Até 30% de torcida visitante nos clássicos do Campeonato Pernambucano de 2017

Arruda, Arena Pernambuco e Ilha do Retiro. Crédito: Google Maps/2017

Em competições nacionais, a presença da torcida visitante é restrita a 10% da capacidade do estádio, segundo o regulamento geral de competições da CBF. A controversa medida, válida até nos clássicos, foi tomada por questão de segurança, sempre em caráter reducionista. No Recife, de forma excepcional no Estadual, a federação pernambucana elevou o dado para 20%, em 2009, apenas nos confrontos entre Náutico, Santa Cruz e Sport. Em 2017, até 30%, numa releitura do último regulamento geral da FPF. Em 2016, o texto dizia que o visitante poderia reservar até 49% dos ingressos, mas ressalvando sobre o requerimento com cinco dias de antecedência e a garantia a compra antecipada. Ninguém deu conta nos dez clássicos realizados. Agora, há mais tempo para a solicitação, segundo o artigo 82 do RGC 2017 (em itálico). Alguém dá conta?

Art. 82 O clube visitante, salvo disposição diversa do REC, terá o direito de adquirir, com pagamento prévio, a quantidade máxima de ingressos correspondente a 30% (trinta por cento) da capacidade do estádio ou da capacidade permitida pelos órgãos de segurança, desde que se manifeste em até 03 (três) dias úteis antes da realização da partida através de ofício dirigido ao clube mandante, obrigatoriamente com cópia à DCO-FPF. 

§ 1º Caso os órgãos de segurança informem, após inspeção, quantidade diferente da prevista no caput, esta prevalecerá, cabendo ao clube mandante repassar o relatório da referida inspeção à FPF no prazo de 10 (dez) dias de antecedência para a partida ou, em caso de partida eliminatória (mata-mata), antes da partida de ida do confronto.

§ 2º Em cumprimento à disposição do REC ou ao acordo assinado entre os clubes, inclusive para situações de reciprocidade, a disponibilidade de ingressos para o visitante poderá ser superior aos 30% da capacidade do estádio.

Abaixo, as cargas de ingressos dos maiores estádios locais. Regra à parte, vale lembrar que na decisão de 2016, por exemplo, os corais só tiveram 2.235 ingressos, ou 8,12% da capacidade da Ilha, devido ao veto dos bombeiros. Foi criado um parágrafo, o 1º, para evitar uma nova polêmica. A conferir.

Arruda*
Capacidade: 50.582 lugares
Mandante: 45.523 ingressos no Brasileiro (90%) e 35.407 no Estadual (70%)
Visitante: 5.058 ingressos no Brasileiro (10%) e 
15.174 no Estadual (30%)

Arena Pernambuco*
Capacidade: 45.845 lugares
Mandante: 41.260 ingressos no Brasileiro (90%) e 32.091 no Estadual (70%)
Visitante: 4.584 ingressos no Brasileiro (10%) e 13.753 no Estadual (30%)

Ilha do Retiro*
Capacidade: 27.435 lugares
Mandante: 24.691 ingressos no Brasileiro (90%) e 19.204 no Estadual (70%)
Visitante: 2.743 ingressos no Brasileiro (10%) e 
8.230 no Estadual (30%)

* Os limites autorizados pelo Corpo de Bombeiros, por questão de segurança

Náutico goleia o Uniclinic na Arena, sem dificuldades, e larga bem no Nordestão

Nordestão 2017, fase de grupos: Náutico 4x0 Uniclinic. Foto: Ricardo Fernandes/DP

Em jogo isolado, o Náutico venceu o Uniclinic por 4 x 0, na abertura oficial da Copa do Nordeste de 2017. De volta ao torneio regional após breve ausência, o alvirrubro não encontrou dificuldades para superar o vice-campeão cearense. O estreante, que ocupa o 7º lugar no estadual após três rodadas, se mostrou bem limitado tecnicamente. Basicamente, assistiu à troca de passes do time pernambucano, que até então havia disputado apenas jogos-treinos.

Na primeira apresentação oficial nesta segunda passagem de Dado Cavalcanti, o time jogou desfalcado de Marco Antônio e Maylson no meio-campo e de Anselmo no ataque. Ainda assim, manteve o ritmo treinado na pré-temporada, com a valorização da posse de bola, desde a saída com os zagueiros Éwerton Pascoa e Tiago Alves. Buscando espaço e contando com alguma paciência dos 2.410 espectadores – bem ressabiados da última partida na arena, pela Série B -, o Náutico marcou dois gols no primeiro tempo, com Giva (cabeçada) e Jefferson Nem. O mesmo Nem ampliou logo aos três da segunda etapa, num chute cruzado. Depois, 40 minutos de passeio, evitando desgaste para a pesada agenda pela frente, com um Clássico das Emoções já no domingo, pelo Pernambucano. Nos descontos, Juninho pegou um rebote e definiu a goleada.

Sem dúvida, foi um resultado importante em um grupo tido como parelho, com Santa e Campinense. Como apenas três vice-líderes avançam às quartas, o que não aconteceu nas participações anteriores do timbu, em 2014 e 2015, o cálculo (mesmo cedo) passa por seis pontos diante do Uniclinic. Três já foram.

Nordestão 2017, fase de grupos: Náutico 4x0 Uniclinic. Foto: Ricardo Fernandes/DP

O balanço dos clássicos na Arena PE de 2013 a 2016, com média de 11 mil pessoas

Clássicos pernambucanos na Arena Pernambuco. Fotos: Arquivo/DP

Desde abertura oficial da Arena Pernambuco, em junho de 2013, já foram realizados 16 clássicos pernambucanos no local, considerando o período até 2016. Os duelos ocorreram em quatro competições distintas: Pernambucano, Nordestão, Série B e Copa Sul-Americana, com públicos entre 4 mil (ou 10% de ocupação da capacidade) e 30 mil (65%). Precisamente, o borderô registrou a entrada de 181.884 torcedores. Em quatro temporadas de clássicos, portanto, a média é de 11.367. Em relação à arrecadação, números melhores (por causa do preço aplicado no estádio), com R$ 4.382.275, com um índice de R$ 273.892.

Para 2017, ao menos quatro clássicos estão garantidos, todos com mando do Náutico. Dois pelo Estadual, contra tricolores (29/01) e rubro-negros (05/03), com o primeiro já na abertura da fase principal, um Clássico das Emoções na Lampions (12/03) e outro pela Segundona, em data a definir. Como nos anos anteriores, negociações entre o governo estadual e Santa e Sport podem resultar em mais duelos – além de fases mata-matas com o Náutico presente.

A seguir, um resumo de cada clássico no local entre 2013 e 2016.

Náutico x Sport
O primeiro clássico da história da Arena foi logo um duelo internacional, pela Sula. Apesar da derrota, os leoninos avançaram nos pênaltis. Embora tenha sido mandante só uma vez, o rubro-negro venceu a maioria dos jogos. Sobre os públicos, quatro foram abaixo de 10 mil, com a média se mantendo acima disso graças à decisão do Estadual 2014, com 30 mil, ainda recorde em clássicos.

7 jogos (6 mandos alvirrubros e 1 rubro-negro)
2 vitórias do Náutico (28%)
1 empate (14%)
4 vitórias do Sport (57%)

86.850 torcedores, média de 12.407
R$ 2.248.625 de renda absoluta, média de R$ 321.232

Os clássicos dos Clássicos na Arena Pernambuco entre 2013 e 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Santa Cruz x Náutico
Com oito gols, o primeiro duelo, vencido pelos corais, é o recorde de tentos na arena, considerando os clássicos. Apesar da média menor em comparação a Náutico x Sport, o Clássico das Emoções apresenta mais regularidade nos públicos, com cinco acima de 10 mil espectadores. Destoa o jogo pela primeira fase do Estadual 2015, com 4,6 mil espectadores, a menor assistência até hoje.

7 jogos (6 mandos alvirrubros e 1 tricolor)
3 vitórias do Santa Cruz (43%)
2 empates (28%)
2 vitórias do Náutico (28%)

82.947 torcedores, média de 11.849
R$ 1.959.725 de renda absoluta, média de R$ 279.960

Os clássicos das Emoções na Arena Pernambuco entre 2013 e 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Sport x Santa Cruz
O inédito Clássico das Multidões pela Sula, no centenário do confronto, acabou ocorrendo integralmente na Arena depois que os dois rivais se acertaram com o governo do estado. Ou seriam os dois jogos ou nenhum. Se salvou apenas a festa tricolor, avançando às oitavas, pois a presença das torcidas foi frustrante nos dois jogos, com os menores públicos do clássico nesta década.

2 jogos (1 mando 1 rubro-negro e 1 tricolor)
0 vitória do Sport (0%)
1 empate (50%)
1 vitória do Santa Cruz (50%)

12.087 torcedores, média de 6.043
R$ 173.925 de renda bruta, média de R$ 86.962

Os clássicos das Multidões na Arena Pernambuco entre 2013 e 2016. Arte: Cassio Zirpoli/DP

Os 44 times da primeira fase da Sula 2017

Os participantes da Copa Sul-Americana de 2016

O sorteio da Copa Sul-Americana de 2017 será em 31 de janeiro. Os 44 clubes classificados através dos campeonatos nacionais já foram confirmados pela Conmebol, via site oficial, com outros dez participantes entre os futuros desclassificados até a fase de grupos da Libertadores. No âmbito local, o Sport está presente pela 5ª vez consecutiva. Até hoje, chegou no máximo às oitavas (2x), avançando um mata-mata. A partir deste ano, para alcançar esta fase será preciso passar por duas eliminatórias. O clube representará o Brasil com Corinthians, Ponte, São Paulo, Cruzeiro e Flu, classificados nesta ordem.

Com a divulgação dos seis brasileiros, a oito dias do sorteio, agendado em Luque, no Paraguai, fica a indefinição quanto à participação de Santa Cruz e Paysandu, que, juntos, reivindicam as vagas por direito. O país tinha direito a oito classificados, mas a entidade reduziu para seis, autorizando apenas clubes via Campeonato Brasileiro, à parte das copas regionais. Que a justiça parece o caminho, é fato, desde a canetada da Conmebol, em 30 de novembro…

Sobre a Sula 2017: a entidade não adiantou o formato do sorteio (como também não fez na Liberta, num sinal de desorganização), mas agora deve acabar as disputas nacionais e/ou regionais, com chaveamentos abertos a qualquer rival. 

Entre os estrangeiros mais tradicionais, destaco os argentinos Independiente (7 Libertadores), Arsenal (campeão da Sula 2007), Huracán (vice da Sula 2015) e Racing (1 Libertadores), o Universidad de Chile (campeão da Sula 2011); a LDU (1 Libertadores) e o Cerro Porteño (semifinalista da Sula 2016). 

Confira a agenda da Sua, de 6 de abril a 13 de dezembro, clicando aqui.

Os 20 clubes mais ricos do mundo, com o Manchester United no topo após 12 anos

Balanço geral dos 20 anos do relatório Deloitte Footbal Money League, de 1997 a 2017

O Manchester United, de Pogba, Ibra e Mourinho, voltou a ser o clube mais rico do mundo. Considerando as receitas com bilheteria, direitos de transmissão na televisão e produtos licenciados, o gigante destronou o Real Madrid após doze anos, de acordo com o levantamento anual da Deloitte, o Football Money League. Ao todo, arrecadou 689 milhões euros (R$ 2,3 bi!), a maior cifra já registrada. Mais uma vez o estudo apresenta apenas clubes europeus, ainda que afirme haver uma chance razoável de um brasileiro na lista até 2030 (!!).

No Top 20 estão oito ingleses, quatro italianos, três espanhóis, três alemães, um francês e um russo. O crescimento desses poderosos vem na curva ascendente sobre a participação do “comércio e marketing”, contemplando patrocínios, produtos licenciados e merchandising. É o que mostra o gráfico geral do estudo, com 32% na 10ª edição, 35% na 15ª e 42% nesta 20ª. Não por acaso, já é a maior fonte dos seis maiores, com expansão internacional das vendas. Até no Brasil, onde se vê cada vez mais camisas estrangeiras, sobretudo em criança/adolescentes. Aqui, a venda de direitos de tevê ainda é a maior receita dos principais clubes da Série A, com a maioria investindo na participação de sócios-torcedores para pavimentar outra fonte.

Sobre a análise da Deloitte, através dos balanços oficiais dos clubes, só não foi levado em conta a receita oriunda da transferência de jogadores e impostos. Convertendo as receitas para a moeda brasileira, dez clubes ultrapassaram a barreira de R$ 1 bilhão de faturamento anual. Concorrência pesada.

Confira também balanço de público da Deloitte clicando aqui.

Os 20 clubes mais ricos (faturamento na temporada 2015/2016, em euros):
1º) Manchester United (Inglaterra) – 689,0 milhões
2º) Barcelona (Espanha) – 620,2 milhões
3º) Real Madrid (Espanha) – 620,1 milhões
4º) Bayern de Munique (Alemanha) – 592,0 milhões
5º) Manchester City (Inglaterra)- 524,9 milhões
6º) Paris Saint-Germain (França) – 520,9 milhões
7º) Arsenal (Inglaterra) – 468,5 milhões
8º) Chelsea (Inglaterra) – 447,4 milhões
9º) Liverpool (Inglaterra) – 403,08 milhões
10º) Juventus (Itália) – 341,1 milhões
11º) Borussia Dortmund (Alemanha) – 283,9 milhões
12º) Tottenham (Inglaterra)- 279,7 milhões
13º) Atlético de Madrid (Espanha) – 228,6 milhões
14º) Schalke 04 (Alemanha) – 224,5 milhões
15º) Roma (Itália) – 218,2 milhões
16º) Milan (Itália) – 214,7 milhões
17º) Zenit (Rússia) – 196,5 milhões
18º) West Ham (Inglaterra) – 192,3 milhões
19º) Internazionale (Itália)- 179,2 milhões
20º) Leicester (Inglaterra) – 172,1 milhões  

A seguir, detalhes dos cinco primeiros, com a evolução da receita (annual revenue) nos últimos cinco anos e a participação da bilheteria (matchday), transmissão na TV (broadcast) e comércio e marketing (commercial).

A retomada da liderança por parte dos Red Devils, pela primeira vez desde 2003/2004, foi fundamentada no crescimento do ganho comércio/marketing. Passou de 263 milhões para 363 milhões de euros, ou 37,8% a mais.

Reprodução do quadro do Manchester United no estudo da Deloitte sobre a temporada 2015/2016

No Barça, a aliança com novos parceiros (e contratos) ajudou o clube a enfim passar o arquirrival da capital. Os direitos de transmissão passaram de 200 milhões de euros – não por acaso, quase todos os jogos passam no Brasil.

Reprodução do quadro do Barcelona no estudo da Deloitte sobre a temporada 2015/2016

Embora tenha sido campeão da Champions League e do Mundial de Clubes, o Real Madrid despencou do 1º para o 3º lugar. O que não significa que a receita do clube caiu. O clube arrecadou 7,4% a mais que em 2015/2016.

Reprodução do quadro do Real Madrid no estudo da Deloitte sobre a temporada 2015/2016

O Bayern de Munique ganhou um posição no ranking mundial de finanças, subindo para o 4º lugar, numa temporada em que aumentou a sua receita bruta em 24,8%, ou 118 milhões de euros a mais. Em cinco anos, essa conta dá 60%.

Reprodução do quadro do Bayern de Munique no estudo da Deloitte sobre a temporada 2015/2016

Entre os cinco primeiros, o Manchester City é que menos depende da bilheteria dos jogos, com comércio e tevê numa balança equilibrada. Por sinal, a campanha do clube à semifinal da Champions foi determinante para a colocação.

Reprodução do quadro do Manchester City no estudo da Deloitte sobre a temporada 2015/2016

Entre os 20 clubes mais ricos do mundo, médias de público entre 16 mil e 80 mil

A torcida do Borussia Dortmund do Signal Iduna Park em 2016. Foto: Borussia/instagram (@bvb09)

Há dois anos, o Borussia Dortmund ampliou Signal Iduna Park para até 81.360 torcedores nos jogos do campeonato alemão, incluindo um setor em pé, a chamada “muralha amarela”. Com isso, alcançou um patamar incrível. Com a fidelidade de sua torcida, o clube quebrou o recorde de média de público, agora de 80.760, com uma taxa de ocupação de 99,2%! O índice em 2015/2016 superou a própria marca de 2014/2015, a primeira a passar de 80 mil. No futebol, Barça e Real, devido à capacidade de seus estádios, também poderiam chegar a tanto, mas vêm um pouco abaixo. O quadro está presente no levantamento da consultoria inglesa Deloitte, com os vinte clubes mais ricos do mundo.

Já são cinco anos consecutivos com o Borussia liderando a média de público no mundo, considerando os números oficiais das ligas nacionais. A última vez que não ficou à frente, neste contexto, foi em 2010/2011, por pouco. Barcelona 79.186 x 78.416. Vale lembrar que na Champions League o clube é obrigado a colocar assentos em todos os setores, com a capacidade do Signal caindo para 65.829. Apesar da torcida robusta, via season ticket, a bilheteria representa apenas 22% do faturamento do Borussia, o 11º clube mais rico.

Segundo o relatório da Deloitte (Football Money League), seis dos vinte mais ricos tiveram uma assistência superior a 60 mil torcedores. O Arsenal ficou a um triz, 20 pessoas. Os londrinos cobram os ingressos mais caros da Europa (que representam 29% da receita do clube). Outra curiosidade é o Zenit, listado mesmo com apenas 16 mil espectadores por jogo. O borderô equivale a 5% do faturamento, enquanto as áreas comercial e de marketing geram 74%.

Confira as médias dos times mais abonados nas últimas quatro temporadas. Como curiosidade, os índices do Trio de Ferro do Recife no mesmo período.

2015/2016 (os 20 mais ricos)
80.760 – Borussia Dortmund (Alemanha, 17 jogos)
79.724 – Barcelona (Espanha, 19 jogos)
75.327 – Manchester United (Ingleterra, 19 jogos)
75.017 – Bayern de Munique (Alemanha, 17 jogos)
71.280 – Real Madrid (Espanha, 19 jogos)
61.076 – Schalke 04 (Alemanha, 17 jogos)
59.980 – Arsenal (Inglaterra, 19 jogos)
54.013 – Manchester City (Inglaterra, 19 jogos)
46.160 – Paris Saint-Germain (França, 19 jogos)
45.538 – Internazionale (Itália, 19 jogos)
44.108 – Liverpool (Inglaterra, 19 jogos)
43.087 – Atlético de Madrid (Espanha, 19 jogos)
41.500 – Chelsea (Inglaterra, 19 jogos)
39.106 – Juventus (Itália, 19 jogos)
37.777 – Milan (Itália, 19 jogos)
35.839 – Tottenham (Inglaterra, 19 jogos)
35.321 – Roma (Itália, 19 jogos)
32.024 – Leicester (Inglaterra, 19 jogos)
34.873 – West Ham (Inglaterra, 19 jogos)
16.813 – Zenit (Rússia, 15 jogos)

2014/2015 (+60.000 entre os 20 mais ricos)
80.423 – Borussia Dortmund (Alemanha, 17 jogos)
77.632 – Barcelona (Espanha, 19 jogos)
75.335 – Manchester United (Inglaterra, 19 jogos)
72.969 – Real Madrid (Espanha, 19 jogos)
72.882 – Bayern de Munique (Alemanha, 17 jogos)
61.577 – Schalke 04 (Alemanha, 17 jogos)

2013/2014 (+60.000 entre os 20 mais ricos)
79.856 – Borussia Dortmund (Alemanha, 17 jogos)
75.203 – Manchester United (Inglaterra, 19 jogos)
71.988 – Barcelona (Espanha, 19 jogos)
71.131 – Bayern de Munique (Alemanha, 17 jogos)
70.739 – Real Madrid (Espanha, 19 jogos)
61.269 – Schake 04 (Alemanha, 17 jogos)
60.014 – Arsenal (Inglaterra, 19 jogos)

2012/2013 (+60.000 entre os 20 mais ricos)
79.893 – Borussia Dortmund (Alemanha, 17 jogos)
75.530 – Manchester United (Inglaterra, 19 jogos)
71.235 – Barcelona (Espanha, 19 jogos)
71.000 – Bayern de Munique (Alemanha, 17 jogos)
65.268 – Real Madrid (Espanha, 19 jogos)
61.000 – Schalke 04 (Alemanha, 17 jogos)
60.000 – Arsenal (Inglaterra, 19 jogos)

As médias dos clubes pernambucanos no Campeonato Brasileiro:

2016
16.004 – Sport (Série A, 19 jogos)
9.855 – Santa Cruz (Série A, 19 jogos)
8.039 – Náutico (Série B, 19 jogos)

2015
17.132 – Sport (Série A, 18 jogos*)
14.733 – Santa Cruz (Série B, 19 jogos)
6.851 – Náutico (Série B, 19 jogos)
* Ainda houve um jogo de portões fechados

2014
18.324 – Sport (Série A, 19 jogos)
13.140 – Santa Cruz (Série B, 19 jogos)
6.582 – Náutico (Série B, 19 jogos)

2013
28.150 – Santa Cruz (Série C, 13 jogos)
17.472 – Sport (Série B, 19 jogos)
11.301 – Náutico (Série A, 19 jogos) 

A torcida do Borussia Dortmund do Signal Iduna Park em 2016. Foto: Borussia/instagram (@bvb09)

Nos pênaltis, Sport vence o The Strongest e conquista o tri da Taça Ariano Suassuna

Taça Ariano Suassuna 2017: Sport 1 (4) x (2) 1 The Strongest. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

Em seu terceiro ano, a Taça Ariano Suassuna foi decidida nos pênaltis pela primeira vez. No tempo regulamentar, 1 x 1, com o Sport segurando o The Strongest durante 64 minutos, depois da expulsão de Ronaldo Alves. No desempate, o time teve batedores reservas e o goleiro reserva. Com a mudança integral da equipe que começou a peleja na Arena Pernambuco, o tri veio com nomes improváveis. Matheus Ferraz, Lenis, Paulo Henrique e Marquinhos converteram e Agenor defendeu uma cobrança, com a série encerrada em 4 x 2.

Sobre o único teste leonino na pré-temporada, os cerca de oito mil espectadores viram um começo empolgante. Mas só durou 26 minutos, até o zagueiro puxar um adversário sendo o último leonino. Rigor do árbitro num amistoso? Não. Até ali, o Sport sobrava, criando seguidas oportunidades, com o campeão boliviano quase não passando do meio-campo. Diego Souza, convocado à Seleção, fez a primeira grande jogada. Na sequência, após escanteio, Rithely desviou um cruzamento de Everton Felipe e marcou o primeiro gol rubro-negro em 2017.

Taça Ariano Suassuna 2017: Sport x The Strongest. Foto: João de Andrade Neto/DP

Com dez (Leandro Pereira foi sacrificado na recomposição da defesa), o Leão se perdeu. Abusando de jogadas (bem) ensaiadas em escanteios, o Strongest passou a exigir Magrão. De contrato renovado, o goleiro fez três ótimas defesas. Só não evitou a última finalização da primeira etapa, de Bejarano.

Apesar da tarde complicada, Daniel Paulista pensou à frente, poupando os titulares. Na retomada, uma nova formação, com contratado (Marquinhos), gente sem espaço (Agenor, Mansur e Lenis) e garotos da base (Thallyson e Fábio). Sem entrosamento, ainda mais com Fábio de organizador, errando tudo. Entrou afobado e logo foi substituído, na última troca, com Paulo Henrique. Melhorou o time, dando mais força e tranquilidade, embora tenha desperdiçado duas chances. No fim, num jogo mais nervoso do que se imaginava, o empate ficou de bom tamanho. E nas penalidades, a primeira alegria leonina no ano.

Taça Ariano Suassuna 2017: Sport x The Strongest. Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife

As compras milionárias dos clubes de futebol do Nordeste no Plano Real

As compras milionárias do futebol nordestino no Plano Real. Arte: Cassio Zirpoli/DP

O perfil exportador do futebol nordestino é bem antigo, com craques negociados desde o início do profissionalismo no país, como Ademir Menezes, do Sport para o Vasco em 1942. E do clube carioca para a Copa do Mundo. Caminhos para o Sul-Sudeste e também para o exterior. Ainda bem, há o caminho inverso. Mais recente e numa rotação menor, o clubes da região também vêm contratando jogadores com cifras milionárias. O blog reuniu as negociações (divulgadas) no Plano Real, em circulação desde 1º de julho de 1994 – considerando ao menos R$ 1 milhão independentemente do percentual adquirido sobre os direitos.

À parte da década atual, surpreende o Vitória em 1997, com quatro compras seguidas, no embalo da parceria com o Banco Excel, que bancou R$ 10,8 milhões nos reforços, além de mediar o empréstimo de Túlio Maravilha, então no Corinthians, também patrocinado pelo banco. Na temporada seguinte, também respaldado por um banco (o Opportunity), o Bahia entrou na estatística. A partir de 2012, no início da era das supercotas da televisão, no Brasileirão, quatro clubes da região conseguiram realizar transações neste porte, até o Náutico, o único ‘não cotista’, mas presente na elite no ano da vinda de Kieza.

Número de jogadores comprados (20 nomes até 11/01/2018*)
8 – Sport
7 – Vitória
4 – Bahia*
1 – Náutico
* O Bahia também comprou 55% de Hernane Brocador e 50% de Edgar Junio, mas com valores desconhecidos

Número de jogadores comprados por estado:
11 – Bahia
9 – Pernambuco

O ranking é apresentado tanto em reais quanto em dólares. Isso porque, em mais de duas décadas, o valor da moeda nacional já flutuou bastante. Se no início chegou a valer mais que o dólar, em determinado momento caiu para 1/4 da moeda americana. Por sinal, apesar de o euro ser a versão mais utilizada, hoje, no futebol internacional, o blog opta pelo dólar uma vez que a moeda europeia só foi criada em 1999, sendo impossível calcular valores anteriores.

A pesquisa engloba valores oficiais e extraoficiais, esses divulgados na imprensa (jornais e sites), uma vez que os clubes raramente revelam os números oficiais – nem em seus balanços financeiros. Na maioria dos casos, cada compra foi informada em um valor (real, dólar ou euro), com o blog convertendo nas duas colunas abaixo de acordo com o câmbio de cada época, precisamente no dia da notícia.

Ah, existe a possibilidade de alguns nomes terem sido esquecidos. Por isso, caso lembre, pode deixar o seu comentário no post, que a lista será atualizada.

Com a 3ª campanha de sócios na década, Santa retoma plano de ingresso garantido

Setores do Arruda para a campanha de sócios "Santa Forte". Crédito: reprodução (santaforte.com.br)

Em menos de seis anos, a Santa Forte é a terceira campanha de sócios apresentada pelo Santa Cruz. O novo projeto é focado no escalonamento de descontos a todos os setores do Arruda aos associados, incluindo um acesso livre a partir do anel superior às quatro categorias (de um total de seis) a partir de R$ 25. Com isso, o clube tenta retomar o quadro adimplente, que teve uma queda de 50% no segundo semestre de 2016. No contexto voltado para o futebol, o plano básico é o Todos com o Santa, que também garante desconto de 75% para a arquibancada na barra do canal, à direita das cabines de televisão.

No topo está o plano Fita Azul, com os anéis inferior e superior liberados, além de 25% de desconto para as cadeiras cativas. Com a mudança drástica em relação ao projeto anterior, o “Santa Cruz de Corpo e Alma”, será feita a transição automática dos planos dos sócios em dia, hoje seis mil. Originalmente, o plano de metas de Alírio Moraes para o triênio 2015-2017 visava 45 mil sócios nesta temporada. Hoje, a meta está em 20 mil (número ainda bom).

O recorde do Santa é de 1999, na gestão de Jonas Alvarenga. Na ocasião, baratou a mensalidade para R$ 5, também atrelando exclusivamente ao futebol. Com Mancuso de garoto-propaganda, o clube passou de um quadro à beira do colapso, com apenas 464 torcedores em dia, para 27 mil adimplentes

Abaixo, as últimas campanhas e os planos (e maiores vantagens) de cada uma.

Santa Cruz Forte (2017, com descontos em ingressos no Mundão)
Fita Azul (R$ 99,99) – Cadeiras (25%) e sociais/escudo/barra/superior (100%)
Tri-Super ( R$ 54,99) – Cadeiras (25%), sociais (50%) e inferior/superior (100%)
Mais Querido (R$ 34,99) – Sociais (50%), escudo (75%) e barra/superior (100%)
Todos com o Santa (R$ 24,99) – Escudo (25%), barra (75%) e superior (100%)
Identidade Coral (R$ 9,99) – Prioridade de compra
Ninho tricolor (R$ 5) – Para crianças até 10 anos. Descontos em ações do clube

Lançamento (21/01/2017): 6.003 sócios

Campanha de sócios do Santa Cruz em 2017, "Santa Forte". Crédito: Santa Cruz/twitter (@SocioSANTAFORTE)

Santa Cruz de Corpo e Alma (2015-2017)
Sócio-família (R$ 50) – 50% de desconto para o titular e dependentes
Sócio-torcedor (R$ 30) – 50% de desconto para o titular
Sem fronteira (R$ 15) – para torcedores de outros estados
Curumim (R$ 10) – para crianças até 12 anos, com promoções exclusivas

Lançamento (26/01/2015): 4.332 sócios
Auge (05/2016): 12 mil titulares (+177% sobre o lançamento)
Fim (20/01/2017): 6.003 sócios (-50% sobre o auge e +38% sobre o lançamento)

Campanha de sócios do Santa Cruz em 2015-2017: Sou Santa Cruz de Corpo e Alma

Guerreiro Fiel (2011-2015)
Prata (R$ 30) – acesso livre às sociais
Ouro (R$ 50) – ingresso para o titular e desconto para dependentes
Master (R$ 100) – dois ingressos por jogo
Patrimonial (R$ 30) – ingresso para o titular e desconto para dependentes

Lançamento (07/07/2011): 4.900 sócios
Auge (10/2014): 16 mil titulares (+226% sobre o lançamento)
Fim (25/01/2015): 4.332 sócios (-72% sobre o auge e -11% sobre o lançamento)

Campanha de sócios do Santa Cruz em 2011-2015: Guerreiro Fiel

Reformulado e abraçado pela torcida, Santa vence o Papão e leva a Asa Branca

Taça Asa Branca 2017, final: Santa Cruz 1x0 Paysandu. Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz (site oficial)

A partida já tinha começado, com a tarde caindo no Arruda e o público ainda chegando. Numeroso, no passo lento, nas bilheterias e portões. Com meia hora, o jogo com um visual razoável se transformou numa excelente presença, com 14.002 torcedores – dando a impressão até de mais gente. Público ansioso pelo primeiro jogo do Santa em 2017. Antes, um jogo-treino e um amistoso de portões fechados. Agora, além de matar a saudade de casa, ainda teria um adversário bem mais qualificado, o Paysandu. Para completar, uma taça em jogo. A Asa Branca, reunindo os últimos campeões do Nordestão e da Copa Verde.

Aí, sabemos, o copeirismo ajuda, pré-temporada à parte. Até mesmo porque o time de Vinicius Eutrópio foi totalmente reformulado em relação àquele rebaixado. Os principais nomes foram à Libertadores: Léo Moura/Grêmio, João Paulo/Botafogo, Arthur/Chape, Keno/Palmeiras e Grafite/Atlético-PR.

Taça Asa Branca 2017, final: Santa Cruz 1x0 Paysandu. Foto: Diego Borges/Esp. DP

No sábado, apenas um remanescente, o lateral Vítor. Tal simbolismo valeu até a braçadeira de capitão. Sobre as caras novas, um desencontro natural, mesmo com os 17 dias de treino. O time teve mais volume no primeiro tempo, mas numa atuação fraca, tecnicamente – até esperada, na visão do blog. O entrosamento não viria na estreia, com ou sem taça em disputa. Ainda assim, naquela correria, saiu o gol da vitória por 1 x 0, num belo chute de Léo Costa aos 34 minutos. Pegou da meia lua e mandou no cantinho. A torcida ainda vibrou com a primeira defesaça de Júlio César (um jogo, uma taça), espalmando no ângulo.

No intervalo, nada de (inúmeras) trocas. A formação se manteve para dar liga. Em vantagem, os corais atuaram nos contragolpes, de forma cadenciada e sem correr riscos – com o paraense (e futuro adversário na B) inoperante. Com a noite já viva, o povão presente viu mais uma taça na galeria. É sempre bom.

Taça Asa Branca 2017, final: Santa Cruz 1x0 Paysandu. Foto: Rodrigo Baltar/Santa Cruz (site oficial)