Plano de Mobilidade do Recife terá regras para estacionamentos privados

 

Estacionamentos privados terão novas regras em 2016 Foto Guilherme Veríssimo DP/D.A.Press

Estacionamentos privados terão novas regras em 2016 na capital pernambucano –  Foto Guilherme Veríssimo DP/D.A.Press

Até 2012, a Prefeitura do Recife havia concedido 314 alvarás para estacionamentos particulares. Em três anos, os números não foram atualizados. Mas é um negócio que cresce a olhos vistos, regulares ou não, eles estão em qualquer esquina. Mas essa lógica pode mudar. As regras de estacionamento particulares vão fazer parte de uma política pública. De acordo com o Instituto da Cidade Pelópidas da Silveira, o estudo que será incluído no Plano de Mobilidade do Recife a ser entregue em maio de 2016 e trará regras para instalação dos estacionamentos, que afetam diretamente a circulação viária.

A mudança na política da implantação desses equipamentos já é uma tendência adotada em outros países. Os urbanistas partem de um pressuposto básico: o carro vai onde há espaço para estacionar. Dessa forma, não há como pensar em reduzir ou redirecionar o tráfego com estacionamentos em qualquer esquina. O professor de planejamento e transporte urbano da Universidade de Yokohama, no Japão, Fumihiko Nakamura é um dos defensores. “Os estacionamentos são de extrema importância na utilização da terra e é exatamente por isso, que precisam ser definidos pelo poder público e não pelo privado”, destacou.

O pensamento do professor é compartilhado pelo atual secretário executivo de planejamento de território do Instituto da Cidade Pelópidas da Silveira, Sidney Schreiner, que fez escola no Japão, onde estudou por nove anos, e é um dos discípulos de Nakamura. “Nós estamos desenvolvendo essa linha de pensamento para o plano de mobilidade. Nós precisamos usar o número de vagas a serem disponilizadas como forma de coibir a circulação em certas áreas da cidade”, apontou Schreiner.

O município além de não dispor de informações dos estacionamentos regularizados não tem controle dos clandestinos. O empresário Cristóvão Pedrosa da Fonseca Filho, 51 anos, herdou do pai um terreno de dois mil metros quadrados com entrada para as ruas da Concórdia e Floriano Peixoto, no São José. “Nós pagamos impostos, mas qualquer terreno hoje serve de estacionamento”,disse