resta continuar cobrando…

Acesso ao CT do Sport. Foto: Paulo Paiva/DP/D.A Press

Vida de gado na volta pra casa em um jogo de futebol

Os torcedores registraram o aperreio, gravaram vídeos, compartilharam informações. Aqui, até edição teve. Assista ao vídeo produzido por José Felipe Malagueta, um dos 30 mil torcedores escoados para casa via metrô após o jogo Espanha 2 x 1 Uruguai, na Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata.

A trilha sonora? Admirável Gado Novo, de Zé Ramalho…