Uma composição alternativa no uniforme principal do Náutico. Azul não intencional

Apresentação de reforços do Náutico para a Série B 2017:  lateral-esquerdo Jeanderson (primeiro à esquerda), zagueiro Aislan e volante Amaral. Foto: Náutico/twitter (@nauticope)

Ao apresentar três reforços para a Série B de 2017, o lateral Jeanderson, o zagueiro Aislan e o volante Amaral, o Náutico divulgou uma foto produzida no CT Wilson Campos. Até aí, nada demais, não fosse a composição utilizada. Os atletas posaram com o uniforme principal e calção e meiões de treino, que têm a cor azul – tudo produzido pela Topper. Lembrou o Atlético de Madrid. Na visão do blog, o conjunto alternativo caberia até nos jogos do clube.

A barreira é o Estatuto do Clube Náutico Capibaribe. O segundo capítulo se refere às “cores, uniformes e distintivos”. Eis a íntegra do artigo 6º :

“O uniforme padrão do Náutico, considerado o primeiro, é constituído de camisa com sete a dez listras verticais vermelhas e sete a dez listras verticais brancas, ambas da mesma largura, calção branco e meias brancas, devendo ser preferencialmente usado em todas as competições oficiais ou amistosas quando detentor do mando de campo, em todas as suas modalidades esportivas.”

Embora o artigo 4º afirme o óbvio, que as cores do clube são vermelho e branco, a camisa ocasionalmente utiliza números azuis, como neste ano.

Apesar da composição não intencional, fica o debate aos alvirrubros…

Lançamento de uniforme do Atlético de Madrid na temporada 2015/2016. Foto: divulgação

Decisão do Estadual com árbitro do quadro da Fifa pela 4ª vez em 8 anos

Wilton Sampaio, árbitro do quadro da Fifa. Crédito: Associação Nacional de Árbitros de Futebol (anaf.com.br)

O goiano Wilton Pereira Sampaio, de 35 anos, foi o árbitro escolhido para trabalhar na decisão do Campeonato Pernambucano de 2017, em 18 de junho. Assim, o jogo de volta entre Salgueiro e Sport terá um integrante do quadro do Fifa, o que não acontecia no futebol local desde 2014 – no empate em 1 x 1, na ida, foi José Woshington, do quadro da Ceaf. Considerando o formato atual da competição, com semifinal e final, desde 2010, esta em 4ª vez em 8 anos que um árbitro da Fifa apita a grande final.

Sampaio, que trabalhou em 16 jogos do último Campeonato Brasileiro, ostenta desde 2003 o emblema da Fifa, restrito a dez nomes por ano. No estado, Sampaio já apitou dois mata-matas. Os jogos de ida da semi entre Santa e Náutico em 2010 (0 x 0) e da final entre Sport e Náutico (2 x 0) em 2014.

Em relação ao árbitro de vídeo, a FPF aguarda novo aval da International Football Association Board (Ifab), o órgão que regulamenta as regras, para a utilização do recurso eletrônico no Cornélio de Barros. Para o bem de Wilton.

Os árbitros das decisões pernambucanas neste século:

2001 - Santa Cruz 0 x 2 Náutico* – Antônio André (PE)
2002 - Santa Cruz 2 x 1 Náutico* – Wilson Souza (Fifa-PE)
2003 - Sport* 2 x 2 Santa Cruz – Wilson Souza (Fifa-PE)
2004 - Santa Cruz 0 x 3 Náutico* – Patrício Souza (PE)
2006 - Sport* (5) 0 x 1 (4) Santa Cruz – Djalma Beltrami (Fifa-RJ)
2010 - Sport* 1 x 0 Náutico – Alicio Pena Júnior (MG)
2011 - Santa Cruz* 0 x 1 Sport – Sálvio Spinola (Fifa-SP)
2012 - Sport 2 x 3 Santa Cruz* – Sandro Meira Ricci (Fifa-PE)
2013 - Sport 0 x 2 Santa Cruz* – Gilberto Castro Júnior (PE)
2014 - Náutico 0 x 1 Sport* – Leandro Vuaden (Fifa-RS)
2015 - Santa Cruz* 1 x 0 Salgueiro – Emerson Sobral (PE)
2016 - Sport 0 x 0 Santa Cruz* – Sebastião Rufino Filho (PE)
2017 - Salgueiro x Sport – Wilton Sampaio (Fifa-GO)
* Campeão

Balanço: 13 finais em 17 anos, com 7 árbitros da Fifa

Confira a lista de árbitros nos mata-matas desde 2010 clicando aqui.

O ranking histórico da Copa do Nordeste, com 53 clubes entre 1994 e 2017

Todas as campanhas no G4 na Copa do Nordeste (1994-2017). Arte: Cassio Zirpoli/DP

A Copa do Nordeste teve 14 edições oficiais de 1994 a 2017. Até hoje, 53 clubes dos nove estados da região já participaram do torneio. Indo além da lista de campeões, com sete times, sendo o Vitória o maior vencedor, tetra, o blog compilou todas as campanhas, literalmente. Da pioneira edição em Alagoas, quando o nome foi estabelecido, até a decisão na Fonte Nova em 2017, foram realizadas 979 partidas, com 2.702 gols marcados. No geral, uma média de 2,75. Em relação à pontuação absoluta, o Bahia assumiu a liderança isolada. Com a campanha do tri, o tricolor de aço desempatou a disputa com arquirrival, até então 239 x 239. Agora, tem cinco pontos de vantagem. Curiosamente, ambos disputaram o mesmo número de jogos (140).

Em seguida vem o Sport, cuja ausência em 2010 pesa bastante no histórico geral, pois naquele ano houve um turno com 14 rodadas – em disputa marcada pela imposição da Liga do Nordeste frente à CBF, numa batalha judicial. Apesar do vice em 2017, o leão somou menos pontos que o Vitória, semifinalista (20 x 22). Portanto, a diferença aumento em relação aos dois primeiros. Já o Santa Cruz, 3º colocado em 2017, subiu duas posições no ranking de pontos, ultrapassando Ceará e América de Natal. Entrou no G4. Enquanto isso, o Náutico amargou a terceira eliminação seguida na fase de grupos. Ainda assim, conseguiu voltar ao top ten histórico.

Outra curiosidade está lá no fim da tabela. O Uniclinic, um dos dois estreantes em 2017, registrou a pior campanha da história. Seis jogos, seis derrotas, nenhum gol marcado e -24 de saldo. É, com toda justiça, o 53º e último lugar.

Observações do blog sobre a composição dos dois quadros expostos (ranking de pontos, abaixo; ranking de colocações no G4, acima):

1) Vitória, 3 pontos. Empate, 1 ponto. Resultados da fase preliminar à final.

2) A ordem dos times no ranking de pontos foi estabelecida da seguinte forma: pontos, vitórias, saldo de gols, gols marcados. O índice de aproveitamento aparece como adendo ao rendimento de cada clube

3) A ordem no ranking de colocações foi estabelecida da seguinte forma: títulos, vice-campeonatos e semifinais (em 1998, com a fase semifinal em dois quadrangulares, foi considerada a pontuação total). O número de vezes no G4 (última coluna) aparece como adendo ao desempenho de cada clube.

4) O Torneio José América de Almeida Filho, realizado em 1976, é considerado pelo Vitória como um título nordestino. O blog entende como título de porte regional, mas não referente à mesma competição. Por sinal, em 2016 a Liga do Nordeste, através de Alex Portela (também ex-presidente do Vitória), teria enviado um ofício à CBF pedindo a oficialização do torneio, o que incluiria até a primeira edição, de 1975, que teve o CRB como vencedor. Como segue sem uma resposta oficial (e pública), o blog manteve a disputa à parte. 

5) Os asteriscos em Botafogo e Sampaio se referem às punições do STJD, perdendo 4 (2014) e 6 (2015) pontos, respectivamente. A pena se mantém.

Ranking de pontos da Copa do Nordeste (1994-2017). Crédito: Cassio Zirpoli/DP

A evolução da movimentação financeira da Copa do Nordeste, de 2013 a 2017

Bilheteria, Cotas de TV e marketing do Nordestão, de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/Infogram

Pela primeira vez a movimentação financeira do Nordestão passou da casa de R$ 30 milhões. Somando as rendas dos jogos, as cotas de participação e o investimento realizado em marketing, a edição vencida pelo Bahia registrou R$ 31.889.146. Em relação ao ano anterior, o torneio de 2017 subiu 23%. Esse dado é baseado, sobretudo, na premiação da competição, a maior da história, com R$ 18,5 milhões distribuídos aos vinte participantes.

Entretanto, nem tudo foi positivo. Embora tenha tido semifinais poderosas em termos de mercado, com Bahia x Vitória e Sport x Santa, a renda bruta das partidas não alcançou a marca de 2015, com R$ 2,76 milhões a menos. Já numa comparação com o ano anterior, os 74 jogos proporcionaram uma arrecadação de R$ 8,3 milhões (+26,9%), com quase seis mil torcedores a cada apresentação (+1,8%). Os recordes de renda e público ocorreram na finalíssima na Fonte Nova, com R$ 1,6 milhão e 41 mil espectadores.

Para que os melhores números, em termos de assistência, não fiquem restritos ao mata-mata, a Liga do Nordeste, após votação com os membros, decidiu pela redução da fase de grupos, de 20 para 16 clubes, com uma fase preliminar no estilo “Pré-Libertadores”. Ou seja, oito jogos em mata-matas e mais 62 na fase principal, com quatro grupos, quartas semi e final. O objetivo é elevar de cara a média de público para 8/9 mil torcedores. Para o próximo ano, a cota de participação deve subir 24%, chegando a R$ 23 milhões

Eis os dados de público da Lampions League nesta retomada…

Média de público do Nordestão, de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/Infogram

2017 (73* jogos)
Público pagante: 442.454
Média: 5.979

2016 (74 jogos)
Público pagante: 434.604
Média: 5.873

2015 (74 jogos, sendo 1 de portões fechados)
Público pagante: 570.777
Média: 7.818

2014 (62 jogos, sendo 1 de portões fechados)
Público pagante: 463.749
Média: 7.602

2013 (62 jogos, sendo 1 de portões fechados)
Público pagante: 517.709
Média: 8.487 

Ao analisar a soma de todas as receitas da Copa do Nordeste (direitos de transmissão na televisão, renda e marketing), fica consolidado o status de principal torneio da região, bem à frente dos estaduais. Porém, o número corresponde, hoje, a 63% da meta estimada pelo presidente da Liga do Nordeste, Alexi Portela, para o auge do torneio. Em entrevista ao blog na retomada do torneio, ele imaginou o auge justamente na próxima edição, em 2018. Na projeção, R$ 50 milhões e média de 20 mil pessoas. É possível?

A movimentação financeira do Nordestão de 2013 a 2017. Arte: Cassio Zirpoli/Infogram

Podcast – Análise da final do Nordestão e das consequências no Sport após o vice

Nordestão 2017, final: Bahia 1 x 0 Sport. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Mal escalado e desorganizado, o Sport foi derrotado pelo Bahia e acabou como vice-campeão da Copa do Nordeste de 2017. O jogo na Fonte Nova foi analisado pelo 45 minutos, com as virtudes (quase todas do Bahia) e defeitos (quase todos do Sport) dos dois times, com destaque para o trabalho de Ney Franco nos 90 minutos. Depois, um podcast voltado para o futuro rubro-negro, encerrada o regional. Novo técnico na agenda, diretoria pressionada pelos atropelos de gestão e as visíveis carências técnicas do time visando a Série A. Estou nessas gravações com Celso Ishigami, Fred Figueiroa e João de Andrade Neto, além da participação especial de Lucas Fitipaldi. Ouça!

24/05 – Bahia 1 x 0 Sport (43 min)

Saída de Ney Franco e análise da direção e do elenco pós-regional (1h57)

Com cheque na final e bônus da Caixa, Bahia fatura R$ 6 milhões no Nordestão

Nordestão 2017, final: Bahia 1 x 0 Sport. Foto: Bahia/twitter (@ECBahia)

Ao vencer o leão pernambucano, o Bahia conquistou o Nordestão 2017 e uma série de benesses. No pódio, além da cobiçada orelhuda dourada, o tricolor de aço também recebeu um enorme cheque, simbolizando a premiação oficial da decisão: R$ 1,25 milhão. Com o valor, o Bahia terminou com a cota máxima de participação, R$ 2,85 milhões – a maior cifra já paga ao campeão, inserida na premiação absoluta do torneio, de R$ 18,52 milhões (divisão abaixo). No embalo, o clube ganhou mais R$ 300 mil pelo inédito bônus oferecido pela Caixa Econômica Federal aos seus patrocinados – obviamente, em caso de título o Sport teria tido o mesmo repasse por parte do banco. Somando tudo isso à bilheteria nas seis partidas realizadas na Fonte Nova, o Baêa registrou um faturamento de R$ 6 milhões, o maior entre os vinte times desta edição. 

Outro afago, este esportivo, é a pré-classificação às oitavas de final da Copa do Brasil de 2018. A cota desta fase do torneio nacional foi de R$ 1,05 milhão nesta temporada, valor que deve ser ampliado pela CBF na próxima edição.

Balanço de receita do Bahia, o campeão de 2017
Público: 101.699 pessoas em 6 jogos (média: 16.949)
Renda bruta: R$ 2.882.573
Cota: R$ 2,85 milhões
Bônus da Caixa: R$ 300 mil
Total: R$ 6.032.573

Analisando o Trio de Ferro, naturalmente o Sport foi o clube que mais faturou, chegando a 3,9 milhões de reais. O aumento da cota neste ano inclusive foi decisivo para que o leão alcançasse um dado maior que o Santa no título nordestino de 2016 (R$ 3,5 milhões). Já o Náutico teve apenas R$ 132 mil de renda, ou menos de 1/4 da cota (e só recebeu uma, pela primeira fase).

Balanço de receita dos pernambucanos na Lampions 2017
Sport (vice)

Público: 87.358 pessoas em 6 jogos (média: 14.559)
Renda bruta: R$ 1.756.205
Cota: R$ 2,15 milhões
Total: R$ 3.906.205

Santa Cruz (3º lugar)
Público: 74.633 pessoas em 5 jogos (média: 14.926)
Renda bruta: R$ 700.550
Cota: R$ 1,6 milhão
Total: R$ 2.300.550

Náutico (9º lugar)
Público: 11.266 pessoas em 3 jogos (média: 3.755)
Renda bruta: R$ 132.355
Cota: R$ 600 mil
Total: R$ 732.335

Confira os borderôs dos três clubes locais, jogo a jogo, clicando aqui.

Cotas de participação da Lampions 2017
R$ 2,85 milhões (campeão) – Bahia
R$ 2,15 milhões (vice) – Sport
R$ 1,60 milhão (semifinalista) – Santa Cruz e Vitória
R$ 1,05 milhão (quartas de final) – Campinense, Itabaiana e Sergipe
R$ 780 mil (quartas de final) – River*
R$ 600 mil (fase de grupos) – Náutico, Uniclinic, Fortaleza, Juazeirense, CRB, ABC, CSA, América-RN e Botafogo
R$ 330 mil (fase de grupos) – Altos*, Moto Club* e Sampaio Corrêa* 

* Os clubes do Piauí e do Maranhão, integrados ao torneio em 2015, receberam uma cota menor na primeira fase

Bahia domina o Sport, vence na Fonte Nova e é tricampeão da Copa do Nordeste

Nordestão 2017, final: Bahia 1 x 0 Sport. Foto: Bahia/twitter (@ECBahia)

O Bahia foi melhor na Ilha do Retiro e muito melhor na Fonte Nova. Confiante, mais organizado taticamente e com a volta de sua principal peça, o meia Régis, o tricolor de aço entrou em campo para decidir logo a partida. Jogou pilhado pelo título do Nordestão. Do outro lado, o pressionado Ney Franco escalou o Sport com três zagueiros, uma formação testada durante um mísero treino. O técnico imaginava conter o rápido ataque baiano e aproveitar as (poucas) chances. Fez nem uma coisa nem outra.

Além da visível falta de entrosamento da defesa, sobretudo no posicionamento, o ataque rubro-negro seguiu distante, sem conseguir trocar três passes verticalizados. Pior, com onze minutos Edigar Junio recebeu na meia lua, girou sobre Durval e tocou na saída de Magrão. Ali, o empate com gols no Recife tornava-se uma vantagem ainda maior. Apesar disso, o leão seguia, em tese, por um gol. Caso chegasse ao empate, ao menos estenderia a disputa para os pênaltis. Então era manter a tranquilidade, o que não ocorreu, com amarelos por reclamação (Ronaldo) e falta (Rogério).

Nordestão 2017, final: Bahia 1 x 0 Sport. Foto: Romildo de  Jesus/Futura Press/Estadão conteúdo

Aos 32 minutos, a final tornou-se inglória aos rubro-negros. Rogério, apagado há semanas, foi expulso após receber o segundo amarelo numa simulação de pênalti. Desorganizado, sem ímpeto ofensivo e com dez jogadores, o Sport foi engolido em campo. A partir disso, Zé Rafael, Allione, Régis, Edigar Junior e Juninho (no segundo tempo) finalizaram com muito perigo. Então, entrou a figura de Magrão. O goleiro quarentão destoou do time com ótima atuação, mantendo o magro 1 x 0.

Lá na frente, Diego Souza não desequilibrou. Nem armou nem chutou. André batalhou bastante, mas esteve isolado durante quase toda a partida. E o leão acabou finalizando apenas uma vez, com Everton Felipe aos 25 do segundo tempo – entrara pouco antes, com rara lucidez na noite. Com um rendimento assim, a taça dourada passou longe do leão, cuja derrota em Salvador ampliou a má estatística de Ney Franco, agora com 1 vitória nos últimos 11 jogos. A verdade é que não houve superação suficiente para tirar o tri do Baêa. Melhor time desta edição, o clube festejou diante 41.175 torcedores, incluindo dois mil rubro-negros incrédulos diante de uma atuação tão fraca…

Atualização: sem surpresa, Ney Franco foi demitido logo após o jogo.

Nordestão 2017, final: Bahia 1 x 0 Sport. Foto: Romildo de  Jesus/Futura Press/Estadão conteúdo

Troféu, bola e moeda de arbitragem especiais para a decisão do Nordestão

Na véspera da decisão da Copa do Nordeste de 2017, a Fonte Nova foi iluminada em caráter especial para a produção de imagens de divulgação, com algumas das principais peças do torneio. Sobretudo a orelhuda dourada, disputada por Bahia e Sport e colocada na beira do campo soteropolitano. Confira os elementos criados pela organização do torneio.

O troféu tem mesmo modelo desde 2015, com nove anéis simbolizando os estados da região. A posse é definitiva, com uma nova taça replicada a cada edição. Nas alças, fitas nas cores dos finalistas (rubro-negras e tricolores). Após o apito final, as duas alças terão fitas idênticas, do campeão.

A taça da Copa do Nordeste de 2017 na Fonte Nova. Foto: divulgação

A bola Asa Branca IV passou a ter modelos exclusivos, nesta edição, durante semifinal. Além dos escudos dos clubes, há a data e a fase corresopndente. O modelo personalizado não é comercializado pela Topper.

A bola oficial da decisão da Copa do Nordeste 2017. Crédito: divulgação

As moedinhas da arbitragem seguem a mesma lógica das bolas oficiais, com detalhes personalizados sobre a partida (escudos, data e fase). Fica como lembrança. No caso, para o juiz alagoano Francisco Carlos do Nascimento.

A moeda do árbitro para a decisão da Copa do Nordeste. Foto: divulgação

Com gol de pênalti, Santa Cruz perde a invencibilidade na Série B no Rei Pelé

Série B 2017, 3ª rodada: CRB 1x0 Santa Cruz. Crédito: Douglas Araújo/Ascom CRB

O Santa Cruz não abriu mão de seus estilo de jogo. Muita marcação, saída de jogo de forma cadenciada com os volantes e busca incessante pelo centroavante, isolado na maior parte do time. Em sua terceira apresentação na Série B, foi mais uma vez pressionado. Diante de Criciúma e Guarani, o clube aproveitou as chances criadas, sobretudo a partir de erros capitais dos adversários. Contra o combativo e líder provisório CRB, desta vez não deu.

No Rei Pelé, num jogo de 100 passes errados, o tricolor perdeu de 1 x 0, gol do folclórico Neto Baiano. O centroavante converteu um pênalti aos 28 do segundo tempo, numa marcação bem assinalada – Anderson Salles cortou com o braço, após boa defesa de Júlio César. Em desvantagem, os corais não criaram chance alguma. Só ficaram perto do empate numa falha do zagueiro Boaventura, que acertou a própria trave após cruzamento de Nininho.

A queixa da torcida passa necessariamente por Eutrópio, com soluções equivocadas no decorrer. No segundo tempo, tirou Barbio (em evolução) e colocou Primão. Com a decisão, manteve Éverton Santos em campo. Quase figurante. Outra questão foi a entrada de Ricardo Bueno. Decisivo na vitória de sábado, o atacante entrou faltando dez minutos, no lugar de Elicarlos. Foi um raro momento de ousadia do treinador coral, que demorou demais para fazer a troca. Calejado, até por ter plena convicção em seu estilo, Eutrópio terá oito de dias de cobranças. Ou, na ótica dele, claro, oito dias de preparação até uma pedreira, o Atlético-PR pela Copa do Brasil. E a vaga vale R$ 1,1 milhão…

Série B 2017, 3ª rodada: CRB 1x0 Santa Cruz. Crédito:  Ailton Cruz/FAF (federação alagoana de futebol)

Maior do Nordeste, a pesada alcunha disputada por Sport, Vitória e Bahia

Uniformes de Sport (Adidas), Vitória (Topper) e Bahia (Umbro) em 2017

Em 2015, aproveitando a presença na Série A e na Copa Sul-Americana, o Sport lançou uma camisa alternativa com a seguinte frase escrita nas costas: “Maior do Nordeste”. A frase impactou toda a campanha de divulgação do clube, hoje onipresente. Como não poderia deixar de ser, a alcunha acabou relativizada pelos rivais, sobretudo em Salvador, com os dois grandes clubes baianos entrando na onda. Até mesmo porque, hoje, trata-se de uma interessante disputa de mercado. O primeiro foi o Vitória, com a expressão destacada no painel da sala de imprensa. O Bahia, através de um mosaico da torcida, na Fonte Nova, manda o mesmo recado. Vale lembrar que após a confirmação da decisão da Lampions League de 2017, os dois finalistas fizeram uma ação conjunta, de forma amistosa, através da hashtag #MaioresdoNordeste.

Curiosamente, os três clubes são os únicos “cotistas” da televisão para a transmissão do Brasileiro, recebendo R$ 35 milhões no contrato atual, até 2018.

Na visão do blog, a disputa seria restrita a Sport e Bahia… E o que você acha?

Sport
A tal camisa azul, produzida pela Adidas, foi lançada em 28 de agosto de 2015. Curiosamente, Sport e Bahia se enfrentaram pouco depois pela Sula. Deu Sport. O leão sustenta a expressão devido à soma de títulos nacionais e regionais (7), número de sócios (cuja campanha utiliza a frase) e patrimônio.

Campanha de sócios do Sport em 2017. Crédito: Sport/facebook

Vitória
No rubro-negro baiano, a superioridade na região surge a partir do maior número de títulos da Copa do Nordeste. O Vitória se considera pentacampeão, embora a CBF ainda não considere de forma oficial o título de 1976, no Torneio José Américo de Almeida Filho. Penta ou tetra, é o maior vencedor regional de fato.

Painel da sala de imprensa do Vitória. Crédito: Vitória/twitter

Bahia
O mosaico proposto para a final do Nordestão 2017 é cristalino em relação ao pleito do tricolor de aço. Apresenta os títulos nacionais de 1959 e 1988. Incontestáveis e ambos com peso de Campeonato Brasileiro, após a unificação da Taça Brasil, cuja primeira edição foi vencida pelo Baêa no Maracanã.

Mosaico da torcida do Bahia. Crédito: Esporte Interativo/twitter