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ENCOSTAS DA CHAPADA DO ARARIPE // SOB A INFLUÊNCIA DO REI DO BAIÃO

Enquanto Exu resgata a memória de Luiz Gonzaga, Bodocó e Araripina atraem turistas, respectivamente, pelo doce de leite e a religiosidade

Exu

Localizada na Chapada do Araripe, a 500 quilômetros da capital pernambucana, Exu tem o selo de ser a casa do eterno Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. Mas além desse peso cultural, o município possui atrativos naturais que chamam atenção dos turistas, com uma área rural que apresenta uma rica fauna e flora nativas.

A estada em Exu pode começar com a visita ao Parque Aza Branca (A Aza Branca de Luiz Gonzaga é com z). O parque reúne a casa que artista morou nos últimos sete anos de vida e onde está o acervo original do mobiliário dos cômodos; o mausoléu, com os restos mortais dele e da esposa Helena, e o museu, com roupas de shows, edições de jornais referentes ao compositor, discos, instrumentos musicais, troféus, discos de ouro e platina, entre outras peças originais. Funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Em feriados nacionais durante a semana, o parque fecha. A entrada custa R$ 6 e crianças pagam R$ 3. O local tem uma lojinha que dá para garantir uma lembrança ou um presente: camisas, chaveiros, quadros, canecas com referência do poeta do Sertão estão à venda.

Quem quiser um contato maior com a natureza, o sítio Mangueiras é passagem obrigatória. A área fica na estrada de Exu no sentido para o Ceará. Lá, há pouco mais de um ano, aconteceu a soltura de papagaios pelo Ibama. Foram mais de 150 aves, que já reproduziram na encosta da chapada por ser um ambiente favorável. É possível acompanhar as revoadas e o “ataque” às frutas nos pés. E mais: tem veados, açudes com peixes da região e até macacos girando pelo lugar. Há toda uma infraestrutura para os visitantes: piscina, bar, restaurante.

Dá para passar o dia lá. O dono não cobra entrada, mas o consumo de comidas e bebidas precisa ser do estabelecimento. A dica de melhor dia é o domingo, quando são servidos a galinha de capoeira e o peixe frito, especialidades da casa, acompanhados de baião de dois e pirão, respectivamente. Quem quiser comer pela cidade, a pedida é o restaurante Sabor do Sertão. Carro-chefe: picanha bovina ou de carneiro. Acompanha macaxeira frita, baião cremoso e salada.

Bodocó

A quem você perguntar quando deve ir a Bodocó, no Sertão do Araripe, em Pernambuco, vão responder: em março. É quando o município festeja o seu padroeiro São José e a cidade recebe o maior número de pessoas. Mas a cidade movimenta outras atividades que fazem a visita muito interessante. Para se ter ideia, há produção de doce de leite o ano inteiro. São cerca de 20 fabricantes, que fazem o manejo do leite e do doce em casa mesmo, num simples formato familiar. Além disso, a localização à beira da Chapada do Araripe fez a estrutura das rochas formar piscinas em qualquer sinal de chuva, o que já garante o banho e o lazer na cidade, em pleno semiárido nordestino.

Quem se interessou pelo doce de leite, turistas são bem-vindos nas casas dos fabricantes. Durante a produção, eles permitem experimentar a iguaria recém-saída do fogo. Quentinha ainda, se quiser. Sem falar que dá para comprar sob preço de fabricante. A fábrica Pais e Filhos vende um pote de 950 gramas por R$ 8. São 500 unidades dessas por dia saindo para outras cidades do estado, além de Ceará e Paraíba. Quem preferir doce com misturas, há doce de leite com opção de acompanhamento, como coco ou goiabada. Outro diferencial: é doce do leite de curral, sem conservante.

Já a partir de dezembro, as chuvas chegam à região e, mesmo em pequenas proporções, já garantem outro ponto de diversão da cidade. Um deles é o caldeirão do amor, no Sítio Jiboia. O nome do lugar é porque, entre as pedras, ficam uns acúmulos de água, tipo piscinas, e um deles é em formato de coração.

A Pedra do Claranã vale a visita. É uma grande formação rochosa que criou grutas, cavernas e pequenos lagos na estrutura. A visão de cima no pôr do sol vale a ida. Em fins de semana, as pessoas levam bebidas e comidas e ficam curtindo a vista da chapada na Pedra do Claranã. Tem uma curiosidade:  moradores indicam sempre passar pelo “portal da felicidade”, que é uma árvore que tem o tronco no formato de arco. “Ao passar, dias melhores virão”, garantem os moradores.

Araripina

O centro econômico e comercial do Araripe está em Araripina. A cidade é o polo do gesso, um grande instrumento na geração de riquezas locais em Pernambuco, mas o lugar tem mais que o “ouro branco”. Quem quiser conhecer um pouco mais da história do município, foi implantado recentemente um memorial histórico da cidade, que conta o carnaval, a cultura, a política e, principalmente, a origem religiosa do município, que passou a integrar um dos agentes turísticos do Sertão pernambucano. Funciona de segunda a sábado, das 9h às 12h.

A religiosidade da cidade remonta ao Santuário do Senhor da Verônica, em referência à mulher que enxugou as lágrimas e limpou o rosto de Jesus no caminho para a crucificação. Apesar de referências católicas claras, o lugar é místico. Fica em áreas mais altas da cidade e criou um simbolismo muito forte. Fins de semana e feriados, realizam-se missas e várias missões vão ao encontro da fé, já que a santa se tornou milagreira para seus fiéis. Um anexo da capela, batizado de casa dos milagres, reserva o espaço mais esperado no qual as pessoas fazem pedidos de salvação própria ou de familiares.

As paredes são cheias de fotos de pessoas que venceram ou, sobretudo, lutam contra algum tipo de adversidade de saúde. A manutenção do lugar, inclusive, entra em pauta nas promessas. Pessoas limpam diariamente o terreno, a capela e a casa dos milagres, cumprindo o que prometeram no pedido à santa. O visual do Sertão do santuário é outro motivo para a visita. O acesso é livre.

[ FICA A DICA
EXU

 

  • Onde comer? 
  1. Restaurante Sabor do Sertão
  2. Churrascaria Camaragi

 

  • Vale a pena conhecer
  1. Sítio Manguinhos
    Parque Aza Branca (Casa, museu e mausoléu de Luiz Gonzaga)
    Funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Em feriados nacionais durante a semana, o parque fecha. A entrada custa R$ 6 e crianças pagam meia entrada

 

BODOCÓ

 

  • Vale a pena conhecer
  1. Pedra do Claranã (Portal da Felicidade)
  2. Caldeirão do Amor
  3. Fábricas artesanais de doce de leite
  4. Unidades de produção de queijo coalho

 

  • Onde se hospedar
  1. Hotel Bodocó

 

ARARIPINA

 

  • Vale a pena conhecer
  1. Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
  2. Parque Três Vaqueiros (só em tempos de vaquejada)
  3. Memorial Histórico de Araripina
  4. Santuário do Senhor da Verônica

 

  • Lazer
  1. Restaurante Portal da Cidade
  2. Restaurante Maria de Ló
  3. Bodega da Serra

 

  • Onde se hospedar
  1. Hotel Boulevard
  2. Araripina Palace Hotel